sábado, maio 28, 2016

Mas também….

O crime que revoltou o Brasil na semana passada não é algo anormal, na realidade a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Porém, o fato barbárico de terem sido 33 animais que se vangloriaram em rede social do ato cometido trouxe a tona o assunto que jamais deveria sequer ser esquecido. Este assunto também trouxe a tona os comentários sarcásticos de quem ainda acha que a culpa é da vítima e por isso o meu post está sendo entitulado “mas também”.

A lógica de quem coloca a culpa na vítima (seja qual for o caso) é a seguinte:

  • O cidadão trabalha, estuda e sempre galga ter algo melhor nada vida. Poder oferecer conforto para sua família e curtir o RESULTADO do trabalho. O cidadão compra um carro bom, uma boa casa, se veste com as roupas que ele gosta e ao ir passear em um local público é assaltado. Levam relógio, celular, tênis de marca, etc. 
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, fica esbanjando riqueza, andando com relógio bom e passeando com carrão, taí, se lascou.
  • A garota usa uma saia mais curta (pois gosta), ela coloca fotos na rede social mostrando seus atributos que foram fruto de treino, boa alimentação (ou simplesmente genética). A garota é estuprada.
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, fica se exibindo com essa microsaia, tá pedindo para ser assediada. Taí, bem feito.
  • O cidadão tenta usar do seu direito de liberdade de expressão, vai para faculdade com a camisa de um candidato. Chegando nesta universidade que é um redulto da ideologia contrária ao candidato, começa a repudiar o cidadão, falando palavrões e até chegando a agredir físicamente.
    • A lógica do “mas também” vem e diz: mas também, vai para universidade vestindo essa roupa de facista, tem mais é que se fuder mesmo. 
Nestes três exemplos há uma coisa em comum: a intolerância. Se você concorda com o exemplo dois mais acha que os exemplos um e três são merecidos, então você é parte sumária do problema. É muito fácil sermos tolerante com o que concordamos e acreditamos, mas se queremos diversidade precisamos olhar para todos os lados e RESPEITAR a todos.

Em Fevereiro e Março fui para dois shows do Iron Maiden, em Fevereiro em Tulsa, Oklahoma e em Março em Tacoma, Washington. Nestes dois shows tinha representantes de Igrejas Batista com um cartaz imenso dizendo “Jesus Salva” e pessoas pregando na fila, para a multidão de preto. Sabe o que aconteceu com estes crentes? Nada. Sabe o que os “Metaleiros” fizeram? Nada. Simplesmente ignoraram e alguns até chegavam perto e batiam foto com a pessoa. Isso chama-se tolerência e respeito. Mas no Brasil, se isso ocorre, alguém vai lá e mete o sarrafo no cara, e aí vem a turma do “mas também” e diz: mas também, fica pregando Jesus no meio de um monte de metaleiro, taí bem feito.

Pois é, se você pensa assim: VOCÊ É PARTE DO PROBLEMA!!!

É muito bonitinho se revoltar, trocar foto de perfil no Facebook, quando a coisa atinge diretamente agente, mas a pergunta que fica é: no dia a dia, você usa a lógica do “mas também”? Não adianta vir para mim e dizer que é uma questão cultural ou de tradição, nem tudo que é cultural e feito a anos é correto (vide o meme abaixo).

TRADIÇÃO - Só por que você sempre fez desta forma, não significa dizer que você não é incrivelmente estúpido.

Vejo pessoas que tem dois carros (um bom e um lascado) para poder viver sem ser assaltado. Pois no dia a dia usa o carro fudido e somente em algumas situações usa o carro bom.  Isso foram um dos motivos que me levaram a sair do Brasil a 13 anos atrás, a impossibilidade de usufruir do fruto do meu trabalho, pois sempre vivia com medo de ser assaltado e sempre me neguei a ser um seguidor da cultura do “mas também”.

Por fim vamos deixar bem claro: a vítima não tem culpa. Nos três casos acima, os que sofreram com a intolerância da sociedade são vítimas e ponto final.

terça-feira, maio 24, 2016

Cuide bem do seu Cortisol

O famigerado Cortisol, também conhecido como o hormônio do stress não necessariamente precisa ser o vilão da sua vida, porém se você ignorá-lo, ele será. Desde que mudei meu estilo de vida em Outubro de 2011 (inclusive amanhã fazem extamente quatro anos que escrevi meu primeiro post sobre esta mudança) eu tenho observado de perto este hormônio nos meus exames. Em 2012 quando fiz a primeira bateria completa antes de entrar na mudança de vida, este cortisol estava ridiculamente alto, que refletia diretamente no meu comportamento. Sim, pois o cortisol tem um papel direto no seu comportamento (ver este estudo da Universidade Concordia).

Os anos foram se passando e com à atividade física e boa alimentação eles foram voltando ao normal, apesar de não estarem perfeito. Porém, foi em 2015 que meu nível alcançou o maior ápice de perfeição, fazendo com que meu médico olhasse para mim e perguntasse: rapaz, seu resultado aqui é de uma pessoa “stress free” e estou curioso para saber o que você fez para chegar neste nível, pois sei que trabalha com tecnologia e isso por si só já é algo que pode ser stressante. Olhei para ele sorrindo e disse: Doutor, minha filha mais nova esta tocando bateria e todos os dias depois do expediente agente pratica junto, estuda a música junto e damos muitas risadas. Ele olhou para mim e disse: that’s it (é isso)!


Diversificar é de suma importância para sua saúde, sair de um cenário onde você está imerso em problemas para resolver, pesquisas para fazer e respostas para fornecer para um cenário onde você apenas se diverte é quase que uma medidação. Para alguns este momento zem vem através de uma corrida a noite, uma ida para academia, etc. Como eu faço minhas atividades físicas pela manhã, a noite eu preciso de algo que “reinicie” minhas idéias e que me faça esquecer de qualquer problema do dia, resposta: música.

Mês passado assisti uma palestra de um PhD em exercício físico onde ele falou exatamente isso: “muito fisiculturista chega para mim reclamando dizendo que não está vendo progresso, come bem, treina bem, dorme bem e não vê resultado – minha primeira pergunta é: como está seu nível de cortisol?”...ficou claro através dos dados científicos que ele mostrou que um alto nível de cortisol vai ter impacto direto (e negativo) na sua recuperação muscular, ou seja, você pode estar fazendo tudo certinho, mas se os níveis de cortisol estiverem altos, não vai ter o resultado que poderia estar tendo. 


Alguns efeitos colaterais do cortisol alto incluem:
  • Aumento do número gordura (fat deposit)
  • Redução do libido
  • Desejo incontrável por caiboidratos
  • Alto teor de açucar no sangue
  • Hipertensão
  • Baixa imunidade


Ou seja, é de lascar né mah?! Algumas coisas básicas podem ser feitas para reduzir a probabilidade de aumento do cortisol, como por exemplo: parar de ficar discutindo online sobre política (é sério mesmo)! Já teve estudo feito em adolescentes que mostraram que só o fato de ter uma rede grande de amigos online aumenta o nível de cortisol. Gerenciar este hormônio é super importante, e evitar discussões que só vão lhe trazer dor de cabeça é uma forma (free) de ajudar neste gerencimento. Eu venho tentando me controlar cada vez mais, pois na situação atual do Brasil, estou vendo muito mais uma auto-destruição que uma evolução. Vejo lado A torcendo contra lado B e vice-versa, e quem pede com isso é o Brasil. Mas, isso é papo para outro post, até mesmo por que tocar nesse assunto eleva meus níveis de cortisol e disso eu não preciso.

Te cuida!

segunda-feira, maio 23, 2016

Os Malefícios de Viver como Coitadinho

Se tem uma coisa que pode atrapalhar seu progresso de vida é a sua mente, a forma como você encara a vida e os obstáculos. Pessoas que insistem em ser vítima em tudo que é situação, crescem pensando que o mundo está contra ele, e que “assim fica complicado progredir”. Vamos começar por uma realidade bem simples: o mundo não lhe deve nada e o mundo não tá nem aí para você – ou seja é neutro. Então comece sempre partindo do pressuposto que você é que tem que fazer por merecer ter algo e que se não conseguiu de primeira, continue tentando, uma, duas, três, quatro, seja quantas vezes forem necessárias.

No final da minha palestra motivacional que ministrei aqui no Texas eu terminei citando a Diana Nyad, uma pessoa incrível. Se você não sabe quem é, vou lhe refrescar a mente: Diana foi aquela nadadora que tentou atravessar a nado de Cuba até a Flórida. Ela falhou (ou aprendeu como ela mesmo disse) quatro vezes, e aos 60 anos (isso mesmo 60) ela finalmente conseguiu a travessia na quinta tentativa.

