A cada dia
que passa vejo o quão importante é ter um bom equilíbrio familiar, onde tudo
começa (no meu caso) na escolha de uma esposa que agregue, que te traga paz e
seja sua parceira em todos momentos. Mês que vem vou completar 18 anos com
minha esposa, não comemoro data de casamento, pois na realidade minha vida
começou a mudar positivamente desde o dia que à conheci em 1998. Depois que
encontrei esse equilíbrio minha vida mudou para melhor, e com vários “upgrades”,
que foram minhas filhas Yanne e Ysis.
Estou
tocando neste assunto pois ontem durante uma reportagem com o Phelps ele disse:
“nunca vivi um momento tão bom na minha vida, tenho um filho, uma linda esposa
que me ama, tenho todos que me amam ao meu redor e faço o que gosto que é nadar
– tenho paz.” Ontem notei o quanto o Phelps se emocionou durante o recebimento
da sua 4 medalha de ouro seguida (22 no total até agora), e pensei: “poxa, esse
cara já viveu esse momento 22 vezes e ainda está chorando ao ouvir o hino? Tem
algo a mais aí.” E não deu outra, depois do hino a reporter fez justamente essa
pergunta e ele disse: “é que naquele momento muita coisa passou na minha
cabeça, o que vivi até agora, os problemas e como é bom estar aqui e vivendo
este sonho.”
Aqui
estamos falando de um cara que antes das Olimpíadas de Londres estava
totalmente desequilibrado, brigando com o treinador, faltando treinos e
fazendo besteira na vida pessoal. Mesmo assim ganhou seis medalhas em Londres,
porém no mesmo ano (2014) a falta de estabilidade emocional ainda tomava de conta
dele, e ele foi pego pela polícia dirigindo bêbado. Em uma entrevista
100 dias antes das Olimpíados do Rio ele disse: “naquele dia que fui preso,
minha mãe apenas ficou feliz de eu estar vivo, pois ela estava vendo que eu
estava indo para um caminho sem volta.” Phelps ficou 45 dias em Rehab
(Reabilitação) e enquanto estava lá, um amigo da NFL (Ray Lewis) o presenteou
com um livro chamado “The
Purpose Driven Life”, onde ele literalmente disse:
“não tenho como lhe agradecer, esse livro salvou minha vida.” Meses depois ele
pediu a noiva em casamento e em seguida teve um filho. Pronto, nascia um novo
Phelps!
Neste
pequeno trecho temos quatro grandes fatos:
O suporte
incontestável da mãe (já que o Pai saiu de casa quando ele tinha apenas 9 anos)
Amigos de
verdade que vão aparecer não apenas para celebrar vitórias, mas sim nos
momentos mais necessários (durante as derrotas)
As palavras
que ele leu no livro (que não quero entrar no âmbito de religião, mas que tal
livro basicamente fala de Deus)
A
construção de uma família, uma esposa que apoia e um filho....que é o maior
presente que qualquer pessoa pode ter na vida
A vida
muitas vezes parece complicada, mas quando observamos que com estes quatro
fundamentos podemos construir uma base para alcançarmos nossos objetivos, as
coisas ficam menos complicadas. Sem uma base sólida, onde estes quatro pilares
existam (e se você é ateu tudo bem, pois você vai dispensar o terceiro pilar
por uma questão de crença – e eu respeito sua opinião, desde que respeite a
minha), a vida fica um pouco sem sentido e por isso mesmo uma pessoa de sucesso
como o Phelps, passou por momentos onde ele perdeu a paixão por fazer o que ele
mais ama, que é nadar....pois na época também perdeu a paixão por viver, que é
algo incrível que temos o privilégio de fazer todos os dias.
Ao
contrário da Copa, onde o foco era apenas um esporte, as Olimpíadas trazem
diferentes esportes e diferentes perspectivas de preparação física e mental
que cada atleta precisa passar. Existe um clima diferente ao se dizer: sou um
atleta olímpico. Independente de qual país seja, um atleta olímpico está alí
depois de muito esforço pessoal, não interessa se o mesmo está em um país rico
ou pobre, o esforço individual da classificação para tornar-se um atleta
olímpico tem que ser respeitado.
Muitos
deles tem um grau de dificuldade de vida maior, mas na hora que estão na
quadra, no tatâme, no campo, na pista, na piscina, ou seja onde for: eles são
todos atletas olímpicos e precisam ser respeitados por isso. Respeito esse que
vai muito além de partido político, situação financeira do páis a qual o atleta
representa, regime, religião ou qualquer outra influência externa. Trata-se de
um atleta que passou anos se preparando para talvez performar por apenas um
minuto, e esse um minuto para ele é sagrado e precisa ser aplaudido – e não
vaiado.
O
desrepeito ao vaiar-se um atleta olímpico é uma falta de educação tremenda, que
infelizmente é algo que vem acontecendo no Rio 2016. Sim, a festa de abertura
foi perfeita, foi fantástica, agora vamos também mostrar educação durante
os jogos, pois o que se vê são manifestações como se estivesse ali jogando dois
times de futebol local. Você sabe o que um atleta olímpico ralou para estar ali
e você vaiar? Então cale-se!
Atleta
olímpico é superação independente de nacionalidade, por sorte ontem tivemos uma
Brasileira que mostrou uma raça e um coração enorme, que talvez muitos
brasileiros (os que criticaram ela) nem mereçam. Não tenho dúvidas que a
disciplina militar da Marinha
do Brasil ajudou a esculpir esta campeão, que enfrentou críticas e
preconceitos. Mostrou que disciplina, consistência e acima de tudo: vontade de
vencer acreditando em você e nas suas capacidades, podem lhe levar longe.
Parabéns Rafaela!
E para quem
acha que no esporte existe fronteiras e que só por que está nos EUA já vai dar
tudo certo, Simone
Biles é um exemplo de quem teve sérios problemas na infância. Filha de uma
mãe viciada em drogas acabou tendo que ser adotada por uma outra família e
nessa turbulência, encontrou no esporte (ginástica) uma forma de concentrar
seus esforços e sua força. Hoje está no Rio, entre uma das melhores dos time
dos EUA.
Para os “não
atletas”, muitas vezes um minuto não é nada, e é aí que muitos cometem um
grande erro: ignorar os detalhes. Na minha época de colégio, como golerio de
Futsal eu tinha a noção que um minuto era suficiente para mim ser o heroi da
partida ao defender uma bola difícil, ou o vilão ao levar um frango. Então
sempre me antentei muito aos pequenos detalhes, depois que deixar de ser atleta
e o bucho cresceu, comecei a ignorar um pouco os detalhes, inclusive o tamanho
da pança. Somente depois de voltar a ser atleta já nos 39 anos, vi o quão
importante é manter-se atento aos detalhes em tudo que faz nada vida.
Quantas
pessoas eu já entrevistei para entrar no meu time na Microsoft que bombaram
logo nos primeiros 2 minutos por falta de preparação? Várias! Esta primeira
impressão e este primeiro contato fica marcado, e torna-se complicado reverter
(note que digo complicado, e não impossível). O mesmo ocorre quando estou
palestrando, e tento fazer dos primeiros minutos da palestra algo que
imediatamente faça com que o cara pense: opa, vim para o canto certo!
Detalhes...detalhes e mais detalhes!
No
fisiculturismo treinamos o ano todo para 1 ou 2 minutos de comparação no palco.
Tudo é importante, não só o tamanho muscular, mas a definição, simetria e
principalmente: como você se apresenta. Na minha última competição estava
esperando entrar e no backstage vi que o grupo era equilibrado, mas tinha um
cara que se destacava, e pensei: é, esse aí pode me bater. Porém ao entrar no
palco e começar as poses mandatórias para avaliação, percebi que ele não sabia
pousar, o cara era grande, mas não sabia contrair o músculo ao ponto de
destacá-lo. Durante minha preparação treino isso pelo menos um hora por dia,
três vezes na semana. Repetitivo, uma hora de poses mandatórias, faz, refaz,
faz de novo, até exaustão. Então para mim, ao perceber isso, não só me senti mais
confiante mas também usei ao meu favor.
Preparação
é super importante! Desde 2011 eu e o Tom Shinder palestramos juntos, e uma
coisa que sempre fazemos duas semanas antes da nossa apresentação é ensaiar.
Fazemos uma sessão Skype, compartilhamos nossa deck e cada um fala sua parte.
