Essa semana estava indo para a academia por volta de 6 da manhã quando ouvi no rádio a citação sobre um novo estudo que ligou a depressão ao uso de redes sociais. A parte mais interessante do estudo, que depois encontrei mais detalhes neste artigo (em inglês) é justamente a que diz: “algumas pessoas que ficam muito engajadas em redes sociais podem sentir-se que não estam vivendo sua vida da melhor forma possível ao ver os retratos de amigos e de outras pessoas sempre felizes e realizadas.” Esse caso vem sendo chamado de “Depressão do Facebook”.
quinta-feira, março 31, 2016
É a grama do vizinho que é mais verde ou é você que não cuida da sua?
Essa semana estava indo para a academia por volta de 6 da manhã quando ouvi no rádio a citação sobre um novo estudo que ligou a depressão ao uso de redes sociais. A parte mais interessante do estudo, que depois encontrei mais detalhes neste artigo (em inglês) é justamente a que diz: “algumas pessoas que ficam muito engajadas em redes sociais podem sentir-se que não estam vivendo sua vida da melhor forma possível ao ver os retratos de amigos e de outras pessoas sempre felizes e realizadas.” Esse caso vem sendo chamado de “Depressão do Facebook”.
domingo, março 20, 2016
Não permita que seu trabalho torne-se apenas um trabalho
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Tudo na vida tem um preço
Agora como um todo foi muito bom, lancei o meu livro Alcance seu Melhor:
OBS: Você pode assistir como foi o lançamento aqui.
Além disso tive a oportunidade de palestrar na academia do meu grande amigo Alexandre Melo, com uma turma muito boa de alunos / professores. Durante esta palestra e também em conversas paralelas, alguns perguntas foram feitas, mas a principal foi:
Cara, como você consegue trabalhar tanto e manter o equilibrio na vida pessoal? Inclusive competir e tudo mais?
Esse ano de 2016 talvez va ser um dos mais desafiadores, primeiro por que 2015 foi fantástico em todos aspectos (trabalho, vida pessoal com a família, competição, etc), então a meta pessoal de 2016 é que seja ainda melhor. Ao falar isso, estou também colocando uma pressão pessoal em meus ombros, pois a melhor forma de você evoluir é ser crítico consigo mesmo e sempre buscar a melhora. E o tal do equilibrio? O tal do equilibrio se consegue através do HWH (How, Why and How)...opa, o que é isso? Vixe macho, vai ter que ler o livro oia, vou deixar o link aqui pra tu comprar beleza? Acunha! Mas sério, esse framework de identificar as áreas da vida que podem ser afetadas e como mitigá-los funciona, pelo menos funciona pra mim. Tanto é que consigo:
- Manter-me atualizado com as atividades da minhas filhas (não perco um show delas)
- Consigo estar presente como marido, pai e filho
- Consigo ter minhas 2 horas de treino por dia (6 as 8 da manhã – pois acordo 5 da manhã para comer algo)
- Consigo trabalhar na Microsoft e endereçar meus projetos em dia e esse ano também dando aula de Mestrado no curso de Cybersecurity da EC-Council University.
- Consigo praticar uma horinha de bateria por dia, afinal também sou filho de Deus.
A razão pela qual o título deste artigo é “tudo na vida tem um preço”, é devido ao fato que temos que aceitar que não dar para ter tudo, e isso é normal. Você sempre vai ter que fazer escolhas onde vai ter que “give up” em algo. Muita gente que converso diz que quer sair do Brasil, mas algumas não querem “desapregar-se” do que tem hoje, bicho....se você passar a vida inteira vivendo no “se” (como seria se eu tivesse feito isso? e se fosse assim?) você não chegará em canto nenhum. E isso não aplica-se apenas ao plano de deixar o país em busca de algo melhor, aplica-se também a passos menores, como: “cara eu tive uma oportunidade de emprego mais tinha que sair de Fortaleza, e eu não sei morar longe daqui”...macho então você já chegou a conclusão final: não pode sair daí. O que é que tu quer que eu faça? Você tem o poder da mudança, nimguém pode segurar na sua mão e fazer por você, seja no âmbito de mudança de estado, país, emprego ou até mesmo mudança de hábitos (quer emagrecer mas não dispensa a pizza todo final de semana – arriégua!).
Em fim meu amigo/amiga, tudo tem um preço, até mesmo quando não se faz nada também existe um preço e agora vou mencionar Zig Ziglar (que todo mundo pensa que é Texano mas não é, ele é de Alabama – apesar de ter morrido aqui no Texas em 2012), quando questionado sobre o por que é importante ter objetivos e correr atrás dele, ele disse:
“Um cidadão me disse: tenho medo de traçar objetivos e falhar em alcançá-los. Eu disse: se você não fizer nada é bem pior. Veja só: um avião é mais seguro em terra firme, toda vida que ele decola, há vários riscos de cair, porém ele foi feito para estar no ar e se ele ficar em terra firme o tempo todo, mesmo que ele fique mais seguro, a vida útil dele é menor, pois ele vai enferrujar, as peças vão dar problemas, em fim, ele não nasceu para ficar parado em terra. Mesmo aplica-se a um navio em alto mar (tem mais riscos) e um ancorado no porto (menos riscos), o que está ancorado vai degradar mais rápido. Assim meu caro é o ser humano, nascemos para evoluir e para evoluir precisamos traçar metas, e para alcançar tais metas iremos correr riscos....e isso faz parte da evolução. Se falhar uma vez, você não para, você aprende com os erros e tenta de novo.”
Isso é simplesmente PERFEITO!
Boa sorte e que sua vida em 2016 seja cheia de riscos....tentativas...erros....aprendizados e objetivos alcançados.
terça-feira, dezembro 01, 2015
Reclame não macho!
Recentemente um ex-professor meu do curso de Pós-Graduação do CEFET (que não terminei pois saí do Brasil em 2003) postou um desabafo onde (entre outras coisas) disse:
“Não aguento essa postura vitimista e de transferência de responsabilidade de todas as mazelas do universo para o poder público, seja em qual instância for. Para algumas pessoas, tudo é culpa do governo. E se as coisas não estão bem, é culpa do governo.”
Concordo plenamente com o Professor neste ponto de vista, o cidadão tem que acima de tudo entender que ele precisa fazer a parte dele para crescer na vida, independente de governo. Porém, não é de hoje que a mentalidade do Brasileiro é exatamente igual ao que mostra a perfeita figura abaixo (que inclusive deixei os créditos):
A verdade é que no Brasil se cresce com a infeliz idéia que para ter sucesso na vida tem que passar em um concurso público e passar o resto da vida “curtindo” a estabilidade (nada contra concurseiros – apenas sou contra a doutrinação que essa é a única saída). Não existe espírito empreendedor entranhado nas origens, o lance é fazer parte do Governo, é a tal da estabilidade. Por isso que quando nada da certo, todos vão colocar culpa em quem? Claro, no Governo! Quanto maior o estado, maior a dependência nele e esta é a grande diferença entre um país com cidadãos que tem o espírito empreendedor e os que querem viver do lado do Governo.
Um dos fatores que me surpreendeu quando cheguei nos EUA em 2003 foi justamente este espírito empreendedor, onde todos olhavam para mim e diziam: cara, por que você ainda trabalha na Microsoft? Monta sua empresa cara, você tem capacidae e vai ser dono do seu negócio. Nos 12 anos aqui presenciei vários colegas não só da Microsoft mas também da Dell onde trabalhei em 2005 fazer isso. Mas por que? Não é tão estável trabalhar em uma grande corporação? É, mas para o Americano, ter seu próprio negócio é o ápice da independência e o Governo (que é bem menor – pois de fato vivemos em um capitalismo, que de opressor não tem nada abestado) cobra menos impostos e facilita mais o empreendedorismo.
É por isso que pessoas como Michael Dell existem, pois ele começou a montar computador na garagem da casa dele, puro espírito empreendedor. Outro exemplo claro: Steve Jobs, começou a Apple na garagem da casa dos pais. Agora imagine só se estes gigantes da tecnologia tivessem crescido em um ambiente onde os pais e a sociedade em geral colocassem na cabeça dele que o objetivo de vida é ser servidor público? Não teríamos muita coisa hoje em dia.
