segunda-feira, agosto 24, 2015

O ontem, o hoje e o futuro

Hoje (dia 24 de Agosto) completamos 20 anos desde que o Windows 95 foi lançado. Lembro de estar em uma sala de treinamento na SW Informática quando o dono da empresa (Antonio de Barros Serra) ministrava um treinamento para os funcionários mostrando como o novo sistema operacional funcionava. Muita coisa mudou de lá pra ca, não só na tecnologia em si mas também nos requisitos para ser um profissional de tecnologia.

Recentemente escrevi um artigo para o ISSA Journal sobre carreiras na área de Segurança da Informação, esse artigo será publicado na edição de Outubro (para membros do ISSA) e nele mostro o quão diversificado é o escopo de hoje em dia. Com o advento de Computação na Nuvem, Mobilidade, Internet of Things, Segurança e todos estes temas juntos, o conhecimento “broad” torna-se mais importante que o conhecimento “narrow” (também chamado de especialista). O problema em ter que digerir todo esse conhecimento e agir em diversas áreas enquanto ainda está digerindo tudo isso é um só: stress.

Por mais que você ame o que faz, é possível entrar em um estado que chamamos aqui nos EUA de “burn out”. Alguns sinais comuns que você está entrando neste quadro foram expostos na Forbes em 2013:

  • Exaustão
  • Falta de motivação
  • Emoções negativas como o cinismo
  • Queda de desempenho no trabalho
  • Problemas pessoais
  • Relaxar no cuidado pessoal
  • Constante preocupação com trabalho
  • Redução de satisfação
  • Problemas de saúde

Esse tendência já foi provada e comprovada e com os últimos acontecimentos relatados no New York Times com relação à Amazon, outras pesquisas foram feitas e concluido que a insatisfação é muito maior que apenas para funcionários da Amazon.  Cinco mil engenheiros foram entrevistados e a conclusão geral foi que a grande maioria de fato tem uma maior remuneração, porém são mais insatisfeitos que trabalhadores de  outras áreas. A matéria da resportagem diz: Tech workers richer but less happy than most workers.

E agora, qual a alternativa para sobreviver neste mar de informações, trabalho, desafios e se manter saudável ao mesmo tempo que evita o efeito “burn out”? Quem me acompanha sabe das minhas mudanças de estilo de vida que começaram em 2011 e recentemente foram mostradas na revista Época no Brasil. Para mim, o longevidade na área e o balanceamento entre os quatro principais pilares da vida (uso este termno no livro que lancei recentemente aqui nos EUA, onde falo sobre este balanceamento), que são: Saúde, Família, Trabalho e Social (amigos, comunidade, etc) são vitais para qualquer profissional, mas para nós na área de tecnologia mais ainda.

Note que coloco saúde em primeiro lugar, pois sem saúde você não tem como cuidar da sua família e nem trabalhar. Com isso, é PRECISO manter a máquina funcionando em estado perfeito para que você tenha longevidade no trabalho e na sua vida pessoal. O pilar da saúde vem no equilíbrio de duas coisas: alimentação e exercícios. Não há dúvida que o que você come interfere diretamente na sua performance, eu sou prova disso. Ao mudar minha alimentação tive um ganho de performance em todas áreas da minha vida.

Em fim, é uma batalha contínua para todos profissionais de TI, mas tente ao máximo sair dessa estatística de stress, burn out e queda de performance. Cuide da sua máquina, pois caso contrário não conseguirás cuidar da máquina dos outros no futuro.

Saúde e Sucesso pra todos!

domingo, agosto 23, 2015

Impossível se conformar

Entre 14 e 28 Julho, pela primeira vez eu e minha família não tiramos férias para ir para o Brasil, resolvemos fazer nossa primeira Eurotrip juntos. Foram maravilhosos cinco dias em Londres e cinco dias em Paris e três dias em Montpellier no sul da França. Minha experiência na Europa tinha sido apenas em Porto (Portugal) e Madri (Espanha), em ambos locais tive uma excelente experiência.

Voltando para Eurotrip deste ano, sem dúvida Londres foi a melhor parte da viagem, povo educado ao extremo, clima estava ótimo, cidade linda, sistema de transporte perfeito e claro: é a terra do Iron Maiden! Que diga-se de passagem tive a oportunidade de ir no primeiro pub que eles tocaram:

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Londres foi perfeito! Paris….humm, que decepção! Não pela cidade em si, as belezas, a comida, os prédios antigos, não por isso…na realidade isso salvou a ida, foi pelo povo truculento mesmo. Pessoas rudes que em pleno um centro turistico como Paris ficam com cara feia se você não fala Francês e quase não se esforçam para entender o que você fala. Mas, apesar da truculência, tivemos excelentes momentos.

Peraí Yuri, e o que tem haver isso com o título deste post (impossível se conformar)? Cara, quando eu estou viajando eu sempre me lembro da minha terra de origem, das belezas naturais da minha Fortaleza e do potencial da terra. Aí bicho, penso: poxa, seria tão bom se as coisas de fato estivessem funcionando naquela terra!!

Ao “tentar” assistir o jornal com notícias do Brasil eu só vejo desgraça. Uma que me revoltou muito foi essa aqui: Dupla tenta roubar bicicleta de turista na praia e quase leva criança. Eu sou Pai, e ao ver este vídeo fiquei desesperado, pois eu apenas imagino o desespero do Pai ao tentar salvar o filho.

Agora veja só, esta é uma praça onde as pessoas em teoria deveriam se divertir com a família, andar de bicicleta, cutir o mar, etc. Aí acontece isso, e segundo os moradores isso acontece todo dia. Agora me diz, o que adianta morar em frente ao mar e não ter segurança?

Aí voltamos para minha Fortaleza, vou passando as notícias e vejo: Americano agredido no Ceará deixa país e escreve carta: 'Não venham'. Aí vem um monte de bairrista e diz: “também, não sabe aonde anda!” Sério que agora a culpa é do assaltado/agredido? Em plena luz do dia em uma praia movimentada? Ao passo que as autoridades tem total culpa nisso, o povo também ajuda, pois ao invés de cobrar fica defendendo o lugar que mora, com comentários do tipo: “Grigo besta não diga por aí que não volte, amo minha Fortaleza”. Peraí, é o que? Macho, tu que fala isso é total parte do problema. Me lembra diretamente aquela mãe que ver o filho fazer coisa errada e ao invés de corrigir passa a mão na cabeça. Que porra de amor é esse? Estas criando um futuro delinquente?

Tá tudo errado…tudo! O criminoso tem direito de sair da prisão no dia dos Pais, e o que ele faz? Veja o que ele faz: Jovem é preso após espancar e abusar de idosa durante saidinha do Dia dos Pais. Essa senhora é um pouco mais nova que minha mãe, e aí? Que lei é essa que libera criminoso?

Por isso o título deste post, pois após visitar outros países além do que moro, vejo que o Brasil está longe de ser um local onde eu recomendaria minhas filhas a morarem. Para mim é triste dizer isso, mas não comprometo a segurança da minha família por “amor a pátria”, até mesmo por que amor de uma via só não funciona, é preciso que a recíproca seja verdadeira.

sábado, agosto 15, 2015

Não existe “Normal”

Os meses de Junho até o momento foram muito gratificantes para mim, pois foram meses que colhi muito do que plantei por anos. Em Junho alcançando o segundo lugar no master de fisiculturismo no torneio que ocorreu no estado de Oklahoma, em Julho lançando meu primeiro livro não técnico em um evento na academia Destination (ver vídeo aqui – obrigado Emilio Mansur pelas legendas) e ainda em Julho fiz uma viagem para Europa com minha família, nossa primeira Eurotrip. Tudo isso é fruto de trabalho, seja ele na academia, no escritório, na cozinha, em qualquer lugar – trabalho!

Para coroar estes meses de colheita, semana passada saiu esta reportagem na revista Época impressa e ontem (sexta 14 de Agosto) saiu essa aqui na revista online. Bem, eu fui inundado de congratulações por amigos e isso para mim é bastante gratificante, pois não é apenas um reconhecimento mas também um uma formar de mostrar que é possível – para qualquer pessoa! Um dos comentários mais marcantes vieram de dois um ex-alunos, ele disseram:

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O motivo pelo qual estas declarações são importantes para mim é devido ao fato de eu ter sido Professor destes caras em 2003 na faculdade e para um Professor não existe recompensa maior que saber que todo seu esforço de passar uma mensagem que impacte seus alunos além da sala de aula tenha sido digerida e guardada para sempre. É isso que agente leva nessa vida, a forma com que impactamos positivamente as pessoas que estam ao nosso redor, o que podemos fazer para ajudá-las a crescerem como pessoa.

Claro, todos compartilhamentos e declarações foram importantes, mas gostaria de enfatizar estes dois por este motivo, pois foram frutos plantados em sala de aula, de um curso superior, a noite quando todo mundo já vinha do trabalho cansado.  Agora vem a pergunta, e o que você quer dizer com “não existe normal”?

Quando você se expõe para o público você precisa estar pronto para palavras de apoio mas também para críticas (na maioria das vezes destrutivas). E eu já me acostumei com isso, pois a Internet vocalizou uma legião de calados que querem de qualquer forma dar sua opinião, mesmo que esta opinião seja destrutiva para outra pessoa – não interessa, o caboco quer é falar!!