Identifcamos pontos de melhora um do outro e partimos adiante para melhorar no
segundo ensaio. Ao chegamos no palco sabemos exatamente o que cada um vai
falar, o ponto que devemos interromper, e até mesmo as brincadeiras que podemos
fazer.
Minha filha
Ysis tem 7 anos, começou a tocar bateria com 6 e já fez vários shows aqui no
Texas. O Professor dela no último show deu uma música considerada difícil para a
idade dela, trata-se da música Eletric Funeral do Black Sabbath. No primeiro
dia que estavamos em casa tocando ela literalmente chorou dizendo que era muito
difícil e não ia conseguir. Eu olhei para ela e disse: você vai conseguir, mas
para isso você precisa praticar, e depois pratica mais, e quando estiver
cansada, pratica mais ainda. Ela respirou fundo e voltou para bateria, ficou
praticando e melhorando. Durante um mês ela tocava essa música todo santo dia,
mais de uma vez por dia. Resultado: no dia do show arrebentou! Prática leva a
perfeição, em tudo que se faz na vida.
Temos muito
para aprender com os atletas que praticam seus movimentos diariamente, várias
vezes por dia até a exaustão. Temos muito que aprender com estes atletas que
nunca desistem, mesmo quando a situação não está favorável. Temos muito que
aprender com estes atletas que estão sempre atentos aos detalhes.
Da próxima
vez que pensar em vaiar um atleta, reflita e apenas aplauda!
Semana
passada conversando com um amigo ele me falou dos altos e baixos na vida dele,
principalmente no quesito balança. O efeito sanfona das “dietas” de fases e dos
shakes milagrosos. Uma das coisas que ele indagou foi: “cara, vejo que você
tinha um objetivo para emagrecer, queria ser fisiculturista, eu não tenho essa
motivação e nem quero isso.”
Uma das
coisas que as vezes pode não ficar claro é que quando comecei a emagrecer, o
fisiculturismo era uma visão de futuro, tanto é que comecei minha jornada em
Outubro de 2011 e só subi no palco pela primeirav vez em Junho de 2014, porém
um ano após o começo da minha jornada já tinha perdido 45 kilos e já vivia
melhor. Sem contar os problemas de saúde que citei no post anterior. Mas o fato
é que sempre temos um motivo para mudar, e se você acha que não tem razão para
mudar, então estas em uma zona perigosa, que é a zona de conforto. Sempre há
algo na vida que pode ser melhorado, pois ficar nesta zona de conforto pode
trazer estagnação e com isso retardamento do progresso. Novamente, estou
falando em tudo na vida, não só fisicamente, até na carreira se você nao
estiver sempre com novos desafios, voce cai na mesmice e se você se acostuma na
mesmice, você apenas “bate o ponto” no dia a dia da vida.
Essa semana
minha filha mais nova completa 8 anos, e revendo alguns vídeos antigos achei
este vídeo onde estava com ela, ensinando os primeiros passos e quando vi como
eu era pensei: como cheguei a esse tamanho?”. Ao mesmo tempo fiquei satisfeito
em ver que no momento em que pensamos é hora de mudar, e partimos para cima com
um plano de ação que será executado constantemente, temos resultados. Como diz
essa música do Aerosmith, sonhe....sonhe até que seus sonhos virem realidade.
Uma boa
semana para todos e que seus sonhos se transformem em realidade!
Na vida
tudo é uma questão de perspectiva e momento. Existem alguns momentos da vida
que o tal do “foco” é tão grande em uma coisa que simplesmente esquecemos
outras que estam ao nosso redor. Sempre que alguém diz para mim: “queria ter
seu foco para conseguir emagrecer”, eu penso: na realidade eu deixei de lado a
palavra foco para olhar para o todo. A palavra “foco” as vezes não é empregada
da forma correta, pois é exageradamente usada ao pé da letra: meu “foco” é
passar na prova custe o que custar. Humm, custe o que custar? Até se lascar
todim? E o custo benefício disso? E depois que se lascar e passar na prova, o
nível de dano causado é remediável? Macho....muita calma nessa hora.
Foi
justamente quando mais empreguei a palavra foco (entre 2003 e 2010) que lasquei
minha saúde. Sim, foquei no trabalho, promoções, escrever meu primeiro livro em
inglês, fiz tudim que na época disse que estava “focado”, mas o custo disso foi
alto, muito alto. Tão alto que até hoje sofro consequências disso. Vamos lá, em
2010 fui dianosticado com “artrite no joelho” (tinha 36 anos macho...e achava que
isso era doença de velho), para você ter idéia do nível, eu não conseguia subir
uma escada que o joelho ou doía ou travava e eu ficava todo duro no meio da
escada. Era deprimente! Aí em 2011 fiz uma ultrasom abdominal e detectei que
estava com gordura no fígado, e o nível de gordura visceral era grande. Aí tu
pergunta: e o que isso tem haver com o foco? TUDO! Eu estava “focado” na minha
carreira e esquecia até de me alimentar corretamente, comia umas 5000 calorias
por dia, toda composta de junk food (tava quase sócio do McDonalds e do Burguer
King). Como diria uma amigo paulista: fOdido!
Foi aí que
resolvi mudar (ler este post) e tudo ficou beleza (não da noite pro dia). Quando
digo que ainda hoje eu sinto consequencia do uso errôneo da palavra “foco” é
por causa de algo que até hoje tenho: gordura visceral. Para os que me
acompanham sabem que competi mês passado aqui no Texas e pela primeira vez
ganhei uma competição (essa foi a minha terceira em três anos). Abaixo uma foto
de como estava no dia da competição:
Quem olha
essa foto já pula e diz: bicho, tem quase nada de gordura!! De fato, gordura
subcutânea eu medi e deu 6%, porém fiz um teste avançado (sem uso do calibre
que faz a leiura apenas da gordura subcutânea) e o resultado foi: 14% de
gordura. Arriégua mah, sério? Sério, só faltei dar uma voadora no médico, mas
ele foi logo me explicando: "51% desta gordura é visceral" ...diabé isso mah? Olha aí doidim onde fica essa gordura, entranhada nos orgãos:
No gráfico abaixo do
meu exame, note que o fitness score está quase 100% - o que mostra minha condição física boa, mas a gordura visceral tá lá, 51.9% para ser mais preciso. O médico continuou a explicação: “como você foi obeso por mais de uma
década, você acumulou muita gordura visceral, isso não está lhe atrapalhando e
nem é perigoso neste ponto, pois o que tem aí é pouco, portanto não fique
decepcionado, faz parte e essa gordura talvez diminua em para 25% daqui a uns 5
a 10 anos se você continuar fazendo o que faz hoje”.
Pois bem,
duas coisas importante que quero deixar para você refletir sobre este post:
Não se compare com nimguém: cada pessoa tem uma necessidade
física diferente, não deixe números guiarem como você se sente, não é por que
um exame avançado me mostrou que tenho 14% de gordura onde 51% é visceral, que
eu vou ficar doido...pelo contrário, o importante é como você se sente. E isso
vale para tudo, se você está em um “shape” que se sente bem (mesmo que esteja
acima do peso), então seja feliz, mas lembre-se que gordura no corpo não traz
benefícios e não é por que seu colesterol está bom que você é um gordim
saudável (eu pesava assim até mes lascar todo). Tenha sempre acompanhamento
médico para saber seus números e monitorar a evolução deles. Por fim, não se
compare com outros pois não é justo para você e nem para a outra pessoa, são
dois corpos diferentes, metabolismo diferente, genética diferente, necessidades
fisiológicas diferente....emfim, não da para comparar.
Cuidado com o uso execessivo da palavra “foco”: o foco não pode ser cego, sempre
observe todos aspectos da sua vida, sua família, seu trabalho, sua carreira,
seus hobbies, seus valores, sua saúde e tudo que é importante para você.
Mantenha o balanceamento de tudo, e ao focar em uma tarefa, saíba das
consequências que a mesma terá nos outros pilares da sua vida e veja como fazer
para mitigar possíveis problemas antes que eles ocorram.
Sempre que
posso enalteço o respeito, sentimento de privilégio e orgulho que tenho em
trabalhar em uma empresa como a Microsoft (a qual completei 10 anos em
Janeiro). Não apenas pelo fator tecnologia, mas também pela forma que ela trata
o funcionário. Recentemente participei de um treinamento chamado Growth Mindset
(Mentalidade de Crescimento), que é baseada em diversos estudos
sobre o assunto. Inclusive já li o livro Mindset:
The New Psychology of Success, depois de assistir um video do Bill Gates
recomendando este livro. Após o treinamento o time que trabalho se reuniu e
cada membro tinha que externalizar seus pontos a respeito do treino.
