sexta-feira, abril 15, 2016

Transparência

No mundo mágico das redes sociais, onde fala-se o que quer e ouve-se o que não quer, há surpresas todos os dias. Mas essa semana tive uma surpresa no mínimo “interessante”, pois muitas vezes sou “chamado atenção” por posts considerados “pesados” para os olhinhos meigos de alguns, mas dessa vez não, dessa vez foi outra “nóia”.

Estou a trabalho em Redmond, e confesso que nunca, absolutamente nunca gostei de viagem a trabalho. Faço pois é meu dever e procuro executar com qualidade enquanto estou fora, mas agora dizer: “rapaz, não vejo a hora de viajar a trabalho”, isso nunca ocorreu. Lembro que quando trabalhava na Telemar em 1999 e tinha que ir na Telemar do Rio de Janeiro, eu ia de manhã, fazia o que tinha que fazer e voltava no último vôo, mas chegava em casa no mesmo dia. O meu motivo é simples: não gosto de ficar longe da minha família. Claro, que existem ocasiões que são necessárias, e provei que posso fazer sacrifício caso seja necessário, basta lembrar dos seis meses que fiquei sozinho nos EUA quando me mudei e família não pode vir.

Eu conheço gente que faz é arrumar desculpa para viajar a trabalho, conheço “caboco” que não perde inclusive a oportunidade de ter relações extra-conjugais quando está em outros estados. Eu não digo nada, eu observo e nem sequer critico, cada um faz o que bem entender da vida. Agora, não me venha criticar minha forma de agir com minha família que aí o bicho pega.

Esse ano fazem 18 anos que estou com minha esposa, e não tenho vergonha alguma de dizer que parece que ainda estamos nos primeiros seis meses de namoro. Não ficamos longe, somos de fato grudados e sinto falta mesmo quando estou longe. Agora qual o problema disso? O problema é quando um Zé Ruela vem com piada dizendo: “pra que essa paixão toda, vai curtir esse momento fora de casa”....humm, o caboco deve ser muito infeliz para dizer isso viu. Por que para mim a felicidade está em casa, que é onde minhas eposa e filha estão, o resto é operacional.


Mais uma vez, não critico quem faz uma viagem de trabalho uma pequena “personal vacation”, mas este não sou eu. Quando fui para Madrid em 2014 para o TechEd, fui no dia que era para ir e voltei no dia que terminou. Poderia ter extendido? Sim, claro, mas na boa eu simplesmente não vejo graça em conhecer lugares novos, curtir coisas sem ter minhas meninas do meu lado para curtir também aquele momento.


Talvez, apenas talvez eu esteja pagando um pequeno preço por expressar minha paixão pela mulher da minha vida ao ser transparente nas redes sociais? Talvez, mas o fato é que Zé Ruela nenhuma paga minhas contas para vir com papo furado para o meu lado e querer dizer o que devo fazer, portanto, cale-se.

4 comentários:

Profº Rodrigo França disse...

Mandou bem, Professor! Sinta-se feliz com sua família e deixe que o resto se exploda. Parabéns pelo texto! Abraços!!!

Kelvin Dias disse...

Parabéns pelo texto. Abraços e sinta-se bastante feliz com sua família. Grande exemplo você é. Admiro muito você e seu trabalho.

Yuri Diogenes disse...

@Rodrigo - muito obrigado amigo, saúde e sucesso pra vc!

Yuri Diogenes disse...

@Kelvin - muito obrigado pelas palavras e o carinho. Abração!