sexta-feira, agosto 12, 2016

O Equilíbro da Família

A cada dia que passa vejo o quão importante é ter um bom equilíbrio familiar, onde tudo começa (no meu caso) na escolha de uma esposa que agregue, que te traga paz e seja sua parceira em todos momentos. Mês que vem vou completar 18 anos com minha esposa, não comemoro data de casamento, pois na realidade minha vida começou a mudar positivamente desde o dia que à conheci em 1998. Depois que encontrei esse equilíbrio minha vida mudou para melhor, e com vários “upgrades”, que foram minhas filhas Yanne e Ysis.


Estou tocando neste assunto pois ontem durante uma reportagem com o Phelps ele disse: “nunca vivi um momento tão bom na minha vida, tenho um filho, uma linda esposa que me ama, tenho todos que me amam ao meu redor e faço o que gosto que é nadar – tenho paz.” Ontem notei o quanto o Phelps se emocionou durante o recebimento da sua 4 medalha de ouro seguida (22 no total até agora), e pensei: “poxa, esse cara já viveu esse momento 22 vezes e ainda está chorando ao ouvir o hino? Tem algo a mais aí.” E não deu outra, depois do hino a reporter fez justamente essa pergunta e ele disse: “é que naquele momento muita coisa passou na minha cabeça, o que vivi até agora, os problemas e como é bom estar aqui e vivendo este sonho.”

Aqui estamos falando de um cara que antes das Olimpíadas de Londres estava totalmente desequilibrado, brigando com o treinador, faltando treinos e fazendo besteira na vida pessoal. Mesmo assim ganhou seis medalhas em Londres, porém no mesmo ano (2014) a falta de estabilidade emocional ainda tomava de conta dele, e ele foi pego pela polícia dirigindo bêbado. Em uma entrevista 100 dias antes das Olimpíados do Rio ele disse: “naquele dia que fui preso, minha mãe apenas ficou feliz de eu estar vivo, pois ela estava vendo que eu estava indo para um caminho sem volta.” Phelps ficou 45 dias em Rehab (Reabilitação) e enquanto estava lá, um amigo da NFL (Ray Lewis) o presenteou com um livro chamado “The Purpose Driven Life”, onde ele literalmente disse: “não tenho como lhe agradecer, esse livro salvou minha vida.” Meses depois ele pediu a noiva em casamento e em seguida teve um filho. Pronto, nascia um novo Phelps!


Neste pequeno trecho temos quatro grandes fatos:
  • O suporte incontestável da mãe (já que o Pai saiu de casa quando ele tinha apenas 9 anos)
  • Amigos de verdade que vão aparecer não apenas para celebrar vitórias, mas sim nos momentos mais necessários (durante as derrotas)
  • As palavras que ele leu no livro (que não quero entrar no âmbito de religião, mas que tal livro basicamente fala de Deus)
  • A construção de uma família, uma esposa que apoia e um filho....que é o maior presente que qualquer pessoa pode ter na vida
A vida muitas vezes parece complicada, mas quando observamos que com estes quatro fundamentos podemos construir uma base para alcançarmos nossos objetivos, as coisas ficam menos complicadas. Sem uma base sólida, onde estes quatro pilares existam (e se você é ateu tudo bem, pois você vai dispensar o terceiro pilar por uma questão de crença – e eu respeito sua opinião, desde que respeite a minha), a vida fica um pouco sem sentido e por isso mesmo uma pessoa de sucesso como o Phelps, passou por momentos onde ele perdeu a paixão por fazer o que ele mais ama, que é nadar....pois na época também perdeu a paixão por viver, que é algo incrível que temos o privilégio de fazer todos os dias.

terça-feira, agosto 09, 2016

Olimpíadas 2016 - Muitas lições em pouco tempo

Ao contrário da Copa, onde o foco era apenas um esporte, as Olimpíadas trazem diferentes esportes e diferentes perspectivas de preparação física e mental que cada atleta precisa passar. Existe um clima diferente ao se dizer: sou um atleta olímpico. Independente de qual país seja, um atleta olímpico está alí depois de muito esforço pessoal, não interessa se o mesmo está em um país rico ou pobre, o esforço individual da classificação para tornar-se um atleta olímpico tem que ser respeitado.

Muitos deles tem um grau de dificuldade de vida maior, mas na hora que estão na quadra, no tatâme, no campo, na pista, na piscina, ou seja onde for: eles são todos atletas olímpicos e precisam ser respeitados por isso. Respeito esse que vai muito além de partido político, situação financeira do páis a qual o atleta representa, regime, religião ou qualquer outra influência externa. Trata-se de um atleta que passou anos se preparando para talvez performar por apenas um minuto, e esse um minuto para ele é sagrado e precisa ser aplaudido – e não vaiado.

O desrepeito ao vaiar-se um atleta olímpico é uma falta de educação tremenda, que infelizmente é algo que vem acontecendo no Rio 2016. Sim, a festa de abertura foi perfeita, foi fantástica, agora vamos também mostrar educação durante os jogos, pois o que se vê são manifestações como se estivesse ali jogando dois times de futebol local. Você sabe o que um atleta olímpico ralou para estar ali e você vaiar? Então cale-se!

Atleta olímpico é superação independente de nacionalidade, por sorte ontem tivemos uma Brasileira que mostrou uma raça e um coração enorme, que talvez muitos brasileiros (os que criticaram ela) nem mereçam. Não tenho dúvidas que a disciplina militar da Marinha do Brasil ajudou a esculpir esta campeão, que enfrentou críticas e preconceitos. Mostrou que disciplina, consistência e acima de tudo: vontade de vencer acreditando em você e nas suas capacidades, podem lhe levar longe. Parabéns Rafaela!


E para quem acha que no esporte existe fronteiras e que só por que está nos EUA já vai dar tudo certo, Simone Biles é um exemplo de quem teve sérios problemas na infância. Filha de uma mãe viciada em drogas acabou tendo que ser adotada por uma outra família e nessa turbulência, encontrou no esporte (ginástica) uma forma de concentrar seus esforços e sua força. Hoje está no Rio, entre uma das melhores dos time dos EUA.

Para os “não atletas”, muitas vezes um minuto não é nada, e é aí que muitos cometem um grande erro: ignorar os detalhes. Na minha época de colégio, como golerio de Futsal eu tinha a noção que um minuto era suficiente para mim ser o heroi da partida ao defender uma bola difícil, ou o vilão ao levar um frango. Então sempre me antentei muito aos pequenos detalhes, depois que deixar de ser atleta e o bucho cresceu, comecei a ignorar um pouco os detalhes, inclusive o tamanho da pança. Somente depois de voltar a ser atleta já nos 39 anos, vi o quão importante é manter-se atento aos detalhes em tudo que faz nada vida.

Quantas pessoas eu já entrevistei para entrar no meu time na Microsoft que bombaram logo nos primeiros 2 minutos por falta de preparação? Várias! Esta primeira impressão e este primeiro contato fica marcado, e torna-se complicado reverter (note que digo complicado, e não impossível). O mesmo ocorre quando estou palestrando, e tento fazer dos primeiros minutos da palestra algo que imediatamente faça com que o cara pense: opa, vim para o canto certo! Detalhes...detalhes e mais detalhes!

No fisiculturismo treinamos o ano todo para 1 ou 2 minutos de comparação no palco. Tudo é importante, não só o tamanho muscular, mas a definição, simetria e principalmente: como você se apresenta. Na minha última competição estava esperando entrar e no backstage vi que o grupo era equilibrado, mas tinha um cara que se destacava, e pensei: é, esse aí pode me bater. Porém ao entrar no palco e começar as poses mandatórias para avaliação, percebi que ele não sabia pousar, o cara era grande, mas não sabia contrair o músculo ao ponto de destacá-lo. Durante minha preparação treino isso pelo menos um hora por dia, três vezes na semana. Repetitivo, uma hora de poses mandatórias, faz, refaz, faz de novo, até exaustão. Então para mim, ao perceber isso, não só me senti mais confiante mas também usei ao meu favor.


Preparação é super importante! Desde 2011 eu e o Tom Shinder palestramos juntos, e uma coisa que sempre fazemos duas semanas antes da nossa apresentação é ensaiar. Fazemos uma sessão Skype, compartilhamos nossa deck e cada um fala sua parte. Identifcamos pontos de melhora um do outro e partimos adiante para melhorar no segundo ensaio. Ao chegamos no palco sabemos exatamente o que cada um vai falar, o ponto que devemos interromper, e até mesmo as brincadeiras que podemos fazer.