Chegando
minha vez eu disse: “adorei o treinamento e aplaudo a Microsoft por incentivar
os funcionários a ter este tipo de mentalidade. Também fico feliz em ver que
muita coisa que usei na minha jornada pessoal de transformação física e mental
desde Outubro de 2011 eram lógicas provadas pela ciência e que tem o nome de Mentaliade
de Crescimento, ou seja, fiz muita coisa simplesmente pelo fato de achar senso
comum, mas na realidade é um tipo de mindset que nos leva à alcançar tais
objetivos.”
Depois
deste meu depoimento fomos então falar da minha jornada pessoal de
emagrecimento ao passo que mantinha equilíbrio em todas áreas da vida e
alcançava múltiplos objetivos, que foi a base do livro “Alcance seu Melhor” que lancei no Brasil
ano passado. Conversa vai, conversa vem e a conclusão maior para este bate
papo foram duas:
Consistência
no que se faz é melhor que maestria temporária: não adianta você mandar ver em
um projeto, ganhar prêmio e tudo mais e depois não conseguir mais executar
naquele nível. Pois isso fere o segundo princípio, que é de melhoramento
contínuo. Consistência
é fundamental, principalmente quando o foco é execução com excelência, até
mesmo você pode ser consistente em ser inconsistente.
Melhoramento
contínuo: a base principal do melhoramento
contínuo é não comparar-se com outros, e sim com você mesmo. Se você teve
um review excelente em 2015, então esse é seu parâmetro para 2016, você tem que
bater você mesmo. Na minha vida profissional ou no esporte, este vem sendo meu
mantra desde 2011 (quando acordei para esta realidade).
Ao abraçar
estes princípios na vida pessoal, no trabalho, na saúde, no esporte e em tudo
que se faz, você vai ver como as peças se encaixam perfeitamente. E é dentro
deste tema que hoje eu anuncio este vídeo produzido por uma empresa aqui do
Texas chamada Aging Evolution,
onde eles mostram um pouco da minha história, do meu mindset e como consegui
esta transformação física e de pensamento que em Outubro deste ano completam 5
anos de pura consistência, dia após dia. Você pode assistir o vídeo abaixo (em
inglês):
Procure ser
sua melhor versão dia após dia, seja consistênte e não movido por “modinhas”
que vem e vão, seja você mesmo e procure melhorar sua vida.
Chegando ao
fim desta semana de trabalho longe de casa, conversando com amigos do
escritório e sempre pensando: obrigado meu Deus, por ter me iluminado no
momento certo. Apesar de ter sido necessário eu chegar ao extremo da minha
gordura para cair na real que tinha que mudar, pelo menos essa mudança veio de
uma forma geral. Por que na realidade só funciona se você manter o equilíbrio
(coisa que falo no livro Alcance
seu Melhor).
Esta semana ouvi alguns amigos (que não trabalham no meu time)
dizendo: cara, mas minha vida é o trabalho, eu não sei fazer outra coisa. Você
não tem idéia do perigo que é dizer isso, fale isso nem de brincadeira meu
amigo. Nossa vida não é eterna, temos prazo de expiração e muita gente deixa
para “viver” quando se aposenta, e o cara já se aposenta com 60 ou 65, aí vamos
lá para a realidade: vai ter disposição de cutir a vida por pelo menos 10 anos
a partir daí? Vai conseguir fazer o que fazia quando tinha 30 ou 40? A vida tem
que ser vivida diariamente e o trabalho por mais mágico e apaixonante que seja
tem que ser “parte” da vida e não “a vida”.
Essa foi
uma ótima semana para mim conversar com pessoas de diferentes partes do mundo,
inclusive conheci pessoalmente (finalmente) após 10 anos o meu mentor que me
orientou nos meus primeiros artigos, trabalhei com ele na época do ISA 2004 e
desde então sempre mantemos contato. Ele, como mora em Israel (perto da praia)
também não gosta do clima de Redmond e estavamos falando como a qualidade de
vida é importante de uma forma geral. Para mim tem que ter sol, sou movida a
luz solar e esta semana foi a primeira vez em 10 anos que venho para Redmond
que tive 3 dias seguidos de luz solar, foi show....a produtividade aumentou
inclusive e o tempo passou mais rápido. Agora isso é algo que é particular para
mim, tem gente que gosta do clima nublado, escuro, da chuva do frio.....beleza,
mas eu (e minha esposa não gostamos).
Por que
escrevi o parágrafo acima? Por que quando falamos de “work life balance”, temos
que levar em consideração TODOS os aspectos, da execução diária do trabalho com
qualidade por você ser apaixonado pelo que faz, até o clima que domina a maior
parte do ano no local que você mora. Todos os detalhes precisam ser pensados e
muitas vezes demora até achar este equilíbrio. Eu só fui econtrar um equilíbrio
completo quando conseguir alinhar os seguintes pontos:
Trabalhar
numa área menos estressante, e que me permitisse pensar em novos projetos e não
apagar incêndio/resolver problema
Manter-me
no local onde eu gosto de morar, no Texas: simplesmente por que adoro o clima e
adoro o estilo de vida do TX.
Ter mais
tempo de qualidade com minha família: isso era primordial, pois muitas vezes eu
tinha o final de semana, mas muitas vezes estava oncall e nem podia sair para
longe – época complicada para a vida pessoal (muito boa para o ego, pois você
no começo se acha o cara em resolver problemas escalado para o último nível),
mas com o tempo você amadurece e encherga que não a ego que pague tempo de qualidade
ao lado da sua esposa e filhas, isso não tem preço.
Reduzir meu
peso: além do fato que estava afetando minha saúde, estava afetando meu
psicologico, não conseguia fazer nada que cansava, nem brincar com minha filhar
– estava virando uma parasita gordo.
Buscar um
hobby que me trouxesse uma felicidade fora do trabalho: na boa, eu trabalho com
tecnologia a 23 anos – ficar falando de tecnologia fora do trabalho estava me
pirando. Neguim chegava para mim no final de semana começando a frase: “Yuri, é
que estou com um problema”....macho vá se lascar pra lá! Encontrei essa válvula
de escape com o fisiculturismo e tocando bateria.
Ao colocar
tudo isso na balança, e achar o ponto de equilíbrio, aí sim, a vida começa a
ficar super, super interessante, praserosa e os stresses que viram (claro,
sempre existe cenários indesejados) ficam mais fáceis de serem resolvidos pois
sua cabeça está sempre “fresh”.
Isso não é
uma receita de bolo, o que funciona para mim pode não funcionar para você, até
mesmo por que cada indivíduo tem suas prioridades. A única coisa que digo é:
não caia na besteira de querer curtir a vida intensamente apenas quando estiver
na terceira idade. Viva cada dia intensamente, pois a realidade é que nunca
sabemos o que vai acontecer no dia de amanhã. Se tiver algo para falar para
alguém, fale, não se acanhe. Se tiver que elogiar, coloque o chapéu da
humildade e elogie. Não espere o melhor momento, pois as vezes ele nunca chega
ou você nunca mais terá a chance de dizer aquele “obrigado” que você queria.
Hoje foi um dia que esperei 10 anos para olhar no olho deste meu amigo de
Israel e dizer: cara, obrigado por ter me
mentorado e se hoje eu escrevi 17 livros, você foi quem abriu as portas para
que eu publicasse meu primeiro artigo – então você tem participação direta no
que eu alcancei nesta área. Eu disse pois eu não sei quando vou ter essa
chance de novo e é algo que eu precisava que ele soubesse. Agora, nem todo
mundo é assim, eu mesmo já ajudei muito caboco que depois que engrossou o pescoço
nem olha direito para mim e sequer me disse um obrigado. Infelizmente, faz
parte, até mesmo por que minha formação profissional começou como Professor, e
como Professor agente não escolhe quem quer ensinar, agente ensina sem exigir
nada de retorno – é o nosso dever.
Uma das
melhores coisas que ocorreu essa semana foi ouvir um amigo que chegou no meu
time e disse: cara, estou muito feliz aqui, que alívio e que mudança boa.