Pois bem, na página da Época no Facebook comecei a ler alguns comentários sobre a matéria e claro tem todo tipo de opinião, boas, ruins, ridículas, etc. Mas teve uma que me chamou atenção, o cabra diz: “Ainda não encontrou o normal, foi para os dois extremos.” Peraí, o que é o normal? Será que o cara leu a reportagem e notou que desde o começo era esse o objetivo (competir em fisiculturismo)? Se este sempre era o objetivo, este é o meu normal, simples assim. Eu poderia olhar para um maratonista, que muitas vezes é um cibito baleado e dizer: fi da peste é só o cibito, não encontrou o “normal”. Mas eu seria um estupido em dizer isso para um atleta que tem como objetivo correr em provas de longa distância e com isso o corpo dele é assim e aquilo é o normal dele.

Então meus caros, não existe normal. Não caia nessa de querer ser normal perante a visão dos outros. Eu nunca quis me enquadrar neste normal, pois geralmente o normal não consegue alcançar muito na vida, pois ele tem uma visão limitada do que é possível. O normal usa a experiência frustada dele mesmo como parâmetro, do  tipo: se eu não consegui e fulano consegui é por que ele está fazendo algo errado, algo ilegal ou tem alguém ajudando ele. Em outras palavras, não é mérito do cara, pois o “normal” não conseguir.

Esqueça normal, viva intensamente, quebrando paradigmas, barreiras e sempre pensando “ahead of the curve” (na frente da curva). Não existe normal!

sábado, julho 11, 2015

Noite de Autógrafos do Novo Livro

Essa foi uma semana muito especial, após quase dois anos de um projeto muito importante, que foi escrever este primeiro livro não técnico, finalmente lançamos em uma noite de autógrafos na Destination em Plano, Texas. Na foto abaixo estou com meu ex-treinador e dono da Destination, o Greg McCoy (que também escreveu o prefacio do livro) e com a minha co-autora Jodi Miller (que no final de semana passado tornou-se IFBB PRO depois de 15 anos competindo na liga amador NPC).

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Foi um momento bastante especial pois este livro não era sobre uma tecnologia, não era sobre um assunto técnico, é sobre o que acreditamos e o que passamos para alcançar objetivos. A Jodi teve uma participação fundamental neste livro pois trouxe anos de experiência na área de preparação para campeonato alinhada com anos de experiência como Professora de Inglês para faz este “mix” de idéias No evento também tivemos o prazer de contar com outros IFBB PROs como Branch Warren:

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…e Allison Frahn

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O livro já está disponível em eBook na Amazon, você pode comprar agora mesmo no link abaixo:

http://www.amazon.com/Ready-Set-Achieve-Creating-Achieving-ebook/dp/B011AQDYOQ

Semana que vem estarei na Inglaterra onde irei palestrar sobre o livro na Brazilarte Academy e também vou levar algumas cópias do livro para vender. 

Sem dúvida um projeto especial que agora está disponível para todos e como escritor a melhor recompensa ainda estar por vir, que será receber bons feedbacks (como este na Amazon) sobre o livro e a esperança que o mesmo ajude muito gente a criar este banlanço ideal na vida.

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terça-feira, julho 07, 2015

Faça por onde merecer

Venho lendo posts no Facebook, os infâmes “memes” que muitas vezes distorcem a realidade mas são uma praga para se propagar. Ví alguns recentemente criticando a “meritocracia”, que isso é coisa do capitalismo e é uma “falacia” (outra palavra que anda muito na moda ultimamente). A verdade é todos em algum momento querem a tal da meritocracia, até mesmo o funcionário público que vive a custa do “estado” e que defende o governo, uma hora curtiu a meritocracia: quando ele estudou para fazer a prova do concurso e passou por MÉRITO pessoal. Os que jogam pedra na meritocracia após curtir os benefícios da mesma em algum momento estam apenas atestando um sistema de hipocrisia.

Neste excelente texto de Jefferson Viana, ele enfatiza muito bem fatos reais de que a meritocracia é importante para um sociedade em crescimento. O problema que temos hoje é que o cidadão já chega na sua adolescência achando que só pelo fato dele existir o estado já tem uma dívida com ele e tem que tomar de conta dele. Rapaz, nimguém deve nada, você que tem que fazer por merecer “ter”, é uma ilusão achar que o mundo lhe deve algo sem você contribuir com nada na sociedade. Veja um dado interessante abaixo:

“De acordo com o IBGE, em 2013, um a cada cinco jovens brasileiros (20,3%) não trabalhava nem estudava. O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho.”

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/08/politica/1420731746_849915.html

Agora me diga o que passa na cabeça do jovem que quer curtir tudo que o capitalismo oferece (smartphone, Internet, tablets, etc) e não quer arcar com a conta? Conheço gente que não dispensa uma roupa boa, mesmo que esteja desempregado. Quem vai pagar a conta? É preciso tangenciar esta juventude para entender que é preciso estudar e trabalhar para vencer na vida, e sim é possível independente de onde você more. O que diferencia um pobre de um rico é a relação oportunidade versus esforço. Eu terminei meu segundo grau em colégio público, e tive diversos amigos que terminaram em colégio particular, isso determinou apenas aquele momento da minha vida (o começo) e não aonde eu queria chegar (o fim). Tanto é que hoje trabalho na Microsoft, tenho 12 livros publicados, Mestrado, MBA, Pós-Graduação e a minha base foi terrível comparada com a base de alguns amigos ricos que tiveram tudo de bom e hoje tem um emprego que não ganha mais de dois mil reais por mês.

Se eu tivesse crescido em um ambiente onde a “revolta” tivesse tomado de conta, onde eu tivesse ouvido desde o começo que eu precisava cobrar do Governo para me dar algo, que eu tivesse ouvido coisas do tipo: “trabalhar para esta elite suja? Não, prefiro continuar reinvindicando.” Se eu tivesse tangenciado por este lado, eu só iria ver o lado ruim da coisa, e nunca teria conseguido sequer focar em ter um futuro melhor. Veja o exemplo de Cícero Pereira Batista:

“"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu conseguir superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema.”

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/07/25/pegava-livros-no-lixo-ex-catador-de-brasilia-conta-como-virou-medico.htm

Agora me diga: imagine se Cicero tivesse sido mais um que lê os memes do Facebook que condenam a meritocracia? Que focam apenas na revolta contra o sistema sem sequer contribuir com a sociedade? A verdade meu caro é que a vida é sua, você tem o controle dela, e ao passo que pode ser revoltante para você ver gente tendo sucesso sem esforço (pois herdou de alguma forma a facilidade de ter aquele sucesso), se você não fizer nada e só reclamar, você continuará na merda. Eu não me revolto com os “burgueses”, pelo contrário, eu me espelho em pessoas de sucesso, pois se eu não conseguir ser como elas, pelo menos criei uma boa foundation para minhas filhas usufruirem disso e não passarem pela mesma dificuldade.

É preciso acabar com esse ódio de classes que existe no Brasil, ainda se houve a mesma ladainha dos anos 80: olha os burgueses...olha os filhinhos de papai. Sai dessa meu amigo, vá viver sua vida e deixe de se preocupar com a dos outros. Quer ter boas condições financeiras? Então estude e trabalhe sem esperar pelo estado ou sem se preocupar com A ou B. Você é o dono do seu destino, mas para isso é preciso você acreditar e trabalhar diariamente para fazer acontecer.

segunda-feira, julho 06, 2015

Esteja sempre pronto

Quando me dizem que tive “sorte” pela oportunidade de ter vindo para os EUA em 2003 e para trabalhar na Microsoft eu apenas digo “é né”. Sorte é uma ilusão que criamos para justificar algo inesperado, se for bom é sorte e se for ruim é azar. Infelizmente muita gente esquece do principal: quando a tal sorte bater na sua porta se você não estiver pronto para abraça-la, ela vai embora rindo de você. Isso significa dizer que você sempre tem que estar pronto caso esteja de fato em busca de algo. Não adianta nada ter várias oportunidades se você não esta apto para agarrá-las e fazer acontecer de verdade.

Hoje tive um exemplo claro disso, recebi um pedido de um amigo que mora fora do Brasil para indicar alguém para uma posição de TI na empresa dele. A empresa bancava o visto, pagava bem, e dava todas as condições de realocação. Falei com umas cinco pessoas que achei que eram capacitadas para o perfil, das cinco apenas uma disse sem “titubiar”: eu quero, mande meu curriculum. As quatro que negaram não estavam prontas, umas com problema de idioma, outras porque simplesmente não estavam certo se era isso que queria. Detalhe que destas que “não estavam certas” são pessoas que acompanho e vejo as críticas diárias ao Brasil e a famosa frase: “ah se eu tivesse sorte de ir embora daqui.”

E agora? Quando aparece a tal da “sorte” a pessoa não está bem certo? É o que eu sempre digo, falar é a coisa mais fácil que existe, fazer é outra coisa. Já estou acostumado, pois já tive diversos casos deste tipo de comportamento. Lembro que em um dos livros que lancei um amigo chegou e disse: cara, me passa os “bizus” de como publicar, o que fazer, quem contactar, pois eu estou pronto para escrever um livro. Beleza, passei tudo e até hoje espero ver o livro publicado, na realidade não espero mais pois a pessoa disistiu. E por aí vai.....vários exemplos que falar é mais fácil que fazer. As redes sociais deram audiência para os profetas teóricos que dizem que vão fazer, que vai acontecer, ganham seguidores, mas não entregam para sí mesmo o que foi prometido e com o tempo fica no esquecimento. Até que um dia quando todos esqueceram, a pessoa vai e começa a prometer de novo que vai fazer.