Minha filha Ysis tem 7 anos, começou a tocar bateria com 6 e já fez vários shows aqui no Texas. O Professor dela no último show deu uma música considerada difícil para a idade dela, trata-se da música Eletric Funeral do Black Sabbath. No primeiro dia que estavamos em casa tocando ela literalmente chorou dizendo que era muito difícil e não ia conseguir. Eu olhei para ela e disse: você vai conseguir, mas para isso você precisa praticar, e depois pratica mais, e quando estiver cansada, pratica mais ainda. Ela respirou fundo e voltou para bateria, ficou praticando e melhorando. Durante um mês ela tocava essa música todo santo dia, mais de uma vez por dia. Resultado: no dia do show arrebentou! Prática leva a perfeição, em tudo que se faz na vida.


Temos muito para aprender com os atletas que praticam seus movimentos diariamente, várias vezes por dia até a exaustão. Temos muito que aprender com estes atletas que nunca desistem, mesmo quando a situação não está favorável. Temos muito que aprender com estes atletas que estão sempre atentos aos detalhes.

Da próxima vez que pensar em vaiar um atleta, reflita e apenas aplauda!
  

segunda-feira, agosto 08, 2016

Sempre há uma razão para melhorar, procure a sua

Semana passada conversando com um amigo ele me falou dos altos e baixos na vida dele, principalmente no quesito balança. O efeito sanfona das “dietas” de fases e dos shakes milagrosos. Uma das coisas que ele indagou foi: “cara, vejo que você tinha um objetivo para emagrecer, queria ser fisiculturista, eu não tenho essa motivação e nem quero isso.”

Uma das coisas que as vezes pode não ficar claro é que quando comecei a emagrecer, o fisiculturismo era uma visão de futuro, tanto é que comecei minha jornada em Outubro de 2011 e só subi no palco pela primeirav vez em Junho de 2014, porém um ano após o começo da minha jornada já tinha perdido 45 kilos e já vivia melhor. Sem contar os problemas de saúde que citei no post anterior. Mas o fato é que sempre temos um motivo para mudar, e se você acha que não tem razão para mudar, então estas em uma zona perigosa, que é a zona de conforto. Sempre há algo na vida que pode ser melhorado, pois ficar nesta zona de conforto pode trazer estagnação e com isso retardamento do progresso. Novamente, estou falando em tudo na vida, não só fisicamente, até na carreira se você nao estiver sempre com novos desafios, voce cai na mesmice e se você se acostuma na mesmice, você apenas “bate o ponto” no dia a dia da vida.

Essa semana minha filha mais nova completa 8 anos, e revendo alguns vídeos antigos achei este vídeo onde estava com ela, ensinando os primeiros passos e quando vi como eu era pensei: como cheguei a esse tamanho?”. Ao mesmo tempo fiquei satisfeito em ver que no momento em que pensamos é hora de mudar, e partimos para cima com um plano de ação que será executado constantemente, temos resultados. Como diz essa música do Aerosmith, sonhe....sonhe até que seus sonhos virem realidade.


 Uma boa semana para todos e que seus sonhos se transformem em realidade!


quinta-feira, agosto 04, 2016

Efeitos colaterais do excesso de foco

Na vida tudo é uma questão de perspectiva e momento. Existem alguns momentos da vida que o tal do “foco” é tão grande em uma coisa que simplesmente esquecemos outras que estam ao nosso redor. Sempre que alguém diz para mim: “queria ter seu foco para conseguir emagrecer”, eu penso: na realidade eu deixei de lado a palavra foco para olhar para o todo. A palavra “foco” as vezes não é empregada da forma correta, pois é exageradamente usada ao pé da letra: meu “foco” é passar na prova custe o que custar. Humm, custe o que custar? Até se lascar todim? E o custo benefício disso? E depois que se lascar e passar na prova, o nível de dano causado é remediável? Macho....muita calma nessa hora.

Foi justamente quando mais empreguei a palavra foco (entre 2003 e 2010) que lasquei minha saúde. Sim, foquei no trabalho, promoções, escrever meu primeiro livro em inglês, fiz tudim que na época disse que estava “focado”, mas o custo disso foi alto, muito alto. Tão alto que até hoje sofro consequências disso. Vamos lá, em 2010 fui dianosticado com “artrite no joelho” (tinha 36 anos macho...e achava que isso era doença de velho), para você ter idéia do nível, eu não conseguia subir uma escada que o joelho ou doía ou travava e eu ficava todo duro no meio da escada. Era deprimente! Aí em 2011 fiz uma ultrasom abdominal e detectei que estava com gordura no fígado, e o nível de gordura visceral era grande. Aí tu pergunta: e o que isso tem haver com o foco? TUDO! Eu estava “focado” na minha carreira e esquecia até de me alimentar corretamente, comia umas 5000 calorias por dia, toda composta de junk food (tava quase sócio do McDonalds e do Burguer King). Como diria uma amigo paulista: fOdido!

Foi aí que resolvi mudar (ler este post) e tudo ficou beleza (não da noite pro dia). Quando digo que ainda hoje eu sinto consequencia do uso errôneo da palavra “foco” é por causa de algo que até hoje tenho: gordura visceral. Para os que me acompanham sabem que competi mês passado aqui no Texas e pela primeira vez ganhei uma competição (essa foi a minha terceira em três anos). Abaixo uma foto de como estava no dia da competição:


Quem olha essa foto já pula e diz: bicho, tem quase nada de gordura!! De fato, gordura subcutânea eu medi e deu 6%, porém fiz um teste avançado (sem uso do calibre que faz a leiura apenas da gordura subcutânea) e o resultado foi: 14% de gordura. Arriégua mah, sério? Sério, só faltei dar uma voadora no médico, mas ele foi logo me explicando: "51% desta gordura é visceral" ...diabé isso mah? Olha aí doidim onde fica essa gordura, entranhada nos orgãos:


No gráfico abaixo do meu exame, note que o fitness score está quase 100% - o que mostra minha condição física boa, mas a gordura visceral tá lá, 51.9% para ser mais preciso. O médico continuou a explicação: “como você foi obeso por mais de uma década, você acumulou muita gordura visceral, isso não está lhe atrapalhando e nem é perigoso neste ponto, pois o que tem aí é pouco, portanto não fique decepcionado, faz parte e essa gordura talvez diminua em para 25% daqui a uns 5 a 10 anos se você continuar fazendo o que faz hoje”.


Pois bem, duas coisas importante que quero deixar para você refletir sobre este post:
  • Não se compare com nimguém: cada pessoa tem uma necessidade física diferente, não deixe números guiarem como você se sente, não é por que um exame avançado me mostrou que tenho 14% de gordura onde 51% é visceral, que eu vou ficar doido...pelo contrário, o importante é como você se sente. E isso vale para tudo, se você está em um “shape” que se sente bem (mesmo que esteja acima do peso), então seja feliz, mas lembre-se que gordura no corpo não traz benefícios e não é por que seu colesterol está bom que você é um gordim saudável (eu pesava assim até mes lascar todo). Tenha sempre acompanhamento médico para saber seus números e monitorar a evolução deles. Por fim, não se compare com outros pois não é justo para você e nem para a outra pessoa, são dois corpos diferentes, metabolismo diferente, genética diferente, necessidades fisiológicas diferente....emfim, não da para comparar.
  • Cuidado com o uso execessivo da palavra “foco”: o foco não pode ser cego, sempre observe todos aspectos da sua vida, sua família, seu trabalho, sua carreira, seus hobbies, seus valores, sua saúde e tudo que é importante para você. Mantenha o balanceamento de tudo, e ao focar em uma tarefa, saíba das consequências que a mesma terá nos outros pilares da sua vida e veja como fazer para mitigar possíveis problemas antes que eles ocorram. 

Abraços e até a próxima!


segunda-feira, julho 11, 2016

Mentalidade de Crescimento

Sempre que posso enalteço o respeito, sentimento de privilégio e orgulho que tenho em trabalhar em uma empresa como a Microsoft (a qual completei 10 anos em Janeiro). Não apenas pelo fator tecnologia, mas também pela forma que ela trata o funcionário. Recentemente participei de um treinamento chamado Growth Mindset (Mentalidade de Crescimento), que é baseada em diversos estudos sobre o assunto. Inclusive já li o livro Mindset: The New Psychology of Success, depois de assistir um video do Bill Gates recomendando este livro. Após o treinamento o time que trabalho se reuniu e cada membro tinha que externalizar seus pontos a respeito do treino.

