terça-feira, abril 26, 2016

Não limite sua visão


Hoje cedo fui ao médico fazer exame de sangue em jejum, na volta, claro, vinha varado de fome e para que o tempo pudesse passar mais rápido, comecei a ouvir o audiobook do Zig Ziglar que tenho no meu celular. Durante o capítulo que ouvi hoje, Zig estava falando justamente sobre a importância de visualizar sua vitória e acreditar que acima de tudo, é possível chegar lá. Neste capítulo ele conta a história de um amigo dele que morava no Canadá cujo o filho nasceu com paralisia cerebral. O amigo foi em vários médicos (20 para ser mais preciso) e todos disseram a mesma coisa: seu filho não vai andar, não vai contar até 10 e você deveria coloca-lo numa instituição especializada.
 
Este pai não desistiu, continuou a procura de novos médicos e finalmente achou um dos melhores especialistas no assunto, o problema é que o cara era tão bom, que tinha uma lista de espera de 3 anos. O pai não desistiu, contatou o consultório e colocou o nome da lista de espera, por pura sorte, 15 dias depois ele foi chamado, pois um outro paciente da Austrália havia cancelado sua consulta. Depois de uma bateria de exames o médico disse: seu filho de fato tem paralisia cerebral grave, mas é possível melhorarmos a condição dele, porém eu preciso saber se você está preparado para lutar com ele, pela sua recuperação por anos e anos e lembre-se que pode ser que o ano finalize e você não veja evolução nenhuma, mas você não poderá desistir, deverá manter a confiança no processo e estimular seu filho a continuar tentando, você está pronto? O pai claro não titubeou e disse: eu faço o que foi possível e o impossível.

O tempo passou, muitos anos passaram e um dia o filho, que estava sendo acompanhado por um fisioterapeuta e por um bodybuilder, mostrou-se pronto para demonstrar uma grande evolução. O fisioterapeuta e o bodybuilder chamaram a família e disseram: agora você verá seu filho fazer um apoio de frente. O filho então começou o movimento, ele suava, suava muito, mas executou o movimento completo. Todos se emocionaram com o feito, muito choro e alegria. Era uma vitória para todos!

Para encurtar a história, os anos passaram e esse garoto hoje anda de bicicleta, skate e fala, TUDO QUE UM DIA OS 20 MÉDICOS DISSERAM QUE ERA IMPOSSÍVEL SER FEITO. Pois bem amigos, qual é a lição que tiramos disso tudo? O impossível é uma questão de perspectiva. Se você já começa um processo (seja qual for, o de estudar para uma prova, treinar para competir, fazer uma dieta para emagrecer, etc) dizendo: vai ser impossível chegar onde eu quero, bem, você acaba de acertar, será impossível mesmo pois você já criou essa barreira e qualquer falha, será motivo para seu subconsciente dizer: num te disse que era impossível seu teimoso!

Quando trata-se de crescimento profissional, pessoal, físico ou seja o que for, é muito importante que você não crie esta barreira, pois você vai acabar atrapalhando sua própria evolução. Imagine se esse pai da história que acabei de contar, tivesse desistido após ouvir de 20 médicos que era impossível o filho dele andar? Imagine se depois de um ano tentando ele tivesse perdido a esperança e jogado a toalha? Muita coisa na vida só irá acontecer depois do trabalho contínuo, dia após dia da mesma sequencia de tarefas. Tem coisas que de fato demoram muito, muito tempo, mas é assim mesmo que funciona e precisamos estar prontos para isso, caso contrário, não há vitória e a vida torna-se cheia de razões para arrumarmos desculpas para o que deixamos de fazer.

Em suma: Impossível é uma condição momentânea e não uma realidade eterna.

sexta-feira, abril 15, 2016

Transparência

No mundo mágico das redes sociais, onde fala-se o que quer e ouve-se o que não quer, há surpresas todos os dias. Mas essa semana tive uma surpresa no mínimo “interessante”, pois muitas vezes sou “chamado atenção” por posts considerados “pesados” para os olhinhos meigos de alguns, mas dessa vez não, dessa vez foi outra “nóia”.

Estou a trabalho em Redmond, e confesso que nunca, absolutamente nunca gostei de viagem a trabalho. Faço pois é meu dever e procuro executar com qualidade enquanto estou fora, mas agora dizer: “rapaz, não vejo a hora de viajar a trabalho”, isso nunca ocorreu. Lembro que quando trabalhava na Telemar em 1999 e tinha que ir na Telemar do Rio de Janeiro, eu ia de manhã, fazia o que tinha que fazer e voltava no último vôo, mas chegava em casa no mesmo dia. O meu motivo é simples: não gosto de ficar longe da minha família. Claro, que existem ocasiões que são necessárias, e provei que posso fazer sacrifício caso seja necessário, basta lembrar dos seis meses que fiquei sozinho nos EUA quando me mudei e família não pode vir.

Eu conheço gente que faz é arrumar desculpa para viajar a trabalho, conheço “caboco” que não perde inclusive a oportunidade de ter relações extra-conjugais quando está em outros estados. Eu não digo nada, eu observo e nem sequer critico, cada um faz o que bem entender da vida. Agora, não me venha criticar minha forma de agir com minha família que aí o bicho pega.

Esse ano fazem 18 anos que estou com minha esposa, e não tenho vergonha alguma de dizer que parece que ainda estamos nos primeiros seis meses de namoro. Não ficamos longe, somos de fato grudados e sinto falta mesmo quando estou longe. Agora qual o problema disso? O problema é quando um Zé Ruela vem com piada dizendo: “pra que essa paixão toda, vai curtir esse momento fora de casa”....humm, o caboco deve ser muito infeliz para dizer isso viu. Por que para mim a felicidade está em casa, que é onde minhas eposa e filha estão, o resto é operacional.


Mais uma vez, não critico quem faz uma viagem de trabalho uma pequena “personal vacation”, mas este não sou eu. Quando fui para Madrid em 2014 para o TechEd, fui no dia que era para ir e voltei no dia que terminou. Poderia ter extendido? Sim, claro, mas na boa eu simplesmente não vejo graça em conhecer lugares novos, curtir coisas sem ter minhas meninas do meu lado para curtir também aquele momento.


Talvez, apenas talvez eu esteja pagando um pequeno preço por expressar minha paixão pela mulher da minha vida ao ser transparente nas redes sociais? Talvez, mas o fato é que Zé Ruela nenhuma paga minhas contas para vir com papo furado para o meu lado e querer dizer o que devo fazer, portanto, cale-se.

segunda-feira, abril 04, 2016

Não seja coadjuvante no maior papel da sua vida

Este final de semana finalmente assisti ao filme Steve Jobs, com Michael Fassbender. Diferente do filme Jobs com Ashton Kutcher, esse foi um filme que expôs mais os "podres" do Steve Jobs, principalmente como Pai da sua primeira filha Lisa (que foi extremamente renagada no começo). Mas também tem um trecho bem interessante onde Steve Woz diz: você nunca criou um código, você não é engenheiro, você não é Designer, mas você sempre ganha o crédito.”....muito adoradores do Jobs ficaram estarrecidos com isso, mas Woz confirmou isso várias vezes. O que mostra que Jobs era um visionário e também um grande Marketeiro, que fez o lançamento do Next sem sequer ter um sistema operacional pronto, que vendia o que não tinha e prometia o que não existia. Mas, tudo dava certo no fim e para o mercado é isso que importa.

Mas meu post não é para falar de Steve Jobs, o mito da Apple e sim para falar da importância do Pai na vida de uma pessoa. Durante o filme Steve mostrou ter uma fraqueza muito grande com relacionamentos intensos, afinal ele foi abandonado pelos Pais e como ele mesmo disse para a filha dele no final do filme: I was poorly made (Eu fui pobremente feito). Essa foi a forma que ele justificou os erros de Pai para com ela, e eu entendo perfeitamente. Uma pessoa que não tem a base familiar boa pode ter um grande futuro (Jobs é a prova disso), mas aquela lacuna que nunca foi preenchida vai lhe morder lá na frente. E foi o que aconteceu com ele, no momento de desempenhar o maior papel da carreira dele, ele foi um coadjuvante.

Por concidência hoje estava lendo este artigo que fala um pouco sobre isso. Neste artigo, escrito pela psicóloga Betty Monteiro, ela diz:

“Por isso, é necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.”

Coloco em negrito o desenvolvimento emocional pois isso é fundamental para uma criança crescer bem e tornar-se um adulto que possa expressar seus sentimentos e dar valor aos relacionamentos. Quando meu Pai saiu de casa eu tinha quatro anos, não tenho nenhuma memória do meu Pai dentro de casa, levando uma vida normal. Quando penso nessa época só me lembro dele indo me buscar em algumas datas pra passear, para ir em um jogo de futebol, etc. Cresci com um relacionamento super conturbado com ele, e de fato só ficamos amigos mesmo depois de velho, depois do meu segundo casamento é que encontramos a estabilidade. É uma pena, pois vivi poucos momentos com ele, porém, ao invés de tentar achar culpados por erros do passado, prefiro absolver todo este ensinamento (do que se deve e não deve fazer) e procurar ser um Pai melhor para minhas filhas.


