quarta-feira, agosto 09, 2017

O Mundo Virtual e seus Efeitos Colaterais

Agora que já fazem dois dias que cheguei do Brasil (após um mês por lá), decidi colocar neste texto algo que já vinha refletindo equanto estava lá. Esta ida para o Brasil depois de um ano e meio foi bem diferente, teve coisa boa, e coisa ruim. Mas ao invés de falar diretamente sobre estes dois pontos em uma visão direta, vou falar sobre comportamento.

Antes de ir ao Brasil, postei no meu Facebook sobre a ida, sobre os eventos que ia fazer, e tudo mais. Recebi WhatsApp de pessoas próximas, expressando a satisfação em poder me reencontrar, dizendo, prometendo um encontro, um bate papo. Cheguei a Fortaleza, e nada....chamei a pessoa para sair, a promessa foi feita, e no final, nada..não apareceu. Isso se repetiu em vários casos, não um, não dois, vásrios. Não estou aqui cobrando nada de nimguém, apenas estou fazendo uma análise mais profunda sobre "comportamento" no contexto de “prometer online que vai fazer, e na vida real não fazer”. 

Eu particularmente tenho um sério problema, se eu prometer, eu vou fazer, nem que me lasque. Isso é tão verdade que tinha prometido a visita a um grande amigo, não consegui fazer antes pois nossa agenda não batia, mas no sábado (um dia antes de voltar para casa), fui na casa dele (de Uber), fiquei lá 10 minutos (pois ele tinha compromisso) e voltei (de Uber de novo). Para mim, promessa é dívida, seja ela online ou cara a cara.

Bem, voltando a análise mais aprofundada sobre o tema, decidi pesquisar mais sobre o assunto e achei um estudo que mostra este gráfico abaixo:



Eu já tinha lido algo a respeito, mas sobre adolescentes, que eles preferem falar via text que pessoalmente, porém eu só de 1974, cresci falando cara a cara com amigos, e não achei que pessoas com a mesma idade (ou mais velha) que eu iriam se portar desta forma. Apesar disso ser uma tendência, temos um grande problema aí: não estamos tendo mais contato “face to face”, e as pessoas estão se acostumando com isso, achando que é normal. Uma boa parte das pessoas que disseram que iram se encontrar comigo, me elogiaram online, expressaram a felicidade em poder me rever (online), mas na vida real não mostraram o mesmo entusiasmo, ao ponto de sequer dar as caras. O que me põe a pessar que hoje em dia, ao anunciar online que vai se fazer algo já dar o mesmo prazer e sentimento que fazer na vida real. Tipo, tem gente que anunciar que vai palestrar daqui a dois meses, recebe vários elogios, se sente bem, e caso a palestra seja cancelada, aquela pessoa não se sente afetada, pois já ganhou os "louros" online. Sacou? Pois é.

Isso bate totalmente com alguns relatos de amigos com que tive o prazer de me encontrar, e ouvir deles: cara, agente só se vê uma vez por ano quando o Yuri está aqui, o resto do ano inteiro moramos na mesma cidade mas só nos falamos via WhatsApp. Simplesmente, WOW!!!

Ao passo que tive essa experiência não agradável com boa parte dos contatos do Facebook, tive uma excelente receptividade com o pessoal que conheci via LinkedIn, principalmente na noite de autógrafos no Rio

Noite de Autógrafos no Rio de Janeiro

Para você ter uma idéia, tive mais pessoas na noite de autógrafos no Rio de Janeiro, que na minha própria terrinha, Fortaleza (talvez a máxima de que santo de casa não faz milagres aplica-se aqui?). Mas o ponto não é quantidade, e sim qualidade, e tenho uma enorme gratidão aos que compareceram em Fortaleza, pois sei inclusive que alguns foram no sacrifício, como é o caso do Professor Marcus Fábio, que estava dando aula e levou a turma inteira durante o coffee break só para dizer um alô e tirar uma foto, isso chama-se: comprometimento com a palavra.

Professor Marcus Fábio (a minha direita) e a turma de Security+

Porém, minha surpresa maior ficou no interior do Ceará, como relatei neste blog, onte tive a oportunidade de conhecer pessoalmente várias pessoas que conheci online, e isso é o lado bom do mundo virtualizado, criar um elo virtual que um dia possa tornar-se real. No final das contas, não há NADA igual a comunicação frente a frente, olho no olho, ter a capacidade de falar e observar a linguagem corporal da outra pessoa ao receber a informação. Isso é viver de forma real!

Turma de Itapipica

Outro ponto alto foi poder conhecer toda equipe da Novaterra e Clávis Segurança, pessoas que já trabalho a 10 anos (no caso da Novaterra) e a 4 (no caso da Clavis) de forma online, mas nunca tinha tido a oportunidade de dar um aperto de mão. Para mim isso foi impagável, um momento único.

Equipe da Clavis Segurança na noite de autógrafos no Rio de Janeiro

Diretores da Editora Novaterra

A minha conclusão aqui são duas: 
  • Quando tiver a oportunidade de conhecer, ou rever, ou conversar cara a cara com alguém, faça! Pois neste mundo de hoje, nunca sabemos quando teremos outra oportunidade igual aquela.
  • Se prometeu algo a alguém, faça. Se não fez no dia que prometeu, corra atrás e faça outro dia, mas faça. Achar que é normal prometer e não entregar é um vício que muitas vezes começa em pequenas ações, e se leva até o mundo profissional.

É isso aí pessoal, curta o mundo virtual, mas não transforme-se em um rôbo.

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