Chegando minha vez eu disse: “adorei o treinamento e aplaudo a Microsoft por incentivar os funcionários a ter este tipo de mentalidade. Também fico feliz em ver que muita coisa que usei na minha jornada pessoal de transformação física e mental desde Outubro de 2011 eram lógicas provadas pela ciência e que tem o nome de Mentaliade de Crescimento, ou seja, fiz muita coisa simplesmente pelo fato de achar senso comum, mas na realidade é um tipo de mindset que nos leva à alcançar tais objetivos.”

Depois deste meu depoimento fomos então falar da minha jornada pessoal de emagrecimento ao passo que mantinha equilíbrio em todas áreas da vida e alcançava múltiplos objetivos, que foi a base do livro “Alcance seu Melhor” que lancei no Brasil ano passado. Conversa vai, conversa vem e a conclusão maior para este bate papo foram duas: 
  • Consistência no que se faz é melhor que maestria temporária: não adianta você mandar ver em um projeto, ganhar prêmio e tudo mais e depois não conseguir mais executar naquele nível. Pois isso fere o segundo princípio, que é de melhoramento contínuo. Consistência é fundamental, principalmente quando o foco é execução com excelência, até mesmo você pode ser consistente em ser inconsistente. 
  • Melhoramento contínuo: a base principal do melhoramento contínuo é não comparar-se com outros, e sim com você mesmo. Se você teve um review excelente em 2015, então esse é seu parâmetro para 2016, você tem que bater você mesmo. Na minha vida profissional ou no esporte, este vem sendo meu mantra desde 2011 (quando acordei para esta realidade).

Ao abraçar estes princípios na vida pessoal, no trabalho, na saúde, no esporte e em tudo que se faz, você vai ver como as peças se encaixam perfeitamente. E é dentro deste tema que hoje eu anuncio este vídeo produzido por uma empresa aqui do Texas chamada Aging Evolution, onde eles mostram um pouco da minha história, do meu mindset e como consegui esta transformação física e de pensamento que em Outubro deste ano completam 5 anos de pura consistência, dia após dia. Você pode assistir o vídeo abaixo (em inglês):



Procure ser sua melhor versão dia após dia, seja consistênte e não movido por “modinhas” que vem e vão, seja você mesmo e procure melhorar sua vida. 

quinta-feira, junho 09, 2016

A armadilha de que querer viver só quando se aposentar

Chegando ao fim desta semana de trabalho longe de casa, conversando com amigos do escritório e sempre pensando: obrigado meu Deus, por ter me iluminado no momento certo. Apesar de ter sido necessário eu chegar ao extremo da minha gordura para cair na real que tinha que mudar, pelo menos essa mudança veio de uma forma geral. Por que na realidade só funciona se você manter o equilíbrio (coisa que falo no livro Alcance seu Melhor). 


Esta semana ouvi alguns amigos (que não trabalham no meu time) dizendo: cara, mas minha vida é o trabalho, eu não sei fazer outra coisa. Você não tem idéia do perigo que é dizer isso, fale isso nem de brincadeira meu amigo. Nossa vida não é eterna, temos prazo de expiração e muita gente deixa para “viver” quando se aposenta, e o cara já se aposenta com 60 ou 65, aí vamos lá para a realidade: vai ter disposição de cutir a vida por pelo menos 10 anos a partir daí? Vai conseguir fazer o que fazia quando tinha 30 ou 40? A vida tem que ser vivida diariamente e o trabalho por mais mágico e apaixonante que seja tem que ser “parte” da vida e não “a vida”.


Essa foi uma ótima semana para mim conversar com pessoas de diferentes partes do mundo, inclusive conheci pessoalmente (finalmente) após 10 anos o meu mentor que me orientou nos meus primeiros artigos, trabalhei com ele na época do ISA 2004 e desde então sempre mantemos contato. Ele, como mora em Israel (perto da praia) também não gosta do clima de Redmond e estavamos falando como a qualidade de vida é importante de uma forma geral. Para mim tem que ter sol, sou movida a luz solar e esta semana foi a primeira vez em 10 anos que venho para Redmond que tive 3 dias seguidos de luz solar, foi show....a produtividade aumentou inclusive e o tempo passou mais rápido. Agora isso é algo que é particular para mim, tem gente que gosta do clima nublado, escuro, da chuva do frio.....beleza, mas eu (e minha esposa não gostamos).


Por que escrevi o parágrafo acima? Por que quando falamos de “work life balance”, temos que levar em consideração TODOS os aspectos, da execução diária do trabalho com qualidade por você ser apaixonado pelo que faz, até o clima que domina a maior parte do ano no local que você mora. Todos os detalhes precisam ser pensados e muitas vezes demora até achar este equilíbrio. Eu só fui econtrar um equilíbrio completo quando conseguir alinhar os seguintes pontos:

  • Trabalhar numa área menos estressante, e que me permitisse pensar em novos projetos e não apagar incêndio/resolver problema
  • Manter-me no local onde eu gosto de morar, no Texas: simplesmente por que adoro o clima e adoro o estilo de vida do TX.
  • Ter mais tempo de qualidade com minha família: isso era primordial, pois muitas vezes eu tinha o final de semana, mas muitas vezes estava oncall e nem podia sair para longe – época complicada para a vida pessoal (muito boa para o ego, pois você no começo se acha o cara em resolver problemas escalado para o último nível), mas com o tempo você amadurece e encherga que não a ego que pague tempo de qualidade ao lado da sua esposa e filhas, isso não tem preço.
  • Reduzir meu peso: além do fato que estava afetando minha saúde, estava afetando meu psicologico, não conseguia fazer nada que cansava, nem brincar com minha filhar – estava virando uma parasita gordo.
  • Buscar um hobby que me trouxesse uma felicidade fora do trabalho: na boa, eu trabalho com tecnologia a 23 anos – ficar falando de tecnologia fora do trabalho estava me pirando. Neguim chegava para mim no final de semana começando a frase: “Yuri, é que estou com um problema”....macho vá se lascar pra lá! Encontrei essa válvula de escape com o fisiculturismo e tocando bateria.

Ao colocar tudo isso na balança, e achar o ponto de equilíbrio, aí sim, a vida começa a ficar super, super interessante, praserosa e os stresses que viram (claro, sempre existe cenários indesejados) ficam mais fáceis de serem resolvidos pois sua cabeça está sempre “fresh”.

Isso não é uma receita de bolo, o que funciona para mim pode não funcionar para você, até mesmo por que cada indivíduo tem suas prioridades. A única coisa que digo é: não caia na besteira de querer curtir a vida intensamente apenas quando estiver na terceira idade. Viva cada dia intensamente, pois a realidade é que nunca sabemos o que vai acontecer no dia de amanhã. Se tiver algo para falar para alguém, fale, não se acanhe. Se tiver que elogiar, coloque o chapéu da humildade e elogie. Não espere o melhor momento, pois as vezes ele nunca chega ou você nunca mais terá a chance de dizer aquele “obrigado” que você queria. Hoje foi um dia que esperei 10 anos para olhar no olho deste meu amigo de Israel e dizer: cara, obrigado por ter me mentorado e se hoje eu escrevi 17 livros, você foi quem abriu as portas para que eu publicasse meu primeiro artigo – então você tem participação direta no que eu alcancei nesta área. Eu disse pois eu não sei quando vou ter essa chance de novo e é algo que eu precisava que ele soubesse. Agora, nem todo mundo é assim, eu mesmo já ajudei muito caboco que depois que engrossou o pescoço nem olha direito para mim e sequer me disse um obrigado. Infelizmente, faz parte, até mesmo por que minha formação profissional começou como Professor, e como Professor agente não escolhe quem quer ensinar, agente ensina sem exigir nada de retorno – é o nosso dever.

Uma das melhores coisas que ocorreu essa semana foi ouvir um amigo que chegou no meu time e disse: cara, estou muito feliz aqui, que alívio e que mudança boa. Fiquei ultra feliz em saber que ele agora vai ter mais tempo para a família dele e vai continuar fazendo o que gosta, desbravando algo novo. Mês que vem um outro amigo que trabalhei com ele a 8 anos atrás no time de segurança vai juntar-se ao nosso time, e em conversas com ele no fone ele já consegue sentir a diferença. Eu fico super feliz em ver isso pois vejo eu exatamente a cinco anos atrás e sei a sensação que é conseguir tomar de conta das redeas da vida novamente.