Uma das coisas que falo sempre para minha filha mais velha: seja “accountable” pelo que você prometeu fazer. Ela tem que entender que palavras não podem ser jogadas no vento, promessas banais que enganam a si mesmo. É como a dieta que sempre começa na segunda, o ano novo sempre cheio de promessas e o vício de criar-se promessas que não são cumpridas continua pela vida. Aí fica a pergunta: se você mesmo se engana com suas promessas, como querer cobrar dos políticos que cumpram as promessas deles?

Reflita, se disser que vai fazer, faça....se houver dúvida que vai fazer não prometa, fique em silêncio e se decidir fazer, faça e depois anuncie sua conquista.

terça-feira, junho 09, 2015

Deixa eles rirem

Quando você começar vão ter os que vão rir de você, do gordo se exercitando, do gordo tentando entrar em forma.....deixa eles rirem

Julho de 2011

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O tempo vai passar, e os resultados começam a aparecerer, mas alguns ainda vão rir, deixa eles rirem...

Abril de 2012

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Até mesmo porque agora você é ex gordo, flácido, com pelancas e vão rir....deixa eles rirem.

Agosto 2012

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Agora já não estam rindo tanto, já começam a perguntar o que você tá fazendo, e outros começam a chamar de obsessão, e poucos vão rir. Deixa eles rirem...

Novembro 2013

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Continue trabalhando em silêncio, e caso ouça algo…deixa eles rirem…

2014/2015

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Trabalhe no que você acredita, no que você quer, no que você gosta e deixe a “zuada” de lado, foque no que lhe faz bem e acima de tudo seja persistente, pois grandes resultados só vem com o tempo. Entrando no quarto ano da minha mudança de estilo de vida e no final de semana passado fique em segundo lugar na categoria Master docampeonato estadual de Oklahoma (NPC Oklahoma Championship) e terceiro na categoria meio pesado. Para alguns, apenas duas medalhas, para mim a visualização concretizada de um plano traçado quatro anos atrás. Agora, para frente e sempre melhorando.

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Obrigado a todos amigos, conhecidos e até os que não me conhecem mas que me apoiaram sempre. Se você está como eu estava no começo, não se desanime: É POSSÍVEL, VÁ E FAÇA!!!

segunda-feira, maio 25, 2015

Meu primeiro livro não técnico

Parece que foi ontem quando escrevi este post sobre minha mudança de hábito, mas na realidade isso ocorreu a exatos 3 anos atrás. Nossa idéia de tempo pode ser tão vasta, três anos parece não ser nada, mas se vivido com intensidade e executando um plano consistence, é possível obter grandes resultados em apenas 36 meses. O problema é a tal da falta de paciência somada com a falta de consistência e por isso que não gosto dos famosos projetos: Projeto Verão, Projeto X Dias, Projeto Carnaval….que tal Projeto Vida Melhor, algo para sempre? Por que mudança de hábito não pode ter data de expiração, tem que ser algo que se faz com vontade de mudar e depois da mudança é preciso manter ou melhor, continuar o progresso pois não este lance de manutenção é roubada, ou você foca em um melhoramento contínuo ou você acaba voltando aos hábitos do passado.

Mas hoje estou aqui para dizer com muita satisfação que finalmente, depois de longos 2 anos trabalhando em parceria com minha co-autora e competidora profissional aqui no Texas (Jodi Miller), o livro que tem muito sobre o que me fez mudar já está disponível para reserva na Amazon.

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Porém, este livro não é uma receita de bolo para perder peso, até mesmo porque quando a Jodi e eu começamos a escrever tinhamos em mente alguns pilares básicos:

  • Não adianta criar uma dieta genérica para perder peso, cada pessoa tem necessidades específicas.
  • Não adianta ter dinheiro, ter o melhor nutricionista, o melhor personal trainer, acesso aos melhores suplementos se a cabeça não está pronta para a mudança de vida.

Estes são pilares que acreditamos muito e no passar destes três anos vejo isso constantemente. Pessoas com grana que contratam os melhores trainers, tem acesso a tudo, até conseguem perder o peso que queriam mas depois voltam a vida normal, ou seja, ganham o peso de novo. Este livro é sobre alançar objetivos consistentemente, uma vitória em cima da outra e construir suas vitórias em uma base sólida, que não se destrua na primeira tempestade. Pois a verdade é que tempestades vão aparecer no seu caminho, sua rota vai ser desviada várias vezes durante sua jornada, mas desde que você mantenha o foco no destino, o que ocorre na jornada apenas lhe deixará mais forte.

Uma pergunta que recebi quando comentei sobre este livro com alguns amigos do Brasil foi: vai ter em Português? Sim, vai ter em PT-BR e vai ser lançado pela Nova Terra Editora. Quando eu ainda não sei ao certo mas é provavel que ainda neste ano de 2015.

Para mim, estes últimos 3 anos foram fantásticos em todos aspectos da minha vida, claro que a única coisa que lamento é ter perdido meu Pai em 2013, mas sei que ele está feliz por minhas conquistas. Não vou dizer que sempre será assim,a vida muda muito e não tenho como prever o futuro, porém o fato é que irei continuar usando esta minha fórmula do balanceamento para continuar alcançando sucesso na vida pessoal e no trabalho ao mesmo passo que mantenho minha saúde em dia.

Para finalizar, hoje (25 de Maio), minha amiga e co-autora do livro treinamos juntos para celebrar o lançamento da obra:

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Espero que gostem do livro.

Abs!

sexta-feira, maio 08, 2015

Celebre a Diferença

Neste momento este voltando de Chicago, onde estava participando do Microsoft Ignite. Mas deixa para falar desta conferência em outro momento. Gostaria de falar do filme que trouxe comigo para assistir durante o vôo, chama-se Imitation Game (não sei ao certo como foi traduzido no Brasil). Este filme foi baseado em fatos reais, que mostram como um grupo de matemáticos liderados por Alan Turing foram capazes de quebrar a máquina de criptografia usada pelos alemães na segunda guerra mundial, a famosa “Enigma”. Para quem é da área de tecnologia e segurança da informação esse filme é fascinante, pois mostra que antes mesmo de qualquer recurso computacional, Alan Turing criou uma máquina para combater a outra máquina. Ao passo que a Inglaterra e todos outros aliados tentavam quebrar isso na “mão”, através da contratação dos matemáticos mais renomados da época, Alan já chegou mostrando que a única forma de quebrar o “enigma” era através da criação de uma outra máquina que pudesse “decrypt” o código cifrado.

Bem, todo esse papo geek é maravilhoso no filme, porém tem um lado que vai se desenvolvendo a medida que o filme vai passando que ainda é mais interessante. Alan Turing era homosexual, desde novo ele criou este afeto por um grande amigo de escola e com o passar do tempo descobriu que ele sentia atração por garotos. Porém, na época ser homosexual na Inglaterra era um crime, o sujeito poderia inclusive ser preso, o que me assombra é lembra que isso não faz tanto tempo, na realidade pouco mais de 50 anos. Alan continuou sua saga de dois anos no desenvolvimento desta máquina que iria quebrar o Enigma, que por sua vez recebeu o nome de Christopher, seu primeiro (e talvez único) amor. Quando começou a funcionar de forma plena, a capacidade de quebrar as mensagens enviadas pelos Alemães foi capaz de encurar a guerra em 2 anos e com isso estima-se que mais de 13 milhões de vidas foram salvas.

O problema é que durante estes anos trabalhando para o Governo Britânico, a vida de Alan foi vasculhada e com isso descobriram que ele era homosexual. O Governo condenou Alan a 2 anos de prisão ou 2 anos de tratamento hormonal (algo que era usado na época para “curar” a pessoal que se revelava homosexual). Após um ano de tratamento, Alan cometeu suicídio em Junho de 1954, ele tinha apenas 41 anos de idade. Por fim, como pode ser visto abaixo, em 2003 a Rainha Elizabeth garantiu um pedido real de desculpas (mínimo diga-se de passagem):

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Bem, esse é apenas um breve sumário do filme, que recomendo demais que todos assistam e reflitam sobre o tema. O mundo avançou bastante no que tange a mentalidade, e ainda bem atrocidades como estas não são cometidas mais hoje (em alguns lugares – infelizmente ainda existe muito, mas muito preconceito). Alan salvou 13 milhões de vida com sua máquina, mas não conseguiu salvar a sua própria vida pois o Governo (como sempre, o governo que quer decidir o que uma pessoa pode ou não ser) preferiu tentar “curar” o que eles entendiam como um problema.

Gente.....é através do conhecimento aprofundado do passado que procuramos aprender e não cometer os mesmos erros. Vamos parar de condenar as pessoas pelas suas diferenças de gosto, cor, orientação sexual ou raça. Cada pessoa é diferente, cada pessoa é um universo e não cabe a mim, a você ou a nimguém julgar. Mesmos os religiosos que dizem que a homosexualidade está acabando com a família tradicional, deveriam pensar que foi um homosexual como Alan que salvou milhões de pessoas, pelo puro amor ao que gostava de fazer: pesquisar, estudar e resolver problemas. O mundo melhorou bastante, mas ainda tem muito, mas muito para aprender e o ser humano ainda tem muito chão pela frente para poder um dia bater no peito e se achar um ser racional...pois discriminar alguém pela escolha de como ela decidiu viver sua própria vida é algo que pode ser categorizado de tudo, menos racional.