Família: a base de tudo

Hoje me sinto realizado no trabalho, na vida pessoal, mas esta realização nem sequer se compara com a felicidade de ser Pai e participar de tudo. Desde momentos simples em casa, até grandes momentos para elas. Por isso amigo, se você é Pai, ou pretende ser, saiba que não haverá maior papel na sua vida (e não interessa qual seu cargo, status social, nada) que o de ser Pai.


Por fim, recomendo a leitura do blog de uns amigos meus que traz muita dica e textos bons sobre o assunto. Acesse http://www.depaiparafilho.com/

quinta-feira, março 31, 2016

É a grama do vizinho que é mais verde ou é você que não cuida da sua?


Essa semana estava indo para a academia por volta de 6 da manhã quando ouvi no rádio a citação sobre um novo estudo que ligou a depressão ao uso de redes sociais. A parte mais interessante do estudo, que depois encontrei mais detalhes neste artigo (em inglês) é justamente a que diz: “algumas pessoas que ficam muito engajadas em redes sociais podem sentir-se que não estam vivendo sua vida da melhor forma possível ao ver os retratos de amigos e de outras pessoas sempre felizes e realizadas.” Esse caso vem sendo chamado de “Depressão do Facebook”.

Agora vamos lá meus caros, eu acredito que isso ocorra: não tenho dúvida que sim. Acho algo preocupante? Acho nada, acho uma fuleragem sem tamanho, falta do que fazer e do que pensar, só isso. Não estou aqui dizendo que a doença “depressão”, não existe, pelo contrário, existe e é séria, agora ficar mais triste ainda por que vê outros felizes e olha para sua vida e não vê o mesmo? É por isso que o título deste post é: é a grama do vizinho que é mais verde ou é você que não cuida da sua?

Sua vida pode ser simples, sem glamour e ser feliz, porém primeiro você tem que dar valor ao que tem, coisa que muita gente não da valor. Estou quase finalizando o livro “O Segredo do Sucesso”, de Eric Thomas. Comprei em audio book pois leio durante meu exercício de Cardio na Escada, por uma hora, assim fica mais fácil e o tempo passa mais rápido. 


Logo nos dois primeiros capítulos, Eric fala que saiu de casa por revoltar-se contra os pais e foi morar na rua, virou mendigo. No segundo dia na rua ele já se arrependeu, pensou: “puxa, eu tinha uma cama, eu tinha uma casa, eu tinha comida, agora não tenho nada? E tudo isso para dizer que eu sou homem suficiente para sair de casa?”....pois é. Quantas vezes você acordou e agradeceu (seja para quem for, para Deus, para você mesmo caso não acredite em Deus) pelo que tem? Quantas vezes acordou e se levantou, olhou ao redor e pensou: poxa, eu não tinha nada disso, agora tenho, e quero continuar progredindo, mas sempre dando valor ao que eu já tenho. Infelizmente a grande maioria de nós não pensa assim, aí entra nas redes sociais, ver fotos de amigos viajando, gente postando foto de carro novo, computador novo, relógio novo, etc....e fica a pensar: arriégua, eu não tenho isso, esse cara aí é um sortudo e eu sou um perdedor.

Para progredir na vida é importante que primeiro você comece a valorizar o que você já tem. Imagine só você atrás de um muro, aí você não tem uma escada para através sobre o muro, aí você constroe uma escada, mas como tinha pouca madeira essa escada não vai até o topo, porém ao ficar em cima dela você já consegue colocar as mãos na beira do muro e com isso já é possível escalar. Aquela escada peba, feita a mão que não vale um real e que você todo dia ao trabalhar nela reclamava que não tinha uma escada boa, foi suficiente para você dar seu próximo passo. Era velha, toda lascada, feita a mão, nimguém queria nem de graça, mas foi seu alicerce para avançar, então, agradeça a ela pelo seu avanço e continue a caminhada, continue a progredir.

Dar valor ao que tem e cuidar do que tem não inclue apenas o material, inclui também as pessoas. Neste vídeo, o Eric Thomas estava palestrando em uma escola. Durante a palestra um grupo de alunos não parava de olhar no celular, conversar e ele não se conteve, chamou atenção deste grupo (pular para o minuto 4 do vídeo para ver o diálogo). Uma das coisas que ele falou no vídeo foi: “Quando as pessoas te amam, você não trata elas como lixo, quando as pessoas querem seu bem você não desrespeita elas, na vida você só tem de fato algumas pessoas que de verdade querem seu bem.”....pois é amigos. Quantas vezes perdemos tempo admirando alguém que sequer sabe que nós existimos e os que verdadeiramente nos amam e estam do nosso lado sequer recebem o mesmo carinho e atenção? Então, CUIDE primeiramente dos SEUS! Sua família, seus amigos mais próximos...quem lhe da valor mesmo.

Antes de olhar para a grama do vizinho e achar que ela é muito verde, trate bem da sua, faça ela ficar verde, você está no controle. 

domingo, março 20, 2016

Não permita que seu trabalho torne-se apenas um trabalho

Pegando a carona do Iron Maiden que vem fazendo shows no Brasil e nesta semana seguinte vai visitar a minha terra natal Fortaleza pela primeira vez, gostaria de começar citando uma recente entrevista com o vocalista Bruce Dickinson onde o ele foi perguntado qual recomendação ele teria para novas bandas e cantores que pensam em viver de música. Bruce disse: “antes de mais nada se divirta, pois a pior coisa que pode acontecer na vida é você fazer uma coisa que não gosta, passa a vida fazendo aquilo e quando olhar para trás ver que o tempo passou  e você nem tem dinheiro para se sustentar e nem se divertiu.”

Faz um tempo que tenho isso como mantra, lembro que quando saí do suporte da Microsoft em 2011, saí pois não estava sendo mais divertido, estava sendo estressante o que teve consequências diretas na minha saúde. Não queria sair da Microsoft, até mesmo por que a MS é gigante, são tantas oportunidades que para mim passar a vida inteira fazendo a mesma coisa, dentra da mesma organização (suporte) era quase como eu tivesse me tornado aquele funcionário público que já alcançou o que queria e só está esperando a aposentadoria, e isso nunca foi meu objetivo.

Ao ingressar na nova organização de desenvolvimento de conteúdo eu deixei de trabalhar e passei a me divertir, dia após dia. Pesquisar sobre temas, escrever, testar, interagir com desenvolvedores sobre problemas e como documentá-los, palestrar para profissionais da área, escrever artigos, livros, etc. Todos dia é um dia MASSA de trabalhar, e aí quando você alcança este nível de satisfação no trabalho, sua vida como um todo se transforma. Tudo passa a fluir de forma natural e seu tempo passa rápido, você fica esperando chegar o dia seguinte para produzir mais.


Por isso existe uma grande diferença entre trabalhar muito e ser produtivo. No último ano de suporte eu trabalhava muito, era o último nível de escalação, chegava a revisar código a procura de bugs e depois mandava para o desenvolvedor, ao passo que isso foi legal no começo, o stress tomou de conta e isso passou a ser desgastante. Note que estou apenas falando sobre mim, tem gente que passa 40 anos no suporte e gosta, no meu caso não é assim, eu preciso diversificar, crescer em outras áreas, em outras fontes e outros meios. Quando você é produtivo você consegue em 8 horas de trabalho fazer muito mais que faria em 10 horas, onde você apenas trabalhou muito, mas não produziu o que era desejado.

Recebo vários emails de alunos, ex-alunos, leitores dos livros que me perguntam: para que lado devo ir? Segurança? Desenvolvimento? Infra-estrutura? E sempre digo: vá para o lado que você gosta, que você tem aptidão e não para o lado que paga mais. Pois tenha certeza de uma coisa: na vida profissional, nem tudo é “dinheiro”. Alinhar uma boa remuneração através do trabalho na área que você gosta é sim o objetivo final. Eu recentemente tive chances até de sair da Microsoft, para ganhar bem mais, porém, hoje fazendo o que faço na MS e trabalho 100% de casa, eu tenho um ganho indireto no quesito: qualidade de vida. E amigo lhe digo com sinceridade: isso não tem preço. Por isso é fácil para mim dizer não há ofertas que pagam mais, pois quando coloco na balança vejo que hoje tenho o que preciso não só para ser feliz no trabalho, mas feliz na vida e continuar evoluindo como pessoa, como Pai, como marido, como filho e como profissional.

Por isso, nunca permita que seu trabalho se torne apenas um trabalho.