É isso aí pessoal, busque seu equilíbrio, mas não só em uma área da vida, em todas! Busque a felicidade completa, o que inclui sua saúde, pois sem saúde, não adianta ter bom emprego e bom salário, pois vai mais cedo ou mais tarde usar tudo isso para comprar remédio e viver lascado. Te alúi mah! 

sábado, maio 28, 2016

Mas também….

O crime que revoltou o Brasil na semana passada não é algo anormal, na realidade a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Porém, o fato barbárico de terem sido 33 animais que se vangloriaram em rede social do ato cometido trouxe a tona o assunto que jamais deveria sequer ser esquecido. Este assunto também trouxe a tona os comentários sarcásticos de quem ainda acha que a culpa é da vítima e por isso o meu post está sendo entitulado “mas também”.

A lógica de quem coloca a culpa na vítima (seja qual for o caso) é a seguinte:

  • O cidadão trabalha, estuda e sempre galga ter algo melhor nada vida. Poder oferecer conforto para sua família e curtir o RESULTADO do trabalho. O cidadão compra um carro bom, uma boa casa, se veste com as roupas que ele gosta e ao ir passear em um local público é assaltado. Levam relógio, celular, tênis de marca, etc. 
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, fica esbanjando riqueza, andando com relógio bom e passeando com carrão, taí, se lascou.
  • A garota usa uma saia mais curta (pois gosta), ela coloca fotos na rede social mostrando seus atributos que foram fruto de treino, boa alimentação (ou simplesmente genética). A garota é estuprada.
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, fica se exibindo com essa microsaia, tá pedindo para ser assediada. Taí, bem feito.
  • O cidadão tenta usar do seu direito de liberdade de expressão, vai para faculdade com a camisa de um candidato. Chegando nesta universidade que é um redulto da ideologia contrária ao candidato, começa a repudiar o cidadão, falando palavrões e até chegando a agredir físicamente.
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, vai para universidade vestindo essa roupa de facista, tem mais é que se fuder mesmo. 
Nestes três exemplos há uma coisa em comum: a intolerância. Se você concorda com o exemplo dois mais acha que os exemplos um e três são merecidos, então você é parte sumária do problema. É muito fácil sermos tolerante com o que concordamos e acreditamos, mas se queremos diversidade precisamos olhar para todos os lados e RESPEITAR a todos.

Em Fevereiro e Março fui para dois shows do Iron Maiden, em Fevereiro em Tulsa, Oklahoma e em Março em Tacoma, Washington. Nestes dois shows tinha representantes de Igrejas Batista com um cartaz imenso dizendo “Jesus Salva” e pessoas pregando na fila, para a multidão de preto. Sabe o que aconteceu com estes crentes? Nada. Sabe o que os “Metaleiros” fizeram? Nada. Simplesmente ignoraram e alguns até chegavam perto e batiam foto com a pessoa. Isso chama-se tolerência e respeito. Mas no Brasil, se isso ocorre, alguém vai lá e mete o sarrafo no cara, e aí vem a turma do “mas também” e diz: mas também, fica pregando Jesus no meio de um monte de metaleiro, taí bem feito.

Pois é, se você pensa assim: VOCÊ É PARTE DO PROBLEMA!!!

É muito bonitinho se revoltar, trocar foto de perfil no Facebook, quando a coisa atinge diretamente agente, mas a pergunta que fica é: no dia a dia, você usa a lógica do “mas também”? Não adianta vir para mim e dizer que é uma questão cultural ou de tradição, nem tudo que é cultural e feito a anos é correto (vide o meme abaixo).

TRADIÇÃO - Só por que você sempre fez desta forma, não significa dizer que você não é incrivelmente estúpido.

Vejo pessoas que tem dois carros (um bom e um lascado) para poder viver sem ser assaltado. Pois no dia a dia usa o carro fudido e somente em algumas situações usa o carro bom.  Isso foram um dos motivos que me levaram a sair do Brasil a 13 anos atrás, a impossibilidade de usufruir do fruto do meu trabalho, pois sempre vivia com medo de ser assaltado e sempre me neguei a ser um seguidor da cultura do “mas também”.

Por fim vamos deixar bem claro: a vítima não tem culpa. Nos três casos acima, os que sofreram com a intolerância da sociedade são vítimas e ponto final.

terça-feira, maio 24, 2016

Cuide bem do seu Cortisol

O famigerado Cortisol, também conhecido como o hormônio do stress não necessariamente precisa ser o vilão da sua vida, porém se você ignorá-lo, ele será. Desde que mudei meu estilo de vida em Outubro de 2011 (inclusive amanhã fazem extamente quatro anos que escrevi meu primeiro post sobre esta mudança) eu tenho observado de perto este hormônio nos meus exames. Em 2012 quando fiz a primeira bateria completa antes de entrar na mudança de vida, este cortisol estava ridiculamente alto, que refletia diretamente no meu comportamento. Sim, pois o cortisol tem um papel direto no seu comportamento (ver este estudo da Universidade Concordia).

Os anos foram se passando e com à atividade física e boa alimentação eles foram voltando ao normal, apesar de não estarem perfeito. Porém, foi em 2015 que meu nível alcançou o maior ápice de perfeição, fazendo com que meu médico olhasse para mim e perguntasse: rapaz, seu resultado aqui é de uma pessoa “stress free” e estou curioso para saber o que você fez para chegar neste nível, pois sei que trabalha com tecnologia e isso por si só já é algo que pode ser stressante. Olhei para ele sorrindo e disse: Doutor, minha filha mais nova esta tocando bateria e todos os dias depois do expediente agente pratica junto, estuda a música junto e damos muitas risadas. Ele olhou para mim e disse: that’s it (é isso)!


Diversificar é de suma importância para sua saúde, sair de um cenário onde você está imerso em problemas para resolver, pesquisas para fazer e respostas para fornecer para um cenário onde você apenas se diverte é quase que uma medidação. Para alguns este momento zem vem através de uma corrida a noite, uma ida para academia, etc. Como eu faço minhas atividades físicas pela manhã, a noite eu preciso de algo que “reinicie” minhas idéias e que me faça esquecer de qualquer problema do dia, resposta: música.

Mês passado assisti uma palestra de um PhD em exercício físico onde ele falou exatamente isso: “muito fisiculturista chega para mim reclamando dizendo que não está vendo progresso, come bem, treina bem, dorme bem e não vê resultado – minha primeira pergunta é: como está seu nível de cortisol?”...ficou claro através dos dados científicos que ele mostrou que um alto nível de cortisol vai ter impacto direto (e negativo) na sua recuperação muscular, ou seja, você pode estar fazendo tudo certinho, mas se os níveis de cortisol estiverem altos, não vai ter o resultado que poderia estar tendo. 


Alguns efeitos colaterais do cortisol alto incluem:
  • Aumento do número gordura (fat deposit)
  • Redução do libido
  • Desejo incontrável por caiboidratos
  • Alto teor de açucar no sangue
  • Hipertensão
  • Baixa imunidade


Ou seja, é de lascar né mah?! Algumas coisas básicas podem ser feitas para reduzir a probabilidade de aumento do cortisol, como por exemplo: parar de ficar discutindo online sobre política (é sério mesmo)! Já teve estudo feito em adolescentes que mostraram que só o fato de ter uma rede grande de amigos online aumenta o nível de cortisol. Gerenciar este hormônio é super importante, e evitar discussões que só vão lhe trazer dor de cabeça é uma forma (free) de ajudar neste gerencimento. Eu venho tentando me controlar cada vez mais, pois na situação atual do Brasil, estou vendo muito mais uma auto-destruição que uma evolução. Vejo lado A torcendo contra lado B e vice-versa, e quem pede com isso é o Brasil. Mas, isso é papo para outro post, até mesmo por que tocar nesse assunto eleva meus níveis de cortisol e disso eu não preciso.