Agora vejam só se Diana tivesse desistido achando que o mundo estava contra ela? Por que durante estas tentativas, ela passou por ocasiões quase que fatais, por pouco mesmo não morreu. Aí é que pensamos: por que uma mulher com 60 anos, cheia de recordes, com uma situação financeira estável, com tudo na vida e ainda quer se aventurar, correndo até risco de morte? Simples amigos e amigas: por que ela está viva e sente que ainda tem chance de alcançar algo que ainda não conseguiu.


Mas isso é o resultado de um “mindset” extremamente focado, Diana com certeza não cresceu sendo “a coitadinha”, cresceu com um mindset de “guerreira”, de alguém que se não tem algo, vai trabalhar e fazer o melhor possível para ter, e que se falhar vai encarar a falha como um aprendizado para tentar de novo, e de novo até conseguir. Uma pessoa que não conhece a derrota e está sempre no topo, muitas vezes é uma pessoa até mais frágil, pois quando perde fica sem chão. Quer exemplo melhor que a tragetória da Ronda no UFC? Ela mesmo disse que depois da derrota teve vontade de se matar. Por aí você tira a importância que é viver levando pancada, se levantando e batendo. São estas pancadas e principalmente a forma com que você vai se re-erguer após cada “cipuada” que leva que vai determinar seu futuro e suas conquistas.

A vida de coitadinho é complicada, pois o cara falha e já começa a pensar de quem foi a culpa (claro, nunca é dele – é do mundo), e com isso perde-se a credibilidade e você deixar usar tais derrotas como uma forma de aprender – resultado: vive fudido e reclamando da vida, e pior - enchendo o saco dos outros com esse mimimi. 

Quando subi no palco pela primeira vez para competir em um campeonato de fisiculturismo eu já tinha em mente alguns pontos: eu já era um vencedor independente do resultado, pois estava ali após 10 anos de obesidade e com 45KG a menos. Pronto, eu já construi minha própria vitória, agora era hora de aprender. Terminei em penúltimo e sai do palco sorrindo mais que o terceiro colocado. Mas também saí pensando no meu próximo objetivo, disse para mim mesmo: ano que vem quero uma medalha, quero estar entre os três primeiro. Em 2015 foi exatamente isso que ocorreu, segundo lugar na categoria Master aberta e terceiro lugar na categoria meio pesada. Agora se eu não tivesse tentando com medo? Ou se eu tivesse desistido após me ver em penúltimo e pensar que o mundo estava cotra mim? Bem...você já sabe o que teria ocorrido...pois é...nada.


Perdermos, perdemos e ganhamos, as vezes perdemos e ganhamos e as vezes só ganhamos, mas isso é a vida. Use as derrotas a seu favor, não procure alguém para culpar, antes de mais nada olhe para sí mesmo e veja aonde você errou e a partir dali comece a melhorar. Deixe o mindset de “coitadinho” de lado e comece a viver intensamente em busca dos seus objetivos.


quarta-feira, maio 18, 2016

A Importância de ter uma referência

Tudo na vida é uma questão de referência, o que é quase nada para alguns é uma fortuna para outros. Ano passado antes de ir para o Brasil no mês de Dezembro (depois de 12 anos sem estar lá durante o Natal) eu resolvi comprar uns presentes para umas crianças do Lar Amigo de Jesus. Queria usar esta data especial para presentear estas crianças (algumas em fase de tratamento de câncer). Ainda aqui no Texas, fui com minha esposa comprar estes presentes para 50 crianças. As vezes durante a escolha do presente eu pensava: mas isso aqui, não é nada, será que vão gostar? Pois como eram muitas crianças, eu tinha que alinhar meu orçamento para conseguir algo semelhante para todas. Pois bem, um dos presentes que comprei que achei que não fosse dar em nada, foi o que trouxe mais sorriso para estas crianças, olha a carinha de felicidades delas com estas canetas:


Foi neste dia que esta questão da referência fez total sentido para mim, mais ainda. A cada presente que eu entregava e via tal alegria eu pensava sobre isso, e aí estou eu, de Papai Noel com mais uma criança que fez meu dia mais feliz:


As referências são importantes para tudo na vida. Quando comecei a trabalhar com informática em 1993 a minha referência era um programador que tinha no meu departamento, o cara fazia programa....puta merda, aquilo era o “cão” (era tu mesmo Leite Jr.), afinal, eu só sabia usar o MS-DOS 5.5, Quatro Pro, WordStar e o Fácil. O tempo foi passando, eu fui evoluindo e ao entrar na SW Informática, o Serra (dono da empresa) virou meu amigo e tornou-se minha maior referência no saber e no caráter. A cada emprego que passava eu sempre buscava uma referência, pois aquilo me fazia evoluir como profissional. Muita gente hoje em dia se acha tão “bala” que SÓ usa como referência o “Bill Gates” (o que não há nada de errado), mas é sério que você acha que seu próximo passo vai ser virar o próximo Bill Gates? Peraí mah, naixa a bola “mininum”, vai com calma. Você pode sim ter estes ícones como referência macro, mas é importante também ter alguém no seu ciclo de amigos como referência, alguém que possa lhe mentorar e lhe ajudar à crescer.

Essa semana fui surpreendido (se você estiver lendo este post vai saber que me ligou) por uma ligação interna no Skype de trabalho da Microsoft. Um rapaz, com sotaque da terrinha me ligou e disse: cara, tudo bem? Você não vai lembrar de mim, mas fui seu aluno na LanLink no curso de NT em 1999. Macho lembro não, me desculpe...rimos e ele me contou tudo e disse: sempre usei você como referência e hoje estou aqui trabalhando na Microsoft, queria te agradecer por isso. Poxa cara, aquilo ali fui bom demais, pois o que foi plantado em 1999 foi alcançado, eu eu fiquei super feliz por ele.

Tenho 10 anos de Microsoft e todo ano para mim é um novo desafio, pois sempre tenho que fazer algo melhor que no ano anterior, e para isso eu preciso de referências, preciso continuar evoluindo, a cada ano novas parcerias e as que estão dando certo, devem ir para o próximo nível. No fisiculturismo tenho minhas referências: o ícone Arnold Schwarzenegger – não só pelo físico alcançado no seu auge, mas por que foi um imigrante, alguém que chegou sem sequer falar inglês direito e teve sucesso em três áreas distintas: fisiculturismo, política (governador duas vezes) e cinema, você pode não gostar dele, mas não tem como negar que o cara é FODA, pois alcançar tudo que ele alcançou não é para qualquer zé ruela. E claro tenho referências mais próximas, competidores locais que me ensinam, com quem aprendo no dia a dia e que me mostram o “next step”.

Portanto amigos, não pense que ter uma referência é “humilhante” ou coisa de “principante”, na realidade é coisa de pessas que são humildes suficientes para admitir que não sabem tudo e precisam de ajuda para alcançar mais – move to the next level.

domingo, maio 15, 2016

Falar é fácil, executar constantemente com sucesso é outra coisa

Uma “profissão” que vem crescendo muito hoje em dia é “coach” (que nada mais é que um treinador), mas agora é mais voltado para “treinador motivacional” (motivational coach) ou “treinador de vida” (life coach). Ao ponto que vejo valor nesta profissão, é de suma importância você saber escolher bem quem vai ouvir. Uma coisa é você ouvir um cara de 50 anos que alcançou várias coisas na vida, transformou a vida de muita gente e tem experiência acumulada pelos anos fazendo isso, e outra é você ouvir um cara de 20 anos, que fez um curso de “coach” e já está se achando o salvador da pátria com respostas para todas suas perguntas. Calma, muita calma nessa hora.

Hoje em dia quando você vai num nutricionista e ele ou ela é gordo(a) (alto grau de gordura corporal) e ele olha pra ti e diz: você está acima do peso, isso é ruim para sua saúde, vou lhe passar uma dieta para você melhorar. A primeira coisa que você pensa é: arriégua macho, por que tu não segue tua própria dieta. Hoje em dia não há espaço para “teoria” apenas, você tem que aplicar o que vende e ponto final. Isso é aplicável em tudo, não só na área de saúde mas na área de tecnologia também, assim como em todas as áreas.

Por isso não acredito em “produtos” que vendem “bem estar”, por exemplo: você conhece alguém com alto grau de gordura corporal que já tentou lhe vender um produto que diz que vai te ajudar a emagrecer? Eu conheço vários. E meu amigo, não adianta ter ciência, não adianta mostrar estudo se o seu vendedor parece mais um vendedor de cerveja com aquele bucho quebrado. Muita gente já me contactou para pedir dicas para emagrecer, para passar série de academia, e até me propós pagamento para que eu treinasse a pessoa...por que sempre digo não? Simples: eu não sou um profissional qualificado para isso. Eu posso mostrar o caminho das pedras, te dizer para onde ir, mas você vai precisar de um nutricionista para lhe acompanhar por esse caminho, você vai precisar de um treinador de verdade para lhe guiar nos exercícios.