Abraços! 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Tudo na vida tem um preço

Em Dezembro estive em Fortaleza, após 12 anos sem passar o Natal e o Ano Novo lá. Foi muito bom rever os amigos (que para falar a verdade hoje em dia é a melhor parte de ir ao Brasil). Muita gente ainda pergunta: ei mah, sente falta da comida daqui não? Rapaz, sinto falta é de nada, só dos amigos e familiares próximos. Tive a oportunidade de tocar Iron Maiden com grandes amigos que conheço à decadas e isso é algo que sempre ficará guardado na minha memória e é disso que sinto falta. Agora sentir falta da violência, da pouca educação no trânsito (e não só no trânsito né, pois até vendedor de loja hoje em dia lhe vende com a cara feia), dos preços astronômicos das coisas, entre outros fatos...não, disso não sinto falta nenhuma. Inclusive hoje estava lendo essa matéria aqui compartilhada por uma amiga: Assaltantes promovem arrastão no cruzamento entre avenidas Dom Luís e Via Expressa. Passei por este cruzamento em Dezembro várias vezes e confesso que sempre passava tenso, principalmente quando estava com minhas filhas e esposa no carro. O clima de tensão ao sair de casa é complicado. Antes eu ouvia falar de assalto por TV, Jornal, agora eu tive amigos assaltados com arma na cara. Não meu caro, disso não tenho saudade nenhuma e torço muito que nenhum de meus amigos passem por isso com um desfecho infeliz.
Agora como um todo foi muito bom, lancei o meu livro Alcance seu Melhor:


OBS: Você pode assistir como foi o lançamento aqui.

Além disso tive a oportunidade de palestrar na academia do meu grande amigo Alexandre Melo, com uma turma muito boa de alunos / professores. Durante esta palestra e também em conversas paralelas, alguns perguntas foram feitas, mas a principal foi:
Cara, como você consegue trabalhar tanto e manter o equilibrio na vida pessoal? Inclusive competir e tudo mais?
Esse ano de 2016 talvez va ser um dos mais desafiadores, primeiro por que 2015 foi fantástico em todos aspectos (trabalho, vida pessoal com a família, competição, etc), então a meta pessoal de 2016 é que seja ainda melhor. Ao falar isso, estou também colocando uma pressão pessoal em meus ombros, pois a melhor forma de você evoluir é ser crítico consigo mesmo e sempre buscar a melhora. E o tal do equilibrio? O tal do equilibrio se consegue através do HWH (How, Why and How)...opa, o que é isso? Vixe macho, vai ter que ler o livro oia, vou deixar o link aqui pra tu comprar beleza? Acunha! Mas sério, esse framework de identificar as áreas da vida que podem ser afetadas e como mitigá-los funciona, pelo menos funciona pra mim. Tanto é que consigo:
  • Manter-me atualizado com as atividades da minhas filhas (não perco um show delas)
  • Consigo estar presente como marido, pai e filho
  • Consigo ter minhas 2 horas de treino por dia (6 as 8 da manhã – pois acordo 5 da manhã para comer algo)
  • Consigo trabalhar na Microsoft e endereçar meus projetos em dia e esse ano também dando aula de Mestrado no curso de Cybersecurity da EC-Council University.
  • Consigo praticar uma horinha de bateria por dia, afinal também sou filho de Deus.
Estes são os afazeres básicos, sempre surge um algo mais aqui ou acolá...mas quando se tem o controle do tempo e das tarefas, é possível encaixar. Por exemplo, dia 13 irei palestrar sobre a minha Transformação de Obeso para compeditor, na Destination, uma grande academia aqui de Dallas, também gravo alguns Webinars de vez por outra para a empresa Clávis Segurança, a qual tenho uma grande parceria a alguns anos, o último foi essa semana.
A razão pela qual o título deste artigo é “tudo na vida tem um preço”, é devido ao fato que temos que aceitar que não dar para ter tudo, e isso é normal. Você sempre vai ter que fazer escolhas onde vai ter que “give up” em algo. Muita gente que converso diz que quer sair do Brasil, mas algumas não querem “desapregar-se” do que tem hoje, bicho....se você passar a vida inteira vivendo no “se” (como seria se eu tivesse feito isso? e se fosse assim?) você não chegará em canto nenhum. E isso não aplica-se apenas ao plano de deixar o país em busca de algo melhor, aplica-se também a passos menores, como: “cara eu tive uma oportunidade de emprego mais tinha que sair de Fortaleza, e eu não sei morar longe daqui”...macho então você já chegou a conclusão final: não pode sair daí. O que é que tu quer que eu faça? Você tem o poder da mudança, nimguém pode segurar na sua mão e fazer por você, seja no âmbito de mudança de estado, país, emprego ou até mesmo mudança de hábitos (quer emagrecer mas não dispensa a pizza todo final de semana – arriégua!).
Em fim meu amigo/amiga, tudo tem um preço, até mesmo quando não se faz nada também existe um preço e agora vou mencionar Zig Ziglar (que todo mundo pensa que é Texano mas não é, ele é de Alabama – apesar de ter morrido aqui no Texas em 2012), quando questionado sobre o por que é importante ter objetivos e correr atrás dele, ele disse:

“Um cidadão me disse: tenho medo de traçar objetivos e falhar em alcançá-los. Eu disse: se você não fizer nada é bem pior. Veja só: um avião é mais seguro em terra firme, toda vida que ele decola, há vários riscos de cair, porém ele foi feito para estar no ar e se ele ficar em terra firme o tempo todo, mesmo que ele fique mais seguro, a vida útil dele é menor, pois ele vai enferrujar, as peças vão dar problemas, em fim, ele não nasceu para ficar parado em terra. Mesmo aplica-se a um navio em alto mar (tem mais riscos) e um ancorado no porto (menos riscos), o que está ancorado vai degradar mais rápido. Assim meu caro é o ser humano, nascemos para evoluir e para evoluir precisamos traçar metas, e para alcançar tais metas iremos correr riscos....e isso faz parte da evolução. Se falhar uma vez, você não para, você aprende com os erros e tenta de novo.”

Isso é simplesmente PERFEITO!

Boa sorte e que sua vida em 2016 seja cheia de riscos....tentativas...erros....aprendizados e objetivos alcançados. 

terça-feira, dezembro 01, 2015

Reclame não macho!

Recentemente um ex-professor meu do curso de Pós-Graduação do CEFET (que não terminei pois saí do Brasil em 2003) postou um desabafo onde (entre outras coisas) disse:

“Não aguento essa postura vitimista e de transferência de responsabilidade de todas as mazelas do universo para o poder público, seja em qual instância for. Para algumas pessoas, tudo é culpa do governo. E se as coisas não estão bem, é culpa do governo.”

Concordo plenamente com o Professor neste ponto de vista, o cidadão tem que acima de tudo entender que ele precisa fazer a parte dele para crescer na vida, independente de governo. Porém, não é de hoje que a mentalidade do Brasileiro é exatamente igual ao que mostra a perfeita figura abaixo (que inclusive deixei os créditos):

Concurso

A verdade é que no Brasil se cresce com a infeliz idéia que para ter sucesso na vida tem que passar em um concurso público e passar o resto da vida “curtindo” a estabilidade (nada contra concurseiros – apenas sou contra a doutrinação que essa é a única saída). Não existe espírito empreendedor entranhado nas origens, o lance é fazer parte do Governo, é a tal da estabilidade. Por isso que quando nada da certo, todos vão colocar culpa em quem? Claro, no Governo! Quanto maior o estado, maior a dependência nele e esta é a grande diferença entre um país com cidadãos que tem o espírito empreendedor e os que querem viver do lado do Governo.

Um dos fatores que me surpreendeu quando cheguei nos EUA em 2003 foi justamente este espírito empreendedor, onde todos olhavam para mim e diziam: cara, por que você ainda trabalha na Microsoft? Monta sua empresa cara, você tem capacidae e vai ser dono do seu negócio. Nos 12 anos aqui presenciei vários colegas não só da Microsoft mas também da Dell onde trabalhei em 2005 fazer isso. Mas por que? Não é tão estável trabalhar em uma grande corporação? É, mas para o Americano, ter seu próprio negócio é o ápice da independência e o Governo (que é bem menor – pois de fato vivemos em um capitalismo, que de opressor não tem nada abestado) cobra menos impostos e facilita mais o empreendedorismo.

É por isso que pessoas como Michael Dell existem, pois ele começou a montar computador na garagem da casa dele, puro espírito empreendedor. Outro exemplo claro: Steve Jobs, começou a Apple na garagem da casa dos pais. Agora imagine só se estes gigantes da tecnologia tivessem crescido em um ambiente onde os pais e a sociedade em geral colocassem na cabeça dele que o objetivo de vida é ser servidor público? Não teríamos muita coisa hoje em dia.