Te cuida!

segunda-feira, maio 23, 2016

Os Malefícios de Viver como Coitadinho

Se tem uma coisa que pode atrapalhar seu progresso de vida é a sua mente, a forma como você encara a vida e os obstáculos. Pessoas que insistem em ser vítima em tudo que é situação, crescem pensando que o mundo está contra ele, e que “assim fica complicado progredir”. Vamos começar por uma realidade bem simples: o mundo não lhe deve nada e o mundo não tá nem aí para você – ou seja é neutro. Então comece sempre partindo do pressuposto que você é que tem que fazer por merecer ter algo e que se não conseguiu de primeira, continue tentando, uma, duas, três, quatro, seja quantas vezes forem necessárias.

No final da minha palestra motivacional que ministrei aqui no Texas eu terminei citando a Diana Nyad, uma pessoa incrível. Se você não sabe quem é, vou lhe refrescar a mente: Diana foi aquela nadadora que tentou atravessar a nado de Cuba até a Flórida. Ela falhou (ou aprendeu como ela mesmo disse) quatro vezes, e aos 60 anos (isso mesmo 60) ela finalmente conseguiu a travessia na quinta tentativa.

Agora vejam só se Diana tivesse desistido achando que o mundo estava contra ela? Por que durante estas tentativas, ela passou por ocasiões quase que fatais, por pouco mesmo não morreu. Aí é que pensamos: por que uma mulher com 60 anos, cheia de recordes, com uma situação financeira estável, com tudo na vida e ainda quer se aventurar, correndo até risco de morte? Simples amigos e amigas: por que ela está viva e sente que ainda tem chance de alcançar algo que ainda não conseguiu.


Mas isso é o resultado de um “mindset” extremamente focado, Diana com certeza não cresceu sendo “a coitadinha”, cresceu com um mindset de “guerreira”, de alguém que se não tem algo, vai trabalhar e fazer o melhor possível para ter, e que se falhar vai encarar a falha como um aprendizado para tentar de novo, e de novo até conseguir. Uma pessoa que não conhece a derrota e está sempre no topo, muitas vezes é uma pessoa até mais frágil, pois quando perde fica sem chão. Quer exemplo melhor que a tragetória da Ronda no UFC? Ela mesmo disse que depois da derrota teve vontade de se matar. Por aí você tira a importância que é viver levando pancada, se levantando e batendo. São estas pancadas e principalmente a forma com que você vai se re-erguer após cada “cipuada” que leva que vai determinar seu futuro e suas conquistas.

A vida de coitadinho é complicada, pois o cara falha e já começa a pensar de quem foi a culpa (claro, nunca é dele – é do mundo), e com isso perde-se a credibilidade e você deixar usar tais derrotas como uma forma de aprender – resultado: vive fudido e reclamando da vida, e pior - enchendo o saco dos outros com esse mimimi. 

Quando subi no palco pela primeira vez para competir em um campeonato de fisiculturismo eu já tinha em mente alguns pontos: eu já era um vencedor independente do resultado, pois estava ali após 10 anos de obesidade e com 45KG a menos. Pronto, eu já construi minha própria vitória, agora era hora de aprender. Terminei em penúltimo e sai do palco sorrindo mais que o terceiro colocado. Mas também saí pensando no meu próximo objetivo, disse para mim mesmo: ano que vem quero uma medalha, quero estar entre os três primeiro. Em 2015 foi exatamente isso que ocorreu, segundo lugar na categoria Master aberta e terceiro lugar na categoria meio pesada. Agora se eu não tivesse tentando com medo? Ou se eu tivesse desistido após me ver em penúltimo e pensar que o mundo estava cotra mim? Bem...você já sabe o que teria ocorrido...pois é...nada.


Perdermos, perdemos e ganhamos, as vezes perdemos e ganhamos e as vezes só ganhamos, mas isso é a vida. Use as derrotas a seu favor, não procure alguém para culpar, antes de mais nada olhe para sí mesmo e veja aonde você errou e a partir dali comece a melhorar. Deixe o mindset de “coitadinho” de lado e comece a viver intensamente em busca dos seus objetivos.


quarta-feira, maio 18, 2016

A Importância de ter uma referência

Tudo na vida é uma questão de referência, o que é quase nada para alguns é uma fortuna para outros. Ano passado antes de ir para o Brasil no mês de Dezembro (depois de 12 anos sem estar lá durante o Natal) eu resolvi comprar uns presentes para umas crianças do Lar Amigo de Jesus. Queria usar esta data especial para presentear estas crianças (algumas em fase de tratamento de câncer). Ainda aqui no Texas, fui com minha esposa comprar estes presentes para 50 crianças. As vezes durante a escolha do presente eu pensava: mas isso aqui, não é nada, será que vão gostar? Pois como eram muitas crianças, eu tinha que alinhar meu orçamento para conseguir algo semelhante para todas. Pois bem, um dos presentes que comprei que achei que não fosse dar em nada, foi o que trouxe mais sorriso para estas crianças, olha a carinha de felicidades delas com estas canetas:


Foi neste dia que esta questão da referência fez total sentido para mim, mais ainda. A cada presente que eu entregava e via tal alegria eu pensava sobre isso, e aí estou eu, de Papai Noel com mais uma criança que fez meu dia mais feliz:


As referências são importantes para tudo na vida. Quando comecei a trabalhar com informática em 1993 a minha referência era um programador que tinha no meu departamento, o cara fazia programa....puta merda, aquilo era o “cão” (era tu mesmo Leite Jr.), afinal, eu só sabia usar o MS-DOS 5.5, Quatro Pro, WordStar e o Fácil. O tempo foi passando, eu fui evoluindo e ao entrar na SW Informática, o Serra (dono da empresa) virou meu amigo e tornou-se minha maior referência no saber e no caráter. A cada emprego que passava eu sempre buscava uma referência, pois aquilo me fazia evoluir como profissional. Muita gente hoje em dia se acha tão “bala” que SÓ usa como referência o “Bill Gates” (o que não há nada de errado), mas é sério que você acha que seu próximo passo vai ser virar o próximo Bill Gates? Peraí mah, naixa a bola “mininum”, vai com calma. Você pode sim ter estes ícones como referência macro, mas é importante também ter alguém no seu ciclo de amigos como referência, alguém que possa lhe mentorar e lhe ajudar à crescer.

Essa semana fui surpreendido (se você estiver lendo este post vai saber que me ligou) por uma ligação interna no Skype de trabalho da Microsoft. Um rapaz, com sotaque da terrinha me ligou e disse: cara, tudo bem? Você não vai lembrar de mim, mas fui seu aluno na LanLink no curso de NT em 1999. Macho lembro não, me desculpe...rimos e ele me contou tudo e disse: sempre usei você como referência e hoje estou aqui trabalhando na Microsoft, queria te agradecer por isso. Poxa cara, aquilo ali fui bom demais, pois o que foi plantado em 1999 foi alcançado, eu eu fiquei super feliz por ele.

Tenho 10 anos de Microsoft e todo ano para mim é um novo desafio, pois sempre tenho que fazer algo melhor que no ano anterior, e para isso eu preciso de referências, preciso continuar evoluindo, a cada ano novas parcerias e as que estão dando certo, devem ir para o próximo nível. No fisiculturismo tenho minhas referências: o ícone Arnold Schwarzenegger – não só pelo físico alcançado no seu auge, mas por que foi um imigrante, alguém que chegou sem sequer falar inglês direito e teve sucesso em três áreas distintas: fisiculturismo, política (governador duas vezes) e cinema, você pode não gostar dele, mas não tem como negar que o cara é FODA, pois alcançar tudo que ele alcançou não é para qualquer zé ruela. E claro tenho referências mais próximas, competidores locais que me ensinam, com quem aprendo no dia a dia e que me mostram o “next step”.

Portanto amigos, não pense que ter uma referência é “humilhante” ou coisa de “principante”, na realidade é coisa de pessas que são humildes suficientes para admitir que não sabem tudo e precisam de ajuda para alcançar mais – move to the next level.

domingo, maio 15, 2016

Falar é fácil, executar constantemente com sucesso é outra coisa

Uma “profissão” que vem crescendo muito hoje em dia é “coach” (que nada mais é que um treinador), mas agora é mais voltado para “treinador motivacional” (motivational coach) ou “treinador de vida” (life coach). Ao ponto que vejo valor nesta profissão, é de suma importância você saber escolher bem quem vai ouvir. Uma coisa é você ouvir um cara de 50 anos que alcançou várias coisas na vida, transformou a vida de muita gente e tem experiência acumulada pelos anos fazendo isso, e outra é você ouvir um cara de 20 anos, que fez um curso de “coach” e já está se achando o salvador da pátria com respostas para todas suas perguntas. Calma, muita calma nessa hora.