Obrigado Alan Turing, você é um exemplo!

terça-feira, março 03, 2015

Pai, o senhor não está perdendo nada

Já fazem pelo menos três dias que sonho com o senhor meu Pai, sonhando com nosso bate papo, com nossas conversas que muitas vezes foram breves porém com bastante profundidade. Pois é Pai, hoje li este seu texto e em especial li várias vezes a seguinte passagem:

“Voto é a expressão de todas nossas utopias. E não existe mais nada disso em mim. Aquele operário que me honrava, não passa de um mentiroso, que anda faceiro, bem vestido e brinca de ser Deus, dono do destino, de nossos corações e mentes. Aquela estrela foi transformada em uma cueca cheia de dólar. Pensei comigo mesmo. Qual é meu sonho?. Não sei. Qual minha Ideologia? Lembrei-me de Cazuza. Quero uma pra viver. Foi o domingo mais triste de minha vida. Fui... arrastado pela obrigação. Votei na HH, com o fio de esperança de começar tudo de novo. Votei e voltei para minha casa, coloquei o CD, para não ver nem ouvir nada sobre política. Mas, tudo me levava a ela. Coração de Estudante, Pra não dizer que não falei de flores, Carolina... Até que Gonzaguinha me disse que eu não tinha Cara de babaca, mas era o próprio babaca, por ter acreditado tanto... Aí não deu mais pra agüentar, o coração explodiu, tomei o velho somalium , dormi a noite toda, e juro acordei sorrindo, com a TV anunciando que o Lulinha 171 ia para o segundo turno....foi como um força tivesse penetrado em mim, eu GRITEI ALTO .....ELE NÃO É DEUS.” ~Edivaldo Diógenes (16/10/2006)

Lembrei-me de sua carreira de 10 anos a frente do Sindicato da Universidade Federal do Ceará e a queda da sua “ideologia” de esquerda, que no fim me guiou de forma acurada na minha vinda para os Estados Unidos. Pai, sei que deve estar acompanhando tudo de longe, porém com outros olhos e até penso: ainda bem que o senhor não está aqui para ver isso tudo. Vou resumir um pouco o que ocorrer meu Pai:

  • Lembra quando fomos as ruas, os caras pintadas para tirar o Collor e na época estávamos exercendo a nossa cidadania e fazendo uso da democracia. Pois é Pai, hoje aqueles mesmos “companheiros” que falavam isso, chamam um possível impeachment da atual Presidente de golpe.
  • O senhor sabia que a Petrobrás vai ter que vender 13.7 bilhões de doláres de ativos para poder dar conta do financeiro que está em crise. Uma estatal que está sendo administrada a 12 anos pelo menos Governo, porém o atual responsável prefere culpar quem esteve no poder 13 anos atrás e os militantes concordam com isso, ou fazem vista grossa ou simplesmente começam a trazer dados de mais de duas décadas atrás.
  • O senhor sabia que a balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com um deficit de déficit de US$ 2,84 bilhões, que é o pior resultado desde 1980? Mesmo assim, todos se calam perante aos números.

Pai, isso não é nada...são apenas alguns números que estou lhe trazendo, o pior mesmo meu querido é a inércia das pessoas que votaram no governo atual. Pai, tá tudo mudado....não é possível mais ter “oposição” no Brasil, pois você é taxado, espancado em manifestações e até mesmo ameaçado. É triste meu Pai, e nesta ótica eu lhe digo: o senhor não está perdendo nada! Conhecendo sua pessoa, sei que estaria sofrendo mais que qualquer um, pois acima de tudo o senhor tinha carater para admitir o erro, tanto é que o fez várias vezes. É por isso que hoje, quanto mais eu leio, quanto mais eu penso e quanto mais e vou em busca do seu passado, mas eu admiro sua coragem. Essa coragem sua não se vê mais hoje, o senso do certo ou errado já se foi, tudo é visto como se fosse um jogo de futebol, onde os torcedores são doentes pelo time e o importante é ganhar, mesmo que o juiz esteja roubando para seu time.

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Porém, tem outro lado meu que sente uma falta danada de ter esta pessoa consciente para me orientar e para conversar – um verdadeiro amigo que vai querer meu bem incondicionamente. Mas, a saudade nada mais é que uma forma de lembrar o quanto o senhor foi e é importante para mim.

Abração meu querido!

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Não me Traga Problemas, Traga-me Soluções

Quem nunca ouviu algo semelhante a isso vindo do seu patrão ou seu gerente de projetos, ou seu cliente? O que você faz como profissional? Você faz uma engenheria reversa para dissecar o problema, ver as possibilidades de resolver o problema e trazer a solução. Tenho muitos amigos da área de TI que são bons nisso e conseguem aplicar isso na prática na sua profissão. Porém, nem todos conseguem fazer isso na vida pessoal.

Quando o tema é “morar fora do Brasil”, minha pequena estatística baseada em conhecidos que trabalham na área de TI é que pelo menos 80% do pessoal que conheço quer de fato sair do Brasil para ir para o exterior procurando uma melhora na vida pessoal e profissional. Porém, destes 80% uma grande parte começa a frase dizendo: “Quero muito ir, mas....”. Pronto, sua derrota já começou a ser plantada. A desgraça do “mas” é nada mais nada menos que uma forma que você tem de lhe convencer que você quer “mas” agora não da. Não existe frase mais certa que: “Se é importante para você, acharás um caminho, se não, acharás uma desculpa”.

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Querer, sonhar, almejar, pensar, tudo isso fica na teoria se não houver um plano de ação com “deadlines” e que você seja seu próprio patrão e diga: não me traga problemas (neste caso um problema seria empregar o “mas”), me traga soluções (aqui é onde você transforma o “mas” em uma ação para vencer o obstáculo). Uma das coisas que considero uma verdadeira ofensa é o cara chegar e dizer: “você teve muita sorte”. Sorte? Eu chamo de planejamento e trabalho para fazer acontecer, e adivnha o que? Quanto mais eu planejo e trabalho para fazer acontecer mais essa tal de “sorte” aparece na minha vida. Então, se sorte é isso (trabalhar e fazer acontecer sem focar em desculpas), beleza, tenho sorte.

Eu já falei em outros posts aqui sobre morar fora do Brasil e uma grande parte de vocês já sabem sobre o assunto, mas pra mim não foi fácil pois ao contrário de muitos hoje em dia que tem algum tipo de experiência (nem que seja de férias) de ter ido no exterior (nem que tenha sido no Paraguai), eu saí de Fortaleza para vir para o Texas sem nunca ter ido mais longe que São Paulo. Estudei meu segundo grau inteiro em colégio público e inglês era meu ponto fraco. Mas, quando resolvi que queria ir embora do Brasil estabeleci um plano, e a primeira parte deste plano foi aprender inglês pelo menos para me comunicar. Estabeleci datas (entre 2001 e 2003 foquei em estudar inglês – pois a parte técnica era algo que já fazia no dia a dia do trabalho), e no final de 2003 fui embora. Agora você acha que quando vim eu era fluente? Longe disso, mas conseguia “arranhar” e fiz mais cursos de inglês quando cheguei. Esse é outro ponto importante: se você esperar a hora certa (que você se considere fluente) para poder vir, vixe.....tome tempo e no final isso vai ser o seu “mas”....mas não estou pronto, mas não sei falar direito, mas..mas..mas.

Se você quer de fato sair do Brasil, comece a criar seu plano de ação, coloque as datas limite que cada etapa deverá acontecer, faça o follow-up, cobre de si mesmo e mantenha-se focado em fazer acontecer. Apareceu problemas? Foque na resolução e não no uso do problema para lhe convencer que “não era a hora certa” ou que “é um sinal para mim não ir”....não viaja tanto na maionese tentando achar justificativas para não fazer, foque na resolução do problema e vai ver que os resultados vão aparecendo de forma natural.

Boa sorte e estou aqui para ajudar nesse processo caso precise!

quarta-feira, janeiro 28, 2015

Mantendo-se Positivo em um Mundo Negativo

Primeiro vamos deixar claro que este não é um post religioso, político ou sobre futebol, quem sabe assim tiramos o “bias” na hora de fazer a leitura e procuramos analisar a coisa com uma ótica neutra. Recentemente o Papa Francisco falou que a liberdade de expressão não da direito de insultar a fé do próximo e o fato é que isso nem deveria ser cogitado, pois insultar a fé do outro, as condições físicas, e qualquer outro tipo de estereótipo é algo que não se deveriamos fazer caso tivessemos todos “respeito” com o próximo. Porém, do ponto de vista político, o que o Papa falou não está correto, pois não se pode ter uma “meia liberdade de expressão”, ou se pode falar tudo sobre tudo ou não se pode, e se não pode temos censura. O ponto principal aqui é simples: respeito....ah como seria bom se todos pudessemos respeitar as pessoas da forma que elas são, mas isso não vai ocorrer nem hoje e acredito que nunca.