Fiquei ultra feliz em saber que ele agora vai ter mais tempo para a família
dele e vai continuar fazendo o que gosta, desbravando algo novo. Mês que vem um
outro amigo que trabalhei com ele a 8 anos atrás no time de segurança vai
juntar-se ao nosso time, e em conversas com ele no fone ele já consegue sentir
a diferença. Eu fico super feliz em ver isso pois vejo eu exatamente a cinco
anos atrás e sei a sensação que é conseguir tomar de conta das redeas da vida
novamente.
É isso aí
pessoal, busque seu equilíbrio, mas não só em uma área da vida, em todas!
Busque a felicidade completa, o que inclui sua saúde, pois sem saúde, não
adianta ter bom emprego e bom salário, pois vai mais cedo ou mais tarde usar
tudo isso para comprar remédio e viver lascado. Te alúi mah!
O crime que
revoltou o Brasil na semana passada não é algo anormal, na realidade a cada
11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Porém, o fato barbárico de
terem sido 33 animais que se vangloriaram em rede social do ato cometido trouxe
a tona o assunto que jamais deveria sequer ser esquecido. Este assunto também
trouxe a tona os comentários sarcásticos de quem ainda acha que a culpa é da
vítima e por isso o meu post está sendo entitulado “mas também”.
A lógica de
quem coloca a culpa na vítima (seja qual for o caso) é a seguinte:
O cidadão
trabalha, estuda e sempre galga ter algo melhor nada vida. Poder oferecer
conforto para sua família e curtir o RESULTADO do trabalho. O cidadão compra um
carro bom, uma boa casa, se veste com as roupas que ele gosta e ao ir passear
em um local público é assaltado. Levam relógio, celular, tênis de marca, etc.
A lógica do
“mas também” vem e diz: mas também, fica esbanjando riqueza, andando com
relógio bom e passeando com carrão, taí, se lascou.
A garota usa
uma saia mais curta (pois gosta), ela coloca fotos na rede social mostrando
seus atributos que foram fruto de treino, boa alimentação (ou simplesmente
genética). A garota é estuprada.
A lógica do
“mas também” vem e diz: mas também, fica se exibindo com essa microsaia, tá
pedindo para ser assediada. Taí, bem feito.
O cidadão tenta
usar do seu direito de liberdade de expressão, vai para faculdade com a camisa
de um candidato. Chegando nesta universidade que é um redulto da ideologia
contrária ao candidato, começa a repudiar o cidadão, falando palavrões e até
chegando a agredir físicamente.
A lógica do
“mas também” vem e diz: mas também, vai para universidade vestindo essa roupa
de facista, tem mais é que se fuder mesmo.
Nestes três exemplos há uma coisa em comum: a intolerância. Se você concorda com o exemplo dois mais acha que os exemplos um e três são merecidos, então você é parte sumária do problema. É muito fácil sermos tolerante com o que concordamos e acreditamos, mas se queremos diversidade precisamos olhar para todos os lados e RESPEITAR a todos.
Em Fevereiro e Março fui para dois shows do Iron Maiden, em Fevereiro em Tulsa, Oklahoma e em Março em Tacoma, Washington. Nestes dois shows tinha representantes de Igrejas Batista com um cartaz imenso dizendo “Jesus Salva” e pessoas pregando na fila, para a multidão de preto. Sabe o que aconteceu com estes crentes? Nada. Sabe o que os “Metaleiros” fizeram? Nada. Simplesmente ignoraram e alguns até chegavam perto e batiam foto com a pessoa. Isso chama-se tolerência e respeito. Mas no Brasil, se isso ocorre, alguém vai lá e mete o sarrafo no cara, e aí vem a turma do “mas também” e diz: mas também, fica pregando Jesus no meio de um monte de metaleiro, taí bem feito.
Pois é, se você pensa assim: VOCÊ É PARTE DO PROBLEMA!!!
É muito bonitinho se revoltar, trocar foto de perfil no Facebook, quando a coisa atinge diretamente agente, mas a pergunta que fica é: no dia a dia, você usa a lógica do “mas também”? Não adianta vir para mim e dizer que é uma questão cultural ou de tradição, nem tudo que é cultural e feito a anos é correto (vide o meme abaixo).
TRADIÇÃO - Só por que você sempre fez desta forma, não significa dizer que você não é incrivelmente estúpido.
Vejo pessoas que tem dois carros (um bom e um lascado) para poder viver sem ser assaltado. Pois no dia a dia usa o carro fudido e somente em algumas situações usa o carro bom. Isso foram um dos motivos que me levaram a sair do Brasil a 13 anos atrás, a impossibilidade de usufruir do fruto do meu trabalho, pois sempre vivia com medo de ser assaltado e sempre me neguei a ser um seguidor da cultura do “mas também”.
Por fim vamos deixar bem claro: a vítima não tem culpa. Nos três casos acima, os que sofreram com a intolerância da sociedade são vítimas e ponto final.
O
famigerado Cortisol, também conhecido como o hormônio do stress não
necessariamente precisa ser o vilão da sua vida, porém se você ignorá-lo, ele
será. Desde que mudei meu estilo de vida em Outubro de 2011 (inclusive amanhã
fazem extamente quatro anos que escrevi
meu primeiro post sobre esta mudança) eu tenho observado de perto este
hormônio nos meus exames. Em 2012 quando fiz a primeira bateria completa antes
de entrar na mudança de vida, este cortisol estava ridiculamente alto, que
refletia diretamente no meu comportamento. Sim, pois o cortisol tem um papel
direto no seu comportamento (ver
este estudo da Universidade Concordia).
Os anos
foram se passando e com à atividade física e boa alimentação eles foram
voltando ao normal, apesar de não estarem perfeito. Porém, foi em 2015 que meu
nível alcançou o maior ápice de perfeição, fazendo com que meu médico olhasse
para mim e perguntasse: rapaz, seu resultado aqui é de uma pessoa “stress free”
e estou curioso para saber o que você fez para chegar neste nível, pois sei que
trabalha com tecnologia e isso por si só já é algo que pode ser stressante.
Olhei para ele sorrindo e disse: Doutor, minha filha mais nova esta tocando
bateria e todos os dias depois do expediente agente pratica junto, estuda a
música junto e damos muitas risadas. Ele olhou para mim e disse: that’s it (é
isso)!
Diversificar
é de suma importância para sua saúde, sair de um cenário onde você está imerso
em problemas para resolver, pesquisas para fazer e respostas para fornecer para
um cenário onde você apenas se diverte é quase que uma medidação. Para alguns
este momento zem vem através de uma corrida a noite, uma ida para academia,
etc. Como eu faço minhas atividades físicas pela manhã, a noite eu preciso de
algo que “reinicie” minhas idéias e que me faça esquecer de qualquer problema
do dia, resposta: música.
Mês passado
assisti uma palestra de um PhD em exercício físico onde ele falou exatamente isso:
“muito fisiculturista chega para mim reclamando dizendo que não está vendo
progresso, come bem, treina bem, dorme bem e não vê resultado – minha primeira
pergunta é: como está seu nível de cortisol?”...ficou claro através dos dados
científicos que ele mostrou que um alto nível de cortisol vai ter impacto
direto (e negativo) na sua recuperação muscular, ou seja, você pode estar
fazendo tudo certinho, mas se os níveis de cortisol estiverem altos, não vai
ter o resultado que poderia estar tendo.
Alguns efeitos colaterais do cortisol
alto incluem:
Ou seja, é
de lascar né mah?! Algumas coisas básicas podem ser feitas para reduzir a
probabilidade de aumento do cortisol, como por exemplo: parar de ficar
discutindo online sobre política (é sério mesmo)! Já teve estudo feito
em adolescentes que mostraram que só o fato de ter uma rede grande de amigos
online aumenta o nível de cortisol. Gerenciar
este hormônio é super importante, e evitar discussões que só vão lhe trazer
dor de cabeça é uma forma (free) de ajudar neste gerencimento. Eu venho
tentando me controlar cada vez mais, pois na situação atual do Brasil, estou
vendo muito mais uma auto-destruição que uma evolução. Vejo lado A torcendo
contra lado B e vice-versa, e quem pede com isso é o Brasil. Mas, isso é papo
para outro post, até mesmo por que tocar nesse assunto eleva meus níveis de
cortisol e disso eu não preciso.
Se tem uma
coisa que pode atrapalhar seu progresso de vida é a sua mente, a forma como
você encara a vida e os obstáculos. Pessoas que insistem em ser vítima em tudo
que é situação, crescem pensando que o mundo está contra ele, e que “assim fica
complicado progredir”. Vamos começar por uma realidade bem simples: o mundo não lhe deve nada e o mundo não tá
nem aí para você – ou seja é neutro. Então comece sempre partindo do
pressuposto que você é que tem que fazer por merecer ter algo e que se não conseguiu de primeira, continue
tentando, uma, duas, três, quatro, seja quantas vezes forem necessárias.