Portanto, não me admiro que hoje todos culpem o Governo (até pelas coisas que o Governo não tem culpa). Por isso sempre digo e sempre irei dizer: menos estado, mais responsabilidade pessoal perante ao seu futuro profissional e não espere por nimguém (muito menos pelo Governo) para lhe dar algo, vá atrás do que é seu.

terça-feira, novembro 10, 2015

Abra seu Leque de Oportunidades

Crescido em uma família com a base 100% socialista, filho de sindicalista e com boa parte da família no serviço público, eu tinha tudo para seguir a receita de bolo que recebi quando adolescente: estude para concurso, seja funcionário público e aproveite a estabilidade. Antes que venham jogar pedras, eu digo: não tenho nada contra o funcionalismo público e para os que escolhem este caminho. Porém, esse nunca foi o caminho que eu quiz, pois sempre achei o mundo muito grande para passar a vida inteira em um único local e acabar me acomodando com a tal da “estabilidade”.

O fato é que o pior erro que você pode cometer é usar “ideologia” como forma de viver a vida. Infelizmente o que vemos hoje é o discurso do “capitalismo opressor” contra a classe “trabalhadora” e sempre que ouço isso não canso de sorrir, pois é a coisa mais sem cabimento que existe – claro, é algo que vem e décadas e vai sempre estar vivo, pois é preciso sempre ter a tal da ideologia para viver. São poucos que jogam a ideologia de lado e acordam, como foi o caso do meu querido Pai que depois de décadas de esquerdismo radical, acordou e me deu sua benção para viver no capitalismo (que de opressor não tem nada).

Mês que vem completo 12 anos que moro nos EUA, trabalhei muito, dia após dia para chegar onde cheguei. Nada veio por camaradagem, sempre fruto de começar do zero e fazer acontecer. Os Estados Unidos aumentou meu leque de oportunidades e eu agarrei cada uma com toda força que podia. Quando lancei meu primeiro livro técnico em inglês pela Microsoft Press em 2010 eu alcancei algo que jamais sequer sonhava, publicar um livro em inglês. Depois que o primeiro foi introduzido, vários outros foram lançados (mais 5 pela Microsoft Press e 1 pela Syngress). Pois bem, hoje saiu a nota de impressa da editora Morgan James, para nosso livro Ready, Set, Achieve. Parece um sonho, ver seu nome em um press release de uma editora de New York, para um livro que não é técnico. Apesar do texto ser meu e da Jodi Miller, tem uma pessoa oculta nesta história toda, e é sobre ela que vou falar um pouco.

No mercado literário técnico, geralmente você recebe (pelo menos aqui nos EUA) algum adiantamento para começar a escrever, no mercado não técnico é outra realidade. Para começar você é nada, nimguém, um autor desconhecido no universo de autores de livros de não ficção. A melhor forma muitas vezes é até contratar um agente para tentar vender a idéia do seu livro para as editoras. Mas, eu e a Jodi não tínhamos no nosso roadmap o dinheiro para fazer este investimento. Até que conheci a autora Laura Steward Atchison em uma palestra que assisti dela. Falei sobre meu projeto literário e ela me apresentou ao Editor da Morgan and James. Após mandar um capítulo de exemplo e mais o índice do que o livro iria cobrir, ele retornou super interessado no projeto e disse: nós iremos lhe publicar!

Pronto, parecia até um sonho....sério, o cearense rei que chegou a comer papa d’água na janta e estudou em escola pública por falta de dinheiro vai mesmo ser publicado por uma editora de New York? Arriégua mah, é bom demais para ser verdade. E realmente tinha um porém. Na primeira reunião editorial lá vem a “facada”, eles pediram U$ 3.000,00 para cobrir as despesas iniciais. O mundo desabou, pois a publicação deste livro não era uma prioridade de vida, portanto eu não queria usar um dinheiro que poderia ser usado por algo mais importante para uma aposta pessoal. Eu e a Jodi quebramos cabeça para ver como fazer para levantar essa grana, foi aí que apareceu Mr X (não vou falar o nome dele pois ele pediu para manter sigilo), um Texano, pai de família e empresário, que ouviu falar sobre o nosso projeto, conhecia minha tragetória para perder peso e adorou o intuito do livro. Ele chegou e disse: taqui para vocês esse dinheiro – não precisa se preocupar em pagar, um dia, quando o livro estiver fazendo dinheiro, vocês me pagam. Tá que PARIU MAH!!! É muita opressão destes Texanos hein? Pois é, esse cara fez isso sem pedir nada em troca, apenas por que ficou inspirado pelo livro.

A moral da história meus caros colegas é que vocês tem que parar com essa de fechar o ciclo de oportunidades que a vida lhe oferece por uma ideologia, seja ela qual for. Pare de colocar culpa nos fracassos do seu país ou até mesmo fracassos pessoais devido ao capitalismo, ou ao país A ou B. Você é o dono do seu destino, ponto final! Não fique parado esperando acontecer, faça acontecer. Se tivesse seguido os planos que “foram traçados” para mim, eu não estaria aqui no EUA, não teria o que tenho e não teria alcançado o que alcancei. Hoje, quando escrevo livros em Português é por que sinto-me na obrigação de contribuir com o crescimento profissional do povo da minha terra natal que jamais irei negar, sou Brasileiro, sou Cearense.

Essa semana quando um ex-aluno postou a foto abaixo, eu mostrei para minha esposa e disse: isso aqui é o que me faz usar meu tempo pessoal para escrever livros, pois sabemos que dinheiro não da, mas eu sei que algumas pessoas vão fazer bom uso dele. Quando doei este livro para a biblioteca eu sabia que de uma forma direta ou indireta ele iria ser de utilidade para a comunidade local, e isso não tem preço!

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O jargão é velho, mas serve: pense fora da caixa! Geralmente essa caixa quer limitar sua visão e com isso limitar suas possibilidades. Queima esta praga de caixa e abrace um novo mundo, um mundo que você tem o controle do seu destino através do seu trabalho e da sua perseverança (é, pois nada vem fácil e nem rápido – se vier, vai embora ligeiro bala!).

segunda-feira, outubro 19, 2015

Quatro anos atrás

Essa semana, mais precisamente neste sábado que vem dia 24 de Outubro, é o aniversário de 4 anos desde que comecei minha mudança física, que só foi oficialmente documentada neste blog em Maio de 2012, porém começou de fato no dia 24 de Outubro de 2011, depois do email abaixo que recebi do meu treinador na época, onde ele me enviou meu program de treino.

24Outubro_4Anos

Incrível o que se pode conseguir em 4 anos quando se trabalha intensamente, dia após dia com o intuito de alcançar o objetivo que foi traçado. Foram tantas batalhas diárias, tanto sacrifício no começo (digo no começo pois depois virou rotina – parte do dia a dia), foi complicado, mas se eu não tivesse feito nada quatro anos atrás,  provavelmente estaria pior do que quatro anos atrás, talvez até tivesse desenvolvido problemas de pressão alta, etc.

Nestes quatro anos não só mudei fisicamente, mas também mentalmente e consegui um equilíbrio na minha vida que jamais tive, jamais mesmo. Hoje consigo fazer mais em tudo (trabalho, família, saúde, vida social, etc), tudo se encaixa corretamente, um não afeta o outro e assim vou vivendo melhor e proporcionando melhores momentos aos que amo incondicionalmente: minha família.

Nestes quatro anos também vi de tudo, vi apoio, vi falsidade, vi inveja, mas tudo que vi (seja positivo ou negativo), me ajudou a crescer como pessoa, me fortalecer mentalmente e trazer isso para o treino, para a dieta e para a vida. Se a quatro anos atrás alguém olhasse para aquele minha versão gorda e falasse: “você vai estar entre os top 3 da categria Master em um campeonato de fisiculturismo regional nos EUA”. eu diria com o meu bom Cearês: tu é doido é mah! Minha auto estima e minha vontade de melhorar estavam na lama, e isso afeta demais o resto como encaramos desafios. Ainda bem, tudo mudou!

Nesta semana dos 4 anos de mudança, tenho o prazer de apresentar a capa do livro que lancei nos Estados Unidos, porém agora a versão em Português que será lançada no Brasil em Dezembro:

Alcance o Seu Melhor-1

Esse livro foi lançado aqui nos EUA em Julho (ver noite de autógrafos) em formato ebook e agora em Novembro vai sair em formato impresso. No Brasil vai estar disponível apenas em formato impresso, mas totalmente em Português. Gostaria de aproveitar e agradecer a minha amada esposa, não só por ter tirado um tempo na sua agenda cheia para traduzir este livro, mas por todo apoio de sempre, sem ela eu não teria conseguido.

Fique de olho no site da Editora Nova Terra, assim que eles disponibilizarem o link da pré-venda eu postarei no meu Twitter @yuridiogenes

Não deixe para amanhã, comece sua mudança hoje, e transforme essa mudança em um estilo de vida, assim você nunca vai querer parar.

Abraços!

segunda-feira, agosto 24, 2015

O ontem, o hoje e o futuro

Hoje (dia 24 de Agosto) completamos 20 anos desde que o Windows 95 foi lançado. Lembro de estar em uma sala de treinamento na SW Informática quando o dono da empresa (Antonio de Barros Serra) ministrava um treinamento para os funcionários mostrando como o novo sistema operacional funcionava. Muita coisa mudou de lá pra ca, não só na tecnologia em si mas também nos requisitos para ser um profissional de tecnologia.

