segunda-feira, outubro 06, 2014

Flexibilidade sem Perder o Foco

Lá estava eu, de férias em Fortaleza em Julho deste ano quando ao olhar meu email vejo a novidade dos layoffs na Microsoft. Claro, susto todo mundo toma, não importa o quanto o “cabra” seja bom, ele sempre vai ficar com a “pulga atrás da orelha”. Na sexta, logo após o anúncio das demissões (que acredito eu foi na quarta) começo a receber emails de amigos da organização que caíram no pente fino e estavam saindo da empresa. Baque, principalmente para quem estava de férias e teve que digerir uma mudança não esperada como essa.

Ao chegar no Texas tivemos uma reunião e fui informado que estava sendo transferido para o time de Enterprise Mobility, devido a meu trabalho anterior com BYOD (o paper que escrevi) e das palestras que já ministrei na área. Beleza, gostei bastante pra falar a verdade pois era o que eu estava focado mesmo, involve segurança, nuvem e mobilidade: perfeito! Porém, tive que dar um passo atrás e analisar o cenário como um todo, pois agora estava com uma nova gerente, que na realidade é a diretora do meu ex-gerente. Várias perguntas vieram na minha cabeça de como fazer o assessment daquela situação, pois apesar do tema ser algo que vinha exercendo, eu iria para uma equipe especializada nisso e a expectativa é que eu chegasse “hit the ground running”. Meu primeiro passo foi estudar o problem domain: mobility, entender não só do ponto de vista MS, mas também do mercado o que isso significava, com isso resolvi estudar para a prova da CompTIA de Mobility+, que é uma prova vendor agnostic com vários conceitos importantes sobre BYOD, Políticas para Mobile devices, MDM, Security, MAM, etc. Puxei um pouco a corda neste um mês de estudo por que queria aprender ao máximo e fazer logo a prova, por isso vinha acordando cedo (quem viu isso no meu Instagram sabe do que estou falando). Um mês depois que começei a estudar por esse livro, hoje, fiz a prova e passei.

Porém, um dos meus pontos do meu post de hoje não é falar sobre passar (que é alcançar o objetivo quando se começa a estudar para uma prova), mas sim o que você aprendeu, e o que você se tornou durante o processo. Por isso hoje pela manhã quando acordei e li Tony Robbins, o trecho abaixo bateu como uma luva:

“Goals are a means to an end, not the ultimate purpose of our lives. They are simply a tool to concentrate our focus and move us in a direction. The only reason we really pursue goals is to cause ourselves to expand and grow. Achieving goals by themselves will never make us happy in the long term; it’s who you become, as you overcome the obstacles necessary to achieve your goals, that can give you the deepest and most long-lasting sense of fulfillment.”

Isso é pura verdade, até mesmo por que a alegrida de passar dura uma hora, duas horas, um dia talvez, mas o que você ganha com o processo que lhe fez passar é o que interessa e o que vale mais. Seja em uma prova ou seja em uma dieta para perder peso, ou seja em uma preparação para o campeonato. O processo de treino diário, disciplina diárias de fazer o que tem que ser feito é o que vai lhe trazer bagagem para vida.

O outro ponto deste post é para mostrar que mesmo quando estamos estabelecidos profissionalmente em empresas grandes, temos uma bagagem, um nome e uma reputação, nunca estamos seguros se nos deixarmos cair na “zona de conforto” e parar de evoluir, aprender e trabalhar duro. Se na sua vida profissional você se sentir muito confortável no que faz e não procurar desafiar a si mesmo para continuar melhorando, uma hora (como um layoff destes) você poderá ser afetado. Trata a empresa que você trabalhar como seu cliente, inove e entregue com qualidade. Quando terminar, repita tudo e sempre mostre seu valor, trate bem o seu cliente e sempre terá clientela.

Abraços!

Um comentário:

Francisco Pereira disse...

Para iniciar a semana motivado, obrigado por compartilhar esses momentos.