Quando escrevi o o livro “Alcançe seu Melhor” com uma fisiculturista profissional, eu me confiei nela para dar as dicas de nutrição e treino, pois apesar de saber o que funciona para mim, eu não acho responsável da minha parte lhe dar uma dica sem ter a qualificação necessária. Eu acredito muito no papel da qualificação técnica, saber os porques das coisas, e ter uma entidade que lhe certificou para isso.




Recentemente meu ex treinador, amigo e dono da Destination me chamou para ser um “Motivational Coach” para a turma que está fazendo o “Transformation Challenge 2”, meu papel é simples: motivar baseado no que eu aprendi na minha jornada de perder peso. Eu aceitei na hora, pelo simples fato de que ali estou apenas compartilhando minha experiência no trajeto de perder peso e tem treinadores qualificados para ajudar as pessoas no processo nutritivo e de treinamento cardiovascular/pesos.

Fique muito atento pessoal, com essa geração de “life coach” que nunca alcançou nada considerável, não tem experiência e tem apenas um curso com um diploma. É possível aprender técnicas de Life Coaching, mas NADA, absolutamente NADA substitui a experiência e mais importante o sucesso pessoal que aquela pessoa tem ano após ano. Até mesmo porque fazer algo grande que lhe dê um sucesso temporário é fácil, quero ver manter o sucesso constantemente durante anos e anos executando exatamente o que você prega. Isso sim, é o que da credibilidade para alguém ser um life coaching.

segunda-feira, maio 09, 2016

Quando subtrair vira adição

Não é de hoje que sabemos que o nosso ambiente, os amigos, os relacionamentos, os contatos e tudo ao nosso redor tem uma influência positiva ou negativa em nossa vida. Em um artigo publicado no Personality and Social Psychology Review, é mostrado que amigos podem inclusive afetar nossa saúde. Quando você fuma e todos seus amigos fumam, é quase que automático que ao entrar naquele ambiente você vai fumar e com isso parar de fumar vai se tornar mais difícil ainda. Mesma coisa ocorre para outros vícios, como alcool. Mas isso não tira nossa parcela de culpa, por mais que o ambiente ajude a formar nosso perfil, é possível quebrar barreiras e ser totalmente diferente do ambiente, ser único e não se deixar se influenciar. Claro, isso requer um controle pessoal, um “drive” e uma perseverança maior que a normal, pois caso não tenha é mais fácil se deixar influenciar por outros.

Eu sempre converso com minha filha mais velha sobre vários assuntos, e um deles é sobre drogas. Tento alertar muito a ela que isso pode ser um camiho sem volta. Ela me conta relatos de amigos dela que entraram nesse mundo por “peer pressure” (como eles chamam aqui a pressão dos amigos para dar aquela esperimentada). E eu disse para ela: olha, eu andei com muitos amigos drogados, e tive peer pressure, mas sempre me preservei quanto a isso pois sabia do risco e a partir do momento que eu me firmei e disse que não queria, não houve mais pressure, pois fiquei sendo o “careta” e ponto final. Muitos destes amigos da época hoje estão em estado de derrota total, e o careta que deixou pra lá está bem.

Porém, não precisamos ir tão extremo (drogas) para saber a hora de começar a subtrair algumas amizades. E isso é fato principalmente hoje em dia que estamos sempre conectados, compartilhando e conversando online. Nesse mundo online se vê muita, mais muita “marmota” e de pessoas que você “aparentemente” conhece. Tem gente que tem um “franiquinho” tão grande para criticar, que se o cara postar uma foto com o filho que acabou de nascer, no hospital, saindo do buxo da mãe o cara vai dizer assim:

Parabéns (sim...pois geralmente este tipo de gente primeiro elogia para depois dar a alfinetada)
Agora tu vai ver como é bom ficar acordado a noite com menino chorando.

Macho, isso é coisa que se diga para um cara que acabou de receber o maior presente da vida: ter um filho? Macho, vai ser insensível assim no inferno (se o capeta te quiser por lá). Essa é uma categoria de gente que no final de tudo sempre finaliza a conversa dizendo: tava brincando cara. Como se isso fosse resolver tudo...é lindimais uma criatura dessa.

Agora, da mesma forma que tem gente que gosta de jogar um balde d’água na felicidade dos outros, tem outros que você chega se sente mais vivo falando com ela. No artigo Addition by Subtraction: Don't Let Bad Friends Drag You Down, o autor diz:

“Emotions and attitudes are infectious. Have you ever brainstormed with somebody really creative and found yourself becoming more creative? That's why having a workout partner is so successful. You pull each other up and shape each other's attitudes and behaviors. You instinctually want to order the chili-cheese fries but at the last minute decide to order what your more fit and healthy friend orders instead. However, social contagion also has a dark side. Ever been around a bunch of Debbie Downers? What happens to your creativity, outlook and ideas? They turn to rubbish.”

Exatamente isso!! Fica perto de uma pessoa criativa, dinâmica, com atitude positiva...rapaz, você produz que é um monstro. As idéias fluem, a coisa anda, e você faz tudo isso de forma alegre e mais importante: não se sente cansado.


Yuri, mais e aí, devo deixar de ser amigo destas figuras? Não é tão simples assim, até mesmo por que você não pode avaliar uma pessoas apenas por uma atitude. Mas, se tal comportamento começa a “moer suas forças” de lidar com aquela pessoa, a pergunta que fica é: vale a pena você continuar investindo nesta amizade? Muitas vezes a solução melhor é ignorar, se distanciar aos poucos e no caso do mundo online use duas coisas:
  • Coloque a(s) pessoa(s) na lista de exclusão para que ela não veja seus posts e assim não venha com comentários negativos 
  • Deixe de seguir a pessoa (unfollow), pois assim você não ver as babozeiras que ela posta (muitas vezes a máxima de que o que os olhos não vê o coração não sente prevalece)
Por outro lado fica simples ver o quão importante é estar cercado por pessoas que lhe ajudam a progredir. Em suma: não tenha medo de subtrair, pois muitas vezes você está adicionando qualidade no seu ciclo de amizades.



terça-feira, maio 03, 2016

O único caminho

Hoje aqui nos EUA se comemora o dia de apreciação aos Professores (Teacher’s Day) e eu só tenho o que agradecer a todos professores que eu tive na vida. Minha primeira professora, claro foi minha mãe, que me ensinou os primeiros passos, me ensinou a comer, a me vestir, em fim: tudo que precisava para começar. Apesar da ausência na minha infância, meu Pai de longe também me ensinava muito, muitas vezes de uma forma que eu não entendia, pois seu estilo durão sempre era mais enfático que as palavras precisas que ele compartilhava. Mas, com o tempo fui entendendo e hoje agradeço muito as palavras que outrora doeram, hoje me trazem um conhecimento único.

Agradeço também as Professoras do Colégio Brasinha, a qual estudei até a quarta série e todos meus Professores do Colégio Brasil, General Osório e Justiniano de Serpa (onde terminei o segundo grau). Indo para Faculdade tive excelente Professores, muitos deles se tornaram amigos, como é o caso do Professor Moiséis Castelo Branco, Professor Adahil e Professora Adriana. E a vida foi seguindo e o apredizado não parou; vieram pós graduação, MBA e Mestrado. Sempre ouvindo, aprendendo e principalmente: respeitando o papel do Mestre que está ali para compartilhar seu conhecimento.

Quando inicio o texto dizendo “o único caminho”, me refiro ao estudo. Você tem duas opções básicas na vida:

Opção 1) ficar reclamando que é um desfavorecido e seus Pais não são ricos para lhe dar o que você quer.
Opção 2) encarar a realidade, estudar muito e estar sempre pronto para abraçar uma oportunidade que apareça.

Tem inumeras pessoas que tangenciam para a opção 1, e nesse ciclo vicioso ficam exigindo que o Governo “dê algo” para essa pessoa, pois afinal de contas só pelo fato dela existir ela merece um tratamento especial. Errado! Você não merece nada se não fizer nada para fazer merecer, é simples. O mundo não lhe deve nada meu caro, pare de achar que o mundo tem débito com você se nem a sua parte você fez.

Porém me deixa super feliz de ver pessoas que seguiram a segunda opção, como foi o caso do Cícero Pereira Batista, ele não demandou algo do mundo, ele foi atrás! Ele catava lixo, vigiava carro, fazer o que fosse possível para poder ESTUDAR! Ele não pensava no hoje, pois se pensasse ele iria usar esse dinheiro para vadiar, beber, fumar, fazer besteira...ele olhava para o futuro e via a condição dele como temporária – e ao invés de pousar de “coitadinho” ele pousou de guerreiro e foi atrás de algo melhor.