Hoje em dia quando você vai num nutricionista e ele ou ela é gordo(a) (alto grau de gordura corporal) e ele olha pra ti e diz: você está acima do peso, isso é ruim para sua saúde, vou lhe passar uma dieta para você melhorar. A primeira coisa que você pensa é: arriégua macho, por que tu não segue tua própria dieta. Hoje em dia não há espaço para “teoria” apenas, você tem que aplicar o que vende e ponto final. Isso é aplicável em tudo, não só na área de saúde mas na área de tecnologia também, assim como em todas as áreas.

Por isso não acredito em “produtos” que vendem “bem estar”, por exemplo: você conhece alguém com alto grau de gordura corporal que já tentou lhe vender um produto que diz que vai te ajudar a emagrecer? Eu conheço vários. E meu amigo, não adianta ter ciência, não adianta mostrar estudo se o seu vendedor parece mais um vendedor de cerveja com aquele bucho quebrado. Muita gente já me contactou para pedir dicas para emagrecer, para passar série de academia, e até me propós pagamento para que eu treinasse a pessoa...por que sempre digo não? Simples: eu não sou um profissional qualificado para isso. Eu posso mostrar o caminho das pedras, te dizer para onde ir, mas você vai precisar de um nutricionista para lhe acompanhar por esse caminho, você vai precisar de um treinador de verdade para lhe guiar nos exercícios.




Quando escrevi o o livro “Alcançe seu Melhor” com uma fisiculturista profissional, eu me confiei nela para dar as dicas de nutrição e treino, pois apesar de saber o que funciona para mim, eu não acho responsável da minha parte lhe dar uma dica sem ter a qualificação necessária. Eu acredito muito no papel da qualificação técnica, saber os porques das coisas, e ter uma entidade que lhe certificou para isso.




Recentemente meu ex treinador, amigo e dono da Destination me chamou para ser um “Motivational Coach” para a turma que está fazendo o “Transformation Challenge 2”, meu papel é simples: motivar baseado no que eu aprendi na minha jornada de perder peso. Eu aceitei na hora, pelo simples fato de que ali estou apenas compartilhando minha experiência no trajeto de perder peso e tem treinadores qualificados para ajudar as pessoas no processo nutritivo e de treinamento cardiovascular/pesos.

Fique muito atento pessoal, com essa geração de “life coach” que nunca alcançou nada considerável, não tem experiência e tem apenas um curso com um diploma. É possível aprender técnicas de Life Coaching, mas NADA, absolutamente NADA substitui a experiência e mais importante o sucesso pessoal que aquela pessoa tem ano após ano. Até mesmo porque fazer algo grande que lhe dê um sucesso temporário é fácil, quero ver manter o sucesso constantemente durante anos e anos executando exatamente o que você prega. Isso sim, é o que da credibilidade para alguém ser um life coaching.

segunda-feira, maio 09, 2016

Quando subtrair vira adição

Não é de hoje que sabemos que o nosso ambiente, os amigos, os relacionamentos, os contatos e tudo ao nosso redor tem uma influência positiva ou negativa em nossa vida. Em um artigo publicado no Personality and Social Psychology Review, é mostrado que amigos podem inclusive afetar nossa saúde. Quando você fuma e todos seus amigos fumam, é quase que automático que ao entrar naquele ambiente você vai fumar e com isso parar de fumar vai se tornar mais difícil ainda. Mesma coisa ocorre para outros vícios, como alcool. Mas isso não tira nossa parcela de culpa, por mais que o ambiente ajude a formar nosso perfil, é possível quebrar barreiras e ser totalmente diferente do ambiente, ser único e não se deixar se influenciar. Claro, isso requer um controle pessoal, um “drive” e uma perseverança maior que a normal, pois caso não tenha é mais fácil se deixar influenciar por outros.

Eu sempre converso com minha filha mais velha sobre vários assuntos, e um deles é sobre drogas. Tento alertar muito a ela que isso pode ser um camiho sem volta. Ela me conta relatos de amigos dela que entraram nesse mundo por “peer pressure” (como eles chamam aqui a pressão dos amigos para dar aquela esperimentada). E eu disse para ela: olha, eu andei com muitos amigos drogados, e tive peer pressure, mas sempre me preservei quanto a isso pois sabia do risco e a partir do momento que eu me firmei e disse que não queria, não houve mais pressure, pois fiquei sendo o “careta” e ponto final. Muitos destes amigos da época hoje estão em estado de derrota total, e o careta que deixou pra lá está bem.

Porém, não precisamos ir tão extremo (drogas) para saber a hora de começar a subtrair algumas amizades. E isso é fato principalmente hoje em dia que estamos sempre conectados, compartilhando e conversando online. Nesse mundo online se vê muita, mais muita “marmota” e de pessoas que você “aparentemente” conhece. Tem gente que tem um “franiquinho” tão grande para criticar, que se o cara postar uma foto com o filho que acabou de nascer, no hospital, saindo do buxo da mãe o cara vai dizer assim:

Parabéns (sim...pois geralmente este tipo de gente primeiro elogia para depois dar a alfinetada)
Agora tu vai ver como é bom ficar acordado a noite com menino chorando.

Macho, isso é coisa que se diga para um cara que acabou de receber o maior presente da vida: ter um filho? Macho, vai ser insensível assim no inferno (se o capeta te quiser por lá). Essa é uma categoria de gente que no final de tudo sempre finaliza a conversa dizendo: tava brincando cara. Como se isso fosse resolver tudo...é lindimais uma criatura dessa.

Agora, da mesma forma que tem gente que gosta de jogar um balde d’água na felicidade dos outros, tem outros que você chega se sente mais vivo falando com ela. No artigo Addition by Subtraction: Don't Let Bad Friends Drag You Down, o autor diz:

“Emotions and attitudes are infectious. Have you ever brainstormed with somebody really creative and found yourself becoming more creative? That's why having a workout partner is so successful. You pull each other up and shape each other's attitudes and behaviors. You instinctually want to order the chili-cheese fries but at the last minute decide to order what your more fit and healthy friend orders instead. However, social contagion also has a dark side. Ever been around a bunch of Debbie Downers? What happens to your creativity, outlook and ideas? They turn to rubbish.”

Exatamente isso!! Fica perto de uma pessoa criativa, dinâmica, com atitude positiva...rapaz, você produz que é um monstro. As idéias fluem, a coisa anda, e você faz tudo isso de forma alegre e mais importante: não se sente cansado.


Yuri, mais e aí, devo deixar de ser amigo destas figuras? Não é tão simples assim, até mesmo por que você não pode avaliar uma pessoas apenas por uma atitude. Mas, se tal comportamento começa a “moer suas forças” de lidar com aquela pessoa, a pergunta que fica é: vale a pena você continuar investindo nesta amizade? Muitas vezes a solução melhor é ignorar, se distanciar aos poucos e no caso do mundo online use duas coisas:
  • Coloque a(s) pessoa(s) na lista de exclusão para que ela não veja seus posts e assim não venha com comentários negativos 
  • Deixe de seguir a pessoa (unfollow), pois assim você não ver as babozeiras que ela posta (muitas vezes a máxima de que o que os olhos não vê o coração não sente prevalece)
Por outro lado fica simples ver o quão importante é estar cercado por pessoas que lhe ajudam a progredir. Em suma: não tenha medo de subtrair, pois muitas vezes você está adicionando qualidade no seu ciclo de amizades.



terça-feira, maio 03, 2016

O único caminho

Hoje aqui nos EUA se comemora o dia de apreciação aos Professores (Teacher’s Day) e eu só tenho o que agradecer a todos professores que eu tive na vida. Minha primeira professora, claro foi minha mãe, que me ensinou os primeiros passos, me ensinou a comer, a me vestir, em fim: tudo que precisava para começar. Apesar da ausência na minha infância, meu Pai de longe também me ensinava muito, muitas vezes de uma forma que eu não entendia, pois seu estilo durão sempre era mais enfático que as palavras precisas que ele compartilhava. Mas, com o tempo fui entendendo e hoje agradeço muito as palavras que outrora doeram, hoje me trazem um conhecimento único.