Hoje está complicado, temos que manter o “politicamente correto” para não magoar as pessoas e não ser taxado disso ou daquilo, ao passo que tudo deveria ser a união de dois fatores: senso comum + respeito. Hoje admiramos o errado, se existe um placa dizendo “silêncio” e alguém grita, tira uma selfie e coloca dizendo “quebrando regras”, aquele cara vai ter milhões de “curtidas”, pois infelizmente é isso que o povo quer, a quebra do certo. É salutar quebrar algumas regras para achar novos caminhos, inclusive quebrar padrões, mas endeusar alguém por fazer algo errado em nome da “quebrada” de padrões? Isso eu não entendo e tento combater ao máximo aqui com minhas filhas. O que é desafiador, pois a tal da geração Y tem um problema sério de expectativa, eles acham que são especiais mesmo sem fazer nada, que merecem tudo só pelo fato de existir, ou seja, correr atrás para ganhar espaço é algo que não passa muito pela cabeça deles. E recomendo a leitura deste texto excelente (que é uma tradução deste).

Dentro deste mundo onde todos querem falar o que quiserem nas redes sociais, apenas pelo fato de poder falar, temos cenários desagradaveis. Ontem presenciei na pele este cenário quando minha estória foi publicada no blog da Quest Nutrition e a foto postada Instagram da Quest Nutrition, resultado: mais de 2 mil curtidas e quase 200 comentários. O fato é que estatísticamente falando os positivos ficaram muito acima, mas pelo menos uns 20 ou 30 comentários foram extremamente negativos e desagradáveis. Ontem mesmo postei este texto no meu Instagram com a foto abaixo e uma frase de Aristoteles:

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Em suma tudo isso não me afetou, até mesmo porque eu sei que para se chegar longe é preciso se expor e ao se expor você sempre será criticado. Venho escrevendo livros desde 2001 e desde que meu nome foi publicado pela primeira vez eu sempre tive pessoas que me deram suporte e sempre tive pessoas que criticaram. Por isso esta frase de Aristoteles reflete exatamente meu pensamento: se você que evitar crítica, não faça nada, não diga nada e não seja nada. E meu caro, eu lhe digo: nada é algo que não está no meu DNA. Sou filho de sindicalista que brigou em várias greves pelo direito dele e da classe, filho de uma ex Professora de crianças com necessidades especiais que lutou para me criar, então...nada é algo que não tem como eu me acostumar. Por isso, isso não me afeta, apenas me fortalece.

Mas, vamos ao momento “John Lennon” na canção “Imagine” e dizer que: como seria bom se ao invés de criticar alguém que alcançou algo importante para essa pessoa e mesmo não seja algo que você goste, você possa compartilhar uma palavra de apoio....ah imagine como seria bom. Como diria Lennon: “you may say I’m a dreamer, but I’m not the only one.”…tenho certeza que não sou o único sonhador neste aspecto de respeito para com o próximo. É como digo para minhas filhas (principalmente para a mais velha): se não tem nada legal para dizer para uma pessoa, não diga nada...mas não destrua algúem com palavras, pois palavras ficam marcadas para sempre.

Hoje o mundo virtual é cruel se você não tiver um bom aspecto psicologico, as pessoas frequentam sites, páginas, redes sociais muitas vezes apenas para criticar. É como eu vejo as vezes o cara ir na página de uma celebridade que é gay e ficar criticando que o cara é gay. Porra, não gosta de gay então não vai na página do cara, pois lá é isso que você vai encontrar. Agora, o machão só tem coragem de se expor assim atrás de um teclado, pois na vida real ele não vai em um bar gay para ficar criticando. É esse o problema, no mundo virtual essas pessoas sentem-se na liberdade de soltar sua negatividade e críticas pois estão fazendo uso da “liberdade de expressão” somada ao anonimato virtual que a Internet traz.

Como Pai, minha principal preocupação é deixar claro para minha filha que ela vai encontrar isso diariamente e que ela precisa ter uma cabeça boa para saber lidar com isso sem deixar que isso afete sua personalidade. Quanto a mim....eu continuarei minha jornada física, aplaudindo a liberdade de expressão e focando nos feedbacks positivos, pois os negativos apenas me fazem rir da pobreza de espírito da pessoa que comentou.

Paz!

quinta-feira, janeiro 15, 2015

A Importância de Manter Registrado seu Consumo Alimentar Diário

O assunto não é novo, na realidade o estudo que prova cientificamente que manter um jornal com anotações de tudo que você ingeriu durante o dia lhe ajuda a perder peso foi publicado em 2008. Pois bem, vou lhe dizer algo que não é novo também: isso funciona. Claro, não vamos exagerar e achar que basta anotar tudo que se come que automaticamente você vai perder peso, tinha que ser muito “zé mané” para achar que este milagre aconteceria do nada, só com anotações. Não vamos ser extremos e pegar as coisas ao pé da letra. Anotar o consumo calorico é uma ferramenta a mais no auxilio da perca de peso, manutenção do peso ou até de ganho de peso.

Venho usando já a no mínimo 2 anos o MyFitnessPal para fazer este controle. Usei na época da competição quando tinha que atingir o peso de 187 lbs e estou usando na minha “off season” para ganhar massa muscular e por isso digo, funciona tanto para ganhar quanto para perder. O gráfico abaixo mostra claramente meu ganho de peso quando comecei a dieta para ganho de massa muscular, onde aumentei de 1800 calorias por dia para 2400, com uma pequena mudança nos macronutrientes (60% proteína, 30% carboidrato e 10% gordura), antes tinha 30% de carbs e 20% de gordura.

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Note que o ganho foi gradual, o que foi perfeito, pois um dos erros é ganhar peso rapidamente, pois com certeza aquele peso que ganhaste exageradamente e muito rápido não é músculo e sim gordura. Em Setembro, quando comecei a trabalhar com meu novo trainer (Jeff Dwelle) e estabelecemos o plano para crescimento muscular que incluiu uma nova dieta, uma nova rotina de treino e suplementação, o resultado começou a aparecer. Note também que mesmo nas festas de fim de ano o ganho não foi anormal, agora veja só no final uma pequena queda, o que foi isso? Foi justamente um erro meu no final de semana do dia 10 e 11 de Janeiro. Pulei refeições (tenho que fazer 6 por dia) por alguns problemas pessoais e com isso refletiu diretamente na balança. De segunda para hoje (quinta) já estou quase de volta a o que estava. E sabe o bom de tudo isso? Eu fico com meu registro de tudo, fico sabendo como meu corpo se comporta em diferentes situações, que tipo de comida me faz bem, que tipo de comida devo evitar, etc. Isso é nada mais nada menos que o uso de “analytics” para lhe ajudar no processo.

Essa semana conversando com um colega de trabalho sobre fazer uso desta ferramenta para isso e todos os benefícios, etc, ele falou: vou tentar. Hoje ele me mandou uma mensagem no Lync dizendo isso aqui:

“myfitnesspal has ruined my enjoyment of soup in bread bowl - I hate you.”

Achei fantástico, pois é justamente esse o intuito (não que ele me odeie), mas que você perceba a qualidade do que está comendo e o valor nutritivo do mesmo. Por que você pode argumentar: “há, mas quando eu compro eu olho o valor nutritivo do alimento”. Ótimo que você olha, mas você mantém registro de tudo que ingere? Será que sabe o quanto consumiu por dia? Será que aquela barrinha de cereal inofensiva não tem açucar demais? E aquele suquinho “natural” também não é carregado de açucar? É aí que está o benefício dessa ferramenta. Vamos pegar o exemplo do meu café da manhã:

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Veja que são 503 calorias bem distribuídas, com bastante carboidrato....hummm, por que? Justamente por que essa é minha primeira refeição do dia e uma hora depois dessa refeição vou treinar e irei usar este carboidrato para isso – como energia para o treino. Tudo tem um propósito e nada é em vão, pense nisso durante a distribuição da sua dieta e sempre consulte um nutricionista, eu estou aqui apenas passando minha experiência com essa ferramenta.

Abraços e boa jornada!

terça-feira, novembro 25, 2014

Resoluções de Ano Novo – Hora de Mover para o Próximo Nível ou Continuar se Enganando

Que final de ano intenso, ocupado, atolado de projetos mas feliz por estar vendo “progresso” em tudo que venho abraçando ultimamente. Mas nem sempre foi assim, houve uma época que final de ano era a chance de ver um ano novinho começando e com ele tentar mais uma vez cumprir as famigeradas “resoluções de ano novo”. Esta semana assisti o vídeo abaixo do Tony Robbins (não está legendado, mas o inglês é de fácil entendimento). Este vídeo foi lançado em um dia 15 de Janeiro (não sei o ano), e segundo Tony este dia (15) é geralmente o dia que suas resoluções de ano novo caso não tenham começado não irão mais começar (cut off day).

O vídeo é intenso e cheio de verdades e uma destas verdades é a tal da “mudança” que todos tentam focar. Mudar para algo melhor, mudar de vida, mudar a rotina, mudar...mudar! Porém, tudo muda você querendo ou não, seu corpo vai mudar de uma forma ou de outra, o tempo vai mudar, seu dia vai mudar, tudo muda e isso é parte da natureza. Então, o foco não é em mudança mas sim em progresso! O progresso diário a caminho do objetivo que você traçou, seja na sua carreira, seja na sua atividade física, na sua relação amorosa, nos estudos, etc.