Recentemente escrevi um artigo para o ISSA Journal sobre carreiras na área de Segurança da Informação, esse artigo será publicado na edição de Outubro (para membros do ISSA) e nele mostro o quão diversificado é o escopo de hoje em dia. Com o advento de Computação na Nuvem, Mobilidade, Internet of Things, Segurança e todos estes temas juntos, o conhecimento “broad” torna-se mais importante que o conhecimento “narrow” (também chamado de especialista). O problema em ter que digerir todo esse conhecimento e agir em diversas áreas enquanto ainda está digerindo tudo isso é um só: stress.

Por mais que você ame o que faz, é possível entrar em um estado que chamamos aqui nos EUA de “burn out”. Alguns sinais comuns que você está entrando neste quadro foram expostos na Forbes em 2013:

  • Exaustão
  • Falta de motivação
  • Emoções negativas como o cinismo
  • Queda de desempenho no trabalho
  • Problemas pessoais
  • Relaxar no cuidado pessoal
  • Constante preocupação com trabalho
  • Redução de satisfação
  • Problemas de saúde

Esse tendência já foi provada e comprovada e com os últimos acontecimentos relatados no New York Times com relação à Amazon, outras pesquisas foram feitas e concluido que a insatisfação é muito maior que apenas para funcionários da Amazon.  Cinco mil engenheiros foram entrevistados e a conclusão geral foi que a grande maioria de fato tem uma maior remuneração, porém são mais insatisfeitos que trabalhadores de  outras áreas. A matéria da resportagem diz: Tech workers richer but less happy than most workers.

E agora, qual a alternativa para sobreviver neste mar de informações, trabalho, desafios e se manter saudável ao mesmo tempo que evita o efeito “burn out”? Quem me acompanha sabe das minhas mudanças de estilo de vida que começaram em 2011 e recentemente foram mostradas na revista Época no Brasil. Para mim, o longevidade na área e o balanceamento entre os quatro principais pilares da vida (uso este termno no livro que lancei recentemente aqui nos EUA, onde falo sobre este balanceamento), que são: Saúde, Família, Trabalho e Social (amigos, comunidade, etc) são vitais para qualquer profissional, mas para nós na área de tecnologia mais ainda.

Note que coloco saúde em primeiro lugar, pois sem saúde você não tem como cuidar da sua família e nem trabalhar. Com isso, é PRECISO manter a máquina funcionando em estado perfeito para que você tenha longevidade no trabalho e na sua vida pessoal. O pilar da saúde vem no equilíbrio de duas coisas: alimentação e exercícios. Não há dúvida que o que você come interfere diretamente na sua performance, eu sou prova disso. Ao mudar minha alimentação tive um ganho de performance em todas áreas da minha vida.

Em fim, é uma batalha contínua para todos profissionais de TI, mas tente ao máximo sair dessa estatística de stress, burn out e queda de performance. Cuide da sua máquina, pois caso contrário não conseguirás cuidar da máquina dos outros no futuro.

Saúde e Sucesso pra todos!

domingo, agosto 23, 2015

Impossível se conformar

Entre 14 e 28 Julho, pela primeira vez eu e minha família não tiramos férias para ir para o Brasil, resolvemos fazer nossa primeira Eurotrip juntos. Foram maravilhosos cinco dias em Londres e cinco dias em Paris e três dias em Montpellier no sul da França. Minha experiência na Europa tinha sido apenas em Porto (Portugal) e Madri (Espanha), em ambos locais tive uma excelente experiência.

Voltando para Eurotrip deste ano, sem dúvida Londres foi a melhor parte da viagem, povo educado ao extremo, clima estava ótimo, cidade linda, sistema de transporte perfeito e claro: é a terra do Iron Maiden! Que diga-se de passagem tive a oportunidade de ir no primeiro pub que eles tocaram:

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Londres foi perfeito! Paris….humm, que decepção! Não pela cidade em si, as belezas, a comida, os prédios antigos, não por isso…na realidade isso salvou a ida, foi pelo povo truculento mesmo. Pessoas rudes que em pleno um centro turistico como Paris ficam com cara feia se você não fala Francês e quase não se esforçam para entender o que você fala. Mas, apesar da truculência, tivemos excelentes momentos.

Peraí Yuri, e o que tem haver isso com o título deste post (impossível se conformar)? Cara, quando eu estou viajando eu sempre me lembro da minha terra de origem, das belezas naturais da minha Fortaleza e do potencial da terra. Aí bicho, penso: poxa, seria tão bom se as coisas de fato estivessem funcionando naquela terra!!

Ao “tentar” assistir o jornal com notícias do Brasil eu só vejo desgraça. Uma que me revoltou muito foi essa aqui: Dupla tenta roubar bicicleta de turista na praia e quase leva criança. Eu sou Pai, e ao ver este vídeo fiquei desesperado, pois eu apenas imagino o desespero do Pai ao tentar salvar o filho.

Agora veja só, esta é uma praça onde as pessoas em teoria deveriam se divertir com a família, andar de bicicleta, cutir o mar, etc. Aí acontece isso, e segundo os moradores isso acontece todo dia. Agora me diz, o que adianta morar em frente ao mar e não ter segurança?

Aí voltamos para minha Fortaleza, vou passando as notícias e vejo: Americano agredido no Ceará deixa país e escreve carta: 'Não venham'. Aí vem um monte de bairrista e diz: “também, não sabe aonde anda!” Sério que agora a culpa é do assaltado/agredido? Em plena luz do dia em uma praia movimentada? Ao passo que as autoridades tem total culpa nisso, o povo também ajuda, pois ao invés de cobrar fica defendendo o lugar que mora, com comentários do tipo: “Grigo besta não diga por aí que não volte, amo minha Fortaleza”. Peraí, é o que? Macho, tu que fala isso é total parte do problema. Me lembra diretamente aquela mãe que ver o filho fazer coisa errada e ao invés de corrigir passa a mão na cabeça. Que porra de amor é esse? Estas criando um futuro delinquente?

Tá tudo errado…tudo! O criminoso tem direito de sair da prisão no dia dos Pais, e o que ele faz? Veja o que ele faz: Jovem é preso após espancar e abusar de idosa durante saidinha do Dia dos Pais. Essa senhora é um pouco mais nova que minha mãe, e aí? Que lei é essa que libera criminoso?

Por isso o título deste post, pois após visitar outros países além do que moro, vejo que o Brasil está longe de ser um local onde eu recomendaria minhas filhas a morarem. Para mim é triste dizer isso, mas não comprometo a segurança da minha família por “amor a pátria”, até mesmo por que amor de uma via só não funciona, é preciso que a recíproca seja verdadeira.

sábado, agosto 15, 2015

Não existe “Normal”

Os meses de Junho até o momento foram muito gratificantes para mim, pois foram meses que colhi muito do que plantei por anos. Em Junho alcançando o segundo lugar no master de fisiculturismo no torneio que ocorreu no estado de Oklahoma, em Julho lançando meu primeiro livro não técnico em um evento na academia Destination (ver vídeo aqui – obrigado Emilio Mansur pelas legendas) e ainda em Julho fiz uma viagem para Europa com minha família, nossa primeira Eurotrip. Tudo isso é fruto de trabalho, seja ele na academia, no escritório, na cozinha, em qualquer lugar – trabalho!

Para coroar estes meses de colheita, semana passada saiu esta reportagem na revista Época impressa e ontem (sexta 14 de Agosto) saiu essa aqui na revista online. Bem, eu fui inundado de congratulações por amigos e isso para mim é bastante gratificante, pois não é apenas um reconhecimento mas também um uma formar de mostrar que é possível – para qualquer pessoa! Um dos comentários mais marcantes vieram de dois um ex-alunos, ele disseram:

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O motivo pelo qual estas declarações são importantes para mim é devido ao fato de eu ter sido Professor destes caras em 2003 na faculdade e para um Professor não existe recompensa maior que saber que todo seu esforço de passar uma mensagem que impacte seus alunos além da sala de aula tenha sido digerida e guardada para sempre. É isso que agente leva nessa vida, a forma com que impactamos positivamente as pessoas que estam ao nosso redor, o que podemos fazer para ajudá-las a crescerem como pessoa.

Claro, todos compartilhamentos e declarações foram importantes, mas gostaria de enfatizar estes dois por este motivo, pois foram frutos plantados em sala de aula, de um curso superior, a noite quando todo mundo já vinha do trabalho cansado.  Agora vem a pergunta, e o que você quer dizer com “não existe normal”?

Quando você se expõe para o público você precisa estar pronto para palavras de apoio mas também para críticas (na maioria das vezes destrutivas). E eu já me acostumei com isso, pois a Internet vocalizou uma legião de calados que querem de qualquer forma dar sua opinião, mesmo que esta opinião seja destrutiva para outra pessoa – não interessa, o caboco quer é falar!!