No final da
minha palestra motivacional que ministrei aqui no Texas eu terminei citando a Diana
Nyad, uma pessoa incrível. Se você não sabe quem é, vou lhe refrescar a
mente: Diana foi aquela nadadora que tentou atravessar a nado de Cuba até a
Flórida. Ela falhou (ou aprendeu como ela mesmo disse) quatro vezes, e aos 60
anos (isso mesmo 60) ela finalmente conseguiu a travessia na quinta tentativa.
Agora vejam
só se Diana tivesse desistido achando que o mundo estava contra ela? Por que durante
estas tentativas, ela passou por ocasiões quase que fatais, por pouco mesmo não
morreu. Aí é que pensamos: por que uma mulher com 60 anos, cheia de recordes,
com uma situação financeira estável, com tudo na vida e ainda quer se
aventurar, correndo até risco de morte? Simples amigos e amigas: por que ela
está viva e sente que ainda tem chance de alcançar algo que ainda não
conseguiu.
Mas isso é
o resultado de um “mindset” extremamente focado, Diana com certeza não cresceu
sendo “a coitadinha”, cresceu com um mindset de “guerreira”, de alguém que se
não tem algo, vai trabalhar e fazer o melhor possível para ter, e que se falhar
vai encarar a falha como um aprendizado para tentar de novo, e de novo até conseguir.
Uma pessoa que não conhece a derrota e está sempre no topo, muitas vezes é uma
pessoa até mais frágil, pois quando perde fica sem chão. Quer exemplo melhor
que a tragetória da Ronda no UFC? Ela mesmo disse que depois da derrota teve
vontade de se matar. Por aí você tira a importância que é viver levando
pancada, se levantando e batendo. São estas pancadas e principalmente a forma
com que você vai se re-erguer após cada “cipuada” que leva que vai determinar
seu futuro e suas conquistas.
A vida de
coitadinho é complicada, pois o cara falha e já começa a pensar de quem foi a
culpa (claro, nunca é dele – é do mundo), e com isso perde-se a credibilidade e
você deixar usar tais derrotas como uma forma de aprender – resultado: vive
fudido e reclamando da vida, e pior - enchendo o saco dos outros com esse mimimi.
Quando subi
no palco pela primeira vez para competir em um campeonato de fisiculturismo eu
já tinha em mente alguns pontos: eu já era um vencedor independente do
resultado, pois estava ali após 10 anos de obesidade e com 45KG a menos.
Pronto, eu já construi minha própria vitória, agora era hora de aprender.
Terminei em penúltimo e sai do palco sorrindo mais que o terceiro colocado. Mas
também saí pensando no meu próximo objetivo, disse para mim mesmo: ano que vem
quero uma medalha, quero estar entre os três primeiro. Em 2015 foi exatamente
isso que ocorreu, segundo lugar na categoria Master aberta e terceiro lugar na
categoria meio pesada. Agora se eu não tivesse tentando com medo? Ou se eu tivesse desistido após me ver em penúltimo e pensar que o mundo estava cotra mim? Bem...você já sabe o que teria ocorrido...pois é...nada.
Perdermos,
perdemos e ganhamos, as vezes perdemos e ganhamos e as vezes só ganhamos, mas isso
é a vida. Use as derrotas a seu favor, não procure alguém para culpar, antes de
mais nada olhe para sí mesmo e veja aonde você errou e a partir dali comece a
melhorar. Deixe o mindset de “coitadinho” de lado e comece a viver intensamente
em busca dos seus objetivos.
Tudo na
vida é uma questão de referência, o que é quase nada para alguns é uma fortuna
para outros. Ano passado antes de ir para o Brasil no mês de Dezembro (depois
de 12 anos sem estar lá durante o Natal) eu resolvi comprar uns presentes para
umas crianças do Lar Amigo de Jesus. Queria usar esta data especial para
presentear estas crianças (algumas em fase de tratamento de câncer). Ainda aqui
no Texas, fui com minha esposa comprar estes presentes para 50 crianças. As
vezes durante a escolha do presente eu pensava: mas isso aqui, não é nada, será
que vão gostar? Pois como eram muitas crianças, eu tinha que alinhar meu
orçamento para conseguir algo semelhante para todas. Pois bem, um dos presentes
que comprei que achei que não fosse dar em nada, foi o que trouxe mais sorriso
para estas crianças, olha a carinha de felicidades delas com estas canetas:
Foi neste
dia que esta questão da referência fez total sentido para mim, mais ainda. A cada presente que eu entregava e via tal alegria eu pensava sobre isso, e aí estou eu, de Papai Noel com mais uma criança que fez meu dia mais feliz:
As
referências são importantes para tudo na vida. Quando comecei a trabalhar com
informática em 1993 a minha referência era um programador que tinha no meu
departamento, o cara fazia programa....puta merda, aquilo era o “cão” (era tu
mesmo Leite Jr.), afinal, eu só sabia usar o MS-DOS 5.5, Quatro Pro, WordStar e
o Fácil. O tempo foi passando, eu fui evoluindo e ao entrar na SW Informática,
o Serra (dono da empresa) virou meu amigo e tornou-se minha maior referência no
saber e no caráter. A cada emprego que passava eu sempre buscava uma
referência, pois aquilo me fazia evoluir como profissional. Muita gente hoje em
dia se acha tão “bala” que SÓ usa como referência o “Bill Gates” (o que não há
nada de errado), mas é sério que você acha que seu próximo passo vai ser virar
o próximo Bill Gates? Peraí mah, naixa a bola “mininum”, vai com calma. Você
pode sim ter estes ícones como referência macro, mas é importante também ter
alguém no seu ciclo de amigos como referência, alguém que possa lhe mentorar e
lhe ajudar à crescer.
Essa semana
fui surpreendido (se você estiver lendo este post vai saber que me ligou) por
uma ligação interna no Skype de trabalho da Microsoft. Um rapaz, com sotaque da
terrinha me ligou e disse: cara, tudo bem? Você não vai lembrar de mim, mas fui
seu aluno na LanLink no curso de NT em 1999. Macho lembro não, me desculpe...rimos
e ele me contou tudo e disse: sempre usei
você como referência e hoje estou aqui trabalhando na Microsoft, queria te
agradecer por isso. Poxa cara, aquilo ali fui bom demais, pois o que foi
plantado em 1999 foi alcançado, eu eu fiquei super feliz por ele.
Tenho 10
anos de Microsoft e todo ano para mim é um novo desafio, pois sempre tenho que
fazer algo melhor que no ano anterior, e para isso eu preciso de referências,
preciso continuar evoluindo, a cada ano novas parcerias e as que estão dando
certo, devem ir para o próximo nível. No fisiculturismo tenho minhas
referências: o ícone Arnold Schwarzenegger – não só pelo físico alcançado no
seu auge, mas por que foi um imigrante, alguém que chegou sem sequer falar
inglês direito e teve sucesso em três áreas distintas: fisiculturismo, política
(governador duas vezes) e cinema, você pode não gostar dele, mas não tem como
negar que o cara é FODA, pois alcançar tudo que ele alcançou não é para
qualquer zé ruela. E claro tenho referências mais próximas, competidores locais
que me ensinam, com quem aprendo no dia a dia e que me mostram o “next step”.
Portanto
amigos, não pense que ter uma referência é “humilhante” ou coisa de “principante”,
na realidade é coisa de pessas que são humildes suficientes para admitir que
não sabem tudo e precisam de ajuda para alcançar mais – move to the next level.
Uma “profissão”
que vem crescendo muito hoje em dia é “coach” (que nada mais é que um
treinador), mas agora é mais voltado para “treinador motivacional” (motivational
coach) ou “treinador de vida” (life coach). Ao ponto que vejo valor nesta
profissão, é de suma importância você saber escolher bem quem vai ouvir. Uma
coisa é você ouvir um cara de 50 anos que alcançou várias coisas na vida,
transformou a vida de muita gente e tem experiência acumulada pelos anos
fazendo isso, e outra é você ouvir um cara de 20 anos, que fez um curso de “coach”
e já está se achando o salvador da pátria com respostas para todas suas
perguntas. Calma, muita calma nessa hora.