Desde que comecei minha mudança de estilo de vida, uma das coisas que faço diariamente é tomar notas do meu progresso físico, sim, diariamente eu me peso, diariamente eu tomo nota do que como (uso o MyFitnessPal para isso), diariamente tomo nota de mudanças que ocorreram no treino, como determinado músculo se comportou, etc. Isso falando do progresso físico, no trabalho também tenho uma estratégia semelhante, pois tenho uma lista de tarefas para fazer e diariamente marco o que foi feito e o percentual (aproximadamente) que falta para terminar. Isso tudo virou rotina depos de três anos seguindo a mesma estratégia. Nos últimos três anos consegui cumprir todas metas que tracei: terminei minha pós-graduação, terminei meu mestrado, escrevi um livro (Cloud Essentials), cumpri com minhas atividades na Microsoft, fiz as reformas na casa que estavam planejadas, fiz as viagens de férias que estavam planejadas, melhorei como Pai, marido e filho e ainda competi pela primeira vez em um campeonato de fisiculturismo. Sem dúvida eu agradeço isso ao planejamento e a constante monitoração do tal do progresso. Outras coisas não foram planejadas, mas ocorreram como consequência do trabalho, como por exemplo assinar um novo contrato com a Microsoft Press para um novo livro, que por sinal foi anunciado hoje no site da MS Press. Isso é bom, pois muitas vezes o resultado de um trabalho não é apenas alcançar o objetivo, mas também abrir portas para novas oportunidades.

Essa semana tive a grata surpresa de achar no XBOX Music (para assinantes) no meu Windows Phone uma série de CDs do Tony Robbins, baixei todos. Durante uma das minhas sessões de cardio na escada (ver figura abaixo) escutei parte deste CD mostrado na foto.

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A parte que mais me chamou atenção foi “The Pressure Cooker” (A Panela de Pressão). Aqui dois pontos interessantes (tem vários outros) desta faixa:

  • Ser exigente consigo mesmo - eleve seus padrões de expectativas para com seus resultados para que você seja seu maior crítico.
  • Diga a verdade para você mesmo - um grande exemplo que ele utilizou foi justamente a questão do sobrepeso, ele disse: “Ah, eu estou só um poquinho acima do peso”, ele replica: “não se engane, tire a roupa e fique nu na frente do espelho, vc tem uma bunda gorda maior que Chicago!”. Não minta para você mesmo, admita seus pontos fracos e trabalhe para resolver.
  • Seja preciso nos seus objetivos: apenas dizer quero emagrecer não é suficiente, seja objetivo. Lembro que em 2011 quando comecei a treinar falei para meu treinador: nos próximos 3 meses quero perder 30 libras. Depois disso estabelecemos outras metas e assim foi. Mas tudo era específico e nada vago. Tem gente que diz: “quero ficar forte”. O que é ficar forte? Com mais força? Com mais músculos? Seja preciso para que você possa voltar para o primeiro bullet acima e cobrar de você mesmo.

Ano novo está chegando e a medida que vamos organizando as idéias e os objetivos para o que queremos no ano seguinte, precisamos ser precisos nos objetivos e principalmente como monitorar o progresso. Sem monitoração continua deste progresso as chances de falhar são grande e mais uma vez as resoluções de ano novo tornam-se lindas apenas no papel, ou no status do Facebook.

sexta-feira, outubro 31, 2014

Dilemas

Hoje é Halloween aqui nos EUA e estava preparando uma montagem para colocar como cover da minha página. Usei uma das fotos tirada logo após a minha competição pelo fotógrafo James Allen (essa é a foto original) e montei com outras (usando velhos skills de Corel PhotoPaint – afinal, um dia já fui designer gráfico e tive uma empresa chamada ArtMicro – na época do Corel 4). Pois bem, o resultado foi esse abaixo:

A medida que ia montando esta imagem me passava pela cabeça alguns fatos que ocorerram. Imediatamente eu pensei em situações onde costumamos dizer no Brasil: “entre a cruz e a espada”. Quantas vezes você já teve que decidir entre não fazer nada e ficar na “zona de conforto” ou ter que arriscar perder algo mas caso dê certo ganhar muito mais? Na imagem a coisa é um pouco diferente, não estava na zona de conforto, na realidade já estava em uma zona de fogo e para avançar era preciso encarar um monstro. Na vida muitas vezes temos que sair de uma situação não confortavel para uma pior (existem vários monstros que temos que encarar na vida) ainda para que possamos ter um futuro melhor.

Durante esta semana pós-eleição no Brasil, vi muita gente falando: tenho que sair daqui. Muitos falam mas não vão tomar ações concretas para fazer acontecer e muitas vezes você sabe por que? Justamente com medo de trocar o certo pelo duvidoso. Muitas vezes existe o medo do que não é conhecido, e com isso é preferível ficar em uma situação disconfortável ao invés de encarar este medo. Na vida temos sempre que encarar o medo, seja ele de encarar um novo emprego, um novo projeto, uma nova dieta, um novo treino, seja qual for a razão do medo você precisa encarar para assegurar que este medo não vai ser seu impecilho de evoluir na vida.

E para terminar lhe deixo com este “quote” de Eleanor Roosevelt:

“I believe that anyone can conquer fear by doing the things he fears to do, provided he keeps doing them until he gets a record of successful experience behind him.” ~ Eleanor Roosevelt

Pra frente, com ou sem medo!

terça-feira, outubro 28, 2014

Uma Opinião sem Bias Acerca do Preconceito

Antes de começar, vou me aprensentar:
Sou orginal de Fortaleza, CE, nasci e me criei na capital e por lá fiquei até meus 27 anos. Sou fascinado pelas belezas naturais do Nordeste e sou contra preconceito.
Bem, agora vou externar minha opinião acerca do mi mi mi que está havendo de ambos os lados acerca desta paranoia de preconceito. Existem comentários terríveis que foram feitos sobre Nordestinos: sim. Todos comentários são preconceituosos? Não. Os Nordestinos são santos? Não.
Erra quem radicaliza e diz frases do tipo: “faça um favor, mate um nordestino afogado”. Isso sim, é absolutamente ridículo e tem que ser denunciado. Agora quando Diogo Mainardi diz que o Nordeste é uma região que tem gente menos estudo, aí eu digo: me desculpe meu caro, mas ele está certo. Eu não gosto de ouvir isso, mas sou racional suficiente para análisar as coisas sem levar para o pessoal ou emocional. É precisar tirar o bias de fora e fazer análise crítica. O que ele falou é facilmente provado no artigo abaixo (dados do IBGE):
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-03-06/maioria-dos-analfabetos-vive-no-nordeste-e-e-idoso-mas-jovem-segue-nos-indices.html
Veja um dado importante deste artigo:
“Dos 13,4 milhões de analfabetos registrados em 2012 - dos quais 16,7% têm entre 20 e 40 anos - 7,2 milhões são da região
Meu amigo, é preciso fazer análise crítica da coisa sem ficar tomando dores. Saiba dicernir o que é preconceito e o que é fato. Os números estão claros e me entristece como Nordestino ver essa situação. Doi ver alguém falando isso, claro que sim. Mas é a mesma coisa da Professora chegar e chamar atenção do seu filho que fez algo errado, e ao invés de você entender o erro dele e corrigir, você ir brigar com a Professora. A única forma de evoluir é olharmos nossos próprios erros, ouvir as críticas e saber tirar aquilo como ensinamento para corrigir.

Importante: eu não estou defendendo o Diogo Mainardi quanto a outros comentários infelizes que ele fez, mas devo creditar a ele esta sentença sobre a educação que ele falou que procede.

Porém, com os nervos a flor da pele o que muito Nordestino faz? Rebate crítica dizendo que sofreu preconceito e pior, vai lá e bate de volta com mais preconceito do tipo: “sulista playboy”, “bando de fi de papaizim” e por aí vai. O que ocorre? Vira uma bola de never que não tem fim. Aposto que vai ter um Zé Ruela que vai ler tudo isso que eu disse e ainda vai dizer: “olha aí, aquele Nordestino metido a besta dizendo que agente não sofre preconceito”. Aí eu respondo: “macho, estude mais um pouquinho o tema interpretação de texto.”
O Nordestino tem um potencial fantástico, todos que eu conheço que de fato querem fazer acontecer vão longe. Mas precisamos saber lidar com a “Emoção” e eu recomendo muito a leitura do livro abaixo que venho lendo e vem me ajudando muito nisso:
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Um dos pilares da inteligência emocional chama-se Self-Management e uma das características dela é a seguinte:
“Self-management is your ability to use your awareness of your emotions to stay flexible and direct your behavior positively. This means managing your emotional reactions to situations and people.” ~Bradberry, Travis; Jean Greaves (2009-06-13). Emotional Intelligence 2.0 (p. 32). TalentSmart. Kindle Edition.
É preciso você gerenciar suas emoções para que as suas emoções não gerencie suas atitudes. Não adianta criticar o preconceito rebatendo o mesmo de volta. Esse tal do “ódio” que ta todo mundo falando ultimamente é justamente este efeito em cascata onde nimguém para para “apaziguar” a briga e explicar os pontos reais e os pontos errados.
Outra coisa importante, esse negócio que o país ta dividido devido as votações é coisa de quem só olha para o Brasil. Todo país é assim (tirando a Koreia do Norte que estranhamente elege o doidim lá com 100% de aprovação – super confiável por sinal). Nos EUA por exemplo, veja como foram as últimas eleições:
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Tá dividido o país? Claro que tá, mas é normal e esperado macho...deixe de fulerage e não fique vendo cabelo em ovo. A divisão é de preferência e não de dividir o país fisicamente como alguns sugeriram (que também discordo disso). Porém, para vocês terem uma idéia que isso não é apenas uma coisa de Brasil, aqui nos EUA, o Texas é o único estado que tem autonomia para se disconectar dos EUA e virar um país. Quando o Governador do Texas sentiu que havia uma pressão (que não foi aprovada) para desarmar a população, ele foi claro: se isso acontecer nós iremos se desligar do resto do país. Então meu caro, não ache que divergências de opinão por regionalidade ocorrem apenas no Brasil, o que diferencia na maioria das vezes é como sabemos lidar com isso para aprender e evitar os erros no futuro.