Por que 100% das pessoas não seguem o exemplo do Cícero? Simples, é mais fácil não fazer nada e reclamar que de fato correr atrás e fazer acontecer. O sonho as vezes não vem tão rápido, veja também o caso do Rolando Valcir Spanhol, que tomou posse de juiz federal aos 38 anos, ex borracheiro. Aí você vem me dizer que não tem chance na vida? Será que não tem ou será que não foi atrás? Tanto Cícero quanto Rolando poderiam também dizer isso, mas eles preferiram investir no único caminho: o estudo.

Hoje sou Professor de Mestrado em um curso de Segurança Cibernética aqui nos EUA, e sinto-me muito honrado de fazer parte dessa classe, que usa de seu tempo para disseminar a informação. Termino o texto com esta excelente frase de BB King: "A beleza do aprendizado é que nimguém pode tomar de você."



sexta-feira, abril 29, 2016

Dividir para Conquistar

As últimas três semanas foram muito corridas, um novo contrato com a Microsoft Press surgiu do nada...conversa fiada, eu que fui atrás de mais trabalho. O fato é que vem mais um livro por aí, e esse será sobre segurança de Azure. Quando anunciei isso e anunciei que estava escrevendo este livro com meu velho amigo Tom Shinder, uma pessoa me perguntou: Yuri, eu já notei que todo livro que você escreve tem sempre um coautor, por que isso? Boa pergunta e vou lhe explicar. Eu escrevi meu primeiro livro em 2001, o de Certificação CCNA Cisco e notei o quão trabalhoso é para escrever um livro e que o retorno financeiro relacionado ao tempo necessário para escrever é quase nada (é verdade). Porém, eu gosto de escrever e gosto de lançar livro (aqui na minha página da Amazon tem 11, porém não tem aí alguns que saíram só no Brasil), mas depois do primeiro percebi que é muito melhor convidar alguém para trabalhar com você, dividir os kudos e dividir o trabalho para alcançar mais.
 
Lembro de uma entrevista entre Steve Jobs e Bill Gates, aquela famosa entrevista dos dois depois de anos sem terem gravado algo. O entrevistador faz uma pergunta que server para ambos, mas ele começou por Steve Jobs e disse: Steve o que o Bill Gates fez que você gostaria de ter feito? O Steve nem pensou muito, ele disse: "Eu acho que o Bill Gates e a Microsoft foram bem melhores em fazer parcerias com outras empresas." Para mim essa é uma fórmula extremamente necessária: fazer parcerias para que você cresça, habilite outras pessoas para crescerem também neste processo e com isso vá alcançando mais.
 
De todos estes livros que lancei, apenas dois autores já eram autores quando eu os convidei para escrever o livro (no caso Tom e Deb Shinder), pois sim, todos os livros foram projetos que eu apresentei para editora, ou seja, sempre a sinopse e o plano foram meus. Com o de Security+ convidei meu amigo de longas datas Daniel Mauser, um excelente profissional na área de segurança, que não tinha experiência na autoria de livros mas eu sabia que ele iria dar conta devido a sua capacidade técnica. Neste mesmo projeto convidei o MVP de Segurança e um amigo/irmão, Alberto Oliveira para fazer a revisão técnica, justamente pela sua capacidade técnica também. Todos os livros tiveram um pensamento muito profundo no que tange o fator: coautoria. Por exemplo: meus últimos dois livros de Enterprise Mobility, eu convidei autores que nunca tinham escrito um livro, mas que eram companheiros de trabalho na Microsoft, sabiam o tema e eu confiava na trabalho deles: Jeff Gilbert e Robert Mazzoli.
 
Até meu livro não técnico, a qual convidei uma fisiculturista profissional (Jodi Miller) teve uma lógica, não só ela era profissional no assunto, mas também tinha sido professora de inglês, e como esse seria meu primeiro livro não técnico, era preciso alguém que pudesse dar um "ar" de conto de história ao livro, e ela fez. Nada foi por acaso e nunca será, pois parceria seja sobre o que for precisa ter uma lógica que beneficie ambas as partes, tanto o que está convidando para o projeto quanto o que está sendo convidado.
No projeto dos livros de Enterprise Mobility fui audacioso, mandei um email direto para o VP (Vice President) da Microsoft de Enterprise Mobility, Brad Anderson convidando ele para escrever o prefácio e ele aceitou. Neste novo projeto (Azure Security), mandei um email para o Mark Russinovich, convidando ele para escrever o prefácio, e ele aceitou (foi mais fácil pois eu já conhecia ele de outros projetos). Mas meu ponto é: não tenha medo de perguntar (claro, não vai fazer uma pergunta abestada para um Vice Presidente de uma grande empresa por que senão tu queima teu filme - preste atenção mah). Não tenha medo de tentar, desde que você acredite na sua ideia e no seu projeto, use seu elevator pitch para vender essa ideia seja pra quem for.
 
Sessão de autógrafos no Ignite (Chicago 2015)
Faça parcerias, habilite outras pessoas a terem sucesso, veja essas pessoas crescerem com o resultado direto desta parceria. Isso tudo pode não trazer um ganho financeiro direto, ou não trazer a quantidade que você esperava, mas lhe digo uma coisa: ver alguém crescendo como resultado de uma parceria que você iniciou, é algo extremamente satisfatório, lhe enriquece como pessoa e como profissional.
 
 

terça-feira, abril 26, 2016

Não limite sua visão


Hoje cedo fui ao médico fazer exame de sangue em jejum, na volta, claro, vinha varado de fome e para que o tempo pudesse passar mais rápido, comecei a ouvir o audiobook do Zig Ziglar que tenho no meu celular. Durante o capítulo que ouvi hoje, Zig estava falando justamente sobre a importância de visualizar sua vitória e acreditar que acima de tudo, é possível chegar lá. Neste capítulo ele conta a história de um amigo dele que morava no Canadá cujo o filho nasceu com paralisia cerebral. O amigo foi em vários médicos (20 para ser mais preciso) e todos disseram a mesma coisa: seu filho não vai andar, não vai contar até 10 e você deveria coloca-lo numa instituição especializada.
 
Este pai não desistiu, continuou a procura de novos médicos e finalmente achou um dos melhores especialistas no assunto, o problema é que o cara era tão bom, que tinha uma lista de espera de 3 anos. O pai não desistiu, contatou o consultório e colocou o nome da lista de espera, por pura sorte, 15 dias depois ele foi chamado, pois um outro paciente da Austrália havia cancelado sua consulta. Depois de uma bateria de exames o médico disse: seu filho de fato tem paralisia cerebral grave, mas é possível melhorarmos a condição dele, porém eu preciso saber se você está preparado para lutar com ele, pela sua recuperação por anos e anos e lembre-se que pode ser que o ano finalize e você não veja evolução nenhuma, mas você não poderá desistir, deverá manter a confiança no processo e estimular seu filho a continuar tentando, você está pronto? O pai claro não titubeou e disse: eu faço o que foi possível e o impossível.

O tempo passou, muitos anos passaram e um dia o filho, que estava sendo acompanhado por um fisioterapeuta e por um bodybuilder, mostrou-se pronto para demonstrar uma grande evolução. O fisioterapeuta e o bodybuilder chamaram a família e disseram: agora você verá seu filho fazer um apoio de frente. O filho então começou o movimento, ele suava, suava muito, mas executou o movimento completo. Todos se emocionaram com o feito, muito choro e alegria. Era uma vitória para todos!

Para encurtar a história, os anos passaram e esse garoto hoje anda de bicicleta, skate e fala, TUDO QUE UM DIA OS 20 MÉDICOS DISSERAM QUE ERA IMPOSSÍVEL SER FEITO. Pois bem amigos, qual é a lição que tiramos disso tudo? O impossível é uma questão de perspectiva. Se você já começa um processo (seja qual for, o de estudar para uma prova, treinar para competir, fazer uma dieta para emagrecer, etc) dizendo: vai ser impossível chegar onde eu quero, bem, você acaba de acertar, será impossível mesmo pois você já criou essa barreira e qualquer falha, será motivo para seu subconsciente dizer: num te disse que era impossível seu teimoso!

Quando trata-se de crescimento profissional, pessoal, físico ou seja o que for, é muito importante que você não crie esta barreira, pois você vai acabar atrapalhando sua própria evolução. Imagine se esse pai da história que acabei de contar, tivesse desistido após ouvir de 20 médicos que era impossível o filho dele andar? Imagine se depois de um ano tentando ele tivesse perdido a esperança e jogado a toalha? Muita coisa na vida só irá acontecer depois do trabalho contínuo, dia após dia da mesma sequencia de tarefas. Tem coisas que de fato demoram muito, muito tempo, mas é assim mesmo que funciona e precisamos estar prontos para isso, caso contrário, não há vitória e a vida torna-se cheia de razões para arrumarmos desculpas para o que deixamos de fazer.