Hoje em dia
quando você vai num nutricionista e ele ou ela é gordo(a) (alto grau de gordura
corporal) e ele olha pra ti e diz: você
está acima do peso, isso é ruim para sua saúde, vou lhe passar uma dieta para
você melhorar. A primeira coisa que você pensa é: arriégua macho, por que tu não segue tua própria dieta. Hoje em dia
não há espaço para “teoria” apenas, você tem que aplicar o que vende e ponto
final. Isso é aplicável em tudo, não só na área de saúde mas na área de
tecnologia também, assim como em todas as áreas.
Por isso
não acredito em “produtos” que vendem “bem estar”, por exemplo: você conhece
alguém com alto grau de gordura corporal que já tentou lhe vender um produto
que diz que vai te ajudar a emagrecer? Eu conheço vários. E meu amigo, não
adianta ter ciência, não adianta mostrar estudo se o seu vendedor parece mais
um vendedor de cerveja com aquele bucho quebrado. Muita gente já me contactou
para pedir dicas para emagrecer, para passar série de academia, e até me propós
pagamento para que eu treinasse a pessoa...por que sempre digo não? Simples: eu
não sou um profissional qualificado para isso. Eu posso mostrar o caminho das
pedras, te dizer para onde ir, mas você vai precisar de um nutricionista para
lhe acompanhar por esse caminho, você vai precisar de um treinador de verdade
para lhe guiar nos exercícios.
Quando
escrevi o o livro “Alcançe seu Melhor”
com uma fisiculturista profissional, eu me confiei nela para dar as dicas de
nutrição e treino, pois apesar de saber o que funciona para mim, eu não acho
responsável da minha parte lhe dar uma dica sem ter a qualificação necessária.
Eu acredito muito no papel da qualificação técnica, saber os porques das
coisas, e ter uma entidade que lhe certificou para isso.
Recentemente
meu ex treinador, amigo e dono da Destination me chamou para
ser um “Motivational Coach” para a
turma que está fazendo o “Transformation
Challenge 2”, meu papel é simples: motivar
baseado no que eu aprendi na minha jornada de perder peso. Eu aceitei na
hora, pelo simples fato de que ali estou apenas compartilhando minha experiência
no trajeto de perder peso e tem treinadores qualificados para ajudar as pessoas
no processo nutritivo e de treinamento cardiovascular/pesos.
Fique muito
atento pessoal, com essa geração de “life coach” que nunca alcançou nada
considerável, não tem experiência e tem apenas um curso com um diploma. É
possível aprender técnicas de Life Coaching, mas NADA, absolutamente NADA
substitui a experiência e mais importante o sucesso pessoal que aquela pessoa
tem ano após ano. Até mesmo porque fazer algo grande que lhe dê um sucesso
temporário é fácil, quero ver manter o sucesso constantemente durante anos e
anos executando exatamente o que você prega. Isso sim, é o que da credibilidade
para alguém ser um life coaching.
Não é de
hoje que sabemos que o nosso ambiente, os amigos, os relacionamentos, os
contatos e tudo ao nosso redor tem uma influência positiva ou negativa em nossa
vida. Em um artigo publicado no Personality
and Social Psychology Review, é mostrado que amigos podem inclusive afetar nossa
saúde. Quando você fuma e todos seus amigos fumam, é quase que automático que
ao entrar naquele ambiente você vai fumar e com isso parar de fumar vai se
tornar mais difícil ainda. Mesma coisa ocorre para outros vícios, como alcool.
Mas isso não tira nossa parcela de culpa, por mais que o ambiente ajude a
formar nosso perfil, é possível quebrar barreiras e ser totalmente diferente do
ambiente, ser único e não se deixar se influenciar. Claro, isso requer um
controle pessoal, um “drive” e uma perseverança maior que a normal, pois caso
não tenha é mais fácil se deixar influenciar por outros.
Eu sempre
converso com minha filha mais velha sobre vários assuntos, e um deles é sobre
drogas. Tento alertar muito a ela que isso pode ser um camiho sem volta. Ela me
conta relatos de amigos dela que entraram nesse mundo por “peer pressure” (como
eles chamam aqui a pressão dos amigos para dar aquela esperimentada). E eu
disse para ela: olha, eu andei com muitos amigos drogados, e tive peer
pressure, mas sempre me preservei quanto a isso pois sabia do risco e a partir
do momento que eu me firmei e disse que não queria, não houve mais pressure,
pois fiquei sendo o “careta” e ponto final. Muitos destes amigos da época hoje
estão em estado de derrota total, e o careta que deixou pra lá está bem.
Porém, não
precisamos ir tão extremo (drogas) para saber a hora de começar a subtrair
algumas amizades. E isso é fato principalmente hoje em dia que estamos sempre
conectados, compartilhando e conversando online. Nesse mundo online se vê
muita, mais muita “marmota” e de pessoas que você “aparentemente” conhece. Tem
gente que tem um “franiquinho” tão grande para criticar, que se o cara postar
uma foto com o filho que acabou de nascer, no hospital, saindo do buxo da mãe o
cara vai dizer assim:
Parabéns (sim...pois geralmente este tipo de
gente primeiro elogia para depois dar a alfinetada)
Agora tu vai ver como é bom ficar acordado a
noite com menino chorando.
Macho, isso
é coisa que se diga para um cara que acabou de receber o maior presente da
vida: ter um filho? Macho, vai ser insensível assim no inferno (se o capeta te
quiser por lá). Essa é uma categoria de gente que no final de tudo sempre
finaliza a conversa dizendo: tava brincando cara. Como se isso fosse resolver
tudo...é lindimais uma criatura dessa.
Agora, da
mesma forma que tem gente que gosta de jogar um balde d’água na felicidade dos
outros, tem outros que você chega se sente mais vivo falando com ela. No
artigo Addition
by Subtraction: Don't Let Bad Friends Drag You Down, o autor diz:
“Emotions and
attitudes are infectious. Have you ever brainstormed with somebody really
creative and found yourself becoming more creative? That's why having a workout
partner is so successful. You pull each other up and shape each other's
attitudes and behaviors. You instinctually want to order the chili-cheese fries
but at the last minute decide to order what your more fit and healthy friend
orders instead. However, social contagion also has a dark side. Ever been
around a bunch of Debbie Downers? What happens to your creativity, outlook and ideas?
They turn to rubbish.”
Exatamente
isso!! Fica perto de uma pessoa criativa, dinâmica, com atitude positiva...rapaz,
você produz que é um monstro. As idéias fluem, a coisa anda, e você faz tudo isso
de forma alegre e mais importante: não se sente cansado.
Yuri, mais
e aí, devo deixar de ser amigo destas figuras? Não é tão simples assim, até
mesmo por que você não pode avaliar uma pessoas apenas por uma atitude. Mas, se
tal comportamento começa a “moer suas forças” de lidar com aquela pessoa, a
pergunta que fica é: vale a pena você continuar investindo nesta amizade?
Muitas vezes a solução melhor é ignorar, se distanciar aos poucos e no caso do
mundo online use duas coisas:
Coloque a(s) pessoa(s) na lista de exclusão para que ela não veja seus posts e assim não venha com comentários negativos
Deixe de seguir a pessoa (unfollow), pois assim você não ver as babozeiras que ela posta (muitas vezes a máxima de que o que os olhos não vê o coração não sente prevalece)
Por outro
lado fica simples ver o quão importante é estar cercado por pessoas que lhe ajudam
a progredir. Em suma: não tenha medo de subtrair, pois muitas vezes você está
adicionando qualidade no seu ciclo de amizades.
Hoje aqui
nos EUA se comemora o dia de apreciação aos Professores (Teacher’s Day) e eu só
tenho o que agradecer a todos professores que eu tive na vida. Minha primeira
professora, claro foi minha mãe, que me ensinou os primeiros passos, me ensinou
a comer, a me vestir, em fim: tudo que precisava para começar. Apesar da
ausência na minha infância, meu Pai de longe também me ensinava muito, muitas
vezes de uma forma que eu não entendia, pois seu estilo durão sempre era mais
enfático que as palavras precisas que ele compartilhava. Mas, com o tempo fui
entendendo e hoje agradeço muito as palavras que outrora doeram, hoje me trazem
um conhecimento único.