É hora de “move on”, vai trabalhar pois independente de quem ganhou, a responsabildiade de trabalhar e entregar o serviço com qualidade é tua. Agora tu tem duas opções: passar o dia reclamando de preconceito ou por que teu candidato perdeu, ou ir fazer tu parte e tocar a vida.

quarta-feira, outubro 22, 2014

É Possível Liderar sem Inflamar

Importante: este não é um post político, portanto peço-lhe para não capitalizar o assunto no que tange a questão partidária (seja qual for o lado que você defende). O assunto é Liderar sem plantar o ódio.

Ao longo dos anos tive a oportuniade de ser guiado por líderes de diversas natureza, no esporte, na empresa e na política. Na minha época de primeiro grau menor, fui goleiro de futebol de salão, tinha bolsa de atleta, joguei na seleção do Colégio General Osório na sétima série e na seleção do Colégio Brasil na oitava. No mesmo período também joguei pela AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), sempre como goleiro.

Neste período de atleta tive diversos treinadores, e aprendi muito com eles. Porém, era notório que alguns tinham uma liderança positiva e outros tinham uma liderança negativa. Vamos a alguns exemplos de conversa no vestiário, no intervalo do jogo (e quando o time estava perdendo):

Liderança Positiva

Parte 1 da fala: apontar os erros e como consertar tais erros:

Pessoal, precisamos melhorar na defesa, estamos dando muito espaço...bla bla bla. Fulano, posicione-se entre o número 9 deles e o número 11. .....passado o esquema tático, vem a palavra final, que geralmente era motivacional.

Parte 2 da fala: levantar a moral do time com palavras motivacionais:

Eu confio em vocês, temos mais capacidade que isso que mostramos. O time deles é bom, sem dúvida, mas eu sei que podemos fazer melhor que isso e se trabalharmos como equipe, onde um ajuda o outro e cobre quando o outro errar, iremos vencer. Isso seguido de gritos de positividade do tipos (Vamos pra cima! Vamos lutar! Etc).

Por sorte, a maioria dos meus técnicos na época eram assim. Mas também tive vários discursos de liderança negativa.

Liderança Negativa

A parte 1 geralmente era a mesma, até mesmo porque o esquema tático era discutido sem crítica ao oponente (pelo menos isso).

Parte 2 da fala: levantar a moral do time com palavras que inflamavam o ego dos jogadores:

Porra, vocês estam jogando feito um bando de merda. Na hora de dividir a bola entra como uma moça, joga duro porra, se for para quebrar a perna do outro, quebre, mas não perca. Eles são um bando de frouxos, aproveite-se disso. Seja malandro, use o cotovelo....etc...

imageNotoriamente o discurso inflamava o ego de todos e a volta do intervalo tornava-se uma guerra ao invés de um jogo. Pois a grande maioria dos jogadores apenas seguiam o líder (neste caso o técnico). Iam pra cima sem sequer pensar no pós-jogo ou no fator ético de jogar. O resultado é que muitas vezes perdíamos pois facavamos mais em bater que em ganhar, ou mais em defender que fazer gol.

O tempo passou, deixei de ser um atleta e virei um profissional de tecnologia. Tive grandes líderes nas empresas que trabalhei, grandes gerentes que me ensinaram o valor da liderança positiva. Mas claro, também tive alguns que focavam mais em inflamar que em liderar.

Voltei a viver uma vida de atleta desde comecei a treinar para competir em fisiculturismo. Meu treinador sempre dizia: quando você estiver no palco, não se preocupe com os competidores, pois o que você já tinha que fazer você já fez, já treino bem, já fez sua dieta, já treinou as poses mandatórias, agora é com o juiz. Respeite seus competidores pois eles também trabalharam duro para estar alí e no final, todos vencem, pois todos que estam no palco superaram vários desafios para chegar onde chegaram fisicamente. A partir do momento que passei a focar em melhorar para mim e não para competir com outros, meus resultados sempre foram satisfatórios, pois mesmo que eu não ganhe o troféu, eu sei que aquela minha versão é melhor que a antiga.

Muito bem, agora a pergunta: aonde você quer chegar Yuri?

Pra mim foi muito triste ver um ex-presidente, que um dia foi símbolo de luta, ética e garra, chegar aonde chegou ao destilar ódio para uma platéia. Em particular enfatizo as seguintes palavras citadas pelo ex-presidente ao se referir ao candidato de oposição: "ser desprezível", "cafajeste" e "playboy mimado".

Eu moro nos EUA a 11 anos e já acompanhei duas eleições aqui (uma de Obama contra Kerry e outra de Obama contra Romney). Nunca vi (em ambos os lados) um discurso de ódio como esse, nem dos presidenciáveis nem de ex-presidente (Clinton nunca falou em tal tom contra os Republicanos quando defendia Obama e nem Bush falou em tal tom contra os Democratas). Na realidade, alguns dias atrás, George Bush (isso mesmo, o homem que o mundo classificou como tirano) deu a seguinte declaração ao ser questionado o que ele achava do Governo do Presidente Obama, o reporter tentou instingar uma crítica claramente, mas a resposta foi fantástica. Ele disse:

“The president has to make the choices he thinks are important. I’m not going to second guess our president. I understand how tough the job is. To have a former president bloviating and second-guessing is, I don’t think, good for the presidency or the country.” ~George W. Bush (Outubro de 2014 – Irving, Texas)
Entrevista completa aqui.

Isso chama-se “ética” e “respeito” mesmo que a pessoa em questão seja sua oposição. Infelizmente o resultado da liderança negativa que o homem a qual votei em 2002 está fazendo hoje em 2014 traz resultados catastróficos para o Brasil. Seus militantes estam inflamados, a reta final da eleição virou literalmente uma final de campeonato de futebol, onde o técnico do atual time campeão inflama sua torcida com agressões pessoais contra seu oponente. A razão saiu de cena, agora é puramente emoção, ideologia e ódio.

É importante que seja de qual lado você for, reflita sobre isso, pois todos são brasileiros, todos estam em uma mesma área geográfica, a liderança do ódio está partindo o Brasil e para quem um dia lutou tanto para unir o povo, hoje, durante o desespero, faz exatamente aquilo que um dia criticou veemente. Vote em quem quiser, mas não propague o ódio, seja ele com palavras, insultos ou agressões.

Vote na sua e pregue a paz e união acima de tudo!

segunda-feira, outubro 06, 2014

Flexibilidade sem Perder o Foco

Lá estava eu, de férias em Fortaleza em Julho deste ano quando ao olhar meu email vejo a novidade dos layoffs na Microsoft. Claro, susto todo mundo toma, não importa o quanto o “cabra” seja bom, ele sempre vai ficar com a “pulga atrás da orelha”. Na sexta, logo após o anúncio das demissões (que acredito eu foi na quarta) começo a receber emails de amigos da organização que caíram no pente fino e estavam saindo da empresa. Baque, principalmente para quem estava de férias e teve que digerir uma mudança não esperada como essa.

Ao chegar no Texas tivemos uma reunião e fui informado que estava sendo transferido para o time de Enterprise Mobility, devido a meu trabalho anterior com BYOD (o paper que escrevi) e das palestras que já ministrei na área. Beleza, gostei bastante pra falar a verdade pois era o que eu estava focado mesmo, involve segurança, nuvem e mobilidade: perfeito! Porém, tive que dar um passo atrás e analisar o cenário como um todo, pois agora estava com uma nova gerente, que na realidade é a diretora do meu ex-gerente. Várias perguntas vieram na minha cabeça de como fazer o assessment daquela situação, pois apesar do tema ser algo que vinha exercendo, eu iria para uma equipe especializada nisso e a expectativa é que eu chegasse “hit the ground running”. Meu primeiro passo foi estudar o problem domain: mobility, entender não só do ponto de vista MS, mas também do mercado o que isso significava, com isso resolvi estudar para a prova da CompTIA de Mobility+, que é uma prova vendor agnostic com vários conceitos importantes sobre BYOD, Políticas para Mobile devices, MDM, Security, MAM, etc. Puxei um pouco a corda neste um mês de estudo por que queria aprender ao máximo e fazer logo a prova, por isso vinha acordando cedo (quem viu isso no meu Instagram sabe do que estou falando). Um mês depois que começei a estudar por esse livro, hoje, fiz a prova e passei.