Portanto, não me admiro que hoje todos culpem o Governo (até pelas coisas que o Governo não tem culpa). Por isso sempre digo e sempre irei dizer: menos estado, mais responsabilidade pessoal perante ao seu futuro profissional e não espere por nimguém (muito menos pelo Governo) para lhe dar algo, vá atrás do que é seu.
terça-feira, novembro 10, 2015
Abra seu Leque de Oportunidades
Crescido em uma família com a base 100% socialista, filho de sindicalista e com boa parte da família no serviço público, eu tinha tudo para seguir a receita de bolo que recebi quando adolescente: estude para concurso, seja funcionário público e aproveite a estabilidade. Antes que venham jogar pedras, eu digo: não tenho nada contra o funcionalismo público e para os que escolhem este caminho. Porém, esse nunca foi o caminho que eu quiz, pois sempre achei o mundo muito grande para passar a vida inteira em um único local e acabar me acomodando com a tal da “estabilidade”.
O fato é que o pior erro que você pode cometer é usar “ideologia” como forma de viver a vida. Infelizmente o que vemos hoje é o discurso do “capitalismo opressor” contra a classe “trabalhadora” e sempre que ouço isso não canso de sorrir, pois é a coisa mais sem cabimento que existe – claro, é algo que vem e décadas e vai sempre estar vivo, pois é preciso sempre ter a tal da ideologia para viver. São poucos que jogam a ideologia de lado e acordam, como foi o caso do meu querido Pai que depois de décadas de esquerdismo radical, acordou e me deu sua benção para viver no capitalismo (que de opressor não tem nada).
Mês que vem completo 12 anos que moro nos EUA, trabalhei muito, dia após dia para chegar onde cheguei. Nada veio por camaradagem, sempre fruto de começar do zero e fazer acontecer. Os Estados Unidos aumentou meu leque de oportunidades e eu agarrei cada uma com toda força que podia. Quando lancei meu primeiro livro técnico em inglês pela Microsoft Press em 2010 eu alcancei algo que jamais sequer sonhava, publicar um livro em inglês. Depois que o primeiro foi introduzido, vários outros foram lançados (mais 5 pela Microsoft Press e 1 pela Syngress). Pois bem, hoje saiu a nota de impressa da editora Morgan James, para nosso livro Ready, Set, Achieve. Parece um sonho, ver seu nome em um press release de uma editora de New York, para um livro que não é técnico. Apesar do texto ser meu e da Jodi Miller, tem uma pessoa oculta nesta história toda, e é sobre ela que vou falar um pouco.
No mercado literário técnico, geralmente você recebe (pelo menos aqui nos EUA) algum adiantamento para começar a escrever, no mercado não técnico é outra realidade. Para começar você é nada, nimguém, um autor desconhecido no universo de autores de livros de não ficção. A melhor forma muitas vezes é até contratar um agente para tentar vender a idéia do seu livro para as editoras. Mas, eu e a Jodi não tínhamos no nosso roadmap o dinheiro para fazer este investimento. Até que conheci a autora Laura Steward Atchison em uma palestra que assisti dela. Falei sobre meu projeto literário e ela me apresentou ao Editor da Morgan and James. Após mandar um capítulo de exemplo e mais o índice do que o livro iria cobrir, ele retornou super interessado no projeto e disse: nós iremos lhe publicar!
Pronto, parecia até um sonho....sério, o cearense rei que chegou a comer papa d’água na janta e estudou em escola pública por falta de dinheiro vai mesmo ser publicado por uma editora de New York? Arriégua mah, é bom demais para ser verdade. E realmente tinha um porém. Na primeira reunião editorial lá vem a “facada”, eles pediram U$ 3.000,00 para cobrir as despesas iniciais. O mundo desabou, pois a publicação deste livro não era uma prioridade de vida, portanto eu não queria usar um dinheiro que poderia ser usado por algo mais importante para uma aposta pessoal. Eu e a Jodi quebramos cabeça para ver como fazer para levantar essa grana, foi aí que apareceu Mr X (não vou falar o nome dele pois ele pediu para manter sigilo), um Texano, pai de família e empresário, que ouviu falar sobre o nosso projeto, conhecia minha tragetória para perder peso e adorou o intuito do livro. Ele chegou e disse: taqui para vocês esse dinheiro – não precisa se preocupar em pagar, um dia, quando o livro estiver fazendo dinheiro, vocês me pagam. Tá que PARIU MAH!!! É muita opressão destes Texanos hein? Pois é, esse cara fez isso sem pedir nada em troca, apenas por que ficou inspirado pelo livro.
A moral da história meus caros colegas é que vocês tem que parar com essa de fechar o ciclo de oportunidades que a vida lhe oferece por uma ideologia, seja ela qual for. Pare de colocar culpa nos fracassos do seu país ou até mesmo fracassos pessoais devido ao capitalismo, ou ao país A ou B. Você é o dono do seu destino, ponto final! Não fique parado esperando acontecer, faça acontecer. Se tivesse seguido os planos que “foram traçados” para mim, eu não estaria aqui no EUA, não teria o que tenho e não teria alcançado o que alcancei. Hoje, quando escrevo livros em Português é por que sinto-me na obrigação de contribuir com o crescimento profissional do povo da minha terra natal que jamais irei negar, sou Brasileiro, sou Cearense.
Essa semana quando um ex-aluno postou a foto abaixo, eu mostrei para minha esposa e disse: isso aqui é o que me faz usar meu tempo pessoal para escrever livros, pois sabemos que dinheiro não da, mas eu sei que algumas pessoas vão fazer bom uso dele. Quando doei este livro para a biblioteca eu sabia que de uma forma direta ou indireta ele iria ser de utilidade para a comunidade local, e isso não tem preço!
O jargão é velho, mas serve: pense fora da caixa! Geralmente essa caixa quer limitar sua visão e com isso limitar suas possibilidades. Queima esta praga de caixa e abrace um novo mundo, um mundo que você tem o controle do seu destino através do seu trabalho e da sua perseverança (é, pois nada vem fácil e nem rápido – se vier, vai embora ligeiro bala!).
segunda-feira, outubro 19, 2015
Quatro anos atrás
Essa semana, mais precisamente neste sábado que vem dia 24 de Outubro, é o aniversário de 4 anos desde que comecei minha mudança física, que só foi oficialmente documentada neste blog em Maio de 2012, porém começou de fato no dia 24 de Outubro de 2011, depois do email abaixo que recebi do meu treinador na época, onde ele me enviou meu program de treino.
Incrível o que se pode conseguir em 4 anos quando se trabalha intensamente, dia após dia com o intuito de alcançar o objetivo que foi traçado. Foram tantas batalhas diárias, tanto sacrifício no começo (digo no começo pois depois virou rotina – parte do dia a dia), foi complicado, mas se eu não tivesse feito nada quatro anos atrás, provavelmente estaria pior do que quatro anos atrás, talvez até tivesse desenvolvido problemas de pressão alta, etc.
Nestes quatro anos não só mudei fisicamente, mas também mentalmente e consegui um equilíbrio na minha vida que jamais tive, jamais mesmo. Hoje consigo fazer mais em tudo (trabalho, família, saúde, vida social, etc), tudo se encaixa corretamente, um não afeta o outro e assim vou vivendo melhor e proporcionando melhores momentos aos que amo incondicionalmente: minha família.
Nestes quatro anos também vi de tudo, vi apoio, vi falsidade, vi inveja, mas tudo que vi (seja positivo ou negativo), me ajudou a crescer como pessoa, me fortalecer mentalmente e trazer isso para o treino, para a dieta e para a vida. Se a quatro anos atrás alguém olhasse para aquele minha versão gorda e falasse: “você vai estar entre os top 3 da categria Master em um campeonato de fisiculturismo regional nos EUA”. eu diria com o meu bom Cearês: tu é doido é mah! Minha auto estima e minha vontade de melhorar estavam na lama, e isso afeta demais o resto como encaramos desafios. Ainda bem, tudo mudou!
Nesta semana dos 4 anos de mudança, tenho o prazer de apresentar a capa do livro que lancei nos Estados Unidos, porém agora a versão em Português que será lançada no Brasil em Dezembro:
Esse livro foi lançado aqui nos EUA em Julho (ver noite de autógrafos) em formato ebook e agora em Novembro vai sair em formato impresso. No Brasil vai estar disponível apenas em formato impresso, mas totalmente em Português. Gostaria de aproveitar e agradecer a minha amada esposa, não só por ter tirado um tempo na sua agenda cheia para traduzir este livro, mas por todo apoio de sempre, sem ela eu não teria conseguido.