Agradeço
também as Professoras do Colégio Brasinha, a qual estudei até a quarta série e
todos meus Professores do Colégio Brasil, General Osório e Justiniano de Serpa
(onde terminei o segundo grau). Indo para Faculdade tive excelente Professores,
muitos deles se tornaram amigos, como é o caso do Professor Moiséis Castelo
Branco, Professor Adahil e Professora Adriana. E a vida foi seguindo e o apredizado
não parou; vieram pós graduação, MBA e Mestrado. Sempre ouvindo, aprendendo e
principalmente: respeitando o papel do Mestre que está ali para compartilhar
seu conhecimento.
Quando
inicio o texto dizendo “o único caminho”, me refiro ao estudo. Você tem duas
opções básicas na vida:
Opção 1) ficar
reclamando que é um desfavorecido e seus Pais não são ricos para lhe dar o que
você quer.
Opção 2)
encarar a realidade, estudar muito e estar sempre pronto para abraçar uma
oportunidade que apareça.
Tem
inumeras pessoas que tangenciam para a opção 1, e nesse ciclo vicioso ficam
exigindo que o Governo “dê algo” para essa pessoa, pois afinal de contas só
pelo fato dela existir ela merece um tratamento especial. Errado! Você não
merece nada se não fizer nada para fazer merecer, é simples. O mundo não lhe
deve nada meu caro, pare de achar que o mundo tem débito com você se nem a sua
parte você fez.
Porém me
deixa super feliz de ver pessoas que seguiram a segunda opção, como foi o caso
do Cícero
Pereira Batista, ele não demandou algo do mundo, ele foi atrás! Ele catava
lixo, vigiava carro, fazer o que fosse possível para poder ESTUDAR! Ele não
pensava no hoje, pois se pensasse ele iria usar esse dinheiro para vadiar,
beber, fumar, fazer besteira...ele olhava para o futuro e via a condição dele
como temporária – e ao invés de pousar de “coitadinho” ele pousou de guerreiro
e foi atrás de algo melhor.
Por que 100%
das pessoas não seguem o exemplo do Cícero? Simples, é mais fácil não fazer
nada e reclamar que de fato correr atrás e fazer acontecer. O sonho as vezes
não vem tão rápido, veja também o caso do Rolando
Valcir Spanhol, que tomou posse de juiz federal aos 38 anos, ex
borracheiro. Aí você vem me dizer que não tem chance na vida? Será que não tem
ou será que não foi atrás? Tanto Cícero quanto Rolando poderiam também dizer
isso, mas eles preferiram investir no único caminho: o estudo.
Hoje sou
Professor de Mestrado em um curso de Segurança Cibernética aqui nos EUA, e
sinto-me muito honrado de fazer parte dessa classe, que usa de seu tempo para
disseminar a informação. Termino o texto com esta excelente frase de BB King: "A beleza do aprendizado é que nimguém pode tomar de você."
As últimas três semanas foram muito corridas, um novo contrato com a Microsoft Press surgiu do nada...conversa fiada, eu que fui atrás de mais trabalho. O fato é que vem mais um livro por aí, e esse será sobre segurança de Azure. Quando anunciei isso e anunciei que estava escrevendo este livro com meu velho amigo Tom Shinder, uma pessoa me perguntou: Yuri, eu já notei que todo livro que você escreve tem sempre um coautor, por que isso? Boa pergunta e vou lhe explicar. Eu escrevi meu primeiro livro em 2001, o de Certificação CCNA Cisco e notei o quão trabalhoso é para escrever um livro e que o retorno financeiro relacionado ao tempo necessário para escrever é quase nada (é verdade). Porém, eu gosto de escrever e gosto de lançar livro (aqui na minha página da Amazon tem 11, porém não tem aí alguns que saíram só no Brasil), mas depois do primeiro percebi que é muito melhor convidar alguém para trabalhar com você, dividir os kudos e dividir o trabalho para alcançar mais.
Lembro de uma entrevista entre Steve Jobs e Bill Gates, aquela famosa entrevista dos dois depois de anos sem terem gravado algo. O entrevistador faz uma pergunta que server para ambos, mas ele começou por Steve Jobs e disse: Steve o que o Bill Gates fez que você gostaria de ter feito? O Steve nem pensou muito, ele disse: "Eu acho que o Bill Gates e a Microsoft foram bem melhores em fazer parcerias com outras empresas." Para mim essa é uma fórmula extremamente necessária: fazer parcerias para que você cresça, habilite outras pessoas para crescerem também neste processo e com isso vá alcançando mais.
De todos estes livros que lancei, apenas dois autores já eram autores quando eu os convidei para escrever o livro (no caso Tom e Deb Shinder), pois sim, todos os livros foram projetos que eu apresentei para editora, ou seja, sempre a sinopse e o plano foram meus. Com o de Security+ convidei meu amigo de longas datas Daniel Mauser, um excelente profissional na área de segurança, que não tinha experiência na autoria de livros mas eu sabia que ele iria dar conta devido a sua capacidade técnica. Neste mesmo projeto convidei o MVP de Segurança e um amigo/irmão, Alberto Oliveira para fazer a revisão técnica, justamente pela sua capacidade técnica também. Todos os livros tiveram um pensamento muito profundo no que tange o fator: coautoria. Por exemplo: meus últimos dois livros de Enterprise Mobility, eu convidei autores que nunca tinham escrito um livro, mas que eram companheiros de trabalho na Microsoft, sabiam o tema e eu confiava na trabalho deles: Jeff Gilbert e Robert Mazzoli.
Até meu livro não técnico, a qual convidei uma fisiculturista profissional (Jodi Miller) teve uma lógica, não só ela era profissional no assunto, mas também tinha sido professora de inglês, e como esse seria meu primeiro livro não técnico, era preciso alguém que pudesse dar um "ar" de conto de história ao livro, e ela fez. Nada foi por acaso e nunca será, pois parceria seja sobre o que for precisa ter uma lógica que beneficie ambas as partes, tanto o que está convidando para o projeto quanto o que está sendo convidado.
No projeto dos livros de Enterprise Mobility fui audacioso, mandei um email direto para o VP (Vice President) da Microsoft de Enterprise Mobility, Brad Anderson convidando ele para escrever o prefácio e ele aceitou. Neste novo projeto (Azure Security), mandei um email para o Mark Russinovich, convidando ele para escrever o prefácio, e ele aceitou (foi mais fácil pois eu já conhecia ele de outros projetos). Mas meu ponto é: não tenha medo de perguntar (claro, não vai fazer uma pergunta abestada para um Vice Presidente de uma grande empresa por que senão tu queima teu filme - preste atenção mah). Não tenha medo de tentar, desde que você acredite na sua ideia e no seu projeto, use seu elevator pitch para vender essa ideia seja pra quem for.
Sessão de autógrafos no Ignite (Chicago 2015)
Faça parcerias, habilite outras pessoas a terem sucesso, veja essas pessoas crescerem com o resultado direto desta parceria. Isso tudo pode não trazer um ganho financeiro direto, ou não trazer a quantidade que você esperava, mas lhe digo uma coisa: ver alguém crescendo como resultado de uma parceria que você iniciou, é algo extremamente satisfatório, lhe enriquece como pessoa e como profissional.
Hoje cedo
fui ao médico fazer exame de sangue em jejum, na volta, claro, vinha varado de
fome e para que o tempo pudesse passar mais rápido, comecei a ouvir o audiobook
do Zig Ziglar que tenho no meu celular. Durante o capítulo que ouvi hoje,
Zig estava falando justamente sobre a importância de visualizar sua vitória e
acreditar que acima de tudo, é possível chegar lá. Neste capítulo ele conta a
história de um amigo dele que morava no Canadá cujo o filho nasceu com
paralisia cerebral. O amigo foi em vários médicos (20 para ser mais preciso) e
todos disseram a mesma coisa: seu filho não vai andar, não vai contar até 10 e
você deveria coloca-lo numa instituição especializada.
Este pai
não desistiu, continuou a procura de novos médicos e finalmente achou um dos
melhores especialistas no assunto, o problema é que o cara era tão bom, que
tinha uma lista de espera de 3 anos. O pai não desistiu, contatou o consultório
e colocou o nome da lista de espera, por pura sorte, 15 dias depois ele foi
chamado, pois um outro paciente da Austrália havia cancelado sua consulta.
Depois de uma bateria de exames o médico disse: seu filho de fato tem paralisia
cerebral grave, mas é possível melhorarmos a condição dele, porém eu preciso
saber se você está preparado para lutar com ele, pela sua recuperação por anos
e anos e lembre-se que pode ser que o ano finalize e você não veja evolução
nenhuma, mas você não poderá desistir, deverá manter a confiança no processo e
estimular seu filho a continuar tentando, você está pronto? O pai claro não titubeou
e disse: eu faço o que foi possível e o impossível.