Em suma: Impossível é uma condição momentânea e não uma realidade eterna.

sexta-feira, abril 15, 2016

Transparência

No mundo mágico das redes sociais, onde fala-se o que quer e ouve-se o que não quer, há surpresas todos os dias. Mas essa semana tive uma surpresa no mínimo “interessante”, pois muitas vezes sou “chamado atenção” por posts considerados “pesados” para os olhinhos meigos de alguns, mas dessa vez não, dessa vez foi outra “nóia”.

Estou a trabalho em Redmond, e confesso que nunca, absolutamente nunca gostei de viagem a trabalho. Faço pois é meu dever e procuro executar com qualidade enquanto estou fora, mas agora dizer: “rapaz, não vejo a hora de viajar a trabalho”, isso nunca ocorreu. Lembro que quando trabalhava na Telemar em 1999 e tinha que ir na Telemar do Rio de Janeiro, eu ia de manhã, fazia o que tinha que fazer e voltava no último vôo, mas chegava em casa no mesmo dia. O meu motivo é simples: não gosto de ficar longe da minha família. Claro, que existem ocasiões que são necessárias, e provei que posso fazer sacrifício caso seja necessário, basta lembrar dos seis meses que fiquei sozinho nos EUA quando me mudei e família não pode vir.

Eu conheço gente que faz é arrumar desculpa para viajar a trabalho, conheço “caboco” que não perde inclusive a oportunidade de ter relações extra-conjugais quando está em outros estados. Eu não digo nada, eu observo e nem sequer critico, cada um faz o que bem entender da vida. Agora, não me venha criticar minha forma de agir com minha família que aí o bicho pega.

Esse ano fazem 18 anos que estou com minha esposa, e não tenho vergonha alguma de dizer que parece que ainda estamos nos primeiros seis meses de namoro. Não ficamos longe, somos de fato grudados e sinto falta mesmo quando estou longe. Agora qual o problema disso? O problema é quando um Zé Ruela vem com piada dizendo: “pra que essa paixão toda, vai curtir esse momento fora de casa”....humm, o caboco deve ser muito infeliz para dizer isso viu. Por que para mim a felicidade está em casa, que é onde minhas eposa e filha estão, o resto é operacional.


Mais uma vez, não critico quem faz uma viagem de trabalho uma pequena “personal vacation”, mas este não sou eu. Quando fui para Madrid em 2014 para o TechEd, fui no dia que era para ir e voltei no dia que terminou. Poderia ter extendido? Sim, claro, mas na boa eu simplesmente não vejo graça em conhecer lugares novos, curtir coisas sem ter minhas meninas do meu lado para curtir também aquele momento.


Talvez, apenas talvez eu esteja pagando um pequeno preço por expressar minha paixão pela mulher da minha vida ao ser transparente nas redes sociais? Talvez, mas o fato é que Zé Ruela nenhuma paga minhas contas para vir com papo furado para o meu lado e querer dizer o que devo fazer, portanto, cale-se.

segunda-feira, abril 04, 2016

Não seja coadjuvante no maior papel da sua vida

Este final de semana finalmente assisti ao filme Steve Jobs, com Michael Fassbender. Diferente do filme Jobs com Ashton Kutcher, esse foi um filme que expôs mais os "podres" do Steve Jobs, principalmente como Pai da sua primeira filha Lisa (que foi extremamente renagada no começo). Mas também tem um trecho bem interessante onde Steve Woz diz: você nunca criou um código, você não é engenheiro, você não é Designer, mas você sempre ganha o crédito.”....muito adoradores do Jobs ficaram estarrecidos com isso, mas Woz confirmou isso várias vezes. O que mostra que Jobs era um visionário e também um grande Marketeiro, que fez o lançamento do Next sem sequer ter um sistema operacional pronto, que vendia o que não tinha e prometia o que não existia. Mas, tudo dava certo no fim e para o mercado é isso que importa.

Mas meu post não é para falar de Steve Jobs, o mito da Apple e sim para falar da importância do Pai na vida de uma pessoa. Durante o filme Steve mostrou ter uma fraqueza muito grande com relacionamentos intensos, afinal ele foi abandonado pelos Pais e como ele mesmo disse para a filha dele no final do filme: I was poorly made (Eu fui pobremente feito). Essa foi a forma que ele justificou os erros de Pai para com ela, e eu entendo perfeitamente. Uma pessoa que não tem a base familiar boa pode ter um grande futuro (Jobs é a prova disso), mas aquela lacuna que nunca foi preenchida vai lhe morder lá na frente. E foi o que aconteceu com ele, no momento de desempenhar o maior papel da carreira dele, ele foi um coadjuvante.

Por concidência hoje estava lendo este artigo que fala um pouco sobre isso. Neste artigo, escrito pela psicóloga Betty Monteiro, ela diz:

“Por isso, é necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.”

Coloco em negrito o desenvolvimento emocional pois isso é fundamental para uma criança crescer bem e tornar-se um adulto que possa expressar seus sentimentos e dar valor aos relacionamentos. Quando meu Pai saiu de casa eu tinha quatro anos, não tenho nenhuma memória do meu Pai dentro de casa, levando uma vida normal. Quando penso nessa época só me lembro dele indo me buscar em algumas datas pra passear, para ir em um jogo de futebol, etc. Cresci com um relacionamento super conturbado com ele, e de fato só ficamos amigos mesmo depois de velho, depois do meu segundo casamento é que encontramos a estabilidade. É uma pena, pois vivi poucos momentos com ele, porém, ao invés de tentar achar culpados por erros do passado, prefiro absolver todo este ensinamento (do que se deve e não deve fazer) e procurar ser um Pai melhor para minhas filhas.


Família: a base de tudo

Hoje me sinto realizado no trabalho, na vida pessoal, mas esta realização nem sequer se compara com a felicidade de ser Pai e participar de tudo. Desde momentos simples em casa, até grandes momentos para elas. Por isso amigo, se você é Pai, ou pretende ser, saiba que não haverá maior papel na sua vida (e não interessa qual seu cargo, status social, nada) que o de ser Pai.


Por fim, recomendo a leitura do blog de uns amigos meus que traz muita dica e textos bons sobre o assunto. Acesse http://www.depaiparafilho.com/

quinta-feira, março 31, 2016

É a grama do vizinho que é mais verde ou é você que não cuida da sua?


Essa semana estava indo para a academia por volta de 6 da manhã quando ouvi no rádio a citação sobre um novo estudo que ligou a depressão ao uso de redes sociais. A parte mais interessante do estudo, que depois encontrei mais detalhes neste artigo (em inglês) é justamente a que diz: “algumas pessoas que ficam muito engajadas em redes sociais podem sentir-se que não estam vivendo sua vida da melhor forma possível ao ver os retratos de amigos e de outras pessoas sempre felizes e realizadas.” Esse caso vem sendo chamado de “Depressão do Facebook”.

Agora vamos lá meus caros, eu acredito que isso ocorra: não tenho dúvida que sim. Acho algo preocupante? Acho nada, acho uma fuleragem sem tamanho, falta do que fazer e do que pensar, só isso. Não estou aqui dizendo que a doença “depressão”, não existe, pelo contrário, existe e é séria, agora ficar mais triste ainda por que vê outros felizes e olha para sua vida e não vê o mesmo? É por isso que o título deste post é: é a grama do vizinho que é mais verde ou é você que não cuida da sua?

Sua vida pode ser simples, sem glamour e ser feliz, porém primeiro você tem que dar valor ao que tem, coisa que muita gente não da valor. Estou quase finalizando o livro “O Segredo do Sucesso”, de Eric Thomas. Comprei em audio book pois leio durante meu exercício de Cardio na Escada, por uma hora, assim fica mais fácil e o tempo passa mais rápido. 


Logo nos dois primeiros capítulos, Eric fala que saiu de casa por revoltar-se contra os pais e foi morar na rua, virou mendigo. No segundo dia na rua ele já se arrependeu, pensou: “puxa, eu tinha uma cama, eu tinha uma casa, eu tinha comida, agora não tenho nada? E tudo isso para dizer que eu sou homem suficiente para sair de casa?”....pois é. Quantas vezes você acordou e agradeceu (seja para quem for, para Deus, para você mesmo caso não acredite em Deus) pelo que tem? Quantas vezes acordou e se levantou, olhou ao redor e pensou: poxa, eu não tinha nada disso, agora tenho, e quero continuar progredindo, mas sempre dando valor ao que eu já tenho. Infelizmente a grande maioria de nós não pensa assim, aí entra nas redes sociais, ver fotos de amigos viajando, gente postando foto de carro novo, computador novo, relógio novo, etc....e fica a pensar: arriégua, eu não tenho isso, esse cara aí é um sortudo e eu sou um perdedor.