Fique de olho no site da Editora Nova Terra, assim que eles disponibilizarem o link da pré-venda eu postarei no meu Twitter @yuridiogenes
Não deixe para amanhã, comece sua mudança hoje, e transforme essa mudança em um estilo de vida, assim você nunca vai querer parar.
Abraços!
segunda-feira, agosto 24, 2015
O ontem, o hoje e o futuro
Hoje (dia 24 de Agosto) completamos 20 anos desde que o Windows 95 foi lançado. Lembro de estar em uma sala de treinamento na SW Informática quando o dono da empresa (Antonio de Barros Serra) ministrava um treinamento para os funcionários mostrando como o novo sistema operacional funcionava. Muita coisa mudou de lá pra ca, não só na tecnologia em si mas também nos requisitos para ser um profissional de tecnologia.
Recentemente escrevi um artigo para o ISSA Journal sobre carreiras na área de Segurança da Informação, esse artigo será publicado na edição de Outubro (para membros do ISSA) e nele mostro o quão diversificado é o escopo de hoje em dia. Com o advento de Computação na Nuvem, Mobilidade, Internet of Things, Segurança e todos estes temas juntos, o conhecimento “broad” torna-se mais importante que o conhecimento “narrow” (também chamado de especialista). O problema em ter que digerir todo esse conhecimento e agir em diversas áreas enquanto ainda está digerindo tudo isso é um só: stress.
Por mais que você ame o que faz, é possível entrar em um estado que chamamos aqui nos EUA de “burn out”. Alguns sinais comuns que você está entrando neste quadro foram expostos na Forbes em 2013:
- Exaustão
- Falta de motivação
- Emoções negativas como o cinismo
- Queda de desempenho no trabalho
- Problemas pessoais
- Relaxar no cuidado pessoal
- Constante preocupação com trabalho
- Redução de satisfação
- Problemas de saúde
Esse tendência já foi provada e comprovada e com os últimos acontecimentos relatados no New York Times com relação à Amazon, outras pesquisas foram feitas e concluido que a insatisfação é muito maior que apenas para funcionários da Amazon. Cinco mil engenheiros foram entrevistados e a conclusão geral foi que a grande maioria de fato tem uma maior remuneração, porém são mais insatisfeitos que trabalhadores de outras áreas. A matéria da resportagem diz: Tech workers richer but less happy than most workers.
E agora, qual a alternativa para sobreviver neste mar de informações, trabalho, desafios e se manter saudável ao mesmo tempo que evita o efeito “burn out”? Quem me acompanha sabe das minhas mudanças de estilo de vida que começaram em 2011 e recentemente foram mostradas na revista Época no Brasil. Para mim, o longevidade na área e o balanceamento entre os quatro principais pilares da vida (uso este termno no livro que lancei recentemente aqui nos EUA, onde falo sobre este balanceamento), que são: Saúde, Família, Trabalho e Social (amigos, comunidade, etc) são vitais para qualquer profissional, mas para nós na área de tecnologia mais ainda.
Note que coloco saúde em primeiro lugar, pois sem saúde você não tem como cuidar da sua família e nem trabalhar. Com isso, é PRECISO manter a máquina funcionando em estado perfeito para que você tenha longevidade no trabalho e na sua vida pessoal. O pilar da saúde vem no equilíbrio de duas coisas: alimentação e exercícios. Não há dúvida que o que você come interfere diretamente na sua performance, eu sou prova disso. Ao mudar minha alimentação tive um ganho de performance em todas áreas da minha vida.
Em fim, é uma batalha contínua para todos profissionais de TI, mas tente ao máximo sair dessa estatística de stress, burn out e queda de performance. Cuide da sua máquina, pois caso contrário não conseguirás cuidar da máquina dos outros no futuro.
Saúde e Sucesso pra todos!
domingo, agosto 23, 2015
Impossível se conformar
Entre 14 e 28 Julho, pela primeira vez eu e minha família não tiramos férias para ir para o Brasil, resolvemos fazer nossa primeira Eurotrip juntos. Foram maravilhosos cinco dias em Londres e cinco dias em Paris e três dias em Montpellier no sul da França. Minha experiência na Europa tinha sido apenas em Porto (Portugal) e Madri (Espanha), em ambos locais tive uma excelente experiência.
Voltando para Eurotrip deste ano, sem dúvida Londres foi a melhor parte da viagem, povo educado ao extremo, clima estava ótimo, cidade linda, sistema de transporte perfeito e claro: é a terra do Iron Maiden! Que diga-se de passagem tive a oportunidade de ir no primeiro pub que eles tocaram:
Londres foi perfeito! Paris….humm, que decepção! Não pela cidade em si, as belezas, a comida, os prédios antigos, não por isso…na realidade isso salvou a ida, foi pelo povo truculento mesmo. Pessoas rudes que em pleno um centro turistico como Paris ficam com cara feia se você não fala Francês e quase não se esforçam para entender o que você fala. Mas, apesar da truculência, tivemos excelentes momentos.
Peraí Yuri, e o que tem haver isso com o título deste post (impossível se conformar)? Cara, quando eu estou viajando eu sempre me lembro da minha terra de origem, das belezas naturais da minha Fortaleza e do potencial da terra. Aí bicho, penso: poxa, seria tão bom se as coisas de fato estivessem funcionando naquela terra!!
Ao “tentar” assistir o jornal com notícias do Brasil eu só vejo desgraça. Uma que me revoltou muito foi essa aqui: Dupla tenta roubar bicicleta de turista na praia e quase leva criança. Eu sou Pai, e ao ver este vídeo fiquei desesperado, pois eu apenas imagino o desespero do Pai ao tentar salvar o filho.
Agora veja só, esta é uma praça onde as pessoas em teoria deveriam se divertir com a família, andar de bicicleta, cutir o mar, etc. Aí acontece isso, e segundo os moradores isso acontece todo dia. Agora me diz, o que adianta morar em frente ao mar e não ter segurança?
Aí voltamos para minha Fortaleza, vou passando as notícias e vejo: Americano agredido no Ceará deixa país e escreve carta: 'Não venham'. Aí vem um monte de bairrista e diz: “também, não sabe aonde anda!” Sério que agora a culpa é do assaltado/agredido? Em plena luz do dia em uma praia movimentada? Ao passo que as autoridades tem total culpa nisso, o povo também ajuda, pois ao invés de cobrar fica defendendo o lugar que mora, com comentários do tipo: “Grigo besta não diga por aí que não volte, amo minha Fortaleza”. Peraí, é o que? Macho, tu que fala isso é total parte do problema. Me lembra diretamente aquela mãe que ver o filho fazer coisa errada e ao invés de corrigir passa a mão na cabeça. Que porra de amor é esse? Estas criando um futuro delinquente?
Tá tudo errado…tudo! O criminoso tem direito de sair da prisão no dia dos Pais, e o que ele faz? Veja o que ele faz: Jovem é preso após espancar e abusar de idosa durante saidinha do Dia dos Pais. Essa senhora é um pouco mais nova que minha mãe, e aí? Que lei é essa que libera criminoso?
Por isso o título deste post, pois após visitar outros países além do que moro, vejo que o Brasil está longe de ser um local onde eu recomendaria minhas filhas a morarem. Para mim é triste dizer isso, mas não comprometo a segurança da minha família por “amor a pátria”, até mesmo por que amor de uma via só não funciona, é preciso que a recíproca seja verdadeira.
sábado, agosto 15, 2015
Não existe “Normal”
Os meses de Junho até o momento foram muito gratificantes para mim, pois foram meses que colhi muito do que plantei por anos. Em Junho alcançando o segundo lugar no master de fisiculturismo no torneio que ocorreu no estado de Oklahoma, em Julho lançando meu primeiro livro não técnico em um evento na academia Destination (ver vídeo aqui – obrigado Emilio Mansur pelas legendas) e ainda em Julho fiz uma viagem para Europa com minha família, nossa primeira Eurotrip. Tudo isso é fruto de trabalho, seja ele na academia, no escritório, na cozinha, em qualquer lugar – trabalho!