Pois bem, na página da Época no Facebook comecei a ler alguns comentários sobre a matéria e claro tem todo tipo de opinião, boas, ruins, ridículas, etc. Mas teve uma que me chamou atenção, o cabra diz: “Ainda não encontrou o normal, foi para os dois extremos.” Peraí, o que é o normal? Será que o cara leu a reportagem e notou que desde o começo era esse o objetivo (competir em fisiculturismo)? Se este sempre era o objetivo, este é o meu normal, simples assim. Eu poderia olhar para um maratonista, que muitas vezes é um cibito baleado e dizer: fi da peste é só o cibito, não encontrou o “normal”. Mas eu seria um estupido em dizer isso para um atleta que tem como objetivo correr em provas de longa distância e com isso o corpo dele é assim e aquilo é o normal dele.

Então meus caros, não existe normal. Não caia nessa de querer ser normal perante a visão dos outros. Eu nunca quis me enquadrar neste normal, pois geralmente o normal não consegue alcançar muito na vida, pois ele tem uma visão limitada do que é possível. O normal usa a experiência frustada dele mesmo como parâmetro, do  tipo: se eu não consegui e fulano consegui é por que ele está fazendo algo errado, algo ilegal ou tem alguém ajudando ele. Em outras palavras, não é mérito do cara, pois o “normal” não conseguir.

Esqueça normal, viva intensamente, quebrando paradigmas, barreiras e sempre pensando “ahead of the curve” (na frente da curva). Não existe normal!

sábado, julho 11, 2015

Noite de Autógrafos do Novo Livro

Essa foi uma semana muito especial, após quase dois anos de um projeto muito importante, que foi escrever este primeiro livro não técnico, finalmente lançamos em uma noite de autógrafos na Destination em Plano, Texas. Na foto abaixo estou com meu ex-treinador e dono da Destination, o Greg McCoy (que também escreveu o prefacio do livro) e com a minha co-autora Jodi Miller (que no final de semana passado tornou-se IFBB PRO depois de 15 anos competindo na liga amador NPC).

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Foi um momento bastante especial pois este livro não era sobre uma tecnologia, não era sobre um assunto técnico, é sobre o que acreditamos e o que passamos para alcançar objetivos. A Jodi teve uma participação fundamental neste livro pois trouxe anos de experiência na área de preparação para campeonato alinhada com anos de experiência como Professora de Inglês para faz este “mix” de idéias No evento também tivemos o prazer de contar com outros IFBB PROs como Branch Warren:

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…e Allison Frahn

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O livro já está disponível em eBook na Amazon, você pode comprar agora mesmo no link abaixo:

http://www.amazon.com/Ready-Set-Achieve-Creating-Achieving-ebook/dp/B011AQDYOQ

Semana que vem estarei na Inglaterra onde irei palestrar sobre o livro na Brazilarte Academy e também vou levar algumas cópias do livro para vender. 

Sem dúvida um projeto especial que agora está disponível para todos e como escritor a melhor recompensa ainda estar por vir, que será receber bons feedbacks (como este na Amazon) sobre o livro e a esperança que o mesmo ajude muito gente a criar este banlanço ideal na vida.

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terça-feira, julho 07, 2015

Faça por onde merecer

Venho lendo posts no Facebook, os infâmes “memes” que muitas vezes distorcem a realidade mas são uma praga para se propagar. Ví alguns recentemente criticando a “meritocracia”, que isso é coisa do capitalismo e é uma “falacia” (outra palavra que anda muito na moda ultimamente). A verdade é todos em algum momento querem a tal da meritocracia, até mesmo o funcionário público que vive a custa do “estado” e que defende o governo, uma hora curtiu a meritocracia: quando ele estudou para fazer a prova do concurso e passou por MÉRITO pessoal. Os que jogam pedra na meritocracia após curtir os benefícios da mesma em algum momento estam apenas atestando um sistema de hipocrisia.

Neste excelente texto de Jefferson Viana, ele enfatiza muito bem fatos reais de que a meritocracia é importante para um sociedade em crescimento. O problema que temos hoje é que o cidadão já chega na sua adolescência achando que só pelo fato dele existir o estado já tem uma dívida com ele e tem que tomar de conta dele. Rapaz, nimguém deve nada, você que tem que fazer por merecer “ter”, é uma ilusão achar que o mundo lhe deve algo sem você contribuir com nada na sociedade. Veja um dado interessante abaixo:

“De acordo com o IBGE, em 2013, um a cada cinco jovens brasileiros (20,3%) não trabalhava nem estudava. O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho.”

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/08/politica/1420731746_849915.html

Agora me diga o que passa na cabeça do jovem que quer curtir tudo que o capitalismo oferece (smartphone, Internet, tablets, etc) e não quer arcar com a conta? Conheço gente que não dispensa uma roupa boa, mesmo que esteja desempregado. Quem vai pagar a conta? É preciso tangenciar esta juventude para entender que é preciso estudar e trabalhar para vencer na vida, e sim é possível independente de onde você more. O que diferencia um pobre de um rico é a relação oportunidade versus esforço. Eu terminei meu segundo grau em colégio público, e tive diversos amigos que terminaram em colégio particular, isso determinou apenas aquele momento da minha vida (o começo) e não aonde eu queria chegar (o fim). Tanto é que hoje trabalho na Microsoft, tenho 12 livros publicados, Mestrado, MBA, Pós-Graduação e a minha base foi terrível comparada com a base de alguns amigos ricos que tiveram tudo de bom e hoje tem um emprego que não ganha mais de dois mil reais por mês.

Se eu tivesse crescido em um ambiente onde a “revolta” tivesse tomado de conta, onde eu tivesse ouvido desde o começo que eu precisava cobrar do Governo para me dar algo, que eu tivesse ouvido coisas do tipo: “trabalhar para esta elite suja? Não, prefiro continuar reinvindicando.” Se eu tivesse tangenciado por este lado, eu só iria ver o lado ruim da coisa, e nunca teria conseguido sequer focar em ter um futuro melhor. Veja o exemplo de Cícero Pereira Batista:

“"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu conseguir superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema.”

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/07/25/pegava-livros-no-lixo-ex-catador-de-brasilia-conta-como-virou-medico.htm

Agora me diga: imagine se Cicero tivesse sido mais um que lê os memes do Facebook que condenam a meritocracia? Que focam apenas na revolta contra o sistema sem sequer contribuir com a sociedade? A verdade meu caro é que a vida é sua, você tem o controle dela, e ao passo que pode ser revoltante para você ver gente tendo sucesso sem esforço (pois herdou de alguma forma a facilidade de ter aquele sucesso), se você não fizer nada e só reclamar, você continuará na merda. Eu não me revolto com os “burgueses”, pelo contrário, eu me espelho em pessoas de sucesso, pois se eu não conseguir ser como elas, pelo menos criei uma boa foundation para minhas filhas usufruirem disso e não passarem pela mesma dificuldade.

É preciso acabar com esse ódio de classes que existe no Brasil, ainda se houve a mesma ladainha dos anos 80: olha os burgueses...olha os filhinhos de papai. Sai dessa meu amigo, vá viver sua vida e deixe de se preocupar com a dos outros. Quer ter boas condições financeiras? Então estude e trabalhe sem esperar pelo estado ou sem se preocupar com A ou B. Você é o dono do seu destino, mas para isso é preciso você acreditar e trabalhar diariamente para fazer acontecer.

segunda-feira, julho 06, 2015

Esteja sempre pronto

Quando me dizem que tive “sorte” pela oportunidade de ter vindo para os EUA em 2003 e para trabalhar na Microsoft eu apenas digo “é né”. Sorte é uma ilusão que criamos para justificar algo inesperado, se for bom é sorte e se for ruim é azar. Infelizmente muita gente esquece do principal: quando a tal sorte bater na sua porta se você não estiver pronto para abraça-la, ela vai embora rindo de você. Isso significa dizer que você sempre tem que estar pronto caso esteja de fato em busca de algo. Não adianta nada ter várias oportunidades se você não esta apto para agarrá-las e fazer acontecer de verdade.

Hoje tive um exemplo claro disso, recebi um pedido de um amigo que mora fora do Brasil para indicar alguém para uma posição de TI na empresa dele. A empresa bancava o visto, pagava bem, e dava todas as condições de realocação. Falei com umas cinco pessoas que achei que eram capacitadas para o perfil, das cinco apenas uma disse sem “titubiar”: eu quero, mande meu curriculum. As quatro que negaram não estavam prontas, umas com problema de idioma, outras porque simplesmente não estavam certo se era isso que queria. Detalhe que destas que “não estavam certas” são pessoas que acompanho e vejo as críticas diárias ao Brasil e a famosa frase: “ah se eu tivesse sorte de ir embora daqui.”