Para progredir na vida é importante que primeiro você comece a valorizar o que você já tem. Imagine só você atrás de um muro, aí você não tem uma escada para através sobre o muro, aí você constroe uma escada, mas como tinha pouca madeira essa escada não vai até o topo, porém ao ficar em cima dela você já consegue colocar as mãos na beira do muro e com isso já é possível escalar. Aquela escada peba, feita a mão que não vale um real e que você todo dia ao trabalhar nela reclamava que não tinha uma escada boa, foi suficiente para você dar seu próximo passo. Era velha, toda lascada, feita a mão, nimguém queria nem de graça, mas foi seu alicerce para avançar, então, agradeça a ela pelo seu avanço e continue a caminhada, continue a progredir.

Dar valor ao que tem e cuidar do que tem não inclue apenas o material, inclui também as pessoas. Neste vídeo, o Eric Thomas estava palestrando em uma escola. Durante a palestra um grupo de alunos não parava de olhar no celular, conversar e ele não se conteve, chamou atenção deste grupo (pular para o minuto 4 do vídeo para ver o diálogo). Uma das coisas que ele falou no vídeo foi: “Quando as pessoas te amam, você não trata elas como lixo, quando as pessoas querem seu bem você não desrespeita elas, na vida você só tem de fato algumas pessoas que de verdade querem seu bem.”....pois é amigos. Quantas vezes perdemos tempo admirando alguém que sequer sabe que nós existimos e os que verdadeiramente nos amam e estam do nosso lado sequer recebem o mesmo carinho e atenção? Então, CUIDE primeiramente dos SEUS! Sua família, seus amigos mais próximos...quem lhe da valor mesmo.

Antes de olhar para a grama do vizinho e achar que ela é muito verde, trate bem da sua, faça ela ficar verde, você está no controle. 

domingo, março 20, 2016

Não permita que seu trabalho torne-se apenas um trabalho

Pegando a carona do Iron Maiden que vem fazendo shows no Brasil e nesta semana seguinte vai visitar a minha terra natal Fortaleza pela primeira vez, gostaria de começar citando uma recente entrevista com o vocalista Bruce Dickinson onde o ele foi perguntado qual recomendação ele teria para novas bandas e cantores que pensam em viver de música. Bruce disse: “antes de mais nada se divirta, pois a pior coisa que pode acontecer na vida é você fazer uma coisa que não gosta, passa a vida fazendo aquilo e quando olhar para trás ver que o tempo passou  e você nem tem dinheiro para se sustentar e nem se divertiu.”

Faz um tempo que tenho isso como mantra, lembro que quando saí do suporte da Microsoft em 2011, saí pois não estava sendo mais divertido, estava sendo estressante o que teve consequências diretas na minha saúde. Não queria sair da Microsoft, até mesmo por que a MS é gigante, são tantas oportunidades que para mim passar a vida inteira fazendo a mesma coisa, dentra da mesma organização (suporte) era quase como eu tivesse me tornado aquele funcionário público que já alcançou o que queria e só está esperando a aposentadoria, e isso nunca foi meu objetivo.

Ao ingressar na nova organização de desenvolvimento de conteúdo eu deixei de trabalhar e passei a me divertir, dia após dia. Pesquisar sobre temas, escrever, testar, interagir com desenvolvedores sobre problemas e como documentá-los, palestrar para profissionais da área, escrever artigos, livros, etc. Todos dia é um dia MASSA de trabalhar, e aí quando você alcança este nível de satisfação no trabalho, sua vida como um todo se transforma. Tudo passa a fluir de forma natural e seu tempo passa rápido, você fica esperando chegar o dia seguinte para produzir mais.


Por isso existe uma grande diferença entre trabalhar muito e ser produtivo. No último ano de suporte eu trabalhava muito, era o último nível de escalação, chegava a revisar código a procura de bugs e depois mandava para o desenvolvedor, ao passo que isso foi legal no começo, o stress tomou de conta e isso passou a ser desgastante. Note que estou apenas falando sobre mim, tem gente que passa 40 anos no suporte e gosta, no meu caso não é assim, eu preciso diversificar, crescer em outras áreas, em outras fontes e outros meios. Quando você é produtivo você consegue em 8 horas de trabalho fazer muito mais que faria em 10 horas, onde você apenas trabalhou muito, mas não produziu o que era desejado.

Recebo vários emails de alunos, ex-alunos, leitores dos livros que me perguntam: para que lado devo ir? Segurança? Desenvolvimento? Infra-estrutura? E sempre digo: vá para o lado que você gosta, que você tem aptidão e não para o lado que paga mais. Pois tenha certeza de uma coisa: na vida profissional, nem tudo é “dinheiro”. Alinhar uma boa remuneração através do trabalho na área que você gosta é sim o objetivo final. Eu recentemente tive chances até de sair da Microsoft, para ganhar bem mais, porém, hoje fazendo o que faço na MS e trabalho 100% de casa, eu tenho um ganho indireto no quesito: qualidade de vida. E amigo lhe digo com sinceridade: isso não tem preço. Por isso é fácil para mim dizer não há ofertas que pagam mais, pois quando coloco na balança vejo que hoje tenho o que preciso não só para ser feliz no trabalho, mas feliz na vida e continuar evoluindo como pessoa, como Pai, como marido, como filho e como profissional.

Por isso, nunca permita que seu trabalho se torne apenas um trabalho.


Abraços! 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Tudo na vida tem um preço

Em Dezembro estive em Fortaleza, após 12 anos sem passar o Natal e o Ano Novo lá. Foi muito bom rever os amigos (que para falar a verdade hoje em dia é a melhor parte de ir ao Brasil). Muita gente ainda pergunta: ei mah, sente falta da comida daqui não? Rapaz, sinto falta é de nada, só dos amigos e familiares próximos. Tive a oportunidade de tocar Iron Maiden com grandes amigos que conheço à decadas e isso é algo que sempre ficará guardado na minha memória e é disso que sinto falta. Agora sentir falta da violência, da pouca educação no trânsito (e não só no trânsito né, pois até vendedor de loja hoje em dia lhe vende com a cara feia), dos preços astronômicos das coisas, entre outros fatos...não, disso não sinto falta nenhuma. Inclusive hoje estava lendo essa matéria aqui compartilhada por uma amiga: Assaltantes promovem arrastão no cruzamento entre avenidas Dom Luís e Via Expressa. Passei por este cruzamento em Dezembro várias vezes e confesso que sempre passava tenso, principalmente quando estava com minhas filhas e esposa no carro. O clima de tensão ao sair de casa é complicado. Antes eu ouvia falar de assalto por TV, Jornal, agora eu tive amigos assaltados com arma na cara. Não meu caro, disso não tenho saudade nenhuma e torço muito que nenhum de meus amigos passem por isso com um desfecho infeliz.
Agora como um todo foi muito bom, lancei o meu livro Alcance seu Melhor:


OBS: Você pode assistir como foi o lançamento aqui.

Além disso tive a oportunidade de palestrar na academia do meu grande amigo Alexandre Melo, com uma turma muito boa de alunos / professores. Durante esta palestra e também em conversas paralelas, alguns perguntas foram feitas, mas a principal foi:
Cara, como você consegue trabalhar tanto e manter o equilibrio na vida pessoal? Inclusive competir e tudo mais?
Esse ano de 2016 talvez va ser um dos mais desafiadores, primeiro por que 2015 foi fantástico em todos aspectos (trabalho, vida pessoal com a família, competição, etc), então a meta pessoal de 2016 é que seja ainda melhor. Ao falar isso, estou também colocando uma pressão pessoal em meus ombros, pois a melhor forma de você evoluir é ser crítico consigo mesmo e sempre buscar a melhora. E o tal do equilibrio? O tal do equilibrio se consegue através do HWH (How, Why and How)...opa, o que é isso? Vixe macho, vai ter que ler o livro oia, vou deixar o link aqui pra tu comprar beleza? Acunha! Mas sério, esse framework de identificar as áreas da vida que podem ser afetadas e como mitigá-los funciona, pelo menos funciona pra mim. Tanto é que consigo:
  • Manter-me atualizado com as atividades da minhas filhas (não perco um show delas)
  • Consigo estar presente como marido, pai e filho
  • Consigo ter minhas 2 horas de treino por dia (6 as 8 da manhã – pois acordo 5 da manhã para comer algo)
  • Consigo trabalhar na Microsoft e endereçar meus projetos em dia e esse ano também dando aula de Mestrado no curso de Cybersecurity da EC-Council University.
  • Consigo praticar uma horinha de bateria por dia, afinal também sou filho de Deus.
Estes são os afazeres básicos, sempre surge um algo mais aqui ou acolá...mas quando se tem o controle do tempo e das tarefas, é possível encaixar. Por exemplo, dia 13 irei palestrar sobre a minha Transformação de Obeso para compeditor, na Destination, uma grande academia aqui de Dallas, também gravo alguns Webinars de vez por outra para a empresa Clávis Segurança, a qual tenho uma grande parceria a alguns anos, o último foi essa semana.
A razão pela qual o título deste artigo é “tudo na vida tem um preço”, é devido ao fato que temos que aceitar que não dar para ter tudo, e isso é normal. Você sempre vai ter que fazer escolhas onde vai ter que “give up” em algo. Muita gente que converso diz que quer sair do Brasil, mas algumas não querem “desapregar-se” do que tem hoje, bicho....se você passar a vida inteira vivendo no “se” (como seria se eu tivesse feito isso? e se fosse assim?) você não chegará em canto nenhum. E isso não aplica-se apenas ao plano de deixar o país em busca de algo melhor, aplica-se também a passos menores, como: “cara eu tive uma oportunidade de emprego mais tinha que sair de Fortaleza, e eu não sei morar longe daqui”...macho então você já chegou a conclusão final: não pode sair daí. O que é que tu quer que eu faça? Você tem o poder da mudança, nimguém pode segurar na sua mão e fazer por você, seja no âmbito de mudança de estado, país, emprego ou até mesmo mudança de hábitos (quer emagrecer mas não dispensa a pizza todo final de semana – arriégua!).
Em fim meu amigo/amiga, tudo tem um preço, até mesmo quando não se faz nada também existe um preço e agora vou mencionar Zig Ziglar (que todo mundo pensa que é Texano mas não é, ele é de Alabama – apesar de ter morrido aqui no Texas em 2012), quando questionado sobre o por que é importante ter objetivos e correr atrás dele, ele disse:

“Um cidadão me disse: tenho medo de traçar objetivos e falhar em alcançá-los. Eu disse: se você não fizer nada é bem pior. Veja só: um avião é mais seguro em terra firme, toda vida que ele decola, há vários riscos de cair, porém ele foi feito para estar no ar e se ele ficar em terra firme o tempo todo, mesmo que ele fique mais seguro, a vida útil dele é menor, pois ele vai enferrujar, as peças vão dar problemas, em fim, ele não nasceu para ficar parado em terra. Mesmo aplica-se a um navio em alto mar (tem mais riscos) e um ancorado no porto (menos riscos), o que está ancorado vai degradar mais rápido. Assim meu caro é o ser humano, nascemos para evoluir e para evoluir precisamos traçar metas, e para alcançar tais metas iremos correr riscos....e isso faz parte da evolução. Se falhar uma vez, você não para, você aprende com os erros e tenta de novo.”

Isso é simplesmente PERFEITO!

Boa sorte e que sua vida em 2016 seja cheia de riscos....tentativas...erros....aprendizados e objetivos alcançados. 

terça-feira, dezembro 01, 2015

Reclame não macho!

Recentemente um ex-professor meu do curso de Pós-Graduação do CEFET (que não terminei pois saí do Brasil em 2003) postou um desabafo onde (entre outras coisas) disse:

“Não aguento essa postura vitimista e de transferência de responsabilidade de todas as mazelas do universo para o poder público, seja em qual instância for. Para algumas pessoas, tudo é culpa do governo. E se as coisas não estão bem, é culpa do governo.”

Concordo plenamente com o Professor neste ponto de vista, o cidadão tem que acima de tudo entender que ele precisa fazer a parte dele para crescer na vida, independente de governo. Porém, não é de hoje que a mentalidade do Brasileiro é exatamente igual ao que mostra a perfeita figura abaixo (que inclusive deixei os créditos):

Concurso

A verdade é que no Brasil se cresce com a infeliz idéia que para ter sucesso na vida tem que passar em um concurso público e passar o resto da vida “curtindo” a estabilidade (nada contra concurseiros – apenas sou contra a doutrinação que essa é a única saída). Não existe espírito empreendedor entranhado nas origens, o lance é fazer parte do Governo, é a tal da estabilidade. Por isso que quando nada da certo, todos vão colocar culpa em quem? Claro, no Governo! Quanto maior o estado, maior a dependência nele e esta é a grande diferença entre um país com cidadãos que tem o espírito empreendedor e os que querem viver do lado do Governo.

Um dos fatores que me surpreendeu quando cheguei nos EUA em 2003 foi justamente este espírito empreendedor, onde todos olhavam para mim e diziam: cara, por que você ainda trabalha na Microsoft? Monta sua empresa cara, você tem capacidae e vai ser dono do seu negócio. Nos 12 anos aqui presenciei vários colegas não só da Microsoft mas também da Dell onde trabalhei em 2005 fazer isso. Mas por que? Não é tão estável trabalhar em uma grande corporação? É, mas para o Americano, ter seu próprio negócio é o ápice da independência e o Governo (que é bem menor – pois de fato vivemos em um capitalismo, que de opressor não tem nada abestado) cobra menos impostos e facilita mais o empreendedorismo.

É por isso que pessoas como Michael Dell existem, pois ele começou a montar computador na garagem da casa dele, puro espírito empreendedor. Outro exemplo claro: Steve Jobs, começou a Apple na garagem da casa dos pais. Agora imagine só se estes gigantes da tecnologia tivessem crescido em um ambiente onde os pais e a sociedade em geral colocassem na cabeça dele que o objetivo de vida é ser servidor público? Não teríamos muita coisa hoje em dia.

Portanto, não me admiro que hoje todos culpem o Governo (até pelas coisas que o Governo não tem culpa). Por isso sempre digo e sempre irei dizer: menos estado, mais responsabilidade pessoal perante ao seu futuro profissional e não espere por nimguém (muito menos pelo Governo) para lhe dar algo, vá atrás do que é seu.

terça-feira, novembro 10, 2015

Abra seu Leque de Oportunidades

Crescido em uma família com a base 100% socialista, filho de sindicalista e com boa parte da família no serviço público, eu tinha tudo para seguir a receita de bolo que recebi quando adolescente: estude para concurso, seja funcionário público e aproveite a estabilidade. Antes que venham jogar pedras, eu digo: não tenho nada contra o funcionalismo público e para os que escolhem este caminho. Porém, esse nunca foi o caminho que eu quiz, pois sempre achei o mundo muito grande para passar a vida inteira em um único local e acabar me acomodando com a tal da “estabilidade”.

O fato é que o pior erro que você pode cometer é usar “ideologia” como forma de viver a vida. Infelizmente o que vemos hoje é o discurso do “capitalismo opressor” contra a classe “trabalhadora” e sempre que ouço isso não canso de sorrir, pois é a coisa mais sem cabimento que existe – claro, é algo que vem e décadas e vai sempre estar vivo, pois é preciso sempre ter a tal da ideologia para viver. São poucos que jogam a ideologia de lado e acordam, como foi o caso do meu querido Pai que depois de décadas de esquerdismo radical, acordou e me deu sua benção para viver no capitalismo (que de opressor não tem nada).

Mês que vem completo 12 anos que moro nos EUA, trabalhei muito, dia após dia para chegar onde cheguei. Nada veio por camaradagem, sempre fruto de começar do zero e fazer acontecer. Os Estados Unidos aumentou meu leque de oportunidades e eu agarrei cada uma com toda força que podia. Quando lancei meu primeiro livro técnico em inglês pela Microsoft Press em 2010 eu alcancei algo que jamais sequer sonhava, publicar um livro em inglês. Depois que o primeiro foi introduzido, vários outros foram lançados (mais 5 pela Microsoft Press e 1 pela Syngress). Pois bem, hoje saiu a nota de impressa da editora Morgan James, para nosso livro Ready, Set, Achieve. Parece um sonho, ver seu nome em um press release de uma editora de New York, para um livro que não é técnico. Apesar do texto ser meu e da Jodi Miller, tem uma pessoa oculta nesta história toda, e é sobre ela que vou falar um pouco.

No mercado literário técnico, geralmente você recebe (pelo menos aqui nos EUA) algum adiantamento para começar a escrever, no mercado não técnico é outra realidade. Para começar você é nada, nimguém, um autor desconhecido no universo de autores de livros de não ficção. A melhor forma muitas vezes é até contratar um agente para tentar vender a idéia do seu livro para as editoras. Mas, eu e a Jodi não tínhamos no nosso roadmap o dinheiro para fazer este investimento. Até que conheci a autora Laura Steward Atchison em uma palestra que assisti dela. Falei sobre meu projeto literário e ela me apresentou ao Editor da Morgan and James. Após mandar um capítulo de exemplo e mais o índice do que o livro iria cobrir, ele retornou super interessado no projeto e disse: nós iremos lhe publicar!