Para coroar estes meses de colheita, semana passada saiu esta reportagem na revista Época impressa e ontem (sexta 14 de Agosto) saiu essa aqui na revista online. Bem, eu fui inundado de congratulações por amigos e isso para mim é bastante gratificante, pois não é apenas um reconhecimento mas também um uma formar de mostrar que é possível – para qualquer pessoa! Um dos comentários mais marcantes vieram de dois um ex-alunos, ele disseram:
O motivo pelo qual estas declarações são importantes para mim é devido ao fato de eu ter sido Professor destes caras em 2003 na faculdade e para um Professor não existe recompensa maior que saber que todo seu esforço de passar uma mensagem que impacte seus alunos além da sala de aula tenha sido digerida e guardada para sempre. É isso que agente leva nessa vida, a forma com que impactamos positivamente as pessoas que estam ao nosso redor, o que podemos fazer para ajudá-las a crescerem como pessoa.
Claro, todos compartilhamentos e declarações foram importantes, mas gostaria de enfatizar estes dois por este motivo, pois foram frutos plantados em sala de aula, de um curso superior, a noite quando todo mundo já vinha do trabalho cansado. Agora vem a pergunta, e o que você quer dizer com “não existe normal”?
Quando você se expõe para o público você precisa estar pronto para palavras de apoio mas também para críticas (na maioria das vezes destrutivas). E eu já me acostumei com isso, pois a Internet vocalizou uma legião de calados que querem de qualquer forma dar sua opinião, mesmo que esta opinião seja destrutiva para outra pessoa – não interessa, o caboco quer é falar!!
Pois bem, na página da Época no Facebook comecei a ler alguns comentários sobre a matéria e claro tem todo tipo de opinião, boas, ruins, ridículas, etc. Mas teve uma que me chamou atenção, o cabra diz: “Ainda não encontrou o normal, foi para os dois extremos.” Peraí, o que é o normal? Será que o cara leu a reportagem e notou que desde o começo era esse o objetivo (competir em fisiculturismo)? Se este sempre era o objetivo, este é o meu normal, simples assim. Eu poderia olhar para um maratonista, que muitas vezes é um cibito baleado e dizer: fi da peste é só o cibito, não encontrou o “normal”. Mas eu seria um estupido em dizer isso para um atleta que tem como objetivo correr em provas de longa distância e com isso o corpo dele é assim e aquilo é o normal dele.
Então meus caros, não existe normal. Não caia nessa de querer ser normal perante a visão dos outros. Eu nunca quis me enquadrar neste normal, pois geralmente o normal não consegue alcançar muito na vida, pois ele tem uma visão limitada do que é possível. O normal usa a experiência frustada dele mesmo como parâmetro, do tipo: se eu não consegui e fulano consegui é por que ele está fazendo algo errado, algo ilegal ou tem alguém ajudando ele. Em outras palavras, não é mérito do cara, pois o “normal” não conseguir.
Esqueça normal, viva intensamente, quebrando paradigmas, barreiras e sempre pensando “ahead of the curve” (na frente da curva). Não existe normal!
sábado, julho 11, 2015
Noite de Autógrafos do Novo Livro
Essa foi uma semana muito especial, após quase dois anos de um projeto muito importante, que foi escrever este primeiro livro não técnico, finalmente lançamos em uma noite de autógrafos na Destination em Plano, Texas. Na foto abaixo estou com meu ex-treinador e dono da Destination, o Greg McCoy (que também escreveu o prefacio do livro) e com a minha co-autora Jodi Miller (que no final de semana passado tornou-se IFBB PRO depois de 15 anos competindo na liga amador NPC).
Foi um momento bastante especial pois este livro não era sobre uma tecnologia, não era sobre um assunto técnico, é sobre o que acreditamos e o que passamos para alcançar objetivos. A Jodi teve uma participação fundamental neste livro pois trouxe anos de experiência na área de preparação para campeonato alinhada com anos de experiência como Professora de Inglês para faz este “mix” de idéias No evento também tivemos o prazer de contar com outros IFBB PROs como Branch Warren:
O livro já está disponível em eBook na Amazon, você pode comprar agora mesmo no link abaixo:
http://www.amazon.com/Ready-Set-Achieve-Creating-Achieving-ebook/dp/B011AQDYOQ
Semana que vem estarei na Inglaterra onde irei palestrar sobre o livro na Brazilarte Academy e também vou levar algumas cópias do livro para vender.
Sem dúvida um projeto especial que agora está disponível para todos e como escritor a melhor recompensa ainda estar por vir, que será receber bons feedbacks (como este na Amazon) sobre o livro e a esperança que o mesmo ajude muito gente a criar este banlanço ideal na vida.
terça-feira, julho 07, 2015
Faça por onde merecer
Venho lendo posts no Facebook, os infâmes “memes” que muitas vezes distorcem a realidade mas são uma praga para se propagar. Ví alguns recentemente criticando a “meritocracia”, que isso é coisa do capitalismo e é uma “falacia” (outra palavra que anda muito na moda ultimamente). A verdade é todos em algum momento querem a tal da meritocracia, até mesmo o funcionário público que vive a custa do “estado” e que defende o governo, uma hora curtiu a meritocracia: quando ele estudou para fazer a prova do concurso e passou por MÉRITO pessoal. Os que jogam pedra na meritocracia após curtir os benefícios da mesma em algum momento estam apenas atestando um sistema de hipocrisia.
Neste excelente texto de Jefferson Viana, ele enfatiza muito bem fatos reais de que a meritocracia é importante para um sociedade em crescimento. O problema que temos hoje é que o cidadão já chega na sua adolescência achando que só pelo fato dele existir o estado já tem uma dívida com ele e tem que tomar de conta dele. Rapaz, nimguém deve nada, você que tem que fazer por merecer “ter”, é uma ilusão achar que o mundo lhe deve algo sem você contribuir com nada na sociedade. Veja um dado interessante abaixo:
“De acordo com o IBGE, em 2013, um a cada cinco jovens brasileiros (20,3%) não trabalhava nem estudava. O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho.”
Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/08/politica/1420731746_849915.html
Agora me diga o que passa na cabeça do jovem que quer curtir tudo que o capitalismo oferece (smartphone, Internet, tablets, etc) e não quer arcar com a conta? Conheço gente que não dispensa uma roupa boa, mesmo que esteja desempregado. Quem vai pagar a conta? É preciso tangenciar esta juventude para entender que é preciso estudar e trabalhar para vencer na vida, e sim é possível independente de onde você more. O que diferencia um pobre de um rico é a relação oportunidade versus esforço. Eu terminei meu segundo grau em colégio público, e tive diversos amigos que terminaram em colégio particular, isso determinou apenas aquele momento da minha vida (o começo) e não aonde eu queria chegar (o fim). Tanto é que hoje trabalho na Microsoft, tenho 12 livros publicados, Mestrado, MBA, Pós-Graduação e a minha base foi terrível comparada com a base de alguns amigos ricos que tiveram tudo de bom e hoje tem um emprego que não ganha mais de dois mil reais por mês.
Se eu tivesse crescido em um ambiente onde a “revolta” tivesse tomado de conta, onde eu tivesse ouvido desde o começo que eu precisava cobrar do Governo para me dar algo, que eu tivesse ouvido coisas do tipo: “trabalhar para esta elite suja? Não, prefiro continuar reinvindicando.” Se eu tivesse tangenciado por este lado, eu só iria ver o lado ruim da coisa, e nunca teria conseguido sequer focar em ter um futuro melhor. Veja o exemplo de Cícero Pereira Batista:
“"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu conseguir superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema.”
Agora me diga: imagine se Cicero tivesse sido mais um que lê os memes do Facebook que condenam a meritocracia? Que focam apenas na revolta contra o sistema sem sequer contribuir com a sociedade? A verdade meu caro é que a vida é sua, você tem o controle dela, e ao passo que pode ser revoltante para você ver gente tendo sucesso sem esforço (pois herdou de alguma forma a facilidade de ter aquele sucesso), se você não fizer nada e só reclamar, você continuará na merda. Eu não me revolto com os “burgueses”, pelo contrário, eu me espelho em pessoas de sucesso, pois se eu não conseguir ser como elas, pelo menos criei uma boa foundation para minhas filhas usufruirem disso e não passarem pela mesma dificuldade.