O tempo
passou, muitos anos passaram e um dia o filho, que estava sendo acompanhado por
um fisioterapeuta e por um bodybuilder, mostrou-se pronto para demonstrar uma
grande evolução. O fisioterapeuta e o bodybuilder chamaram a família e disseram:
agora você verá seu filho fazer um apoio de frente. O filho então começou o
movimento, ele suava, suava muito, mas executou o movimento completo. Todos se
emocionaram com o feito, muito choro e alegria. Era uma vitória para todos!
Para encurtar
a história, os anos passaram e esse garoto hoje anda de bicicleta, skate e fala,
TUDO QUE UM DIA OS 20 MÉDICOS DISSERAM QUE ERA IMPOSSÍVEL SER FEITO. Pois bem
amigos, qual é a lição que tiramos disso tudo? O impossível é uma questão de
perspectiva. Se você já começa um processo (seja qual for, o de estudar para
uma prova, treinar para competir, fazer uma dieta para emagrecer, etc) dizendo:
vai ser impossível chegar onde eu quero, bem, você acaba de acertar, será
impossível mesmo pois você já criou essa barreira e qualquer falha, será motivo
para seu subconsciente dizer: num te disse que era impossível seu teimoso!
Quando trata-se
de crescimento profissional, pessoal, físico ou seja o que for, é muito
importante que você não crie esta barreira, pois você vai acabar atrapalhando
sua própria evolução. Imagine se esse pai da história que acabei de contar,
tivesse desistido após ouvir de 20 médicos que era impossível o filho dele
andar? Imagine se depois de um ano tentando ele tivesse perdido a esperança e
jogado a toalha? Muita coisa na vida só irá acontecer depois do trabalho
contínuo, dia após dia da mesma sequencia de tarefas. Tem coisas que de fato
demoram muito, muito tempo, mas é assim mesmo que funciona e precisamos estar
prontos para isso, caso contrário, não há vitória e a vida torna-se cheia de
razões para arrumarmos desculpas para o que deixamos de fazer.
Em suma: Impossível
é uma condição momentânea e não uma realidade eterna.
No mundo
mágico das redes sociais, onde fala-se o que quer e ouve-se o que não quer, há
surpresas todos os dias. Mas essa semana tive uma surpresa no mínimo “interessante”,
pois muitas vezes sou “chamado atenção” por posts considerados “pesados” para
os olhinhos meigos de alguns, mas dessa vez não, dessa vez foi outra “nóia”.
Estou a
trabalho em Redmond, e confesso que nunca, absolutamente nunca gostei de viagem
a trabalho. Faço pois é meu dever e procuro executar com qualidade enquanto estou
fora, mas agora dizer: “rapaz, não vejo a hora de viajar a trabalho”, isso
nunca ocorreu. Lembro que quando trabalhava na Telemar em 1999 e tinha que ir
na Telemar do Rio de Janeiro, eu ia de manhã, fazia o que tinha que fazer e
voltava no último vôo, mas chegava em casa no mesmo dia. O meu motivo é
simples: não gosto de ficar longe da minha família. Claro, que existem ocasiões
que são necessárias, e provei que posso fazer sacrifício caso seja necessário,
basta lembrar dos seis meses que fiquei sozinho nos EUA quando me mudei e
família não pode vir.
Eu conheço
gente que faz é arrumar desculpa para viajar a trabalho, conheço “caboco” que
não perde inclusive a oportunidade de ter relações extra-conjugais quando está
em outros estados. Eu não digo nada, eu observo e nem sequer critico, cada um
faz o que bem entender da vida. Agora, não me venha criticar minha forma de
agir com minha família que aí o bicho pega.
Esse ano
fazem 18 anos que estou com minha esposa, e não tenho vergonha alguma de dizer
que parece que ainda estamos nos primeiros seis meses de namoro. Não ficamos
longe, somos de fato grudados e sinto falta mesmo quando estou longe. Agora
qual o problema disso? O problema é quando um Zé Ruela vem com piada dizendo: “pra
que essa paixão toda, vai curtir esse momento fora de casa”....humm, o caboco
deve ser muito infeliz para dizer isso viu. Por que para mim a felicidade está
em casa, que é onde minhas eposa e filha estão, o resto é operacional.
Mais uma
vez, não critico quem faz uma viagem de trabalho uma pequena “personal vacation”,
mas este não sou eu. Quando fui para Madrid em 2014 para o TechEd, fui no dia
que era para ir e voltei no dia que terminou. Poderia ter extendido? Sim,
claro, mas na boa eu simplesmente não vejo graça em conhecer lugares novos,
curtir coisas sem ter minhas meninas do meu lado para curtir também aquele
momento.
Talvez,
apenas talvez eu esteja pagando um pequeno preço por expressar minha paixão
pela mulher da minha vida ao ser transparente nas redes sociais? Talvez, mas o
fato é que Zé Ruela nenhuma paga minhas contas para vir com papo furado para o
meu lado e querer dizer o que devo fazer, portanto, cale-se.
Este final
de semana finalmente assisti ao filme Steve Jobs, com Michael Fassbender.
Diferente do filme Jobs com Ashton Kutcher, esse foi um filme que expôs mais os "podres" do Steve Jobs, principalmente como Pai da sua primeira filha Lisa (que
foi extremamente renagada no começo). Mas também tem um trecho bem interessante
onde Steve Woz diz: você nunca criou um código, você não é engenheiro, você não
é Designer, mas você sempre ganha o crédito.”....muito adoradores do Jobs
ficaram estarrecidos com isso, mas Woz confirmou isso várias vezes. O que
mostra que Jobs era um visionário e também um grande Marketeiro, que fez o
lançamento do Next sem sequer ter um sistema operacional pronto, que vendia o
que não tinha e prometia o que não existia. Mas, tudo dava certo no fim e para
o mercado é isso que importa.
Mas meu
post não é para falar de Steve Jobs, o mito da Apple e sim para falar da importância
do Pai na vida de uma pessoa. Durante o filme Steve mostrou ter uma fraqueza
muito grande com relacionamentos intensos, afinal ele foi abandonado pelos Pais
e como ele mesmo disse para a filha dele no final do filme: I was poorly made (Eu fui pobremente feito).
Essa foi a forma que ele justificou os erros de Pai para com ela, e eu entendo
perfeitamente. Uma pessoa que não tem a base familiar boa pode ter um grande
futuro (Jobs é a prova disso), mas aquela lacuna que nunca foi preenchida vai
lhe morder lá na frente. E foi o que aconteceu com ele, no momento de
desempenhar o maior papel da carreira dele, ele foi um coadjuvante.
Por
concidência hoje estava lendo este artigo que fala um pouco sobre isso. Neste
artigo, escrito pela psicóloga Betty Monteiro, ela diz:
“Por isso, é necessário que o pai não esteja
apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos
filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. Quando uma criança se
sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode
ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a
sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.”
Coloco em
negrito o desenvolvimento emocional pois isso é fundamental para uma
criança crescer bem e tornar-se um adulto que possa expressar seus sentimentos
e dar valor aos relacionamentos. Quando meu Pai saiu de casa eu tinha quatro
anos, não tenho nenhuma memória do meu Pai dentro de casa, levando uma vida
normal. Quando penso nessa época só me lembro dele indo me buscar em algumas
datas pra passear, para ir em um jogo de futebol, etc. Cresci com um
relacionamento super conturbado com ele, e de fato só ficamos amigos mesmo
depois de velho, depois do meu segundo casamento é que encontramos a
estabilidade. É uma pena, pois vivi poucos momentos com ele, porém, ao invés de
tentar achar culpados por erros do passado, prefiro absolver todo este
ensinamento (do que se deve e não deve fazer) e procurar ser um Pai melhor para
minhas filhas.
Família: a base de tudo
Hoje me
sinto realizado no trabalho, na vida pessoal, mas esta realização nem sequer se
compara com a felicidade de ser Pai e participar de tudo. Desde momentos
simples em casa, até grandes momentos para elas. Por isso amigo, se você é Pai,
ou pretende ser, saiba que não haverá maior papel na sua vida (e não interessa
qual seu cargo, status social, nada) que o de ser Pai.
Por fim,
recomendo a leitura do blog de uns amigos meus que traz muita dica e textos
bons sobre o assunto. Acesse http://www.depaiparafilho.com/