Agradeço também as Professoras do Colégio Brasinha, a qual estudei até a quarta série e todos meus Professores do Colégio Brasil, General Osório e Justiniano de Serpa (onde terminei o segundo grau). Indo para Faculdade tive excelente Professores, muitos deles se tornaram amigos, como é o caso do Professor Moiséis Castelo Branco, Professor Adahil e Professora Adriana. E a vida foi seguindo e o apredizado não parou; vieram pós graduação, MBA e Mestrado. Sempre ouvindo, aprendendo e principalmente: respeitando o papel do Mestre que está ali para compartilhar seu conhecimento.

Quando inicio o texto dizendo “o único caminho”, me refiro ao estudo. Você tem duas opções básicas na vida:

Opção 1) ficar reclamando que é um desfavorecido e seus Pais não são ricos para lhe dar o que você quer.
Opção 2) encarar a realidade, estudar muito e estar sempre pronto para abraçar uma oportunidade que apareça.

Tem inumeras pessoas que tangenciam para a opção 1, e nesse ciclo vicioso ficam exigindo que o Governo “dê algo” para essa pessoa, pois afinal de contas só pelo fato dela existir ela merece um tratamento especial. Errado! Você não merece nada se não fizer nada para fazer merecer, é simples. O mundo não lhe deve nada meu caro, pare de achar que o mundo tem débito com você se nem a sua parte você fez.

Porém me deixa super feliz de ver pessoas que seguiram a segunda opção, como foi o caso do Cícero Pereira Batista, ele não demandou algo do mundo, ele foi atrás! Ele catava lixo, vigiava carro, fazer o que fosse possível para poder ESTUDAR! Ele não pensava no hoje, pois se pensasse ele iria usar esse dinheiro para vadiar, beber, fumar, fazer besteira...ele olhava para o futuro e via a condição dele como temporária – e ao invés de pousar de “coitadinho” ele pousou de guerreiro e foi atrás de algo melhor.

Por que 100% das pessoas não seguem o exemplo do Cícero? Simples, é mais fácil não fazer nada e reclamar que de fato correr atrás e fazer acontecer. O sonho as vezes não vem tão rápido, veja também o caso do Rolando Valcir Spanhol, que tomou posse de juiz federal aos 38 anos, ex borracheiro. Aí você vem me dizer que não tem chance na vida? Será que não tem ou será que não foi atrás? Tanto Cícero quanto Rolando poderiam também dizer isso, mas eles preferiram investir no único caminho: o estudo.

Hoje sou Professor de Mestrado em um curso de Segurança Cibernética aqui nos EUA, e sinto-me muito honrado de fazer parte dessa classe, que usa de seu tempo para disseminar a informação. Termino o texto com esta excelente frase de BB King: "A beleza do aprendizado é que nimguém pode tomar de você."



sexta-feira, abril 29, 2016

Dividir para Conquistar

As últimas três semanas foram muito corridas, um novo contrato com a Microsoft Press surgiu do nada...conversa fiada, eu que fui atrás de mais trabalho. O fato é que vem mais um livro por aí, e esse será sobre segurança de Azure. Quando anunciei isso e anunciei que estava escrevendo este livro com meu velho amigo Tom Shinder, uma pessoa me perguntou: Yuri, eu já notei que todo livro que você escreve tem sempre um coautor, por que isso? Boa pergunta e vou lhe explicar. Eu escrevi meu primeiro livro em 2001, o de Certificação CCNA Cisco e notei o quão trabalhoso é para escrever um livro e que o retorno financeiro relacionado ao tempo necessário para escrever é quase nada (é verdade). Porém, eu gosto de escrever e gosto de lançar livro (aqui na minha página da Amazon tem 11, porém não tem aí alguns que saíram só no Brasil), mas depois do primeiro percebi que é muito melhor convidar alguém para trabalhar com você, dividir os kudos e dividir o trabalho para alcançar mais.
 
Lembro de uma entrevista entre Steve Jobs e Bill Gates, aquela famosa entrevista dos dois depois de anos sem terem gravado algo. O entrevistador faz uma pergunta que server para ambos, mas ele começou por Steve Jobs e disse: Steve o que o Bill Gates fez que você gostaria de ter feito? O Steve nem pensou muito, ele disse: "Eu acho que o Bill Gates e a Microsoft foram bem melhores em fazer parcerias com outras empresas." Para mim essa é uma fórmula extremamente necessária: fazer parcerias para que você cresça, habilite outras pessoas para crescerem também neste processo e com isso vá alcançando mais.
 
De todos estes livros que lancei, apenas dois autores já eram autores quando eu os convidei para escrever o livro (no caso Tom e Deb Shinder), pois sim, todos os livros foram projetos que eu apresentei para editora, ou seja, sempre a sinopse e o plano foram meus. Com o de Security+ convidei meu amigo de longas datas Daniel Mauser, um excelente profissional na área de segurança, que não tinha experiência na autoria de livros mas eu sabia que ele iria dar conta devido a sua capacidade técnica. Neste mesmo projeto convidei o MVP de Segurança e um amigo/irmão, Alberto Oliveira para fazer a revisão técnica, justamente pela sua capacidade técnica também. Todos os livros tiveram um pensamento muito profundo no que tange o fator: coautoria. Por exemplo: meus últimos dois livros de Enterprise Mobility, eu convidei autores que nunca tinham escrito um livro, mas que eram companheiros de trabalho na Microsoft, sabiam o tema e eu confiava na trabalho deles: Jeff Gilbert e Robert Mazzoli.
 
Até meu livro não técnico, a qual convidei uma fisiculturista profissional (Jodi Miller) teve uma lógica, não só ela era profissional no assunto, mas também tinha sido professora de inglês, e como esse seria meu primeiro livro não técnico, era preciso alguém que pudesse dar um "ar" de conto de história ao livro, e ela fez. Nada foi por acaso e nunca será, pois parceria seja sobre o que for precisa ter uma lógica que beneficie ambas as partes, tanto o que está convidando para o projeto quanto o que está sendo convidado.
No projeto dos livros de Enterprise Mobility fui audacioso, mandei um email direto para o VP (Vice President) da Microsoft de Enterprise Mobility, Brad Anderson convidando ele para escrever o prefácio e ele aceitou. Neste novo projeto (Azure Security), mandei um email para o Mark Russinovich, convidando ele para escrever o prefácio, e ele aceitou (foi mais fácil pois eu já conhecia ele de outros projetos). Mas meu ponto é: não tenha medo de perguntar (claro, não vai fazer uma pergunta abestada para um Vice Presidente de uma grande empresa por que senão tu queima teu filme - preste atenção mah). Não tenha medo de tentar, desde que você acredite na sua ideia e no seu projeto, use seu elevator pitch para vender essa ideia seja pra quem for.
 
Sessão de autógrafos no Ignite (Chicago 2015)
Faça parcerias, habilite outras pessoas a terem sucesso, veja essas pessoas crescerem com o resultado direto desta parceria. Isso tudo pode não trazer um ganho financeiro direto, ou não trazer a quantidade que você esperava, mas lhe digo uma coisa: ver alguém crescendo como resultado de uma parceria que você iniciou, é algo extremamente satisfatório, lhe enriquece como pessoa e como profissional.
 
 

terça-feira, abril 26, 2016

Não limite sua visão


Hoje cedo fui ao médico fazer exame de sangue em jejum, na volta, claro, vinha varado de fome e para que o tempo pudesse passar mais rápido, comecei a ouvir o audiobook do Zig Ziglar que tenho no meu celular. Durante o capítulo que ouvi hoje, Zig estava falando justamente sobre a importância de visualizar sua vitória e acreditar que acima de tudo, é possível chegar lá. Neste capítulo ele conta a história de um amigo dele que morava no Canadá cujo o filho nasceu com paralisia cerebral. O amigo foi em vários médicos (20 para ser mais preciso) e todos disseram a mesma coisa: seu filho não vai andar, não vai contar até 10 e você deveria coloca-lo numa instituição especializada.
 
Este pai não desistiu, continuou a procura de novos médicos e finalmente achou um dos melhores especialistas no assunto, o problema é que o cara era tão bom, que tinha uma lista de espera de 3 anos. O pai não desistiu, contatou o consultório e colocou o nome da lista de espera, por pura sorte, 15 dias depois ele foi chamado, pois um outro paciente da Austrália havia cancelado sua consulta. Depois de uma bateria de exames o médico disse: seu filho de fato tem paralisia cerebral grave, mas é possível melhorarmos a condição dele, porém eu preciso saber se você está preparado para lutar com ele, pela sua recuperação por anos e anos e lembre-se que pode ser que o ano finalize e você não veja evolução nenhuma, mas você não poderá desistir, deverá manter a confiança no processo e estimular seu filho a continuar tentando, você está pronto? O pai claro não titubeou e disse: eu faço o que foi possível e o impossível.