É preciso acabar com esse ódio de classes que existe no Brasil, ainda se houve a mesma ladainha dos anos 80: olha os burgueses...olha os filhinhos de papai. Sai dessa meu amigo, vá viver sua vida e deixe de se preocupar com a dos outros. Quer ter boas condições financeiras? Então estude e trabalhe sem esperar pelo estado ou sem se preocupar com A ou B. Você é o dono do seu destino, mas para isso é preciso você acreditar e trabalhar diariamente para fazer acontecer.
segunda-feira, julho 06, 2015
Esteja sempre pronto
Quando me dizem que tive “sorte” pela oportunidade de ter vindo para os EUA em 2003 e para trabalhar na Microsoft eu apenas digo “é né”. Sorte é uma ilusão que criamos para justificar algo inesperado, se for bom é sorte e se for ruim é azar. Infelizmente muita gente esquece do principal: quando a tal sorte bater na sua porta se você não estiver pronto para abraça-la, ela vai embora rindo de você. Isso significa dizer que você sempre tem que estar pronto caso esteja de fato em busca de algo. Não adianta nada ter várias oportunidades se você não esta apto para agarrá-las e fazer acontecer de verdade.
Hoje tive um exemplo claro disso, recebi um pedido de um amigo que mora fora do Brasil para indicar alguém para uma posição de TI na empresa dele. A empresa bancava o visto, pagava bem, e dava todas as condições de realocação. Falei com umas cinco pessoas que achei que eram capacitadas para o perfil, das cinco apenas uma disse sem “titubiar”: eu quero, mande meu curriculum. As quatro que negaram não estavam prontas, umas com problema de idioma, outras porque simplesmente não estavam certo se era isso que queria. Detalhe que destas que “não estavam certas” são pessoas que acompanho e vejo as críticas diárias ao Brasil e a famosa frase: “ah se eu tivesse sorte de ir embora daqui.”
E agora? Quando aparece a tal da “sorte” a pessoa não está bem certo? É o que eu sempre digo, falar é a coisa mais fácil que existe, fazer é outra coisa. Já estou acostumado, pois já tive diversos casos deste tipo de comportamento. Lembro que em um dos livros que lancei um amigo chegou e disse: cara, me passa os “bizus” de como publicar, o que fazer, quem contactar, pois eu estou pronto para escrever um livro. Beleza, passei tudo e até hoje espero ver o livro publicado, na realidade não espero mais pois a pessoa disistiu. E por aí vai.....vários exemplos que falar é mais fácil que fazer. As redes sociais deram audiência para os profetas teóricos que dizem que vão fazer, que vai acontecer, ganham seguidores, mas não entregam para sí mesmo o que foi prometido e com o tempo fica no esquecimento. Até que um dia quando todos esqueceram, a pessoa vai e começa a prometer de novo que vai fazer.
Uma das coisas que falo sempre para minha filha mais velha: seja “accountable” pelo que você prometeu fazer. Ela tem que entender que palavras não podem ser jogadas no vento, promessas banais que enganam a si mesmo. É como a dieta que sempre começa na segunda, o ano novo sempre cheio de promessas e o vício de criar-se promessas que não são cumpridas continua pela vida. Aí fica a pergunta: se você mesmo se engana com suas promessas, como querer cobrar dos políticos que cumpram as promessas deles?
Reflita, se disser que vai fazer, faça....se houver dúvida que vai fazer não prometa, fique em silêncio e se decidir fazer, faça e depois anuncie sua conquista.
terça-feira, junho 09, 2015
Deixa eles rirem
Quando você começar vão ter os que vão rir de você, do gordo se exercitando, do gordo tentando entrar em forma.....deixa eles rirem
Julho de 2011
O tempo vai passar, e os resultados começam a aparecerer, mas alguns ainda vão rir, deixa eles rirem...
Abril de 2012
Até mesmo porque agora você é ex gordo, flácido, com pelancas e vão rir....deixa eles rirem.
Agosto 2012
Agora já não estam rindo tanto, já começam a perguntar o que você tá fazendo, e outros começam a chamar de obsessão, e poucos vão rir. Deixa eles rirem...
Novembro 2013
Continue trabalhando em silêncio, e caso ouça algo…deixa eles rirem…
2014/2015
Trabalhe no que você acredita, no que você quer, no que você gosta e deixe a “zuada” de lado, foque no que lhe faz bem e acima de tudo seja persistente, pois grandes resultados só vem com o tempo. Entrando no quarto ano da minha mudança de estilo de vida e no final de semana passado fique em segundo lugar na categoria Master docampeonato estadual de Oklahoma (NPC Oklahoma Championship) e terceiro na categoria meio pesado. Para alguns, apenas duas medalhas, para mim a visualização concretizada de um plano traçado quatro anos atrás. Agora, para frente e sempre melhorando.
Obrigado a todos amigos, conhecidos e até os que não me conhecem mas que me apoiaram sempre. Se você está como eu estava no começo, não se desanime: É POSSÍVEL, VÁ E FAÇA!!!
segunda-feira, maio 25, 2015
Meu primeiro livro não técnico
Parece que foi ontem quando escrevi este post sobre minha mudança de hábito, mas na realidade isso ocorreu a exatos 3 anos atrás. Nossa idéia de tempo pode ser tão vasta, três anos parece não ser nada, mas se vivido com intensidade e executando um plano consistence, é possível obter grandes resultados em apenas 36 meses. O problema é a tal da falta de paciência somada com a falta de consistência e por isso que não gosto dos famosos projetos: Projeto Verão, Projeto X Dias, Projeto Carnaval….que tal Projeto Vida Melhor, algo para sempre? Por que mudança de hábito não pode ter data de expiração, tem que ser algo que se faz com vontade de mudar e depois da mudança é preciso manter ou melhor, continuar o progresso pois não este lance de manutenção é roubada, ou você foca em um melhoramento contínuo ou você acaba voltando aos hábitos do passado.
Mas hoje estou aqui para dizer com muita satisfação que finalmente, depois de longos 2 anos trabalhando em parceria com minha co-autora e competidora profissional aqui no Texas (Jodi Miller), o livro que tem muito sobre o que me fez mudar já está disponível para reserva na Amazon.
Porém, este livro não é uma receita de bolo para perder peso, até mesmo porque quando a Jodi e eu começamos a escrever tinhamos em mente alguns pilares básicos:
- Não adianta criar uma dieta genérica para perder peso, cada pessoa tem necessidades específicas.
- Não adianta ter dinheiro, ter o melhor nutricionista, o melhor personal trainer, acesso aos melhores suplementos se a cabeça não está pronta para a mudança de vida.
Estes são pilares que acreditamos muito e no passar destes três anos vejo isso constantemente. Pessoas com grana que contratam os melhores trainers, tem acesso a tudo, até conseguem perder o peso que queriam mas depois voltam a vida normal, ou seja, ganham o peso de novo. Este livro é sobre alançar objetivos consistentemente, uma vitória em cima da outra e construir suas vitórias em uma base sólida, que não se destrua na primeira tempestade. Pois a verdade é que tempestades vão aparecer no seu caminho, sua rota vai ser desviada várias vezes durante sua jornada, mas desde que você mantenha o foco no destino, o que ocorre na jornada apenas lhe deixará mais forte.
Uma pergunta que recebi quando comentei sobre este livro com alguns amigos do Brasil foi: vai ter em Português? Sim, vai ter em PT-BR e vai ser lançado pela Nova Terra Editora. Quando eu ainda não sei ao certo mas é provavel que ainda neste ano de 2015.
Para mim, estes últimos 3 anos foram fantásticos em todos aspectos da minha vida, claro que a única coisa que lamento é ter perdido meu Pai em 2013, mas sei que ele está feliz por minhas conquistas. Não vou dizer que sempre será assim,a vida muda muito e não tenho como prever o futuro, porém o fato é que irei continuar usando esta minha fórmula do balanceamento para continuar alcançando sucesso na vida pessoal e no trabalho ao mesmo passo que mantenho minha saúde em dia.
Para finalizar, hoje (25 de Maio), minha amiga e co-autora do livro treinamos juntos para celebrar o lançamento da obra:
Espero que gostem do livro.