Pronto, parecia até um sonho....sério, o cearense rei que chegou a comer papa d’água na janta e estudou em escola pública por falta de dinheiro vai mesmo ser publicado por uma editora de New York? Arriégua mah, é bom demais para ser verdade. E realmente tinha um porém. Na primeira reunião editorial lá vem a “facada”, eles pediram U$ 3.000,00 para cobrir as despesas iniciais. O mundo desabou, pois a publicação deste livro não era uma prioridade de vida, portanto eu não queria usar um dinheiro que poderia ser usado por algo mais importante para uma aposta pessoal. Eu e a Jodi quebramos cabeça para ver como fazer para levantar essa grana, foi aí que apareceu Mr X (não vou falar o nome dele pois ele pediu para manter sigilo), um Texano, pai de família e empresário, que ouviu falar sobre o nosso projeto, conhecia minha tragetória para perder peso e adorou o intuito do livro. Ele chegou e disse: taqui para vocês esse dinheiro – não precisa se preocupar em pagar, um dia, quando o livro estiver fazendo dinheiro, vocês me pagam. Tá que PARIU MAH!!! É muita opressão destes Texanos hein? Pois é, esse cara fez isso sem pedir nada em troca, apenas por que ficou inspirado pelo livro.

A moral da história meus caros colegas é que vocês tem que parar com essa de fechar o ciclo de oportunidades que a vida lhe oferece por uma ideologia, seja ela qual for. Pare de colocar culpa nos fracassos do seu país ou até mesmo fracassos pessoais devido ao capitalismo, ou ao país A ou B. Você é o dono do seu destino, ponto final! Não fique parado esperando acontecer, faça acontecer. Se tivesse seguido os planos que “foram traçados” para mim, eu não estaria aqui no EUA, não teria o que tenho e não teria alcançado o que alcancei. Hoje, quando escrevo livros em Português é por que sinto-me na obrigação de contribuir com o crescimento profissional do povo da minha terra natal que jamais irei negar, sou Brasileiro, sou Cearense.

Essa semana quando um ex-aluno postou a foto abaixo, eu mostrei para minha esposa e disse: isso aqui é o que me faz usar meu tempo pessoal para escrever livros, pois sabemos que dinheiro não da, mas eu sei que algumas pessoas vão fazer bom uso dele. Quando doei este livro para a biblioteca eu sabia que de uma forma direta ou indireta ele iria ser de utilidade para a comunidade local, e isso não tem preço!

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O jargão é velho, mas serve: pense fora da caixa! Geralmente essa caixa quer limitar sua visão e com isso limitar suas possibilidades. Queima esta praga de caixa e abrace um novo mundo, um mundo que você tem o controle do seu destino através do seu trabalho e da sua perseverança (é, pois nada vem fácil e nem rápido – se vier, vai embora ligeiro bala!).

segunda-feira, outubro 19, 2015

Quatro anos atrás

Essa semana, mais precisamente neste sábado que vem dia 24 de Outubro, é o aniversário de 4 anos desde que comecei minha mudança física, que só foi oficialmente documentada neste blog em Maio de 2012, porém começou de fato no dia 24 de Outubro de 2011, depois do email abaixo que recebi do meu treinador na época, onde ele me enviou meu program de treino.

24Outubro_4Anos

Incrível o que se pode conseguir em 4 anos quando se trabalha intensamente, dia após dia com o intuito de alcançar o objetivo que foi traçado. Foram tantas batalhas diárias, tanto sacrifício no começo (digo no começo pois depois virou rotina – parte do dia a dia), foi complicado, mas se eu não tivesse feito nada quatro anos atrás,  provavelmente estaria pior do que quatro anos atrás, talvez até tivesse desenvolvido problemas de pressão alta, etc.

Nestes quatro anos não só mudei fisicamente, mas também mentalmente e consegui um equilíbrio na minha vida que jamais tive, jamais mesmo. Hoje consigo fazer mais em tudo (trabalho, família, saúde, vida social, etc), tudo se encaixa corretamente, um não afeta o outro e assim vou vivendo melhor e proporcionando melhores momentos aos que amo incondicionalmente: minha família.

Nestes quatro anos também vi de tudo, vi apoio, vi falsidade, vi inveja, mas tudo que vi (seja positivo ou negativo), me ajudou a crescer como pessoa, me fortalecer mentalmente e trazer isso para o treino, para a dieta e para a vida. Se a quatro anos atrás alguém olhasse para aquele minha versão gorda e falasse: “você vai estar entre os top 3 da categria Master em um campeonato de fisiculturismo regional nos EUA”. eu diria com o meu bom Cearês: tu é doido é mah! Minha auto estima e minha vontade de melhorar estavam na lama, e isso afeta demais o resto como encaramos desafios. Ainda bem, tudo mudou!

Nesta semana dos 4 anos de mudança, tenho o prazer de apresentar a capa do livro que lancei nos Estados Unidos, porém agora a versão em Português que será lançada no Brasil em Dezembro:

Alcance o Seu Melhor-1

Esse livro foi lançado aqui nos EUA em Julho (ver noite de autógrafos) em formato ebook e agora em Novembro vai sair em formato impresso. No Brasil vai estar disponível apenas em formato impresso, mas totalmente em Português. Gostaria de aproveitar e agradecer a minha amada esposa, não só por ter tirado um tempo na sua agenda cheia para traduzir este livro, mas por todo apoio de sempre, sem ela eu não teria conseguido.

Fique de olho no site da Editora Nova Terra, assim que eles disponibilizarem o link da pré-venda eu postarei no meu Twitter @yuridiogenes

Não deixe para amanhã, comece sua mudança hoje, e transforme essa mudança em um estilo de vida, assim você nunca vai querer parar.

Abraços!

segunda-feira, agosto 24, 2015

O ontem, o hoje e o futuro

Hoje (dia 24 de Agosto) completamos 20 anos desde que o Windows 95 foi lançado. Lembro de estar em uma sala de treinamento na SW Informática quando o dono da empresa (Antonio de Barros Serra) ministrava um treinamento para os funcionários mostrando como o novo sistema operacional funcionava. Muita coisa mudou de lá pra ca, não só na tecnologia em si mas também nos requisitos para ser um profissional de tecnologia.

Recentemente escrevi um artigo para o ISSA Journal sobre carreiras na área de Segurança da Informação, esse artigo será publicado na edição de Outubro (para membros do ISSA) e nele mostro o quão diversificado é o escopo de hoje em dia. Com o advento de Computação na Nuvem, Mobilidade, Internet of Things, Segurança e todos estes temas juntos, o conhecimento “broad” torna-se mais importante que o conhecimento “narrow” (também chamado de especialista). O problema em ter que digerir todo esse conhecimento e agir em diversas áreas enquanto ainda está digerindo tudo isso é um só: stress.

Por mais que você ame o que faz, é possível entrar em um estado que chamamos aqui nos EUA de “burn out”. Alguns sinais comuns que você está entrando neste quadro foram expostos na Forbes em 2013:

  • Exaustão
  • Falta de motivação
  • Emoções negativas como o cinismo
  • Queda de desempenho no trabalho
  • Problemas pessoais
  • Relaxar no cuidado pessoal
  • Constante preocupação com trabalho
  • Redução de satisfação
  • Problemas de saúde

Esse tendência já foi provada e comprovada e com os últimos acontecimentos relatados no New York Times com relação à Amazon, outras pesquisas foram feitas e concluido que a insatisfação é muito maior que apenas para funcionários da Amazon.  Cinco mil engenheiros foram entrevistados e a conclusão geral foi que a grande maioria de fato tem uma maior remuneração, porém são mais insatisfeitos que trabalhadores de  outras áreas. A matéria da resportagem diz: Tech workers richer but less happy than most workers.

E agora, qual a alternativa para sobreviver neste mar de informações, trabalho, desafios e se manter saudável ao mesmo tempo que evita o efeito “burn out”? Quem me acompanha sabe das minhas mudanças de estilo de vida que começaram em 2011 e recentemente foram mostradas na revista Época no Brasil. Para mim, o longevidade na área e o balanceamento entre os quatro principais pilares da vida (uso este termno no livro que lancei recentemente aqui nos EUA, onde falo sobre este balanceamento), que são: Saúde, Família, Trabalho e Social (amigos, comunidade, etc) são vitais para qualquer profissional, mas para nós na área de tecnologia mais ainda.

Note que coloco saúde em primeiro lugar, pois sem saúde você não tem como cuidar da sua família e nem trabalhar. Com isso, é PRECISO manter a máquina funcionando em estado perfeito para que você tenha longevidade no trabalho e na sua vida pessoal. O pilar da saúde vem no equilíbrio de duas coisas: alimentação e exercícios. Não há dúvida que o que você come interfere diretamente na sua performance, eu sou prova disso. Ao mudar minha alimentação tive um ganho de performance em todas áreas da minha vida.

Em fim, é uma batalha contínua para todos profissionais de TI, mas tente ao máximo sair dessa estatística de stress, burn out e queda de performance. Cuide da sua máquina, pois caso contrário não conseguirás cuidar da máquina dos outros no futuro.

Saúde e Sucesso pra todos!