E agora? Quando aparece a tal da “sorte” a pessoa não está bem certo? É o que eu sempre digo, falar é a coisa mais fácil que existe, fazer é outra coisa. Já estou acostumado, pois já tive diversos casos deste tipo de comportamento. Lembro que em um dos livros que lancei um amigo chegou e disse: cara, me passa os “bizus” de como publicar, o que fazer, quem contactar, pois eu estou pronto para escrever um livro. Beleza, passei tudo e até hoje espero ver o livro publicado, na realidade não espero mais pois a pessoa disistiu. E por aí vai.....vários exemplos que falar é mais fácil que fazer. As redes sociais deram audiência para os profetas teóricos que dizem que vão fazer, que vai acontecer, ganham seguidores, mas não entregam para sí mesmo o que foi prometido e com o tempo fica no esquecimento. Até que um dia quando todos esqueceram, a pessoa vai e começa a prometer de novo que vai fazer.

Uma das coisas que falo sempre para minha filha mais velha: seja “accountable” pelo que você prometeu fazer. Ela tem que entender que palavras não podem ser jogadas no vento, promessas banais que enganam a si mesmo. É como a dieta que sempre começa na segunda, o ano novo sempre cheio de promessas e o vício de criar-se promessas que não são cumpridas continua pela vida. Aí fica a pergunta: se você mesmo se engana com suas promessas, como querer cobrar dos políticos que cumpram as promessas deles?

Reflita, se disser que vai fazer, faça....se houver dúvida que vai fazer não prometa, fique em silêncio e se decidir fazer, faça e depois anuncie sua conquista.

terça-feira, junho 09, 2015

Deixa eles rirem

Quando você começar vão ter os que vão rir de você, do gordo se exercitando, do gordo tentando entrar em forma.....deixa eles rirem

Julho de 2011

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O tempo vai passar, e os resultados começam a aparecerer, mas alguns ainda vão rir, deixa eles rirem...

Abril de 2012

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Até mesmo porque agora você é ex gordo, flácido, com pelancas e vão rir....deixa eles rirem.

Agosto 2012

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Agora já não estam rindo tanto, já começam a perguntar o que você tá fazendo, e outros começam a chamar de obsessão, e poucos vão rir. Deixa eles rirem...

Novembro 2013

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Continue trabalhando em silêncio, e caso ouça algo…deixa eles rirem…

2014/2015

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Trabalhe no que você acredita, no que você quer, no que você gosta e deixe a “zuada” de lado, foque no que lhe faz bem e acima de tudo seja persistente, pois grandes resultados só vem com o tempo. Entrando no quarto ano da minha mudança de estilo de vida e no final de semana passado fique em segundo lugar na categoria Master docampeonato estadual de Oklahoma (NPC Oklahoma Championship) e terceiro na categoria meio pesado. Para alguns, apenas duas medalhas, para mim a visualização concretizada de um plano traçado quatro anos atrás. Agora, para frente e sempre melhorando.

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Obrigado a todos amigos, conhecidos e até os que não me conhecem mas que me apoiaram sempre. Se você está como eu estava no começo, não se desanime: É POSSÍVEL, VÁ E FAÇA!!!

segunda-feira, maio 25, 2015

Meu primeiro livro não técnico

Parece que foi ontem quando escrevi este post sobre minha mudança de hábito, mas na realidade isso ocorreu a exatos 3 anos atrás. Nossa idéia de tempo pode ser tão vasta, três anos parece não ser nada, mas se vivido com intensidade e executando um plano consistence, é possível obter grandes resultados em apenas 36 meses. O problema é a tal da falta de paciência somada com a falta de consistência e por isso que não gosto dos famosos projetos: Projeto Verão, Projeto X Dias, Projeto Carnaval….que tal Projeto Vida Melhor, algo para sempre? Por que mudança de hábito não pode ter data de expiração, tem que ser algo que se faz com vontade de mudar e depois da mudança é preciso manter ou melhor, continuar o progresso pois não este lance de manutenção é roubada, ou você foca em um melhoramento contínuo ou você acaba voltando aos hábitos do passado.

Mas hoje estou aqui para dizer com muita satisfação que finalmente, depois de longos 2 anos trabalhando em parceria com minha co-autora e competidora profissional aqui no Texas (Jodi Miller), o livro que tem muito sobre o que me fez mudar já está disponível para reserva na Amazon.

BookCover

Porém, este livro não é uma receita de bolo para perder peso, até mesmo porque quando a Jodi e eu começamos a escrever tinhamos em mente alguns pilares básicos:

  • Não adianta criar uma dieta genérica para perder peso, cada pessoa tem necessidades específicas.
  • Não adianta ter dinheiro, ter o melhor nutricionista, o melhor personal trainer, acesso aos melhores suplementos se a cabeça não está pronta para a mudança de vida.

Estes são pilares que acreditamos muito e no passar destes três anos vejo isso constantemente. Pessoas com grana que contratam os melhores trainers, tem acesso a tudo, até conseguem perder o peso que queriam mas depois voltam a vida normal, ou seja, ganham o peso de novo. Este livro é sobre alançar objetivos consistentemente, uma vitória em cima da outra e construir suas vitórias em uma base sólida, que não se destrua na primeira tempestade. Pois a verdade é que tempestades vão aparecer no seu caminho, sua rota vai ser desviada várias vezes durante sua jornada, mas desde que você mantenha o foco no destino, o que ocorre na jornada apenas lhe deixará mais forte.

Uma pergunta que recebi quando comentei sobre este livro com alguns amigos do Brasil foi: vai ter em Português? Sim, vai ter em PT-BR e vai ser lançado pela Nova Terra Editora. Quando eu ainda não sei ao certo mas é provavel que ainda neste ano de 2015.

Para mim, estes últimos 3 anos foram fantásticos em todos aspectos da minha vida, claro que a única coisa que lamento é ter perdido meu Pai em 2013, mas sei que ele está feliz por minhas conquistas. Não vou dizer que sempre será assim,a vida muda muito e não tenho como prever o futuro, porém o fato é que irei continuar usando esta minha fórmula do balanceamento para continuar alcançando sucesso na vida pessoal e no trabalho ao mesmo passo que mantenho minha saúde em dia.

Para finalizar, hoje (25 de Maio), minha amiga e co-autora do livro treinamos juntos para celebrar o lançamento da obra:

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Espero que gostem do livro.

Abs!

sexta-feira, maio 08, 2015

Celebre a Diferença

Neste momento este voltando de Chicago, onde estava participando do Microsoft Ignite. Mas deixa para falar desta conferência em outro momento. Gostaria de falar do filme que trouxe comigo para assistir durante o vôo, chama-se Imitation Game (não sei ao certo como foi traduzido no Brasil). Este filme foi baseado em fatos reais, que mostram como um grupo de matemáticos liderados por Alan Turing foram capazes de quebrar a máquina de criptografia usada pelos alemães na segunda guerra mundial, a famosa “Enigma”. Para quem é da área de tecnologia e segurança da informação esse filme é fascinante, pois mostra que antes mesmo de qualquer recurso computacional, Alan Turing criou uma máquina para combater a outra máquina. Ao passo que a Inglaterra e todos outros aliados tentavam quebrar isso na “mão”, através da contratação dos matemáticos mais renomados da época, Alan já chegou mostrando que a única forma de quebrar o “enigma” era através da criação de uma outra máquina que pudesse “decrypt” o código cifrado.

Bem, todo esse papo geek é maravilhoso no filme, porém tem um lado que vai se desenvolvendo a medida que o filme vai passando que ainda é mais interessante. Alan Turing era homosexual, desde novo ele criou este afeto por um grande amigo de escola e com o passar do tempo descobriu que ele sentia atração por garotos. Porém, na época ser homosexual na Inglaterra era um crime, o sujeito poderia inclusive ser preso, o que me assombra é lembra que isso não faz tanto tempo, na realidade pouco mais de 50 anos. Alan continuou sua saga de dois anos no desenvolvimento desta máquina que iria quebrar o Enigma, que por sua vez recebeu o nome de Christopher, seu primeiro (e talvez único) amor. Quando começou a funcionar de forma plena, a capacidade de quebrar as mensagens enviadas pelos Alemães foi capaz de encurar a guerra em 2 anos e com isso estima-se que mais de 13 milhões de vidas foram salvas.

O problema é que durante estes anos trabalhando para o Governo Britânico, a vida de Alan foi vasculhada e com isso descobriram que ele era homosexual. O Governo condenou Alan a 2 anos de prisão ou 2 anos de tratamento hormonal (algo que era usado na época para “curar” a pessoal que se revelava homosexual). Após um ano de tratamento, Alan cometeu suicídio em Junho de 1954, ele tinha apenas 41 anos de idade. Por fim, como pode ser visto abaixo, em 2003 a Rainha Elizabeth garantiu um pedido real de desculpas (mínimo diga-se de passagem):

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Bem, esse é apenas um breve sumário do filme, que recomendo demais que todos assistam e reflitam sobre o tema. O mundo avançou bastante no que tange a mentalidade, e ainda bem atrocidades como estas não são cometidas mais hoje (em alguns lugares – infelizmente ainda existe muito, mas muito preconceito). Alan salvou 13 milhões de vida com sua máquina, mas não conseguiu salvar a sua própria vida pois o Governo (como sempre, o governo que quer decidir o que uma pessoa pode ou não ser) preferiu tentar “curar” o que eles entendiam como um problema.