Abs!
sexta-feira, maio 08, 2015
Celebre a Diferença
Neste momento este voltando de Chicago, onde estava participando do Microsoft Ignite. Mas deixa para falar desta conferência em outro momento. Gostaria de falar do filme que trouxe comigo para assistir durante o vôo, chama-se Imitation Game (não sei ao certo como foi traduzido no Brasil). Este filme foi baseado em fatos reais, que mostram como um grupo de matemáticos liderados por Alan Turing foram capazes de quebrar a máquina de criptografia usada pelos alemães na segunda guerra mundial, a famosa “Enigma”. Para quem é da área de tecnologia e segurança da informação esse filme é fascinante, pois mostra que antes mesmo de qualquer recurso computacional, Alan Turing criou uma máquina para combater a outra máquina. Ao passo que a Inglaterra e todos outros aliados tentavam quebrar isso na “mão”, através da contratação dos matemáticos mais renomados da época, Alan já chegou mostrando que a única forma de quebrar o “enigma” era através da criação de uma outra máquina que pudesse “decrypt” o código cifrado.
Bem, todo esse papo geek é maravilhoso no filme, porém tem um lado que vai se desenvolvendo a medida que o filme vai passando que ainda é mais interessante. Alan Turing era homosexual, desde novo ele criou este afeto por um grande amigo de escola e com o passar do tempo descobriu que ele sentia atração por garotos. Porém, na época ser homosexual na Inglaterra era um crime, o sujeito poderia inclusive ser preso, o que me assombra é lembra que isso não faz tanto tempo, na realidade pouco mais de 50 anos. Alan continuou sua saga de dois anos no desenvolvimento desta máquina que iria quebrar o Enigma, que por sua vez recebeu o nome de Christopher, seu primeiro (e talvez único) amor. Quando começou a funcionar de forma plena, a capacidade de quebrar as mensagens enviadas pelos Alemães foi capaz de encurar a guerra em 2 anos e com isso estima-se que mais de 13 milhões de vidas foram salvas.
O problema é que durante estes anos trabalhando para o Governo Britânico, a vida de Alan foi vasculhada e com isso descobriram que ele era homosexual. O Governo condenou Alan a 2 anos de prisão ou 2 anos de tratamento hormonal (algo que era usado na época para “curar” a pessoal que se revelava homosexual). Após um ano de tratamento, Alan cometeu suicídio em Junho de 1954, ele tinha apenas 41 anos de idade. Por fim, como pode ser visto abaixo, em 2003 a Rainha Elizabeth garantiu um pedido real de desculpas (mínimo diga-se de passagem):
Bem, esse é apenas um breve sumário do filme, que recomendo demais que todos assistam e reflitam sobre o tema. O mundo avançou bastante no que tange a mentalidade, e ainda bem atrocidades como estas não são cometidas mais hoje (em alguns lugares – infelizmente ainda existe muito, mas muito preconceito). Alan salvou 13 milhões de vida com sua máquina, mas não conseguiu salvar a sua própria vida pois o Governo (como sempre, o governo que quer decidir o que uma pessoa pode ou não ser) preferiu tentar “curar” o que eles entendiam como um problema.
Gente.....é através do conhecimento aprofundado do passado que procuramos aprender e não cometer os mesmos erros. Vamos parar de condenar as pessoas pelas suas diferenças de gosto, cor, orientação sexual ou raça. Cada pessoa é diferente, cada pessoa é um universo e não cabe a mim, a você ou a nimguém julgar. Mesmos os religiosos que dizem que a homosexualidade está acabando com a família tradicional, deveriam pensar que foi um homosexual como Alan que salvou milhões de pessoas, pelo puro amor ao que gostava de fazer: pesquisar, estudar e resolver problemas. O mundo melhorou bastante, mas ainda tem muito, mas muito para aprender e o ser humano ainda tem muito chão pela frente para poder um dia bater no peito e se achar um ser racional...pois discriminar alguém pela escolha de como ela decidiu viver sua própria vida é algo que pode ser categorizado de tudo, menos racional.
Obrigado Alan Turing, você é um exemplo!
terça-feira, março 03, 2015
Pai, o senhor não está perdendo nada
Já fazem pelo menos três dias que sonho com o senhor meu Pai, sonhando com nosso bate papo, com nossas conversas que muitas vezes foram breves porém com bastante profundidade. Pois é Pai, hoje li este seu texto e em especial li várias vezes a seguinte passagem:
“Voto é a expressão de todas nossas utopias. E não existe mais nada disso em mim. Aquele operário que me honrava, não passa de um mentiroso, que anda faceiro, bem vestido e brinca de ser Deus, dono do destino, de nossos corações e mentes. Aquela estrela foi transformada em uma cueca cheia de dólar. Pensei comigo mesmo. Qual é meu sonho?. Não sei. Qual minha Ideologia? Lembrei-me de Cazuza. Quero uma pra viver. Foi o domingo mais triste de minha vida. Fui... arrastado pela obrigação. Votei na HH, com o fio de esperança de começar tudo de novo. Votei e voltei para minha casa, coloquei o CD, para não ver nem ouvir nada sobre política. Mas, tudo me levava a ela. Coração de Estudante, Pra não dizer que não falei de flores, Carolina... Até que Gonzaguinha me disse que eu não tinha Cara de babaca, mas era o próprio babaca, por ter acreditado tanto... Aí não deu mais pra agüentar, o coração explodiu, tomei o velho somalium , dormi a noite toda, e juro acordei sorrindo, com a TV anunciando que o Lulinha 171 ia para o segundo turno....foi como um força tivesse penetrado em mim, eu GRITEI ALTO .....ELE NÃO É DEUS.” ~Edivaldo Diógenes (16/10/2006)
Lembrei-me de sua carreira de 10 anos a frente do Sindicato da Universidade Federal do Ceará e a queda da sua “ideologia” de esquerda, que no fim me guiou de forma acurada na minha vinda para os Estados Unidos. Pai, sei que deve estar acompanhando tudo de longe, porém com outros olhos e até penso: ainda bem que o senhor não está aqui para ver isso tudo. Vou resumir um pouco o que ocorrer meu Pai:
- Lembra quando fomos as ruas, os caras pintadas para tirar o Collor e na época estávamos exercendo a nossa cidadania e fazendo uso da democracia. Pois é Pai, hoje aqueles mesmos “companheiros” que falavam isso, chamam um possível impeachment da atual Presidente de golpe.
- O senhor sabia que a Petrobrás vai ter que vender 13.7 bilhões de doláres de ativos para poder dar conta do financeiro que está em crise. Uma estatal que está sendo administrada a 12 anos pelo menos Governo, porém o atual responsável prefere culpar quem esteve no poder 13 anos atrás e os militantes concordam com isso, ou fazem vista grossa ou simplesmente começam a trazer dados de mais de duas décadas atrás.
- O senhor sabia que a balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com um deficit de déficit de US$ 2,84 bilhões, que é o pior resultado desde 1980? Mesmo assim, todos se calam perante aos números.
Pai, isso não é nada...são apenas alguns números que estou lhe trazendo, o pior mesmo meu querido é a inércia das pessoas que votaram no governo atual. Pai, tá tudo mudado....não é possível mais ter “oposição” no Brasil, pois você é taxado, espancado em manifestações e até mesmo ameaçado. É triste meu Pai, e nesta ótica eu lhe digo: o senhor não está perdendo nada! Conhecendo sua pessoa, sei que estaria sofrendo mais que qualquer um, pois acima de tudo o senhor tinha carater para admitir o erro, tanto é que o fez várias vezes. É por isso que hoje, quanto mais eu leio, quanto mais eu penso e quanto mais e vou em busca do seu passado, mas eu admiro sua coragem. Essa coragem sua não se vê mais hoje, o senso do certo ou errado já se foi, tudo é visto como se fosse um jogo de futebol, onde os torcedores são doentes pelo time e o importante é ganhar, mesmo que o juiz esteja roubando para seu time.
Porém, tem outro lado meu que sente uma falta danada de ter esta pessoa consciente para me orientar e para conversar – um verdadeiro amigo que vai querer meu bem incondicionamente. Mas, a saudade nada mais é que uma forma de lembrar o quanto o senhor foi e é importante para mim.
Abração meu querido!
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Não me Traga Problemas, Traga-me Soluções
Quem nunca ouviu algo semelhante a isso vindo do seu patrão ou seu gerente de projetos, ou seu cliente? O que você faz como profissional? Você faz uma engenheria reversa para dissecar o problema, ver as possibilidades de resolver o problema e trazer a solução. Tenho muitos amigos da área de TI que são bons nisso e conseguem aplicar isso na prática na sua profissão. Porém, nem todos conseguem fazer isso na vida pessoal.