O tempo passou, muitos anos passaram e um dia o filho, que estava sendo acompanhado por um fisioterapeuta e por um bodybuilder, mostrou-se pronto para demonstrar uma grande evolução. O fisioterapeuta e o bodybuilder chamaram a família e disseram: agora você verá seu filho fazer um apoio de frente. O filho então começou o movimento, ele suava, suava muito, mas executou o movimento completo. Todos se emocionaram com o feito, muito choro e alegria. Era uma vitória para todos!

Para encurtar a história, os anos passaram e esse garoto hoje anda de bicicleta, skate e fala, TUDO QUE UM DIA OS 20 MÉDICOS DISSERAM QUE ERA IMPOSSÍVEL SER FEITO. Pois bem amigos, qual é a lição que tiramos disso tudo? O impossível é uma questão de perspectiva. Se você já começa um processo (seja qual for, o de estudar para uma prova, treinar para competir, fazer uma dieta para emagrecer, etc) dizendo: vai ser impossível chegar onde eu quero, bem, você acaba de acertar, será impossível mesmo pois você já criou essa barreira e qualquer falha, será motivo para seu subconsciente dizer: num te disse que era impossível seu teimoso!

Quando trata-se de crescimento profissional, pessoal, físico ou seja o que for, é muito importante que você não crie esta barreira, pois você vai acabar atrapalhando sua própria evolução. Imagine se esse pai da história que acabei de contar, tivesse desistido após ouvir de 20 médicos que era impossível o filho dele andar? Imagine se depois de um ano tentando ele tivesse perdido a esperança e jogado a toalha? Muita coisa na vida só irá acontecer depois do trabalho contínuo, dia após dia da mesma sequencia de tarefas. Tem coisas que de fato demoram muito, muito tempo, mas é assim mesmo que funciona e precisamos estar prontos para isso, caso contrário, não há vitória e a vida torna-se cheia de razões para arrumarmos desculpas para o que deixamos de fazer.

Em suma: Impossível é uma condição momentânea e não uma realidade eterna.

sexta-feira, abril 15, 2016

Transparência

No mundo mágico das redes sociais, onde fala-se o que quer e ouve-se o que não quer, há surpresas todos os dias. Mas essa semana tive uma surpresa no mínimo “interessante”, pois muitas vezes sou “chamado atenção” por posts considerados “pesados” para os olhinhos meigos de alguns, mas dessa vez não, dessa vez foi outra “nóia”.

Estou a trabalho em Redmond, e confesso que nunca, absolutamente nunca gostei de viagem a trabalho. Faço pois é meu dever e procuro executar com qualidade enquanto estou fora, mas agora dizer: “rapaz, não vejo a hora de viajar a trabalho”, isso nunca ocorreu. Lembro que quando trabalhava na Telemar em 1999 e tinha que ir na Telemar do Rio de Janeiro, eu ia de manhã, fazia o que tinha que fazer e voltava no último vôo, mas chegava em casa no mesmo dia. O meu motivo é simples: não gosto de ficar longe da minha família. Claro, que existem ocasiões que são necessárias, e provei que posso fazer sacrifício caso seja necessário, basta lembrar dos seis meses que fiquei sozinho nos EUA quando me mudei e família não pode vir.

Eu conheço gente que faz é arrumar desculpa para viajar a trabalho, conheço “caboco” que não perde inclusive a oportunidade de ter relações extra-conjugais quando está em outros estados. Eu não digo nada, eu observo e nem sequer critico, cada um faz o que bem entender da vida. Agora, não me venha criticar minha forma de agir com minha família que aí o bicho pega.

Esse ano fazem 18 anos que estou com minha esposa, e não tenho vergonha alguma de dizer que parece que ainda estamos nos primeiros seis meses de namoro. Não ficamos longe, somos de fato grudados e sinto falta mesmo quando estou longe. Agora qual o problema disso? O problema é quando um Zé Ruela vem com piada dizendo: “pra que essa paixão toda, vai curtir esse momento fora de casa”....humm, o caboco deve ser muito infeliz para dizer isso viu. Por que para mim a felicidade está em casa, que é onde minhas eposa e filha estão, o resto é operacional.


Mais uma vez, não critico quem faz uma viagem de trabalho uma pequena “personal vacation”, mas este não sou eu. Quando fui para Madrid em 2014 para o TechEd, fui no dia que era para ir e voltei no dia que terminou. Poderia ter extendido? Sim, claro, mas na boa eu simplesmente não vejo graça em conhecer lugares novos, curtir coisas sem ter minhas meninas do meu lado para curtir também aquele momento.


Talvez, apenas talvez eu esteja pagando um pequeno preço por expressar minha paixão pela mulher da minha vida ao ser transparente nas redes sociais? Talvez, mas o fato é que Zé Ruela nenhuma paga minhas contas para vir com papo furado para o meu lado e querer dizer o que devo fazer, portanto, cale-se.

segunda-feira, abril 04, 2016

Não seja coadjuvante no maior papel da sua vida

Este final de semana finalmente assisti ao filme Steve Jobs, com Michael Fassbender. Diferente do filme Jobs com Ashton Kutcher, esse foi um filme que expôs mais os "podres" do Steve Jobs, principalmente como Pai da sua primeira filha Lisa (que foi extremamente renagada no começo). Mas também tem um trecho bem interessante onde Steve Woz diz: você nunca criou um código, você não é engenheiro, você não é Designer, mas você sempre ganha o crédito.”....muito adoradores do Jobs ficaram estarrecidos com isso, mas Woz confirmou isso várias vezes. O que mostra que Jobs era um visionário e também um grande Marketeiro, que fez o lançamento do Next sem sequer ter um sistema operacional pronto, que vendia o que não tinha e prometia o que não existia. Mas, tudo dava certo no fim e para o mercado é isso que importa.

Mas meu post não é para falar de Steve Jobs, o mito da Apple e sim para falar da importância do Pai na vida de uma pessoa. Durante o filme Steve mostrou ter uma fraqueza muito grande com relacionamentos intensos, afinal ele foi abandonado pelos Pais e como ele mesmo disse para a filha dele no final do filme: I was poorly made (Eu fui pobremente feito). Essa foi a forma que ele justificou os erros de Pai para com ela, e eu entendo perfeitamente. Uma pessoa que não tem a base familiar boa pode ter um grande futuro (Jobs é a prova disso), mas aquela lacuna que nunca foi preenchida vai lhe morder lá na frente. E foi o que aconteceu com ele, no momento de desempenhar o maior papel da carreira dele, ele foi um coadjuvante.

Por concidência hoje estava lendo este artigo que fala um pouco sobre isso. Neste artigo, escrito pela psicóloga Betty Monteiro, ela diz:

“Por isso, é necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.”

Coloco em negrito o desenvolvimento emocional pois isso é fundamental para uma criança crescer bem e tornar-se um adulto que possa expressar seus sentimentos e dar valor aos relacionamentos. Quando meu Pai saiu de casa eu tinha quatro anos, não tenho nenhuma memória do meu Pai dentro de casa, levando uma vida normal. Quando penso nessa época só me lembro dele indo me buscar em algumas datas pra passear, para ir em um jogo de futebol, etc. Cresci com um relacionamento super conturbado com ele, e de fato só ficamos amigos mesmo depois de velho, depois do meu segundo casamento é que encontramos a estabilidade. É uma pena, pois vivi poucos momentos com ele, porém, ao invés de tentar achar culpados por erros do passado, prefiro absolver todo este ensinamento (do que se deve e não deve fazer) e procurar ser um Pai melhor para minhas filhas.


Família: a base de tudo

Hoje me sinto realizado no trabalho, na vida pessoal, mas esta realização nem sequer se compara com a felicidade de ser Pai e participar de tudo. Desde momentos simples em casa, até grandes momentos para elas. Por isso amigo, se você é Pai, ou pretende ser, saiba que não haverá maior papel na sua vida (e não interessa qual seu cargo, status social, nada) que o de ser Pai.


Por fim, recomendo a leitura do blog de uns amigos meus que traz muita dica e textos bons sobre o assunto. Acesse http://www.depaiparafilho.com/