Porém, um dos meus pontos do meu post de hoje não é falar sobre passar (que é alcançar o objetivo quando se começa a estudar para uma prova), mas sim o que você aprendeu, e o que você se tornou durante o processo. Por isso hoje pela manhã quando acordei e li Tony Robbins, o trecho abaixo bateu como uma luva:

“Goals are a means to an end, not the ultimate purpose of our lives. They are simply a tool to concentrate our focus and move us in a direction. The only reason we really pursue goals is to cause ourselves to expand and grow. Achieving goals by themselves will never make us happy in the long term; it’s who you become, as you overcome the obstacles necessary to achieve your goals, that can give you the deepest and most long-lasting sense of fulfillment.”

Isso é pura verdade, até mesmo por que a alegrida de passar dura uma hora, duas horas, um dia talvez, mas o que você ganha com o processo que lhe fez passar é o que interessa e o que vale mais. Seja em uma prova ou seja em uma dieta para perder peso, ou seja em uma preparação para o campeonato. O processo de treino diário, disciplina diárias de fazer o que tem que ser feito é o que vai lhe trazer bagagem para vida.

O outro ponto deste post é para mostrar que mesmo quando estamos estabelecidos profissionalmente em empresas grandes, temos uma bagagem, um nome e uma reputação, nunca estamos seguros se nos deixarmos cair na “zona de conforto” e parar de evoluir, aprender e trabalhar duro. Se na sua vida profissional você se sentir muito confortável no que faz e não procurar desafiar a si mesmo para continuar melhorando, uma hora (como um layoff destes) você poderá ser afetado. Trata a empresa que você trabalhar como seu cliente, inove e entregue com qualidade. Quando terminar, repita tudo e sempre mostre seu valor, trate bem o seu cliente e sempre terá clientela.

Abraços!

quinta-feira, outubro 02, 2014

Produtividade: Maior Impacto com Menor Stress

Nesse mundo corrido da tecnologia, que ao invés de termos grandes releases a cada dois ou três anos, estamos marchando não só para released a curto prazo mas para atualizações diárias. Não há mais como dizer: me da um mês para aprender sobre isso. Agora calculamos em horas: me da umas horas para que eu posso me familiarizar. Já tem gente anunciando que trabalhar com TI é uma furada, a posição de Diretor de TI já vista está entre os 10 empregos mais odiados segundo a Forbes, e das dez posições de empregos mais odiados, quatro são de TI. Não é brincadeira, é fato!

Quando cheguei nos EUA em 2003 lembro que o nível de valorização que era dado para especialistas em um produto, ou as vezes em uma função do produto era imensa, hoje, se você é especialista em um produto apenas, segure seu emprego pois o mercado que mais que isso, o mercado que “broad knowledge” e não apenas em uma plataforma, mas em várias, principalmente com o advento de BYOD e Computação em Nuvem.

Com isso talvez possamos concluir que o nível de stress cresce, correto? Sim, sem dúvida, mas eu ainda acredito que é possível balancear se deixarmos de ser tão geeks. É preciso gostar do que faz, sem dúvida, mas você não precisa fazer daquilo sua única coisa na vida, sua única fonte de inspiração e pra onde vai estar indo toda sua entergia. Li um artigo recentemente fantástico, escrito por Lorrin Maughan, chamado Corporations are Refrigerators, e tem três recomendações neste artigo que funcionaram demais para mim nos últimos 3 anos sem eu mesmo saber que deveria aplicá-las. São elas:

1. Don't fall in love with a corporation (Não se apaixone por uma empresa)

Você pode até ser apaixonado pelo que faz, vestir a camisa da empresa, mas ficar apaixonado por ela pode ser perigoso, e se ela não retribuir, mesmo que depois que você dê todo seu amor? Seja profissional, assim como os jogadores de futebol são: eles tem o time de paixão desde criança, mas jogam em qualquer time. Vão beijar o escudo da camisa, mas no fundo, amor mesmo não rola.

2. Do make sure to pursue passions outside of work (Procure paixões for a do trabalho)

Essa recomendação eu sei bem como é, pois durnate muitos anos eu nem sabia o que era hobby. Em 2011 quando resolvi acordar para vida, eu entendi que ter paixões fora do trabalho me faziam bem. Não falar sobre trabalho no final de semana me fazia bem, em uma roda de amigos não tentar ficar resolvendo problemas técnicos me fazia bem, ter uma outra “turma” de amigos que pudessem falar de coisas diferentes do dia a dia me fazia bem. Quando entrei nessa de mudar meu físico, foi justamente em Outubro de 2011 e de lá pra cara não só sou mais feliz, como produzo melhor e de forma mais eficaz.

3. Don't (ever) consistently prioritize a corporation's needs over your own or those of your family (Não, nunca, priorize de forma consistente as necessidades da empresa sobre as suas ou de sua família)

Isso ocorreu inúmeras vezes comigo no passado, várias! Hoje não mais e com isso não só acompanho de perto minhas filhas mas também sou mais presente na vida delas. Isso não tem preço!

De todos os ensinamentos deste artigo, estes três vem sendo minha base pelos últimos 3 anos e vem funcionando. Todo processo de mundança é doloroso, não tem jeito. Porém, como diz Tony Robbins: aprenda a usar a dor ao invés de sentir a dor. É preciso você entender que o processo de mudança, seja ele qual for, poderá e muito provavelmente vai ser dolorido. Como postei no meu Instagram hoje (clique aqui para ler o que eu disse e pq eu disse):

Capture

Cara, eu não consigo tirar nem férias...

Esse é um erro serissímo amigo, hoje mesmo estava lendo o artigo The Secret to Increased Productivity: Taking Time Off. O nome já diz tudo né? Pois é, sair e desconectar do trabalho por uma semana a cada 3 meses é uma tática muito usada aqui nos EUA tendo em vista que não se tira férias (geralmente) de 30 dias direto. O fato é que é importante você tirar suas férias e fazer outra coisa completamente diferente de trabalho. Relaxe amigo, viva!

Em fim, a área de TI é fantástica, mas você precisa começar a se adaptar a ser menos geek (bitolado em

terça-feira, setembro 30, 2014

Levante e Brilhe

Quantas e quantas vezes duvidamos que estamos indo no caminho certo, quantas e quantas vezes nos questionamos se o que estamos buscando é importante pra nós e que de fato o caminho é árduo mas recomensador. Dúvidas são muitas, por isso: levante e brilhe todos os dias. Essa semana um amigo de Israel me mandou este vídeo, pois ele sabe da minha luta contínua para ser melhor do que eu era e com isso continuar a jornada. Este vídeo é fantástico e abaixo você tem a narratória completa dele, assista, faça a disgestão das palavras, entre no clima e se anime para um novo dia amanhã!

Rise and shine

6am and your hand can't make it to the alarm clock before the voices in your head start telling you that it's too early, too dark, and too cold to get out of a bed.

Aching muscles lie still in rebellion, pretending not to hear your brain commanding them to move

A legion of voices are shouting their unanimous permission for you to hit the snooze button and go back to dreamland, but you didn't ask their opinion.

The voice you've chosen to listen to is one of defiance.

A voice that's says there was a reason you set that alarm in the first place. So sit up, put your feet on the floor, and don't look back because we've got work to do.

Welcome to The Grind!

For what is each day but a series of conflicts between the right way and the easy way, 10,000 streams fan out like a river delta before you, Each one promising the path of least resistance.

Thing is, you're headed upstream. And when you make that choice, when you decide to turn your back on what's comfortable and what's safe and what some would call "common sense", well that's day 1. From there it only gets tougher.

So just make sure this is something you want. Because the easy way out will always be there, ready to wash you away, all you have to do is pick up your feet.

But you aren't going to are you?

With each step comes the decision to take another

You're on your way now

But this is no time to dwell on how far you've come. You're in a fight against an opponent you can't see

Oh but you can feel him on your heels can't you?

Feel him breathing down your neck

You know what that is? That's you...Your fears, your doubts and insecurities all lined up like a firing squad ready to shoot you out of the sky

But don't lose heart

While they aren't easily defeated, they are far from invincible

Remember this is The Grind

The Battle Royale between you and your mind, your body and the devil on your shoulder who's telling you that this is just a game, this is just a waste of time, your opponents are stronger than you.

Drown out the voice of uncertainty with the sound of your own heartbeat

Burn away yourself doubt with the fire that's beneath you

Remember what you're fighting for

And never forget that momentum is a cruel mistress, She can turn on a dime with the smallest mistake.

She is ever searching for that weak place in your armor

That one tiny thing you forgot to prepare for

So as long as the devil is hiding the details, the question remains,"is that all you got?", "are you sure?"

And when the answer is "yes". That you've done all you can to prepare yourself for battle THEN it's time to go forth and boldly face your enemy, the enemy within

Only now you must take that fight into the open, into hostile territory

You're a lion in a field of lions

All hunting the same elusive prey with a desperate starvation that says VICTORY is the only thing that can keep you alive

So believe that voice that says " you CAN run a little faster " and that " you CAN throw a little harder " and that " you CAN dive a little deeper" and that, for you, the laws of physics are merely a suggestion.

Luck is the last dying wish of those who wanna believe that winning can happen by accident, sweat on the other hand is for those who know it's a choice, so decide now because destiny waits for no man. And when your time comes and a thousand different voices are trying to tell you you're not ready for it, listen instead for that lone voice in decent the one that says you are ready, you are prepared, it's all up to you now.

So rise and shine.

Audio from TCU Baseball 'Rise and Shine Welcome to the Grind'