Quando o tema é “morar fora do Brasil”, minha pequena estatística baseada em conhecidos que trabalham na área de TI é que pelo menos 80% do pessoal que conheço quer de fato sair do Brasil para ir para o exterior procurando uma melhora na vida pessoal e profissional. Porém, destes 80% uma grande parte começa a frase dizendo: “Quero muito ir, mas....”. Pronto, sua derrota já começou a ser plantada. A desgraça do “mas” é nada mais nada menos que uma forma que você tem de lhe convencer que você quer “mas” agora não da. Não existe frase mais certa que: “Se é importante para você, acharás um caminho, se não, acharás uma desculpa”.
Querer, sonhar, almejar, pensar, tudo isso fica na teoria se não houver um plano de ação com “deadlines” e que você seja seu próprio patrão e diga: não me traga problemas (neste caso um problema seria empregar o “mas”), me traga soluções (aqui é onde você transforma o “mas” em uma ação para vencer o obstáculo). Uma das coisas que considero uma verdadeira ofensa é o cara chegar e dizer: “você teve muita sorte”. Sorte? Eu chamo de planejamento e trabalho para fazer acontecer, e adivnha o que? Quanto mais eu planejo e trabalho para fazer acontecer mais essa tal de “sorte” aparece na minha vida. Então, se sorte é isso (trabalhar e fazer acontecer sem focar em desculpas), beleza, tenho sorte.
Eu já falei em outros posts aqui sobre morar fora do Brasil e uma grande parte de vocês já sabem sobre o assunto, mas pra mim não foi fácil pois ao contrário de muitos hoje em dia que tem algum tipo de experiência (nem que seja de férias) de ter ido no exterior (nem que tenha sido no Paraguai), eu saí de Fortaleza para vir para o Texas sem nunca ter ido mais longe que São Paulo. Estudei meu segundo grau inteiro em colégio público e inglês era meu ponto fraco. Mas, quando resolvi que queria ir embora do Brasil estabeleci um plano, e a primeira parte deste plano foi aprender inglês pelo menos para me comunicar. Estabeleci datas (entre 2001 e 2003 foquei em estudar inglês – pois a parte técnica era algo que já fazia no dia a dia do trabalho), e no final de 2003 fui embora. Agora você acha que quando vim eu era fluente? Longe disso, mas conseguia “arranhar” e fiz mais cursos de inglês quando cheguei. Esse é outro ponto importante: se você esperar a hora certa (que você se considere fluente) para poder vir, vixe.....tome tempo e no final isso vai ser o seu “mas”....mas não estou pronto, mas não sei falar direito, mas..mas..mas.
Se você quer de fato sair do Brasil, comece a criar seu plano de ação, coloque as datas limite que cada etapa deverá acontecer, faça o follow-up, cobre de si mesmo e mantenha-se focado em fazer acontecer. Apareceu problemas? Foque na resolução e não no uso do problema para lhe convencer que “não era a hora certa” ou que “é um sinal para mim não ir”....não viaja tanto na maionese tentando achar justificativas para não fazer, foque na resolução do problema e vai ver que os resultados vão aparecendo de forma natural.
Boa sorte e estou aqui para ajudar nesse processo caso precise!
quarta-feira, janeiro 28, 2015
Mantendo-se Positivo em um Mundo Negativo
Primeiro vamos deixar claro que este não é um post religioso, político ou sobre futebol, quem sabe assim tiramos o “bias” na hora de fazer a leitura e procuramos analisar a coisa com uma ótica neutra. Recentemente o Papa Francisco falou que a liberdade de expressão não da direito de insultar a fé do próximo e o fato é que isso nem deveria ser cogitado, pois insultar a fé do outro, as condições físicas, e qualquer outro tipo de estereótipo é algo que não se deveriamos fazer caso tivessemos todos “respeito” com o próximo. Porém, do ponto de vista político, o que o Papa falou não está correto, pois não se pode ter uma “meia liberdade de expressão”, ou se pode falar tudo sobre tudo ou não se pode, e se não pode temos censura. O ponto principal aqui é simples: respeito....ah como seria bom se todos pudessemos respeitar as pessoas da forma que elas são, mas isso não vai ocorrer nem hoje e acredito que nunca.
Hoje está complicado, temos que manter o “politicamente correto” para não magoar as pessoas e não ser taxado disso ou daquilo, ao passo que tudo deveria ser a união de dois fatores: senso comum + respeito. Hoje admiramos o errado, se existe um placa dizendo “silêncio” e alguém grita, tira uma selfie e coloca dizendo “quebrando regras”, aquele cara vai ter milhões de “curtidas”, pois infelizmente é isso que o povo quer, a quebra do certo. É salutar quebrar algumas regras para achar novos caminhos, inclusive quebrar padrões, mas endeusar alguém por fazer algo errado em nome da “quebrada” de padrões? Isso eu não entendo e tento combater ao máximo aqui com minhas filhas. O que é desafiador, pois a tal da geração Y tem um problema sério de expectativa, eles acham que são especiais mesmo sem fazer nada, que merecem tudo só pelo fato de existir, ou seja, correr atrás para ganhar espaço é algo que não passa muito pela cabeça deles. E recomendo a leitura deste texto excelente (que é uma tradução deste).
Dentro deste mundo onde todos querem falar o que quiserem nas redes sociais, apenas pelo fato de poder falar, temos cenários desagradaveis. Ontem presenciei na pele este cenário quando minha estória foi publicada no blog da Quest Nutrition e a foto postada Instagram da Quest Nutrition, resultado: mais de 2 mil curtidas e quase 200 comentários. O fato é que estatísticamente falando os positivos ficaram muito acima, mas pelo menos uns 20 ou 30 comentários foram extremamente negativos e desagradáveis. Ontem mesmo postei este texto no meu Instagram com a foto abaixo e uma frase de Aristoteles:
Em suma tudo isso não me afetou, até mesmo porque eu sei que para se chegar longe é preciso se expor e ao se expor você sempre será criticado. Venho escrevendo livros desde 2001 e desde que meu nome foi publicado pela primeira vez eu sempre tive pessoas que me deram suporte e sempre tive pessoas que criticaram. Por isso esta frase de Aristoteles reflete exatamente meu pensamento: se você que evitar crítica, não faça nada, não diga nada e não seja nada. E meu caro, eu lhe digo: nada é algo que não está no meu DNA. Sou filho de sindicalista que brigou em várias greves pelo direito dele e da classe, filho de uma ex Professora de crianças com necessidades especiais que lutou para me criar, então...nada é algo que não tem como eu me acostumar. Por isso, isso não me afeta, apenas me fortalece.
Mas, vamos ao momento “John Lennon” na canção “Imagine” e dizer que: como seria bom se ao invés de criticar alguém que alcançou algo importante para essa pessoa e mesmo não seja algo que você goste, você possa compartilhar uma palavra de apoio....ah imagine como seria bom. Como diria Lennon: “you may say I’m a dreamer, but I’m not the only one.”…tenho certeza que não sou o único sonhador neste aspecto de respeito para com o próximo. É como digo para minhas filhas (principalmente para a mais velha): se não tem nada legal para dizer para uma pessoa, não diga nada...mas não destrua algúem com palavras, pois palavras ficam marcadas para sempre.
Hoje o mundo virtual é cruel se você não tiver um bom aspecto psicologico, as pessoas frequentam sites, páginas, redes sociais muitas vezes apenas para criticar. É como eu vejo as vezes o cara ir na página de uma celebridade que é gay e ficar criticando que o cara é gay. Porra, não gosta de gay então não vai na página do cara, pois lá é isso que você vai encontrar. Agora, o machão só tem coragem de se expor assim atrás de um teclado, pois na vida real ele não vai em um bar gay para ficar criticando. É esse o problema, no mundo virtual essas pessoas sentem-se na liberdade de soltar sua negatividade e críticas pois estão fazendo uso da “liberdade de expressão” somada ao anonimato virtual que a Internet traz.
Como Pai, minha principal preocupação é deixar claro para minha filha que ela vai encontrar isso diariamente e que ela precisa ter uma cabeça boa para saber lidar com isso sem deixar que isso afete sua personalidade. Quanto a mim....eu continuarei minha jornada física, aplaudindo a liberdade de expressão e focando nos feedbacks positivos, pois os negativos apenas me fazem rir da pobreza de espírito da pessoa que comentou.