Gente.....é através do conhecimento aprofundado do passado que procuramos aprender e não cometer os mesmos erros. Vamos parar de condenar as pessoas pelas suas diferenças de gosto, cor, orientação sexual ou raça. Cada pessoa é diferente, cada pessoa é um universo e não cabe a mim, a você ou a nimguém julgar. Mesmos os religiosos que dizem que a homosexualidade está acabando com a família tradicional, deveriam pensar que foi um homosexual como Alan que salvou milhões de pessoas, pelo puro amor ao que gostava de fazer: pesquisar, estudar e resolver problemas. O mundo melhorou bastante, mas ainda tem muito, mas muito para aprender e o ser humano ainda tem muito chão pela frente para poder um dia bater no peito e se achar um ser racional...pois discriminar alguém pela escolha de como ela decidiu viver sua própria vida é algo que pode ser categorizado de tudo, menos racional.

Obrigado Alan Turing, você é um exemplo!

terça-feira, março 03, 2015

Pai, o senhor não está perdendo nada

Já fazem pelo menos três dias que sonho com o senhor meu Pai, sonhando com nosso bate papo, com nossas conversas que muitas vezes foram breves porém com bastante profundidade. Pois é Pai, hoje li este seu texto e em especial li várias vezes a seguinte passagem:

“Voto é a expressão de todas nossas utopias. E não existe mais nada disso em mim. Aquele operário que me honrava, não passa de um mentiroso, que anda faceiro, bem vestido e brinca de ser Deus, dono do destino, de nossos corações e mentes. Aquela estrela foi transformada em uma cueca cheia de dólar. Pensei comigo mesmo. Qual é meu sonho?. Não sei. Qual minha Ideologia? Lembrei-me de Cazuza. Quero uma pra viver. Foi o domingo mais triste de minha vida. Fui... arrastado pela obrigação. Votei na HH, com o fio de esperança de começar tudo de novo. Votei e voltei para minha casa, coloquei o CD, para não ver nem ouvir nada sobre política. Mas, tudo me levava a ela. Coração de Estudante, Pra não dizer que não falei de flores, Carolina... Até que Gonzaguinha me disse que eu não tinha Cara de babaca, mas era o próprio babaca, por ter acreditado tanto... Aí não deu mais pra agüentar, o coração explodiu, tomei o velho somalium , dormi a noite toda, e juro acordei sorrindo, com a TV anunciando que o Lulinha 171 ia para o segundo turno....foi como um força tivesse penetrado em mim, eu GRITEI ALTO .....ELE NÃO É DEUS.” ~Edivaldo Diógenes (16/10/2006)

Lembrei-me de sua carreira de 10 anos a frente do Sindicato da Universidade Federal do Ceará e a queda da sua “ideologia” de esquerda, que no fim me guiou de forma acurada na minha vinda para os Estados Unidos. Pai, sei que deve estar acompanhando tudo de longe, porém com outros olhos e até penso: ainda bem que o senhor não está aqui para ver isso tudo. Vou resumir um pouco o que ocorrer meu Pai:

  • Lembra quando fomos as ruas, os caras pintadas para tirar o Collor e na época estávamos exercendo a nossa cidadania e fazendo uso da democracia. Pois é Pai, hoje aqueles mesmos “companheiros” que falavam isso, chamam um possível impeachment da atual Presidente de golpe.
  • O senhor sabia que a Petrobrás vai ter que vender 13.7 bilhões de doláres de ativos para poder dar conta do financeiro que está em crise. Uma estatal que está sendo administrada a 12 anos pelo menos Governo, porém o atual responsável prefere culpar quem esteve no poder 13 anos atrás e os militantes concordam com isso, ou fazem vista grossa ou simplesmente começam a trazer dados de mais de duas décadas atrás.
  • O senhor sabia que a balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com um deficit de déficit de US$ 2,84 bilhões, que é o pior resultado desde 1980? Mesmo assim, todos se calam perante aos números.

Pai, isso não é nada...são apenas alguns números que estou lhe trazendo, o pior mesmo meu querido é a inércia das pessoas que votaram no governo atual. Pai, tá tudo mudado....não é possível mais ter “oposição” no Brasil, pois você é taxado, espancado em manifestações e até mesmo ameaçado. É triste meu Pai, e nesta ótica eu lhe digo: o senhor não está perdendo nada! Conhecendo sua pessoa, sei que estaria sofrendo mais que qualquer um, pois acima de tudo o senhor tinha carater para admitir o erro, tanto é que o fez várias vezes. É por isso que hoje, quanto mais eu leio, quanto mais eu penso e quanto mais e vou em busca do seu passado, mas eu admiro sua coragem. Essa coragem sua não se vê mais hoje, o senso do certo ou errado já se foi, tudo é visto como se fosse um jogo de futebol, onde os torcedores são doentes pelo time e o importante é ganhar, mesmo que o juiz esteja roubando para seu time.

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Porém, tem outro lado meu que sente uma falta danada de ter esta pessoa consciente para me orientar e para conversar – um verdadeiro amigo que vai querer meu bem incondicionamente. Mas, a saudade nada mais é que uma forma de lembrar o quanto o senhor foi e é importante para mim.

Abração meu querido!

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Não me Traga Problemas, Traga-me Soluções

Quem nunca ouviu algo semelhante a isso vindo do seu patrão ou seu gerente de projetos, ou seu cliente? O que você faz como profissional? Você faz uma engenheria reversa para dissecar o problema, ver as possibilidades de resolver o problema e trazer a solução. Tenho muitos amigos da área de TI que são bons nisso e conseguem aplicar isso na prática na sua profissão. Porém, nem todos conseguem fazer isso na vida pessoal.

Quando o tema é “morar fora do Brasil”, minha pequena estatística baseada em conhecidos que trabalham na área de TI é que pelo menos 80% do pessoal que conheço quer de fato sair do Brasil para ir para o exterior procurando uma melhora na vida pessoal e profissional. Porém, destes 80% uma grande parte começa a frase dizendo: “Quero muito ir, mas....”. Pronto, sua derrota já começou a ser plantada. A desgraça do “mas” é nada mais nada menos que uma forma que você tem de lhe convencer que você quer “mas” agora não da. Não existe frase mais certa que: “Se é importante para você, acharás um caminho, se não, acharás uma desculpa”.

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Querer, sonhar, almejar, pensar, tudo isso fica na teoria se não houver um plano de ação com “deadlines” e que você seja seu próprio patrão e diga: não me traga problemas (neste caso um problema seria empregar o “mas”), me traga soluções (aqui é onde você transforma o “mas” em uma ação para vencer o obstáculo). Uma das coisas que considero uma verdadeira ofensa é o cara chegar e dizer: “você teve muita sorte”. Sorte? Eu chamo de planejamento e trabalho para fazer acontecer, e adivnha o que? Quanto mais eu planejo e trabalho para fazer acontecer mais essa tal de “sorte” aparece na minha vida. Então, se sorte é isso (trabalhar e fazer acontecer sem focar em desculpas), beleza, tenho sorte.

Eu já falei em outros posts aqui sobre morar fora do Brasil e uma grande parte de vocês já sabem sobre o assunto, mas pra mim não foi fácil pois ao contrário de muitos hoje em dia que tem algum tipo de experiência (nem que seja de férias) de ter ido no exterior (nem que tenha sido no Paraguai), eu saí de Fortaleza para vir para o Texas sem nunca ter ido mais longe que São Paulo. Estudei meu segundo grau inteiro em colégio público e inglês era meu ponto fraco. Mas, quando resolvi que queria ir embora do Brasil estabeleci um plano, e a primeira parte deste plano foi aprender inglês pelo menos para me comunicar. Estabeleci datas (entre 2001 e 2003 foquei em estudar inglês – pois a parte técnica era algo que já fazia no dia a dia do trabalho), e no final de 2003 fui embora. Agora você acha que quando vim eu era fluente? Longe disso, mas conseguia “arranhar” e fiz mais cursos de inglês quando cheguei. Esse é outro ponto importante: se você esperar a hora certa (que você se considere fluente) para poder vir, vixe.....tome tempo e no final isso vai ser o seu “mas”....mas não estou pronto, mas não sei falar direito, mas..mas..mas.

Se você quer de fato sair do Brasil, comece a criar seu plano de ação, coloque as datas limite que cada etapa deverá acontecer, faça o follow-up, cobre de si mesmo e mantenha-se focado em fazer acontecer. Apareceu problemas? Foque na resolução e não no uso do problema para lhe convencer que “não era a hora certa” ou que “é um sinal para mim não ir”....não viaja tanto na maionese tentando achar justificativas para não fazer, foque na resolução do problema e vai ver que os resultados vão aparecendo de forma natural.

Boa sorte e estou aqui para ajudar nesse processo caso precise!