Paz!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
A Importância de Manter Registrado seu Consumo Alimentar Diário
O assunto não é novo, na realidade o estudo que prova cientificamente que manter um jornal com anotações de tudo que você ingeriu durante o dia lhe ajuda a perder peso foi publicado em 2008. Pois bem, vou lhe dizer algo que não é novo também: isso funciona. Claro, não vamos exagerar e achar que basta anotar tudo que se come que automaticamente você vai perder peso, tinha que ser muito “zé mané” para achar que este milagre aconteceria do nada, só com anotações. Não vamos ser extremos e pegar as coisas ao pé da letra. Anotar o consumo calorico é uma ferramenta a mais no auxilio da perca de peso, manutenção do peso ou até de ganho de peso.
Venho usando já a no mínimo 2 anos o MyFitnessPal para fazer este controle. Usei na época da competição quando tinha que atingir o peso de 187 lbs e estou usando na minha “off season” para ganhar massa muscular e por isso digo, funciona tanto para ganhar quanto para perder. O gráfico abaixo mostra claramente meu ganho de peso quando comecei a dieta para ganho de massa muscular, onde aumentei de 1800 calorias por dia para 2400, com uma pequena mudança nos macronutrientes (60% proteína, 30% carboidrato e 10% gordura), antes tinha 30% de carbs e 20% de gordura.
Note que o ganho foi gradual, o que foi perfeito, pois um dos erros é ganhar peso rapidamente, pois com certeza aquele peso que ganhaste exageradamente e muito rápido não é músculo e sim gordura. Em Setembro, quando comecei a trabalhar com meu novo trainer (Jeff Dwelle) e estabelecemos o plano para crescimento muscular que incluiu uma nova dieta, uma nova rotina de treino e suplementação, o resultado começou a aparecer. Note também que mesmo nas festas de fim de ano o ganho não foi anormal, agora veja só no final uma pequena queda, o que foi isso? Foi justamente um erro meu no final de semana do dia 10 e 11 de Janeiro. Pulei refeições (tenho que fazer 6 por dia) por alguns problemas pessoais e com isso refletiu diretamente na balança. De segunda para hoje (quinta) já estou quase de volta a o que estava. E sabe o bom de tudo isso? Eu fico com meu registro de tudo, fico sabendo como meu corpo se comporta em diferentes situações, que tipo de comida me faz bem, que tipo de comida devo evitar, etc. Isso é nada mais nada menos que o uso de “analytics” para lhe ajudar no processo.
Essa semana conversando com um colega de trabalho sobre fazer uso desta ferramenta para isso e todos os benefícios, etc, ele falou: vou tentar. Hoje ele me mandou uma mensagem no Lync dizendo isso aqui:
“myfitnesspal has ruined my enjoyment of soup in bread bowl - I hate you.”
Achei fantástico, pois é justamente esse o intuito (não que ele me odeie), mas que você perceba a qualidade do que está comendo e o valor nutritivo do mesmo. Por que você pode argumentar: “há, mas quando eu compro eu olho o valor nutritivo do alimento”. Ótimo que você olha, mas você mantém registro de tudo que ingere? Será que sabe o quanto consumiu por dia? Será que aquela barrinha de cereal inofensiva não tem açucar demais? E aquele suquinho “natural” também não é carregado de açucar? É aí que está o benefício dessa ferramenta. Vamos pegar o exemplo do meu café da manhã:
Veja que são 503 calorias bem distribuídas, com bastante carboidrato....hummm, por que? Justamente por que essa é minha primeira refeição do dia e uma hora depois dessa refeição vou treinar e irei usar este carboidrato para isso – como energia para o treino. Tudo tem um propósito e nada é em vão, pense nisso durante a distribuição da sua dieta e sempre consulte um nutricionista, eu estou aqui apenas passando minha experiência com essa ferramenta.
Abraços e boa jornada!
terça-feira, novembro 25, 2014
Resoluções de Ano Novo – Hora de Mover para o Próximo Nível ou Continuar se Enganando
Que final de ano intenso, ocupado, atolado de projetos mas feliz por estar vendo “progresso” em tudo que venho abraçando ultimamente. Mas nem sempre foi assim, houve uma época que final de ano era a chance de ver um ano novinho começando e com ele tentar mais uma vez cumprir as famigeradas “resoluções de ano novo”. Esta semana assisti o vídeo abaixo do Tony Robbins (não está legendado, mas o inglês é de fácil entendimento). Este vídeo foi lançado em um dia 15 de Janeiro (não sei o ano), e segundo Tony este dia (15) é geralmente o dia que suas resoluções de ano novo caso não tenham começado não irão mais começar (cut off day).
O vídeo é intenso e cheio de verdades e uma destas verdades é a tal da “mudança” que todos tentam focar. Mudar para algo melhor, mudar de vida, mudar a rotina, mudar...mudar! Porém, tudo muda você querendo ou não, seu corpo vai mudar de uma forma ou de outra, o tempo vai mudar, seu dia vai mudar, tudo muda e isso é parte da natureza. Então, o foco não é em mudança mas sim em progresso! O progresso diário a caminho do objetivo que você traçou, seja na sua carreira, seja na sua atividade física, na sua relação amorosa, nos estudos, etc.
Desde que comecei minha mudança de estilo de vida, uma das coisas que faço diariamente é tomar notas do meu progresso físico, sim, diariamente eu me peso, diariamente eu tomo nota do que como (uso o MyFitnessPal para isso), diariamente tomo nota de mudanças que ocorreram no treino, como determinado músculo se comportou, etc. Isso falando do progresso físico, no trabalho também tenho uma estratégia semelhante, pois tenho uma lista de tarefas para fazer e diariamente marco o que foi feito e o percentual (aproximadamente) que falta para terminar. Isso tudo virou rotina depos de três anos seguindo a mesma estratégia. Nos últimos três anos consegui cumprir todas metas que tracei: terminei minha pós-graduação, terminei meu mestrado, escrevi um livro (Cloud Essentials), cumpri com minhas atividades na Microsoft, fiz as reformas na casa que estavam planejadas, fiz as viagens de férias que estavam planejadas, melhorei como Pai, marido e filho e ainda competi pela primeira vez em um campeonato de fisiculturismo. Sem dúvida eu agradeço isso ao planejamento e a constante monitoração do tal do progresso. Outras coisas não foram planejadas, mas ocorreram como consequência do trabalho, como por exemplo assinar um novo contrato com a Microsoft Press para um novo livro, que por sinal foi anunciado hoje no site da MS Press. Isso é bom, pois muitas vezes o resultado de um trabalho não é apenas alcançar o objetivo, mas também abrir portas para novas oportunidades.
Essa semana tive a grata surpresa de achar no XBOX Music (para assinantes) no meu Windows Phone uma série de CDs do Tony Robbins, baixei todos. Durante uma das minhas sessões de cardio na escada (ver figura abaixo) escutei parte deste CD mostrado na foto.
A parte que mais me chamou atenção foi “The Pressure Cooker” (A Panela de Pressão). Aqui dois pontos interessantes (tem vários outros) desta faixa:
- Ser exigente consigo mesmo - eleve seus padrões de expectativas para com seus resultados para que você seja seu maior crítico.
- Diga a verdade para você mesmo - um grande exemplo que ele utilizou foi justamente a questão do sobrepeso, ele disse: “Ah, eu estou só um poquinho acima do peso”, ele replica: “não se engane, tire a roupa e fique nu na frente do espelho, vc tem uma bunda gorda maior que Chicago!”. Não minta para você mesmo, admita seus pontos fracos e trabalhe para resolver.
- Seja preciso nos seus objetivos: apenas dizer quero emagrecer não é suficiente, seja objetivo. Lembro que em 2011 quando comecei a treinar falei para meu treinador: nos próximos 3 meses quero perder 30 libras. Depois disso estabelecemos outras metas e assim foi. Mas tudo era específico e nada vago. Tem gente que diz: “quero ficar forte”. O que é ficar forte? Com mais força? Com mais músculos? Seja preciso para que você possa voltar para o primeiro bullet acima e cobrar de você mesmo.
Ano novo está chegando e a medida que vamos organizando as idéias e os objetivos para o que queremos no ano seguinte, precisamos ser precisos nos objetivos e principalmente como monitorar o progresso. Sem monitoração continua deste progresso as chances de falhar são grande e mais uma vez as resoluções de ano novo tornam-se lindas apenas no papel, ou no status do Facebook.

